Autor: Elmar Bones

  • Voto "coerente" de Rosa Weber fulminou as esperanças de Lula

    A ministra Rosa Weber votou contra a concessão de habeas corpus ao presidente Lula, condenado em segunda instância a mais de 12 anos de prisão. O voto dela foi decisivo.
    Quando o Supremo votou a matéria em 2016, Rosa Weber votou contra a prisão depois da condenação em segunda instância.
    Foi voto vencido. Desde então, manteve-se fiel à decisão do colegiado.
    Em todas as sentenças que emitiu depois, contra sua convicção, ela seguiu a orientação do colegiado e rejeitou habeas corpus para réus condenados em segunda instância que pleiteavam aguardar em liberdade até o julgamento final de sus recursos no STF.
    Ela manteve esse posicionamento ontem e votou contra o habeas corpus para o ex-presidente Lula.
    Sexto voto, depois de seis horas de julgamento iniciado às duas da tarde, Rosa Weber desequilibrou o placar marcando cinco a um pela prisão do ex-presidente.
    O  julgamento avançou pela madrugada terminou  com cinco votos a favor e cinco contra. Foi decidido pelo voto da presidente do STF, Carmen Lucia, que negou o habeas corpus ao ex-presidente.

  • Mestres do budismo se reúnem em Porto Alegre

    Três mestres do budismo no Rio Grande do Sul participam das comemorações do primeiro ano de atividades do Instituto Zen Maitreya, o mais novo centro budista de Porto Alegre, localizado na rua Riachuelo, 305.
    “O budismo que queremos” é o tema do painel com o Lama Padma Samten, Monge Dengaku e o Monge Seikaku.
    Será no domingo, 8 de abril, a partir das 15 horas.
    “Junto às comemorações do nascimento de Buda, celebramos o primeiro ano de atividades do Instituto”, diz o filósofo Celso Marques, coordenador do centro.
    PROGRAMAÇÃO
    08 de abril, DOMINGO
    15:00 Recepção dos convidados,
    15:30 ZAZEN,
    16:00  Apresentação Monge Seikaku
    MAITREYA
    O Buda do Futuro
    16:15 Painel com Lama Padma Samten, Monge Dengaku e Monge Seikaku.
    QUAL O BUDISMO QUE QUEREMOS?
    O que estamos fazendo aqui? O que realmente queremos?
    Contribuição sugerida: R$35,00
    (As contribuições são a única e tradicional forma de sustentação dos centros budistas — oferecer sustento é uma prática direta de compaixão e generosidade.)
    TODOS SÃO MUITO BEM VINDOS.
    GASSHO!

  • A cartola de Temer

    ELMAR BONES
    Gastei uma tarde quase inteira na internet fuçando, desde os portais dos jornalões  e revistonas até os sites de esquerda, coletivos e “blogs sujos”.
    Queria entender as razões do ataque súbito contra Temer na quinta-feira, um golpe que pareceu mortal não só para sua candidatura mas para o próprio mandato.
    Cinco de seus amigos mais próximos presos, numa operação denominada “Skala”… “Começou!”, escreveu em rede social o ex-procurador Rodrigo Janot.
    As notícias não só acentuavam a absoluta gravidade das prisões, pedidas pela procuradora geral e diligentemente autorizadas pelo ministro Barroso, como davam como iminente uma terceira denúncia, que desta vez contaria com o apoio de Rodrigo Maia e com certeza a maioria na Câmara.
    O Globo destacou seu editorialista, Merval Pereira, para sustentar, na manchete do site, que uma terceira denúncia “estava claramente delineada” depois das prisões. “É quase impossível imaginar que se trate de um equívoco ou de uma perseguição política”, são fatos que “estão ligados a práticas políticas de uma vida toda”.
    Para o porta-voz, “Temer é um simulacro de estadista” e, tanto quanto Alckmin, “não correspondem ao perfil nem têm a liderança que o país necessita neste momento”.
    Miriam Leitão era ainda mais enfática: “Um pato manco, investigado, com sigilo bancário quebrado (?) e cercado de suspeitas, terá que reunir votos para se proteger em uma Câmara esvaziada”.
    Pronto. O homem que vinha “nadando de braçadas nas águas turvas da política brasileira” estava, na verdade, já afogado?
    Mas a questão persistia: qual a razão de um ataque tão fulminante? No domingo, Alex Solnik ainda perguntava no 247: “Por que prendeu? Por que soltou?”
    Estava já desistindo da infrutífera pesquisa, quando veio a notícia do relaxamento da prisão dos amigos do presidente… no sábado à noitinha.
    O noticiário já anunciava que Temer dará posse nesta segunda-feira aos seus ministros que substituem os que saíram para se candidatar e levam para suas regiões como principal cacife na eleição a condição de ministro “de um governo que tirou o Brasil da recessão”.
    Então, ficou claro: era só uma trava na desenvoltura com que Temer se lançou na candidatura que tenta impor ao centro, para desespero dos setores que se associaram a ele e ao “quadrilhão do PMDB” para derrubar Dilma Rousseff.
    Hoje querem descartar o incômodo “companheiro de viagem” e seus amigos, e não conseguem.
    Deram-lhe um encontrão, cujos danos a procuradora Raquel Dodge tratou de mitigar ao pedir as prisões na véspera de um feriadão e revogá-las antes que ele terminasse. Nesta segunda feira, a manchete é outra e ele segue candidato.
    Canhestramente, como sempre, Temer tira mais um coelho da cartola e, desta vez, ele tem a cara do ministro Barroso.

