Autor: Elmar Bones

  • AL sedia 4ª Conferência dos Direitos Humanos

    A 4ª Conferência Estadual dos Direitos Humanos, Justiça e Desenvolvimento Social será realizada nesta sexta-feira (12) e sábado (13) no Teatro Dante Barone da Assembléia Legislativa. A Conferência marca os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e é preparatória para a Conferência Nacional a ser realizada em outubro na capital federal.
    Para o presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia, deputado Marquinho lang (DEM), a Conferência vai possibilitar o debate de temas importantes e que servirão como base para as discussões que serão feitas em Brasília. “A principal responsabilidade que temos é a da educação em cidadania e direitos humanos, pois muitas pessoas não sabem o que isso significa e reduzem a questão apenas a temas relacionados ao sistema prisional, envolvendo apenados e familiares. Mas não é só isso que nós queremos. Por isso é importante o trabalho de educação e cidadania em direitos humanos”, acentuou Lang.
    Lang destacou que a primeira Comissão de Cidadania e Direitos Humanos dentre todos os legislativos estaduais do Brasil foi criada justamente no Parlamento Gaúcho.
    Programação

    Dia 12 de setembro

    13 às 17h – Credenciamento
    14:30 – Abertura oficial
    15h – Painel “60 anos de Direitos Humanos: iguais na diferença”
    16h – Painel “Direitos Humanos no RS: Justiça e Desenvolvimento Social”
    17h – Intervalo
    17:20 – Leitura e aprovação do Regimento Interno da Conferência
    19h – Encerramento
    Dia 13 de setembro
    8h às 9h – Credenciamento
    8h – Reunião dos Grupos
    GT 1 : “Universalizar direitos em um contexto de desigualdades”
    GT 2 : “Violência, segurança pública e acesso à justiça”
    GT 3 : “Pacto Federativo, responsabilidades dos três poderes, do Ministério Público e da Defensoria Pública
    GT 4 : “Educação e Cultura em Direitos Humanos”
    GT 5 : “Interação democrática entre Estado e Sociedade civil”
    GT 6 : “Desenvolvimento e Direitos Humanos”
    12h – Intervalo
    14:30 – Apreciação e aprovação das propostas dos GTs.
    16:30 – Reuniões simultâneas para indicação dos delegados por macro-regiões funcionais, segmentos e temáticas.
    17h – Eleição e homologação dos delegados para a 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos.
    18h – Encerramento
    Do site da AL

