Autor: Elmar Bones

  • Reforma do auditório Araújo Viana pode incluir garagem subterrânea no parque

    Pelo termo de permissão assinado em maio de 2007 entre a Prefeitura de Porto Alegre e a Opus Promoções, vencedora da licitação, a empresa deveria “concluir a reforma do auditório Araújo Viana em 18 meses, prorrogáveis mediante concordância das partes”.
    O projeto de reforma começou a ser feito pelo escritório do arquiteto Moacyr Moojen Marques, autor do projeto original do auditório (com Luiz Carlos Fayet, já falecido). Já estaria pronto, mas o “Estudo de Viabilidade Urbanística”, indispensável para começar a obra, não foi encaminhado à Secretaria de Obras. Moojen disse no mês passado que estava “finalizando alguns pontos” (Já Bom Fim, 389).
    Nesta quinta-feira, 18, o secretário da Cultura, Sérgius Gonzaga e os arquitetos Moojem e Sérgio Marques deram uma entrevista coletiva sobre o andamento da reforma.
    Notas nos jornais chegaram a informar que seria apresentado o projeto. Não foi. Os arquitetos informaram que ainda faltam detalhamentos, dando a entender que o trabalho estava parado porque ainda não existia um contrato para execução do projeto.
    O contrato entre os arquitetos e a Opus foi assinado um dia antes, na quarta-feira, 17.
    O site da prefeitura anunciou que “Reforma do Araújo Viana pode começar em 60 dias” e que “em 18 meses a reforma que dará um teto definitivo e climatização ao Auditório Araújo Vianna deverá estar pronta”. “A estimativa é de que no final de 2009 a obra deverá estar concluída”.
    O secretário Sergius Gonzaga informou que “um grupo interdisciplinar de trabalho, envolvendo as secretarias de Planejamento (SPM), de Meio Ambiente (Smam) e Obras e Viação (Smov), será formado para dar agilidade ao Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), tão logo o detalhamento do projeto seja entregue pelos arquitetos”.
    “A partir deste momento, estimado em torno de 60 dias, a obra estrutural poderá ser iniciada”.
    ”Sobre o prazo decorrido entre a assinatura do contrato que legalizou a licitação e a autorização para o início da obra, o arquiteto Moacyr Moojen Marques explicou que a empresa vencedora sugeriu várias melhorias que ultrapassam as exigências originais”.
    “A licitação prevê um esqueleto. A empresa que vai utilizar o local pode perfeitamente incluir melhorias que julga fundamentais. Será, por exemplo, aumentado o palco, que ocupará também o antigo fosso para a orquestra. Os camarins serão ampliados, será incluída uma área para as pausas nos espetáculos, com cafeteria, e haverá um tratamento acústico bem mais elaborado. Isso tudo acrescentará pelo menos mais R$ 3 milhões a custo original, que era R$ 7 milhões. Essa demora inicial é normal, basta ver outras grandes obras do gênero na cidade”, explicou Marques, que já foi secretário municipal de Obras e Viação.
    Estacionamento subterrâneo
    “Marques acrescentou que está sendo estudado e será oferecido um pré-projeto que contemple o impacto do estacionamento de carros sobre o entorno do Araújo Vianna em dias de espetáculo”.
    “Foi aventada a possibilidade de nova licitação, em forma de Parceria Público-Privada (PPP), para construção de um estacionamento subterrâneo no Parque Farroupilha”.
    Sergius Gonzaga advertiu que é antes é necessário fazer um estudo ambiental e um debate público sobre essa alternativa.(Com reportagem de Helen Lopes)
    Histórico
    O auditório Araujo Vianna encontra-se interditado desde o início de 2005. Sua cobertura de lona, construída em 1996, expirou em 2002, quando laudo técnico da Smov apontou risco de segurança.
    A reforma da antiga cobertura móvel tornou-se inviável em meados de 2006, quando o Ministério Público deu ganho de causa a uma ação dos moradores do Bairro Bom Fim, determinando o completo isolamento acústico do local. A medida inviabilizou estudos que estavam sendo realizados para sua reforma e elevou o custo de uma revitalização para R$ 7 milhões. Isso equivale a três anos do orçamento da SMC para recuperação patrimonial, representando despesa inviável para o Município.
    A solução encontrada foi oferecer a parceiros privados, por meio de licitação pública editada em fevereiro de 2007 e vencida pela empresa porto-alegrense Opus Produções, um aluguel compartilhado. Em troca da reforma, a empresa ocupará o auditório 274 dias por ano e os outros 91 dias serão usados pela prefeitura. Esses três meses representam três vezes mais do que a média de uso do auditório, que permanecia fechado cerca de 11 meses por ano, segundo medição realizada entre a reabertura em 1992 e a interdição do local em 2005. Depois de dez anos de compartilhamento, a prefeitura retomará o controle completo.(Da assessoria de imprensa)