  • Temer jantando Meirelles


    ELMAR BONES
    Michel Temer nada de braçadas nas águas turvas da política brasileira. E, impávido,  leva adiante seu projeto de Napoleão III, dando “um golpe por dia”.
    Agora esta se livrando de Henrique Meirelles de modo brilhante.
    Meirelles é o fiador dele, Temer, junto ao grande capital, o financeiro principalmente.
    Mas, como é que um presidente impopular vai pavimentar o caminho para candidatar-se à reeleição estando a chave do cofre na mão de um ministro que tem voo próprio e está comprometido com um discurso de austeridade, de equilíbrio fiscal?
    E os fiéis comparsas que lhe dão sustentação politica, engavetam as denúncias contra ele no Congresso, e movimentam a máquina eleitoral nos Estados?
    Eles também precisam ser reeleitos, até para garantir o foro privilegiado, ou no mínimo eleger seus protegidos. Ninguém se elege apenas com boas ideias e bons discursos. Uma campanha custa muito caro.
    É preciso, então, livrar-se do Meirelles, para que a caneta presidencial corra solta. Mas como, se Meirelles é a garantia do empresariado nesse quadro farsesco?
    A candidatura à reeleição não pode afrontar os magnatas que financiaram a derrubada de Dilma. Não pode afrontar a Globo, que é a voz do capital.
    Que fazer então? Estimular a candidatura do Meirelles à presidência, afinal ele já entrou nesse governo picado pela mosca azul.
    E ele, Michel Temer?
    Bem, ele só está se apresentando como candidato à reeleição porque alguém precisa defender o legado desse governo impoluto que está colocando “o Brasil nos trilhos”. Meirelles pode, com toda autoridade, fazer isso, como não?
    Meirelles está acreditando. Anunciou hoje que vai se filiar ao MDB dia 3 e, depois no devido prazo, deixará o governo para ser candidato à presidência.
    Terá que decolar do 1% que recebe nas pesquisas e, principalmente, passar pela convenção do PMDB, que está nas mãos de quem?
     

  • Dois shows na Paraíba marcam a volta de Geraldo Vandré, 50 anos depois

    O auditorio do espaço cultural Menino de Engenho, em João Pessoa, de 570 lugares foi pequeno  para o público que foi por duas noites (21 e 22)  ver a volta do cantor e compositor Geraldo Vandré, que não se apresentava no Brasil desde 1968.
    A distribuição de ingressos levou não mais do que meia hora. Muitos queriam que a apresentação fosse no Teatro Pedra do Reino, que tem capacidade para 3 mil pessoas, mas o local foi uma escolha do artista: o paraibano Geraldo Vandré, que cantou profissionalmente no Brasil pela última vez em 13 de dezembro de 1968.
    Reproduzimos trechos da reportagem de Vitor Nuzzi para a RBA:
    “Foi no mesmo dia do AI-5, que marcou o início do período mais violento da ditadura. Vandré e seu grupo na época, o Quarteto Livre (Franklin da Flauta, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos e Nelson Ângelo), tinham ainda uma apresentação marcada para Brasília, no dia 14, que obviamente não aconteceu.
    Desde então, Geraldo Vandré subiu em alguns palcos, mas sem cantar, o que só aconteceu no Paraguai, também na década de 1980.
    Às 20h47 da quinta-feira (22), 17 minutos depois do horário previsto, inteiramente de branco e aplaudido de pé, Vandré surge ao lado da cantora e pianista paulista Beatriz Malnic, que desde 1986 mora nos Estados Unidos e é parceira do compositor nas cantilenas interpretadas ao piano.
    Veio especialmente para o recital. Beatriz está toda de vermelho. O músico Alquimides Daera, violonista, outro parceiro, veste preto. Branco, vermelho e preto são as cores da bandeira paraibana.
    Vandré agradece Beatriz pelas composições. “Suas mãos, seu coração e seu sentimento tornaram possível que eu pudesse assim expressar-me”, diz ao público. A mesma pianista, na época com o pseudônimo de Ismaela, dado por Vandré, havia tocado essas mesmas peças na Biblioteca Municipal de São Paulo, em 1987, na presença do compositor.
    Mas a primeira da noite é Canta Maotina, uma parceria com Di Melo, gravada pelo pernambucano no álbum Imorrível, de 2015. Uma letra com palavras inventadas, com sonoridade latina, cantada por Vandré e Beatriz.
    Vandré, 82 anos, cantou esta e mais três por ele nunca gravadas, em sua voz de timbre preservado, com arranjos de Jorge Ribbas: FabianaMensageira (para a bandeira da Paraíba) e À Minha Pátria, novo nome da canção originalmente conhecida como Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve, composta por Vandré e Manduka e vencedora do Festival de Água Dulce, no Peru, em fevereiro de 1972, cantada por Manduka e pela venezuelana Soledad Bravo.
    Se é pra dizer adeus
    Pra não te ver jamais
    Eu, que dos filhos teus,
    Fui te querer demais
    No verso que hoje chora
    Pra te fazer capaz
    Da dor que me devora
    Quero dizer-te mais
    Que além de adeus agora
    Eu te prometo em paz
    Levar comigo agora
    O amor demais
     