  • Uma nova era do policiamento ostensivo

    Novas viaturas são acrescentadas ao surpreendente treinamento de policiais motoquei-ros.
    Há algumas semanas, destaquei, com entusiasmo e surpresa, que os moto-ciclistas da Brigada Militar estavam freqüentando um curso de policiamen-to ostensivo, evidentemente, com o uso de suas máquinas. Meu entusiasmo era referente ao enriquecimento do sistema de segurança gaúcho e, minha surpresa, prendeu-se ao fato de acreditar, ingenuamente, que os motoquei-ros brigadianos, não obstante serem vistos com raridade, iam para as ruas com pleno conhecimento dos métodos de sua missão. Pois, não era bem assim. Agora, embora os policiais motoqueiros continuem num estágio de semi-invisibilidade, a Brigada recebeu 43 novas viaturas que serão empre-gadas no policiamento de Porto Alegre. Isso pode significar que, com mo-tos montadas por profissionais bem treinados e a inserção no complexo de patrulhamento de 43 veículos em ponto de bala, a capital está próxima de usufruir de uma rede estratégica de segurança próxima da ideal. Será bem assim? Sigam-me.
    Ronda bandida
    Com todas as operações que a Brigada realiza no Estado, semanalmente, a sensação de insegurança de cada cidadão continua num plano angustiante e generalizado especialmente na capital e Região Metropolitana. Há as blitz mas não se o patrulhamento. Os moradores dos bairros Floresta e Indepen-dência, por exemplo, imediações do Hospital Moinhos de Vento, estão na beira do desespero. Cruzar a rua Ramiro Barcelos, principalmente entre a Gonçalo de Carvalho e a Tiradentes, no início ou no final do horário co-mercial, significa desafiar os bandidos que estão por ali em ronda perma-nente. As mulheres são as principais vítimas dos assaltos facilitados pela iluminação inexistente na área. Mais do que a polícia, os cidadãos já co-nhecem os quadrilheiros, mas não sabem por onde circulam os PMs. São muitos os pontos da capital vivendo esta situação e que aguardam, sem muita convicção, as ações da Brigada com suas flamantes viaturas e moto-queiros audazes.
    Tráfico
    O Denarc prendeu, ontem, quatro homens, com idades entre 19 e 27 anos, na Vila Americana, em Alvorada. De acordo com o delegado Luiz Fernan-do Martins Oliveira, as prisões ocorreram em dois apartamentos, onde fo-ram encontrados, além de drogas, rádios-comunicadores, balança de preci-são, câmeras de monitoramento e arma de fogo. Os policiais também cum-priram diligência em uma Lan House, no mesmo bairro, que era utilizada como ponto de venda e consumo de crack.
    Carteira de identidade
    O DI (Departamento de Identificação) do IGP (Instituto-Geral de Perí-cias) modificará, a partir de 1º de outubro, o sistema para a obtenção da carteira de identidade. Os passos serão os seguintes: o cidadão comparece a um todos postos de identificação e a sua carteira será digitalizada nos mol-des da carteira de habilitação; a foto, sem custos para o cidadão, é captada na hora; as impressões digitais são colhidas por scanner – sem tinta nos de-dos – e a GA (Guia de Arrecadação) é entregue pelo funcionário que reali-zou o atendimento. De posse da GA, o usuário se dirige a qualquer agência ou terminal eletrônico do Banrisul e faz o pagamento da taxa corresponden-te.
    Pulseirinhas
    Este projeto de pulseirinhas eletrônicas para monitorar, através de satéli-te, apenados do regime aberto ou semi-aberto, poderia ser adaptado para crianças que acompanham seus pais em campings em férias ou em passeios de fim de semana. O índice de desaparecidos – crianças ou adolescentes – poderia chegar perto do zero.
    Parabéns
    Hoje é o Dia do Servidor Peneitencário. Em 12 setembro de 1985, os a-gentes penitenciários Santos e Medeiros, como de rotina, transportavam mais um preso para audiência em um ônibus de linha (Caxias x Porto Ale-gre), quando foram brutalmente assassinados. Morreram quando do resgate de um preso. Passados mais de vinte anos, os presos são transportados em viaturas sucateadas, sem radio de comunicação, com coletes vencidos, ar-mas obsoletas e sobretudo com falta de pessoal. Parabéns aos agentes.

  • 1º Brechó do Focinho On Line será nesse sábado, dia 13

    Acontecerá neste dia 13. o 1º Brechó do Focinho On Line, com artigos baratos para animais de estimação. O brechó acontecerá na loja Senhor das Chaves – Rua José do Patrocínio, 145, Cidade Baixa, das 10h às 17h.
    Esta é uma ótima oportunidade para ajudar os bichinhos!!!
    www.focinhoonline.com.br

  • Quadruplicação da Aracruz: o que mostram estudos sobre dioxinas?