  • Uma nova fase no sistema penitenciário

    Escolha longamente pensada indica mudanças na administração das casas prisionais do Estado.
    Poucos dias antes de completar seu terceiro mês como titular da pasta da Secretaria de Segurança Pública do RS – cargo que assumiu na manhã tempestuosa de 27 de julho, um domingo – Edson de Oliveira Goularte escolheu, com o devido aval da governadora Yeda Crusius, o homem que deverá administrar a Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários). A escolha recaiu sobre o procurador do Estado Paulo Roberto Zietlow, 43 anos que terá a responsabilidade de administrar a conduta funcional de três mil profissionais que mantém sob controle uma média aproximada de 27 mil apenados. Trata-se da primeira decisão concreta do silencioso secretário Goulart que mantém, por ora, nos principais postos da Segurança a mesma equipe montada por seu antecessor, José Francisco Mallmann. Sigam-me.
    Cabeças
    Zietlow, do alto de sua jovialidade de 43 anos, chega pleno de entusiasmo. Ele promete implantar um choque de gestão – cujos detalhes não chegou a definir – e, simultaneamente, fará uma racionalização administrativa, o que significa, pelo senso comum, que poderão rolar cabeças. Com relação ao déficit de servidores, o novo superintendente vai conduzir, pessoalmente, uma comissão que terá como objetivo maior a solução do problema. Em princípio, portanto, tudo está encaminhado para que o sistema penitenciário gaúcho ingresse num patamar superior de administração. Ressalto, no en-tanto, que sobre salários, Zietlow não falou.
    Interdições
    Dos 91 presídios existente no Estado, 15 estão interditados devido a superlotação e problemas de infra-estrutura . Em São Jerônimo , Passo Fundo e Camaquã a interdição é total. Ontem a justiça determinou a interdição parcial da penitenciária de Rio Grande. A Susepe terá dez dias para resolver o problema na rede de esgoto. O governo pretende amenizar a questão da superlotação, com a inauguração – meio apressada, meio atrasada – da penitenciária regional de Caxias do Sul, nesta terça-feira.
    Super
    Oito homens encapuzados e armados com pistolas e revólveres assalta-ram, na noite de quinta-feira, o Supermercado Max, na avenida A.J Renner. A quadrilha rendeu funcionários e clientes. Os criminosos roubaram equi-pamentos eletrônicos, televisores de LCD, pacotes de cigarros e dinheiro dos caixas.
    Trafico
    Operação do Denarc realizada, ontem, em Viamão, resultou na apreensão de 240 pedras de crack e na detenção de quatro pessoas. Entre os presos, foram identificados Luis Paulo dos Santos Rosa, que além das drogas por-tava ilegalmente uma arma, e Giovani Cordeiro Pacheco, acusado de ser olheiro do ponto de tráfico. Em Estrela, em operação conjunta da Polícia Civil e da Brigada Militar foram apreendidas 149 pedras de crack. A droga estava acondicionada em sacos plásticos e enterrada em uma área verde na rua Frederico Helfeinstein, no bairro Imigrantes. Também foi apreendido um Taurus de calibre 32.
    Sufoco (1)
    Todas as entidades de classe da Polícia Civil e da Brigada Militar vão participar, na próxima terça-feira, dia 23 de setembro, de coletiva à impren-sa. Considerando o encaminhamento ao Legislativo da peça orçamentária, que prevê reajuste zero ao funcionalismo público em 2009, os policiais de-vem apresentar proposta de implantação de subsídio para remunerar as ca-tegorias, conforme dispõe o § 9° do artigo 144 da Constituição Federal. Sobre o tema, os líderes da entidades representativas dos policiais já manti-veram contato com todas as bancadas partidárias na Assembléia Legislati-va, menos com a do PSDB, que preferiu ficar fora do debate inicial.
    Sufoco (2)
    A união inédita e, por isso, histórica, de todas as entidades representativas dos profissionais da Brigada Militar e da Polícia Civil, que resultou em pro-jetos paralelos para buscar estabelecer um nível de dignidade de remunera-ção, inexistente há mais de dez anos, foi tratada de forma burocrática tanto pela chefia da Polícia Civil como pelo comando-geral da Brigada Militar. Os projetos foram envelopados na Secretaria da Segurança e encaminhados silenciosamente para a Casa Civil do Piratini, onde já começam a adorme-cer.