    Com a exclusão da emblemática Disparada, apenas uma canção é realmente conhecida do grande público. Mais do que um canção, já chamada de Marselhesa brasileira por Millôr Fernandes e de hino nacional por Mário Pedrosa, atravessou gerações, mentes e corações, com versos imortalizados desde 1968, quando, depois da cantada para uma multidão no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, ganhou as escolas, ruas, campos e construções.

    Pra não dizer que não falei de flores (Caminhando) é interpretada pela Orquestra Sinfônica e pelo Coro Sinfônico da Paraíba, regidos pelo maestro Luiz Carlos Durier, que tinha 8 anos quando a canção foi composta por Vandré. No púlpito, ressalta a força da composição, que o tornou uma pessoa “mais politizada”. A surpresa e a maior emoção da noite virão em seguida, quando o próprio autor começa a cantar sua obra, acompanhado pelo público.

    O produtor Darlan Ferreira, outro responsável pela empreitada, traz uma bandeira brasileira, que Vandré segura, levanta e exibe ao público, sob aplausos. À distância, nem todos podem ver, mas o pavilhão nacional não traz os dizeres Ordem e Progresso, mas o verso Somos Todos Iguais. Logo depois, surge o inevitável grito “Fora, Temer”, presente em todos os shows da atual temporada de Chico Buarque.

    Entre os admiradores ou curiosos, contemporâneos de Vandré, familiares – como uma tia de 100 anos – e vários jovens, principalmente na segunda noite. Um grupo deles fica sentado no chão, à beira do palco, tomando vinho em garrafa plástica. Um deles confessa seu espanto com a extensão da obra do compositor. “Conforme eu fui vendo, eu falava ‘ah, a música é dele’, tá ligado?”, diz aos colegas, enquanto a apresentação não começa. Desta vez, o espetáculo vai se iniciar às 20h50. E o público tem muitas músicas para pedir, se pudesse. Uma rápida consulta revela preferências por Canção NordestinaRéquiem para MatragaPorta-EstandarteLadainha, Pequeno Concerto que Ficou Canção… O repertório é grande para quem pensa que Vandré fez apenas uma ou duas canções. E tem inéditas.

    Na primeira noite, na segunda fileira, está o governador Ricardo Coutinho (PSB), que Vandré levará ao palco para agradecer pelo convite feito há quase três anos. Foi em 2015 que a ideia do recital começou a criar forma. Naquele ano, o artista voltou à Paraíba, depois de duas décadas, para ser homenageado no Fest Aruanda, tradicional festival do audiovisual organizado no estado. Ali ele começou a cogitar um retorno definitivo à terra natal – Geraldo Pedrosa de Araújo Dias nasceu em João Pessoa em 12 de setembro de 1935. Saiu de lá aos 17 anos, em 1952. Estudou em Nazaré da Mata (PE), Juiz de Fora (MG), formou-se em Direito no Rio de Janeiro e foi fazer arte.

    Canções de protesto

    Enquanto Beatriz Malnic toca as peças para piano, Vandré se afasta, olha as páginas do roteiro, senta-se, levanta, posiciona-se à esquerda da intérprete, em pé (gesto que não repetirá na segunda noite), sai durante quase 10 minutos. Na volta, agradece ao secretário Lau Siqueira e sua equipe, “que me cercaram de atenções e amizade”. No recital de sexta (24), acrescentará às citações o maestro Durier, o arranjador Ribas, a Sinfônica, o Coro, o produtor Darlan e o violinista Daera.

    Na noite de estreia, Vandré fará um agradecimento especial a uma pessoa por quem diz ter amizade extrema: o capitão de mar e guerra Claudio José da Matta, reformado, que viajou de Salvador para prestigiá-lo. Uma pessoa ligada à produção conta que o militar foi consultado informalmente sobre os dizeres da bandeira, que veio de Campina Grande. A saudação a um oficial da Marinha, os versos de Fabiana (em homenagem à Força Aérea) e de Marina Marinheira (para a Marinha) certamente causará mais espanto a quem vê Vandré como um opositor das Forças Armadas. Durante anos, ele tentou várias vezes explicar que sua música mais célebre não era um libelo contra os militares. Definiu-a como uma “crônica da realidade”.