    Cláudia Viegas, Ambiente JÁ
    Na memória do morador da Região Metropolitana de Porto Alegre que já passou dos 30 anos de idade, especialmente os da orla da Capital, um dos fatos mais marcantes foi sem dúvida o odor exalado pela Borregaard. A antiga planta de celulose, fechada em dezembro de 1973 pelas autoridades da Saúde do Estado, reaberta alguns meses depois, fechada novamente no final de 1974, e só reativada depois de vários compromissos de melhorias tecnológicas para reduzir impactos ambientais, representou um dos marcos mais importantes da luta socioambiental pelo direito de respirar melhor em Porto Alegre e arredores.
    Nos dias atuais, esta que é Aracruz, que já foi Riocell e Klabin, não apenas afugentou um nome estranho como também deixou de atormentar os porto-alegrenses com o velho conhecido cheiro. Porém, a contenda não parou por aí. A consciência ecológica atiçada dos gaúchos desviou seu olhar do próprio nariz para as caladas águas do Lago Guaíba e seu percurso no cotidiano coletivo, da bomba de captação às torneiras. Se água não tem gosto, pelo menos não deveria ter, isto não quer dizer que não possa trazer danos à saúde. Uma grande bandeira se levantou, desta vez apontada contra as chamadas dioxinas e furanos, compostos cancerígenos e mutagênicos que muito comumente se formam a partir de certos processos industriais que utilizam o cloro e seus compostos.
    Ar e água
    As emissões atmosféricas são a marca registrada da fábrica de celulose em sua trajetória de aproximadamente três décadas e meia em Guaíba. Mas as melhorias no processo de produção, a introdução de sistemas de filtros mais eficientes e, especialmente, a conversão do processo de branqueamento – que, em meados dos anos 90 passou a ser livre de cloro elementar para adotar compostos de cloro – levaram, aos poucos, a uma nova rotina de questionamentos populares sobre os efeitos ambientais das ações da fábrica, desta vez, em relação à água. O principal ponto de dúvidas voltou-se à emissão de organoclorados (dioxinas e furanos), considerados extremamente prejudiciais ao meio e à saúde humana por sua persistência no ambiente, baixa volatilidade e característica lipofílica, ou seja, de facilmente se acumular no tecido gorduroso, causando toxicidade aguda, com efeitos como o câncer e disfunções no sistema reprodutivo.
    As dioxinas, na realidade, são o nome genérico de uma família de aproximadamente 210 compostos ente os quais se destacam 17 isômeros por sua toxicidade, em especial o grupo 2,3,7,8 tetraclorodibenzeno-para-dioxina (TCDD) e 2,3,5,7 tetraclorodibenzeno para-furano (TCDF).
    No EIA da Aracruz, a abordagem da qualidade da água utilizou como parâmetros as resoluções Conama para qualidade da água, sendo analisados cerca de 120 parâmetros em 15 pontos de amostragem nas águas do Guaíba. Foi também utilizada como referência a Portaria 518/204 do Ministério da Saúde, que estabelece os padrões de potabilidade da água. A empresa, de acordo com o estudo, cumpriu todas as exigências da Fepam, atendendo a critérios de classificação existentes na literatura.
    Sem limites
    A questão é que, para emissões de dioxinas, não existe um parâmetro nacional de limite na legislação brasileira. Mesmo internacionalmente, os critérios para emissão deste tipo de poluente são bastante variáveis e chegam a ser controversos porque dependem de séries históricas de análises realizadas por laboratórios em níveis de detecção da ordem de nanogramas por tonelada equivalente por litro (parte por bilhão, 10-9) ou picogramas (parte por trilhão, 10-12).