  • Trabalho infantil cai em ritmo lento

    Redução do problema foi só de 0,7% no ano passado. Ainda há quase 5 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho.
    A nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2007), divulgada ontem (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o trabalho infantil reduziu no país, mas em ritmo menor do que anteriormente. O total de pessoas ocupadas com idades entre cinco e 17 anos caiu 0,7% em 2007. Mas ainda são 4,8 milhões de crianças e adolescentes ocupados, o que corresponde a 10,8% da população nesta faixa etária. A maior elevação da jornada de trabalho ocorreu exatamente entre os mais novos (de cinco a 13 anos): aumentou em uma hora, chegando a 27 horas semanais. Para a faixa de 14 e 15 anos, a jornada passou de 24,7 horas semanais para 25,6. Nos últimos 15 anos, o Brasil teve sucesso na redução do trabalho infantil. Em 1992, 19,6% das pessoas entre cinco e 17 anos estavam trabalhando.

  • Freqüência escolar parcial do Bolsa Família chega a 37%

    O registro parcial da freqüência escolar dos alunos beneficiados pelo Bolsa Família, referente a junho e julho, superou 37%. Os municípios têm até o dia 30 de setembro para informar, no sistema do Ministério da Educação (MEC), a presença escolar de crianças e adolescentes nas salas de aula. Os dados sobre o período de abril e maio foram superiores a 85%. Isso significou, então, o acompanhamento de 13 milhões do total de 15 milhões de estudantes beneficiários.
    O desafio agora é superar esse percentual e melhorar ainda mais o acompanhamento da condicionalidade de educação do programa de transferência de renda que atende cerca de 11 milhões de famílias em todo o Brasil. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o MEC monitoram a presença, na escola, dos alunos de seis a 15 anos, ininterruptamente, desde o bimestre outubro/novembro de 2004, em parceria com os municípios. A partir do bimestre de abril e maio de 2008, o governo federal começou a acompanhar também a presença de adolescentes de 16 e 17 anos.
    Crianças e adolescentes de seis a 15 anos precisam comparecer a pelo menos 85% das aulas para garantir o pagamento do Bolsa Família. O descumprimento consecutivo por cinco períodos leva ao cancelamento do benefício. No caso de adolescentes, a freqüência exigida é de 75% das aulas e após três períodos sem atingir esse percentual o benefício vinculado ao jovem é cancelado. A família, no entanto, continuará recebendo o benefício básico e os valores referentes às crianças de até 15 anos.
    O MDS reforça o apelo aos gestores municipais do Bolsa Família e aos operadores da educação para acompanharem as famílias atendidas, pois a freqüência escolar é um importante mecanismo para interromper a pobreza entre gerações.
    Ainda que o último levantamento aponte uma evolução nos índices de acompanhamento, MDS e MEC querem aperfeiçoar estes resultados. De 2004 a 2007, a quantidade de alunos com freqüência escolar superior a 85% quase dobrou: subiu de 6 milhões para 11,6 milhões. O Ministério do Desenvolvimento Social orienta os técnicos a iniciarem o processo de registro dos dados o mais rápido possível, evitando deixar para os últimos dias.