    Foi um evento cercado de cuidados, para satisfazer as exigências do artista. Na véspera, um apagão que atingiu grande parte da região Nordeste levou os organizadores a arrumar dois geradores para evitar surpresas de última hora. Durante os ensaios dos últimos três meses, por motivos diversos, não foram poucas as vezes em que se temeu pelo cancelamento.

    Mas aconteceu, e Vandré voltou a cantar no Brasil, com sorrisos e um pouco de humor. Logo no começo da segunda noite, o microfone falhou e, em seguida, ele acusou a falta do roteiro, sem deixar de ir em frente. “Ninguém tem pressa aqui. Quem tem pressa não pode voar. É desastre na certa.”

    Na véspera das apresentações, ele até participou de uma entrevista coletiva – disse ter reservas à expressão “canção de protesto”, carimbo posto pela mídia e que marcou profundamente a sua trajetória profissional, finda em 1968. Criticou o que considera falta de espaço para a música popular nos meios de comunicação de massa. Em outras conversas, usou expressões mais duras para referir-se à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento de 2015, de liberar as chamadas biografias não autorizadas.

    No final da segunda apresentação, ainda mais concorrida que a primeira, houve um incidente, justamente na interpretação de Caminhando. Vandré acaba de agradecer ao secretário da Cultura, ao governador, à família, “que emprestou-me, como sempre, o seu apoio”, e a todos os profissionais responsáveis pelo evento, revelando “orgulho e felicidade deste instante único”. De repente, um grupo abre faixa de apoio à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada no último dia 14 – antes da apresentação, um manifesto havia sido distribuído à plateia. O ato inesperado surpreende a produção e irrita o artista, que retira os manifestantes e se despede. Sai do palco às 22h25, acenando.

    A polêmica, um tanto comum quando se fala em Vandré, chega rapidamente às redes sociais, com manifestações favoráveis, na maioria, e algumas críticas. O episódio impede o que seria o provável auge da noite: a apresentação de Disparada, outro sucesso imortal, de 1966, em parceria com Theo de Barros.

    Na entrevista coletiva, uma das perguntas foi sobre sua tendência política. A resposta veio no seu estilo enigmático. “Na mão esquerda trago uma certeza. Na mão direita, uma garantia. Atenção: às vezes eu troco de mão.”

    Ele parece feliz, jovial. Há muitos anos, disse que aqueles que cuidam da beleza têm função secundária na sociedade, dentro de padrões de “utilidade social”, mas observou que sem a beleza não existe “o homem feliz”.

    Depois das apresentações, recebe fãs e amigos no camarim, tira fotos e dá autógrafos. Em sua João Pessoa, gosta de passar boa parte do tempo olhando para o oceano, sentado diante de teu mar, como diz no poema Isso não muda. No próximo domingo (1º), participará do relançamento de Cantos Intermediários de Benvirá, livro de poesias publicado no Chile em julho de 1973, um mês antes de seu retorno ao Brasil, depois de quatro anos e meio de ausência forçada, período durante o qual andou pela América do Sul, África e Europa, com moradia, principalmente, no Chile e na França.

    E agora? Choveram convites para levar o “show” pelo país afora. Os companheiros de projeto se animam. Daera tem expectativa de preparar um CD. “Uma honra e uma alegria muito grande poder contribuir e interagir musicalmente com o filósofo Geraldo Vandré, cuja obra de rara beleza representa um grande amor pela arte musical, pela vida e pela pátria! Que este retorno seja estímulo para que as muitas belas canções, ainda desconhecidas, sejam produzidas e que encantem as novas gerações. Arte sincera em importante momento no nosso país”, escreveu Jorge Ribbas.

    O maestro Durier saiu com sensação de dever cumprido, lembrando que a Sinfônica tem “atenção forte” com a chamada MPB. “Senti que poderíamos ter feito muito mais. Mas valeu a pena  reviver Geraldo Vandré, principalmente motivados com a nossa triste situação política atual. O concerto nos levou e grandes reflexões.”

    O artista avisou que sua volta é “circunscrita à Paraíba”. Transmitido ao vivo pela Rádio Tabajara, o recital deve virar DVD.

    E aos muitos amigos que aqui vão chegar
    Procurando abrigo pra continuar,
    Digam, sem temores, depois de ajudar
    Que um pouco adiante, em qualquer lugar,
    Tem calor da gente e amor a esperar
    Que eu levei bastante pra sempre plantar.