    O coordenador de Pesquisa Tecnológica, Qualidade e Processo e gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Aracruz em Guaíba, engenheiro Clóvis Zimmer, confirma que “não há limites internacionais para emissões de dioxinas e furanos”. Segundo ele, pesquisadores da Universidade de Tübingen, Alemanha, realizaram uma pesquisa no Lago Guaíba sobre este assunto, em 1991, e este é um estudo de referência que está descrito no EIA. Para abordar a questão, afirma Zimmer, “a Aracruz segue padrões de potabilidade da água que são dados pela Portaria 518”. Ele explica que “pelos padrões de potabilidade da água da Agência Norte-americana de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency, EPA), é aceitável o índice de dioxinas e furanos de 30 ppq (partes por quatrilhão)”, o que significa 30x 10-12 picogramas por litro.
    Zimmer destaca que a Aracruz trabalha de acordo com as diretivas do IPPC (International Plant Protection Convention), o qual resulta de uma Diretiva Européia de 1999. Esta diretiva visa a prevenir, ou, onde não for possível, reduzir a poluição de instalações industriais e outras, permitindo acesso às melhores tecnologias disponíveis. “Somos cobrados a operar dentro do conceito de Melhores Tecnologias Disponíveis (Best Available Technologies)”, diz o engenheiro.
    A planta da Aracruz em Guaíba tem uma série histórica de avaliações dos teores de dioxinas emitidos há cerca de 10 anos. São realizadas duas coletas de amostras anualmente, e enviadas para análise de um laboratório canadense, pois, conforme o engenheiro, no Brasil não há instituições que realizem esses testes de detecção, que exigem rigoroso controle. “Os resultados das análises realizadas em 2 de julho de 2007 e 2 de janeiro de 2008 apontam zero emissões. O monitoramento dos efluentes vem sendo realizado desde 1998, e os valores ficaram sempre na média de 0,01 x 10-12 (ou seja, 0,01 picogramas por litro ou partes por quatrilhão). Para cada uma dessas análises, a Aracruz paga US$ 3 mil cada uma, o que implica uma média de US$ 50 mil por ano em análises.
    EUA e Canadá
    Em países onde há grande número de plantas de celulose, como Estados Unidos e Canadá, também se verificam parâmetros bem diferentes quanto a emissões de dioxinas. E muita controvérsia. Um estudo do governo australiano encomendado a um grupo de especialistas da consultoria Beca Amec Limited assinala que nos Estados Unidos o limite legal é de 10 picogramas tonelada equivalente (TEQ) por litro. Contudo, outro documento divulgado em 11 de julho de 2007 pelo professor Andrew W. Wadsley, consultor de riscos ligado aos meios ambientalistas australianos, que levanta dúvidas da ONG WWF sobre o relatório da Beca, defende que podem ser atingidas concentrações de 2 picogramas TEQ por litro lançando-se mão das chamadas “melhores tecnologias disponíveis” (Best Available Technologies/BAT). Em um documento de réplica, a Beca Amec atesta que a maioria das empresas de celulose em território canadense e norte-americano estão abaixo do limite legal, apresentando já índices de 2 a 3 picogramas TEQ pot litro. Incursionar por essas discussões técnicas leva a uma busca incansável por certezas, ou pelo menos a uma tentativa de reduzir cada vez mais as incertezas. Porém, isso é muito difícil quando se têm realidades diferentes entre os países e, principalmente, quando se está tratando de escalas de medida, por assim dizer infinitesimais. No final, a pergunta recorrente é: qual o limite aceitável para emissões de dioxinas que possa evitar danos à saúde?
    Tira-teima
    A reportagem do Ambiente JÁ consultou, além de documentos, técnicos e especialistas para verificar como funciona a detecção de emissões de dioxinas e o que é estabelecido como critério no caso da Aracruz. Foram ouvidos o engenheiro Renato das Chagas e Silva, chefe da Divisão de Controle da Poluição (Dicop) da Fepam; Josete Sanches, pesquisadora da Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Cientec); Elba Calesso Teixeira, também pesquisadora da Fepam e do Centro de Ecologia da UFRGS, doutora e pós-doutora em Geoquímica, e Fernando Willrich, assistente técnico da Divisão de Pesquisa do Dmae.