  • Procon notifica bares e restaurantes do Menino Deus

    Em uma ação de fiscalização na cidade, o Procon Porto Alegre notificou, na noite desta quinta-feira, 18, sete bares e restaurantes de duas das mais movimentadas avenidas da cidade: Getúlio Vargas e José de Alencar. Elas ocorreram por irregularidades na afixação de cardápios externamente às entradas dos estabelecimentos.
    Ao todo foram fiscalizados 21 bares, restaurantes e casas noturnas da região. Comprovada a inexistência do cardápio na entrada, e promovida a notificação, os bares e restaurantes terão o prazo máximo de três dias para adequarem-se ao Decreto Federal 5.903 (Lei da Precificação). Até o final do ano o Procon Porto Alegre fiscalizará cerca de 250 bares, restaurantes e casas noturnas da Capital.
    “Sem saber de antemão quais são os preços praticados pelo restaurante, o consumidor poderá ser constrangido ao constatar que não dispõe do dinheiro necessário para o gasto no local”, declara o coordenador do Procon Municipal, Omar Ferri Júnior. Já tendo atendido a mais de 15 mil consumidores em 6 meses e meio de funcionamento,o Procon Porto Alegre também fiscalizou 1.296 lojas, das quais 184 foram notificadas e 62 autuadas por descumprimento da correta afixação de preços em vitrines. Esteve presente ainda em 22 concessionárias de automóvel, notificando 19 delas por propaganda enganosa e ausência de colocação de preços nos veículos expostos à venda.
    O Procon também verifica a qualidade do combustível vendido em Porto Alegre e já visitou 12 postos da Capital, autuando um deles por irregularidade na graduação do álcool hidratado. O órgão promoveu o acompanhamento de preços praticados por cerca de 120 supermercados da cidade.