  • Obra de expansão e melhoria do aeropoto Salgado Filho vai custar R$ 1,5 bilhão

    O governador Ivo Sartori e o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior, participaram do ato simbólico que marcou o inicio das obras de expansão do Aeroporto Internacional Salgado Filho, nesta quinta-feira.
    Concedido por 25 anos para a alemã Fraport,  as obras consistem na expansão do Terminal 1 e da pista de pouso e decolagem, na adequação das vias de taxiamento e em melhorias no sistema de drenagem do aeroporto.
    As obras são executadas pelo consórcio HTB, Tedesco e Barbosa Mello, contratado em janeiro deste ano pela Fraport. para  todas as etapas das obras, desde o projeto até a entrega final. As licenças ambientais já foram emitidas e a previsão é concluir a expansão do terminal até outubro do ano que vem.
    A obra vai gerar até 700 novos empregos. A pista, que tem hoje 2.280 metros de comprimento, ganhará mais 920 metros, até 2021. Nessa etapa da obra, serão investidos cerca de R$ 1,5 bilhão.
    O governador José Ivo Sartori afirmou que “diante de um dos cinco investimentos mais significativos para a economia do Rio Grande do Sul na última década. Não estamos falando somente do montante de recursos financeiros, mas, principalmente, do efeito multiplicador de benefícios para a nossa economia em termo de logística, geração de emprego, atração de turismo e negócios”.ou.
    A CEO da Fraport Brasil-Porto Alegre, Andreea Pal, afirmou que passageiros e parceiros de negócios serão beneficiados diretamente por um terminal maior e mais confortável e por uma infraestrutura de ‘airside’ que atenda aos requisitos de segurança internacionais. “Nossa meta é criar um portal aeroportuário moderno, eficiente e focado no cliente. Nossa experiente equipe local está trabalhando para oferecer o nível mais alto de qualidade em serviços, operação e segurança”, afirmou.
    O presidente do Grupo HTB, Detlef Dralle, disse que o  consórcio “vai mostrar mais um exemplo do Brasil que dá certo”, garantindo entregar as obras contratadas “no prazo, dentro do orçamento e com qualidade”.
    O prefeito Marchezan informou que a prefeitura está acompanhando o processo de remoção das famílias das áreas do entorno da pista do aeroporto.
    Porto Alegre é o segundo aeroporto brasileiro concedido à firma alemã.OFraport Brasil-Porto Alegre e Fraport Brasil-Fortaleza são subsidiárias da Fraport AG Frankfurt Airport Services Worldwide, uma das empresas líderes no mercado global de aeroportos.
    As empresas foram estabelecidas no país quando Fraport AG conquistou, via licitação internacional do governo federal, a concessão dos aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre pelos próximos 30 e 25 anos, respectivamente.
    Proprietária e operadora do aeroporto de Frankfurt, maior aeroporto da Alemanha, com mais de 64 milhões de passageiros por ano, a Fraport AG opera em 30 aeroportos pelo mundo.
    A Fraport AG arrematou o Aeroporto Internacional Salgado Filho por R$ 382 milhões, dos quais R$ 290,5 milhões foram pagos no ato da concessão ao governo federal.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)
  • Ritual satânico: "Bruxo" vai processar delegado e veículos de comunicação

    Os advogados José Felipe Lucca e Marco Alfredo Mejia, que defendem Silvio Rodrigues Fernandes, o “bruxo” envolvido na farsa do ritual satânico, vão à Justiça buscar reparos aos danos morais e materiais sofridos por seu cliente.
    Eles vão processar o delegado Moacir Fermino, que conduziu o inquérito e levou Fernandes mais seis pessoas à cadeia por envolvimento num ritual em que teriam sido sacrificadas duas crianças.
    A própria polícia, após investigação interna, concluiu que tudo não passou de uma montagem mentirosa da qual o delegado participou ativamente, forjando provas e aliciando testemunhas.
    “Nosso cliente ficou 40 dias preso sem motivo, sendo sete dias na delegacia, isolado, sem banho, sob tortura psicológica, sem saber direito de que era acusado. Não pode ficar por isso mesmo”, disse ao JÁ o advogado José Lucca.
    Ele disse também que seu cliente sofreu prejuízos materiais com depredação do seu templo religioso, inclusive com quebra de imagens. Ele foi também desmoralizado pela exposição na mídia como um assassino.
    Por conta disso, segundo o advogado, será ajuizada também uma ação específica contra alguns jornais e veículos de comunicação que assumiram e até exageraram a versão do delegado. “A nossa versão dos fatos não era considerada. Não nos ouviam ou quando ouviam não publicavam”, disse Lucca.
    Ele e seu sócio estão formatando as ações civeis que serão ajuizadas nos próximos dias.
     