    A pesquisadora Josete Sanches confirmou que não há lei limitando emissões de dioxinas e furanos no Brasil. A doutora Elba Calesso Teixeira, afirmou que não acompanha atualmente este assunto porque está dedicada a pesquisas sobre hidrocarbonetos policíclicos aromáticos. O pesquisador Fernando Willrich afirmou que “as concentrações de dioxinas são muito baixas” e que esses compostos “podem ser gerados espontaneamente, por ação da luz solar, por exemplo”. De acordo com ele, “não há leis que limitem emissões de dioxinas, pois a detecção delas é algo tão preciso que até mesmo a vidraria de laboratório precisa ser muito bem controlada”. Ele concluiu que “as concentrações são tão ínfimas que não chegam a ser um problema em si, mas isto não quer dizer que não possam se acumular ao longo do tempo”.
    Detecção e Restrição
    Renato das Chagas e Silva, engenheiro da Divisão de Controle da Poluição da Fepam, assinalou que “o laboratório é quem determina limites para dioxinas”. Isto significa, segundo ele, que os padrões são estabelecidos pelos limites de detecção de laboratórios internacionais. “Ao avaliar que as detecções são, em uma média, 100% próximas de zero, eles estabelecem esse padrão”, observa. Segundo Chagas, que trabalhou na avaliação do EIA da quadruplicação da capacidade de produção da Aracruz, mesmo considerando os períodos em que a fábrica operou, no passado, com outras tecnologias, que possivelmente levaram a maiores níveis de emissões, “não foi encontrado nada gritante”. Ele garante que “a Fepam exigiu sempre um teste por semestre”, quando, em muitas situações, no exterior, são exigidas análises anuais. “Existe uma série histórica indicando a não-ocorrência de dioxinas, ou índice praticamente zero neste caso. A não-detecção não quer dizer zero, mas é insignificante, da ordem de picogramas”, diz.
    Chagas destaca que a Fepam trabalha em uma linha restritiva, “quer dizer, busca a redução na geração”. O órgão “exige que o resultados sejam inferiores sempre aos limites de detecção”, o que, de acordo com ele, garante uma melhoria contínua. “A Aracruz tem mais ou menos 15 anos de monitoramento. Em 1991, o processo de branqueamento dela era com cloro elementar, e foi modificado para livre de cloro elementar (Elementar Chlorine Free, ECF). A fábrica fez outras mudanças em 2000, que ajudaram a diminuir ainda mais as emissões”, observa.
    “Os resultados de AOX (compostos halogenados, de substâncias com Cloro, Iodo ou Bromo) e de dioxinas e furanos sempre ficaram abaixo dos limites de detecção do método de análise utilizado pelos laboratórios mais exigentes, os que dão as referências nesta área”, diz o engenheiro, acrescentando que “a possibilidade de toxicidade existe, mas há um padrão, e ele consiste em buscar a não-existência de dioxinas, o que só pode ser confirmado por monitoramento”. “Acredito que não exista, no Brasil, uma empresa com a série histórica de dados como a da Aracruz. É uma base de dados que serve para estudos”, constata.
    Conforme dados do EIA, a carga de poluentes da Aracruz para a água, após realizado o tratamento de efluentes, resultará nos seguintes valores: demanda bioquímica de oxigênio (DBO): 600 Kg/dia; demanda química de oxigênio (DQO): 11.875 Kg/dia; sólidos suspensos totais: 1.690 Kg/dia; compostos halogenados (AOX): 0,09 Kg/tSa (tonelada seca de celulose) (a exigência legal para este último parâmetro é de 0,25 Kg/tSa).
    Saúde