  • O roteiro da Brigada Militar

    Sucessor do coronel Mendes deverá assumir sem traumas. Mas o novo jeito de governar é pleno de surpresas.
    Nos órgãos da Segurança Pública, assim como no Poder Judiciário e no Ministério Público, há divisões políticas que pouco tem a ver com a política partidária. Mas são compartimentos fortes ora sustentados por lideranças individuais e carismáticas, ora por grupos que defendem formas coletivas de chegar ao poder. Assim é que ninguém chega ao topo por acaso, a não ser que haja um acidente de percurso que possa ferir os planos dos estrate-gistas a ponto de não permitir a ativação dos dispositivos “b” ou “c”. Foi dentro desta moldura que o coronel Paulo Roberto Mendes chegou ao co-mando-geral da Brigada Militar. E, quando ele assumiu, era certo que não ficaria no cargo até o final do governo Yeda Crusius devido à intricada dança de cadeiras onde se assentam os coronéis. Mas o partido que levou Mendes ao comando, também colocou no sub-comando geral da corpora-ção o coronel João Carlos Trindade Lopes que, atualmente, já é o grande gerente da Brigada. Trindade não tem o perfil operacional de Mendes, mas um espécie de engenheiro de segurança pública. Ele não é uma unanimida-de dentro da corporação, mas é homem difícil de ser contestado, pois co-nhece as principais organizações policiais do planeta. Assim, a saída de Mendes deve ser preenchida sem traumas. Sigam-me.
    O roteiro
    Há 25 coronéis que, potencialmente, são candidatos a vaga de juiz exis-tente no Tribunal de Justiça Militar do Estado (o Tribunal da Brigada). A decisão cabe a governadora Yeda Crusius, cujos assessores há meses exa-minam os currículos daqueles que se acreditam merecedores da toga. No entanto, Yeda tem, como diria alguém do Alegrete, uma dívida de gratidão com Mendes que, sendo hábil nos enfrentamentos com a mídia, se trans-formou num ícone da segurança pública, não deixando que faíscas maiores atingissem o Piratini. É sabido que o novo jeito de governar tem sido pró-digo em surpresas, mas, tirante isso, o roteiro da Brigada é simples: Men-des juiz e Trindade comandante-geral.
    Lavadeiras
    No início do governo Yeda Crusius, o deputado federal Enio Bacci (PDT), então secretário da Segurança Pública, sustentou uma lambança pú-blica com o delegado da Polícia Civil Alexandre Vieira. O fiasco culminou com a queda de Bacci. Agora, fato semelhante envolve a secretária da Cul-tura, Mônica Leal, com a presidente do Conselho de Cultura do Estado, Mariângela Grando. Como a cultura é uma das bases nobres da segurança, este humilde marquês se permite dizer que Yeda deve cuidar para que a intelectualidade gaúcha faça como as ainda existentes lavadeiras de beira de tanque que vivem em paz usando os mesmos estendedouros.
    Indecisão
    A Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários), um dos braços da pasta da Segurança, continua sob uma administração interina. A indica-ção de um superintendente titular seria a primeira decisão administrativa de maior importância do secretário Edson de Oliveira Goularte, que assumiu a Secretária da Segurança Pública do RS na manhã tempestuosa de 27 de ju-lho último, que foi um domingo.
    Quadrilheiros
    Foram presas pela Polícia Civil, ontem, 20 pessoas e apreendidos 11 car-ros e 10 motos em operação que desarticulou um grupo especializado em assaltar agentes de agencias bancárias. No mínimo 40 crimes foram come-tidos pelo grupo nos últimos cinco meses e o total roubado deve chegar a 600 mil reais em dinheiro. As ações da quadrilha, segundo o delegado Giu-liano Ferreira, deixaram 2 mortos e 3 feridos. Está em alta a área de inteli-gência da Polícia Civil.
    Mortes
    Tiroteio terminou com a morte de uma mulher de 28 anos, chamada Fa-biana, na Vila Cecília, em Viamão. Quatro homens passaram de moto e dis-pararam contra um bar. Duas outras pessoas ficaram feridas. Outro tiroteio, ocorrido em Alvorada, causou a morte de Paulo Ricardo Soares de Olivei-ra, 22 anos. Foi no bairro Germânia. Em Canoas, no bairro Niterói, Marce-lo Bandeira, 37 anos, foi encontrado morto com um tiro no peito.
    Resgate
    Na DP de três Cachoeiras, um ladrão foi resgatado por seus familiares. Um dos homens que atacou a delegacia conseguiu tirar a arma de um PM e fez disparos para o ar. Todos fugiram de carro e quando chegou reforço da Brigada nada mais pode ser feito a não ser iniciar a caçada aos criminosos.
    Blindagem
    Os bancos têm prazo até a primeira quinzena de outubro deste ano para blindar as fachadas externas no nível térreo das agências e postos e nas di-visórias internas no mesmo piso, em Porto Alegre. O prazo de 180 dias começou a ser contado no dia 14 de abril, quando foi publicada no Diário Oficial do Município a lei, de autoria da vereadora Maria Luiza (PTB), a-provada pela Câmara Municipal em dezembro do ano passado e sancionada pelo prefeito José Fogaça em 2 de abril.

  • CineEsquemaNovo 2008 procura voluntários para a cobertura do festival

    O CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN) está buscando estudantes de comunicação ou de cinema para atuarem como voluntários na cobertura do festival, que acontece de 11 a 17 de outubro na capital gaúcha. Recém-formados também podem concorrer: o importante é ter a semana de 11 a 18 de outubro livre por no mínimo um turno (tarde ou noite).
    Há vagas para cobertura escrita e fotográfica.

    Além da cobertura do festival para o site do CEN durante toda a semana de sua realização (entrevistando pessoas, cobrindo as sessões, escrevendo sobre os filmes, acompanhando os debates, fotografando etc), os selecionados terão a oportunidade de integrar a oficina de Crítica Cinematográfica do CineEsquemaNovo, ministrada por Marcelo Lyra. É desta oficina que sairá o Prêmio da Nova Crítica ao Melhor Longa-Metragem do CEN 2008. Também será possível postar entrevistas e matérias com os filmes selecionados antes do início do festival.
    Os selecionados serão parte da equipe do CEN 2008, com direito a ajuda de custo em transporte público e alimentação, além de terem acesso a todas as atividades do festival.
    Para participar da seleção, é preciso enviar e-mail até o dia 22 de setembro para imprensa@cineesquemanovo.org contendo:
    – CV resumido
    – resenha de dois filmes (curta, média ou longa-metragem, desde que um seja brasileiro e outro estrangeiro)
    – uma pequena defesa de sua participação como parte da equipe do festival este ano
    – link para alguma produção própria na internet (blogs, fotologs etc)
    Candidatos a cobertura fotográfica podem apenas enviar links para seu portfólio.
    Os nomes dos selecionados serão divulgados na imprensa e no site do festival até o dia 29 de setembro.