     

  • A farsa do "ritual satânico": o que ainda falta esclarecer

    Ladeado por quatro corregedores, o chefe de Polícia, Emerson Wendt, abriu a entrevista coletiva na sexta-feira, 16, para apresentar relatório das investigações sobre a conduta dos agentes policiais no inquérito que levou à prisão sete pessoas inocentes por suposto envolvimento em um ritual satãnico, no qual teriam sido sacrificadas duas crianças.
    A conclusão aponta para uma farsa completa e até grosseira, que rendeu mais de um mês de manchetes na imprensa, na maior fake news registrada este ano.
    O delegado Wendt abriu a entrevista anunciando que nos próximos dias será reforçada a equipe da Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, para intensificar as investigações num dos crimes que assombra a polícia gaúcha: o caso das duas crianças esquartejadas, encontradas à beira de uma estrada no bairro Lomba Grande.
    “Pelo menos dois agentes vão para lá, liberar a equipe e ampliar as investigações”, disse o delegado.
    A polícia, após quase sete meses de trabalho, segue sem pistas que possam levar aos criminosos. Sabe apenas que eram dois irmãos, um menino entre 8 e 10 anos uma menina entre 10 e 12.
    O caso já se tornou constrangedor para a polícia. Não bastasse a total falta de indícios que possam levar aos verdadeiros culpados, as investigações foram desviadas e embrulhadas numa trama que levou sete pessoas à prisão, acusadas pelo sacrifício das crianças num ritual satânico.
    Era disso que queriam falar os corregedores que ladeavam o chefe de Polícia, na entrevista de sexta-feira. Delegado Marcos Meirelles, chefe da Corregedoria da Polícia, fez a apresentação dos três delegados -Antonio Lapis, Bruno Oliveira e Bruno Pitta – autores do relatório que seria entregue à Justiça naquela mesma tarde.
    Eles trabalharam 45 dias, desde o dia 8 de fevereiro quando a chefia de Polícia decretou uma intervenção no inquérito que apurava a morte das crianças, conduzido pelo delegado Moacir Fermino.
    Pediram afastamento do delegado e quatro policiais de sua equipe. Chegaram a pedir a prisão de Fermino, porque ele continuava frequentando a delegacia, mas a Justiça não autorizou.
    Ouviram 26 pessoas, fizeram buscas e apreensões, refizeram todas as investigações, para descobrir como o delegado Moacir Fermino chegou a história do “ritual satânico” , que além de levar cidadãos inocentes à cadeia por crime hediondo, enganou a polícia, a Justiça e a imprensa.
    “Complexo, muito complexo”, foi a expressão que os delegados repetiram muitas vezes na exposição que fizeram do caso à imprensa.
    Três pessoas foram indiciadas: o delegado Fermino, por falsidade ideológica e corrupção de testemunha, um agente da delegacia de Novo Hamburgo, por falsidade ideológica, e um homem chamado Paulo, que está preso e é a testemunha-chave.
    Segundo os delegados, o homem que montou toda a farsa é esse Paulo. Ele está preso desde o início de fevereiro.
    Os delegados lembraram que os corpos das crianças foram encontrados em dois momentos: no dia 4 de setembro um morador achou uma sacola com pedaço de um corpo e ligou para a polícia; no dia 18 numa busca no local foram encontrados outros pedaços.
    No dia 6 de outubro, quando o caso já ganhava destaque na imprensa, Paulo fez o primeiro contato com o delegado Fermino, de quem era velho conhecido. Eles não se viam nos últimos anos, mas foram muito próximos e um foi cabo eleitoral do outro nas eleições municipais de 2004 e 2008. “Comprovamos que eles se falaram nesse dia”. Paulo, que Fermino chama de “profeta”, se diz “estudioso de física quântica”.
    No dia 13, o delegado Fermino registra ocorrência, de testemunha anônima que afirma ter visto o “ritual satânico” num sítio em Morungava, em Gravataí, a 30 quilômetros do local onde foram encontrados os corpos.
    A partir daí, segundo os corregedores o delegado manteve uma investigação não autorizada, paralela ao inquérito oficial conduzido pelo delegado Rogério Baggio, da Homicídios de Novo Hamburgo.
    Quando o titular saiu em férias, no dia 10 de dezembro, Fermino assumiu o caso com a história já pronta. Nove dias depois pediu a prisão temporária de sete pessoas.