    Cabe ressaltar que dioxinas são compostos cumulativos e não derivam apenas de processos de produção de celulose. Podem ser geradas a partir de incineração de resíduos, queimadas florestais, atividades em fornos de cimento, disposição de esgotos em aterros e até mesmo da queima de lenha para se aquecerem famílias em suas casas. Uma questão é o conhecimento e o controle de padrões de emissões para plantas industriais, a outra – tão ou mais relevante – é delimitar os níveis toleráveis pelo organismo humano a esses agentes. Em vários países, autoridades da área de saúde estabelecem limites para a ingestão diária considerando a massa corporal de um indivíduo. Assim, por exemplo, na Alemanha, tem-se o teto de 1 picograma por quilo; na Holanda, de 4 picogramas; no Canadá e nos EUA, 10 (picograma é a trilhonésima parte de um grama).
    As dioxinas são armazenadas no fígado e no tecido adiposo e leva até dez anos, em media, para o corpo reduzir a metade da quantidade delas, uma vez armazenadas. Em dezembro de 1990, a Organização Mundial da Saúde estabeleceu limite de 10 picogramas por quilo de peso como o limite tolerável para a ingestão diária de dioxinas da família TCDD.
    Mas como controlar esta ingestão podendo esses compostos estarem presentes em alimentos diversificados como leite, ovos, peixes e diversos outros tipos de carnes? Esta é uma questão que tem levado à insegurança e, ao mesmo tempo, à disseminação de práticas de alimentação vegetariana sem agrotóxicos.
    Incerteza
    A incerteza sobre a quantidade de ingestão de dioxinas aliada à certeza de sua cumulatividade no ambiente e nos organismos leva à necessidade de precaução. Por um lado, apresenta-se, em geral, um vácuo legal ou uma grande variabilidade para o estabelecimento de limites. Por outro, no que diz respeito à questão da água, por exemplo, tem-se, no Brasil, uma significativa precariedade institucional. Boa parte das companhias de abastecimento de água, no país, não consegue nem fechar, na prática, o checklist relativo aos padrões de potabilidade. Segundo o técnico do Dmae Fernando Willrich, “os órgãos que trabalham com qualidade de água para abastecimento não estão conseguindo sequer trilhar todas as exigências da Portaria 518/2004 do Ministério da Saúde sobre potabilidade da água. Talvez três ou quatro companhias o façam no Brasil – Sabesp, Sanepar, Dmae, entre elas. Faltam recursos, investimentos, pessoas, a aplicação da metodologia é cara”, diz.
    Um exemplo disto foi constatado nesta segunda-feira (08/09), quando o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) ordenou a apuração da presença de índices de alumínio acima do permitido na água consumida em Florianópolis (SC). Segundo o MP-SC, exames realizados no ano passado por um laboratório privado e pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a pedido do síndico de um condomínio do bairro Agronômica, mostraram que a água apresentava entre 0,5% e 1% de alumínio, quando o índice máximo previsto por legislação federal é de 0,2%.
    Vigilância
    Ações isoladas para a vigilância da qualidade da água, ao invés de coletivas e organizadas, são o mais comum. Há um generalizado desconhecimento de leis e de recursos dos quais o cidadão pode lançar mão para obter mais informações e evitar abusos. No Rio Grande do Sul, por exemplo, há uma lei recente sancionada pela governadora do Estado em junho deste ano, para garantir o acesso de qualquer pessoa a informações sobre atividades potencialmente poluidoras (produção, armazenagem, transporte) que utilizem os chamados POPs – Poluentes Orgânicos Persistentes, entre os quais se incluem compostos empregados na produção de PVC, na geração e composição de herbicidas, inseticidas e fungicidas, na incineração de lixo e nos processos industriais que empregam cloro e derivados do petróleo. Para isto, a lei, de iniciativa do deputado Elvino Bohn Gass, prevê que o interessado faça uma requisição por escrito aos órgãos ambientais responsáveis pelo controle do uso dessas substâncias.