  • Bancos deverão ter blindagem até dia 14 de outubro

    Os bancos têm prazo até a primeira quinzena de outubro deste ano para blindar as fachadas externas no nível térreo das agências e postos e nas divisórias internas no mesmo piso, em Porto Alegre. O prazo de 180 dias começou a ser contado no dia 14 de abril, quando foi publicada no Diário Oficial do Município a lei, de autoria da vereadora Maria Luiza (PTB), aprovada pela Câmara Municipal em dezembro do ano passado e sancionada em 2 de abril.
    A legislação é fundamental para reduzir os índices de violência. Até agosto deste ano, foram registrados 100 ataques a banco em todo o Estado. Estatísticas apontam que cerca de 30% dos assaltos são feitos com o uso de marretas ou outros artefatos que permitam o ingresso dos bandidos.
    Projeto aprovado
    A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou em 20 de dezembro de 2007 projeto da vereadora Maria Luiza, do PTB, que torna obrigatória a instalação de vidros à prova de bala e de impacto, em fachadas externas de agências e postos bancários da Capital.
    O projeto foi aprovado por 27 votos a favor, três abstenções e um voto contra do vereador João Carlos Nedel (PP), sob o falso argumento de que a iniciativa teria altos custos para os bancos e até poderia reduzir os empregos para a categoria.

  • Lei seca aumenta corridas de taxis após 3 meses

    Com a sanção da Lei 11.705, mais conhecida como Lei Seca, os táxis se tornaram uma opção ainda mais viável e segura de transporte, o que consequentemente gerou um aumento no número de corridas. Porém, de acordo com o presidente da Adetax – Associação das Empresas de Táxi de Frota do Município de São Paulo, Ricardo Auriemma, esse cenário não significou um amplo aumento na lucratividade, já que as pessoas passaram a optar por sair em lugares mais próximos de casa, ou seja, as corridas aumentaram, mas as distâncias não eram muito significativas.
    O presidente da Adetax ainda ressalta que no período inicial de vigor da nova legislação o número de corridas por táxi aumentou cerca de 25%, mas passados quase três meses desde que a Lei passou a vigorar, essa demanda já começa a se estabilizar. Está ocorrendo uma adequação do mercado à lei, muitos deixaram de consumir bebida alcoólica ou revezam a direção do veículo com o amigo que ficou no suquinho, brinca Auriema.
    O município de São Paulo conta com 35 mil táxis regularizados, valor bastante superior a outras grandes cidades do mundo como Paris, Nova York, Madrid e Londres. De acordo com dados da Adetax, deste total, mais de 4 mil são táxis de frota. Estes, em apenas um mês, transportam cerca de 2 milhões de pessoas e rodam 20 milhões de quilômetros, o equivalente a 26 viagens de ida e volta à lua. Além disso, são responsáveis por milhares de empregos diretos e indiretos.