    Até então, segundo concluíram os corregedores o delegado não tinha nenhuma testemunha, nem indício material. Apenas o relato do “profeta” Paulo e uma história montada com base num livro de magia negra, do qual trechos inteiros foram transcritos no relatório que o delegado apresentou para justificar a prisão temporária dos sete suspeitos. “A história foi sendo montada aos pedaços, à medida da necessidade de apresentar elementos que justificassem as prisões”, diz o delegado Antonio Pitta.
    As três testemunhas reais arroladas no inquérito apareceram depois do dia 4 de janeiro, quando o delegado já dava o caso por resolvido.
    Elas corroboram a história em linhas gerais, mas seus depoimentos têm tantas contradições que não resistiram ao interrogatório dos corregedores e, ao final, confessaram as mentiras.
    Eram aliciadas e instruídas por Paulo com promessa de benefícios do sistema de proteção à testemunhas. Uma delas reclamou que haviam prometido 3 mil mensais e não estava recebendo nem mil reais.
    A terceira testemunha se apresentou à polícia no dia 22 de janeiro, num momento crucial da investigação, era o próprio filho de Paulo, que apontou ao delegado o sétimo envolvido no ritual, elo que faltava para ligar o “bruxo” Silvio Rodrigues com os outros acusados.
    Márcio Brustolin, o sétimo acusado, teria apresentado o bruxo aos dois sócios que contrataram o ritual. Era mais uma armação. Os corregedores encontraram uma mensagem de Paulo ao delegado Fermino, na véspera: “Mais uma missão cumprida…a testemunha vai se apresentar”.
    Além de Paulo que o ajudava a construir a história, o delegado Fermino contava com um segundo profeta: um pastor evangélico, de antiga amizade, que ele escuta como um “guia espiritual”. No dia em que comandava escavações no local onde foram encontrados os corpos, o delegado recebeu uma mensagem deste pastor: “Não sei onde você está, mas cave mais para a esquerda”. A polícia não considera esse pastor envolvido nos crimes do delegado.
    O relatório era falso. Não havia qualquer investigação, era só cortina de fumaça. Os corregedores encontraram nas buscas na casa de Fermino um esboço do relatório, datado de outubro… Ele tinha a história pronta antes de qualquer investigação.
    Quais os motivos que levaram Paulo a criar toda essa história e o delegado Fermino a acreditar nela, mesmo sabendo que era falsa?
    As conclusões dos corregedores são hipóteses. Eles acreditam que Paulo foi motivado por uma dívida.
    Paulo foi contratado por Jair Silva e seu sócio para limpar um terreno, onde seria feito um loteamento. Ele cobrou 20 mil para retirar um lixão que ocupava grande parte da área. O serviço não foi feito. Jair começou a pressioná-lo. Quando surgiu o caso das crianças esquartejadas nos jornais ele teria urdido a trama para se livrar do problema.
    O delegado Moacir Fermino, com 44 anos de policia, teria motivos religiosos para apostar na história. Evangélico, ele buscaria “ascensão religiosa”.
    Os corregedores chegaram a mencionar a “vaidade” do delegado que o levaria a buscar um caso de grande repercussão e que ainda o credenciaria como homem de fé.
    A uma pergunta, se a história não teria sido criada por Paulo para encobrir os verdadeiros executores do crime, o delegado Antonio Lapis respondeu: “O conjunto probatório que reunimos não aponta neste sentido”
    O delegado Fermino acreditou na história levada pelo Paulo e buscou elementos para prová-la mesmo atropelando os fatos.
    No depoimento que prestou aos corregedores, Fermino foi lacônico. Disse que acreditou na história e procurou comprová-la. “Muitas perguntas ele respondeu com evasivas”, disse um dos corregedores. O delegado, que já foi candidato a vereador, teria algum interesse político? Os corregedores não encontraram nada neste sentido.
    Os corregedores disseram que com esse inquérito, a instituição policial estava “cortando na própria carne”.
    O advogado Marco Alfredo Mejia, que defende o bruxo Silvio Rodrigues, e estava presente à entrevista, criticou as conclusões. “Infelizmente terminou em pizza. Não queria dizer isso mas é o que aconteceu”.
    Ele disse que houve nesse caso um “crime de discriminação religiosa e racial” e isso não foi apontado. “Onde se viu delegado prendendo em nome de Deus, com base em revelações proféticas?”.
    Seu cliente ficou 40 dias preso, sofrendo ameaças. “Sete pessoas foram levadas ao cárcere, famílias foram destruídas e o crime é falsidade ideológica? Só tem uma explicação pra isso: manipulação”, disse Mejia.
    Uma cópia do relatório dos corregedores vai para a Justiça, outra para o Conselho Superior de Polícia.

  • Marielle Franco, vereadora executada no Rio: "Quantos mais vão precisar morrer?"

    O assassinato da vereadora Marielle Franco, na região central do Rio de Janeiro na noite desta quarta-feira repercute no país inteiro e ganha destaque nos principais jornais do mundo.
    Mesmo os cariocas, acostumados a uma rotina de violência, numa cidade que está sob intervenção militar, se manifestaram chocados com a brutalidade do crime, com toda a característica de uma execução.
    Pelo menos nove balas 9 mm perfuraram o carro da vereadora, que foi atingida na cabeça por quatro tiros. O motorista Anderson Pedro Gomes, que dirigia o carro, também morreu na hora. Uma assessora de imprensa, que estava junto, escapou com ferimentos leves.
    A assessora de imprensa que acompanhava a vereadora Marielle Franco (PSOL), no momento em que ela e o motorista do veículo foram assassinados, prestou depoimento por cinco horas na Delegacia de Homicídios.
    A assessora sofreu escoriações e ferimentos leves provocados por estilhaços de projéteis, e ficou muito abalada, mas foi até a delegacia após receber atendimento.
    A Polícia Civil ainda não divulgou o conteúdo do depoimento da assessora, que evitou a imprensa.
    A vereadora Marielle foi morta na noite desta quinta-feira, no momento em que voltava para casa, depois de participar de um evento.
    Segundo policiais, os disparos foram feitos de trás para frente do veículo e entraram pela janela lateral traseira. Por estar na linha de tiro, o motorista Anderson Pedro Gomes também foi alvejado. Nenhum pertence foi levado.
    Policiais militares no local informaram que um carro teria emparelhado com o da vereadora, e os ocupantes abriram fogo, fugindo em seguida. A janela à direita no banco de trás, onde estava Marielle, ficou destruída. O crime aconteceu na esquina das ruas Joaquim Palhares e João Paulo I.

    “Quantos mais vão precisar morrer?”

    Uma dia antes de ser assassinada, ela criticou a violência policial pelas redes sociais. Num post, ela questionou a ação da Polícia Militar.

    Na mesma rede social, Marielle chamou o 41° BPM de “Batalhão da morte”, no sábado (10). “O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem nossos jovens”, escreveu ela.

    Caloura na Câmara dos Vereadores, Marielle Franco se elegeu em 2016 com um resultado expressivo não só pela quantidade de votos — foi a quinta mais bem votada, com o apoio de 46 mil eleitores — mas pela força simbólica de sua campanha.
    Representando as bandeiras do feminismo e dos direitos humanos, levou para o debate eleitoral a defesa dos moradores de favelas.
    Nascida e criada na Maré, Marielle estudou Sociologia na PUC, com o apoio de bolsa integral, e fez mestrado em Administração Pública na UFF. Foi assessora parlamentar do deputado estadual Marcelo Freixo, seu colega no PSOL, até se eleger para o Legislativo municipal há dois anos.
    Na Câmara, apresentou projeto para a criação do Dossiê da Mulher Carioca, para levar a prefeitura do Rio a compilar dados sobre violência de gênero no município. Também atuou para permitir na cidade o aborto nas condições estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal e para ampliar o número de Casas de Parto: locais destinados à realização de partos normais.
    Na última semana, deu ênfase a sua agenda para celebrar o Dia Internacional da Mulher com caminhadas pela Maré, Santa Cruz e o Centro do Rio. Em discurso no plenário da Câmara, questionou a representatividade feminina:
    — Se este Parlamento é formado apenas por 10%, 13% de mulheres, nós somos a maioria nas ruas. E sendo a maioria nas ruas, somos a força exigindo a dignidade e o respeito das identidades. Infelizmente, o que está colocado aí nos vitima ainda mais — disse Marielle, no último dia 8.
    Durante um ano e três meses como vereadora carioca, Marielle organizou audiências públicas sob a questão de gênero e com integrantes do movimento negro.
    Participou de debates sobre educação, economia e ativismo na internet. Ela integrava a Frente em defesa da Economia Solidária. Nos últimos meses, preparava um projeto de lei para coibir o assédio nos ônibus municipais.
    Antes de ser morta, Marielle participou de uma roda de conversa com jovens negras e transmitiu o evento em suas redes sociais. A vereadora vinha questionando, na internet, a violência no Rio — o estado está sob intervenção federal na segurança pública.

  • Greve nos Correios dura menos de 24 horas e não afeta serviços

    Durou menos de 24 horas a greve dos trabalhadores dos Correios, deflagrada na segunda-feira,12. No Rio Grande do Sul, decisão foi tomada em assembleia do Sindicato (Sintect-RS) no fim da tarde. O serviço voltou ao normal já a partir da meia noite da segunda-feira.
    A categoria decidiu encerrar a greve logo após o julgamento no TST , que deliberou que os empregados dos Correios e seus dependentes deverão pagar mensalidade para manter os planos de saúde.
    Segundo o sindicato a greve chegou ao fim porque a decisão do TST é definitiva. “Agora, a categoria aguarda a publicação do acórdão do julgamento para analisar a peça e decidir novos encaminhamentos”.
    O Sintect informou que outras reivindicações dos trabalhadores dos Correios, como novas contratações e o não fechamento de agências, são pedidos antigos e devem seguir na pauta.
    Os Correios afirmaram que a paralisação se concentrou na área de distribuição e que não afetou os serviços de entrega de encomendas e correspondência. No inicio da greve, um levantamento indicou que 87,15% do efetivo total no país estava presente e trabalhando. Isso corresponde a 92.212 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença.
    Os Correios informaram ainda que no último fim de semana colocaram em prática o Plano de Continuidade de Negócios, de forma preventiva, para minimizar os impactos à população.
    As agências franqueadas não estão participando da greve, mas elas representam cerca de 15% do total.