  • Aumenta número de famintos no mundo

    A alta de preços dos alimentos colocou mais 75 milhões de pessoas abaixo do limiar da fome, aumentando o número de desnutridos no mundo para 923 milhões de pessoas, informou hoje a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
    Os elevados preços dos alimentos reverteram a tendência positiva em direção aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de reduzir à metade a proporção de pessoas com fome no mundo até 2015, segundo os últimos números divulgados pela ONU antes da sessão da assembleia Geral, que na próxima semana tratará da situação dos ODMs.
    Segundo a FAO, alcançar a meta fixada na Cúpula Mundial sobre a Alimentação, em 1996, de reduzir à metade o número de famintos, é uma possibilidade ainda mais remota.
    As estimativas da FAO situavam o número de vítimas de desnutrição crônica no mundo em 2003-05 em 848 milhões, com um aumento de seis milhões sobre os 842 milhões de 1990-92, número que serviu de base para fixar as metas da Cúpula Mundial da Alimentação.
    A alta de preços de alimentos, combustíveis e fertilizantes agravou o problema, segundo a Organização da ONU. Os preços dos alimentos subiram 52% entre 2007 e 2008, e os dos fertilizantes quase dobraram ano passado.
    Tendência preocupante
    “Os efeitos devastadores da alta de preços dos alimentos no número de vítimas da fome agravam tendências a longo prazo que já são preocupantes”, afirmou Hafez Ghanem, Diretor Geral Adjunto da FAO para Desenvolvimento Econômico e Social. “A fome aumentou enquanto o mundo se tornava cada vez mais rico e produzia mais alimentos do que nunca, durante a última década”, acrescentou.
    Para os compradores de alimentos – quase todas as famílias urbanas e uma grande parte das rurais – a alta de preços teve um impacto negativo a curto prazo sobre a renda e o bem-estar familiar. Os mais pobres – agricultores sem terra e famílias chefiadas por mulheres – têm sido os mais afetados.
    Essas tendências negativas na luta contra a fome botam em risco os esforços para alcançar os outros Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, segundo Ghanem.
    Além dos devastadores custos sociais da fome, a evidência empírica mostra impactos negativos sobre a produtividade no trabalho, a saúde e a educação, o que em última instância leva a um menor crescimento econômico em seu conjunto.
    “A fome é uma das causas da pobreza, não apenas uma consequência”, afirma Kostas Stamoulis, economista da FAO. “O custo econômico da fome – acrescenta – soma centenas de bilhões de dólares anuais”.
    O efeito debilitante da fome sobre a produtividade das pessoas e suas rendas leva a um círculo vicioso, segundo Stamoulis: a extrema pobreza conduz à fome, que por sua vez faz perpetuar a situação de pobreza.
    Sair do círculo vicioso da fome
    “Reduzir o número de pessoas com fome em 500 milhões nos sete anos que faltam para 2015 vai requerer um grande esforço mundial, acompanhado por ações concretas”, ressaltou Ghanem.
    Para romper o círculo vicioso da fome e da pobreza, é preciso agir de forma urgente em duas frentes, segundo a FAO: fazer com que a população mais vulnerável tenha acesso a alimentos e ajudar os pequenos produtores a aumentar sua produção e renda.
    Este “enfoque de mão dupla” da FAO tem como objetivo criar oportunidades para que as vítimas da fome melhorem seus meios de subsistência pela promoção do desenvolvimento agrícola rural. Também inclui políticas e programas, como as redes de apoio social, que melhoram o acesso direto e imediato aos alimentos.
    Em Dezembro de 2007 a FAO lançou sua Iniciativa relativa ao Aumento dos Preços dos Alimentos para ajudar os países vulneráveis a botar em prática medidas urgentes para aumentar a oferta de alimentos e apoio para melhorar o acesso a eles.
    A Iniciativa inclui projetos de emergência – previstos ou em execução – em pelo menos 78 países de todo o mundo. Entre as atividades mais urgentes estão a distribuição de sementes, fertilizantes, rações animais e outros insumos para os pequenos agricultores.
    “É preciso investimentos urgentes em grande escala para fazer frente de forma sustentável aos problemas crescentes de insegurança alimentar, que afetam os pobres e os famintos”, segundo Ghanem. “Não existe um país ou instituição que possa resolver essa crise sozinho”, acrescentou.
    Retorno alto
    Segundo a FAO, os países mais afetados pela crise atual, muitos deles na África, precisarão de pelo menos 30 billhões de dólares anuais para garantir sua segurança alimentar e reativar sistemas agrícolas que foram abandonados por muito tempo.
    Mas a redução da fome tem grandes benefícios e deveria ser uma das prioridades do desenvolvimento, insiste Stamoulis.
    “Diminuir a incidência da fome no mundo melhorará muito as possibilidades de alcançar os ODMs relacionados à redução da pobreza, educação, mortalidade infantil, saúde materna e doenças”, explicou Stamoulis. “O gasto público na redução da fome é um investimento com um retorno muito elevado”, concluiu.