  • Yeda sanciona “lei das pulseirinhas” em 15 dias

    A lei das pulseirinhas eletrônicas.
    Uma mixórdia. Não encontro uma outra definição para a lei aprovada pelo Legislativo gaúcho, terça-feira última, que instituiu o monitoramento eletrônico de apenados. Caso o dispositivo prospere, os apenados, em regime aberto ou semi-aberto, usarão pulseirinhas ou tornozeleirinhas que, via satélite, serão controladas por avançada tecnologia da Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários) que, vale o registro, hoje, sequer tem superintendente titular. A mesma Susepe não consegue pleno controle dos apenados em regime fechado que, de semana em semana, são apanhados com serrinhas, celulares, armas e drogas em seus cubículos. O deputado autor do primeiro projeto sobre o tema das pulseirinhas, Giovani Cherini (PDT), “acha” que deveriam ser beneficiados com os dispositivos os presos que “realmente mostrarem o desejo de reinserção na sociedade.” Ora, o deputado “acha” e a decisão fica na dependência do “desejo” do apenado. Sigam-me.
    Salto
    A lei das pulseirinhas eletrônicas foi aprovada por 48 votos a zero. Votaram a favor, portando, tanto parlamentares que entendem como os que não entendem de política penitenciária e dos escaninhos das regras das execuções penais. Inclino-me a crer que a lei será sancionada pela governadora Yeda Crusius – o que deverá ocorrer nos próximos 15 dias – e, se isso ocorrer, aqui da minha torre ficarei na expectativa de um acontecimento extraordinário. O complexo da segurança pública gaúcha, que não consegue repor, em tempo hábil, cartuchos em suas impressoras, que não mantém a simples comunicação entre viaturas da polícia, dará um salto para controlar as pulseirinhas de cada apenado que alcançar o regime semi-aberto.
    Leizinha
    Quando a Assembléia gaúcha aprovou a chamada lei dos desmaches, este humilde marquês a chamou de leizinha, pois, era e é desnecessária. Grande parte dos desmanches são centrais de receptação, furtos e roubos de todos os tipos de veículos e, para tudo isso, já existem leis.
    Prioridade
    O novo prédio do foro do Partenon não oferece semáforo nem faixa de segurança para garantir a tranqüilidade de sua funcionalidade externa, que beneficiária não só os profissionais do direito que lá atuam como também os cidadãos que lá vão em busca de justiça. Mas o estacionamento numa área para a prática de esportes da Academia de Polícia Militar está sendo uma prioridade, pelo menos, por parte do Ministério Público.
    Viamão
    A Polícia Civil trocou tiros com traficantes em operação na Vila Augusta, ontem, em Viamão. Agentes do Denarc foram recebidos por disparos quando cumpriam mandados de busca e apreensão de drogas e armas. Ninguém ficou ferido. Uma bomba de fabricação caseira foi apreendida.
    Gordinhos
    Foi autorizado pela governadora Yeda Crusius o ingresso de 455 PMs da reserva no chamado Corpo Voluntário de Militares Estaduais Inativos. A medida tem por objetivo ampliar os quadros para atuação na segurança da população nas áreas da guarda e patrulhamento escolar e em atividades de bombeiros. Este corpo é constituído, portanto, pelos simpáticos brigadianos gordinhos que saem da reserva para quebrar alguns galhos do policiamento ostensivo. Trata-se de uma providência importante, porém, perfeitamente enquadrada no novo jeito de improvisar segurança no RS.
    Arremedo
    Ao receber 43 viaturas para serem empregadas no patrulhamento de Porto Alegre, ainda assim a Brigada Militar está longe de cobrir a exigências da comunidade. Esses carros deverão preencher, no máximo, os espaços aqueles que estão quebrados sem peças de reposição e nem mesmo com um arremedo de manutenção mecânica.
    Tribunais
    A extinção ou a reestruturação do Tribunal Militar do Estado (que é o Tribunal da Brigada Militar) tem de ser um debate aberto e absolutamente detalhado, inclusive a partir do perfil de cada um de seus membros. Esta corte, por exemplo, chega a se arvorar acima do comando geral da corporação. Além disso, o nepotismo sempre foi uma característica deste tribunal, assim como ocorre no Tribunal de Contas do Estado.

  • Denúncias mexem no cenário de 2010

    Mesmo que nada seja provado contra os parlamentares gaúchos envolvidos nas investigações da Operação Solidária, a ampla exposição negativa deles e de seus partidos já produziu um prejuízo político, que ainda não pode ser contabilizado, mas que já é evidente. Ele se refletirá nas campanhas para as eleições municipais do mês que vem. Até o cenário que se desenhava para a sucessão estadual em 2010 pode ser alterado.
    Qual será, por exemplo, o impacto que o envolvimento de próceres do PMDB terá na campanha de José Fogaça, candidado do partido à reeleição e que lidera as pesquisas na disputa pela prefeitura de Porto Alegre? Essa resposta terá que esperar no mínimo as próximas pesquisas.
    Quanto a 2010, envolvimento do ex-ministro e deputado Eliseu Padilha, secretário geral do PMDB. prejudica talvez de modo irremediável, seus planos de ser o candidato do partido ao governo do Estado. Ele havia conseguido que até seu mais forte concorrente, o ex-governador Germano Rigotto, admitisse uma candidatura ao senado, para evitar uma disputa interna.
    Agora, aparentemente, Rigotto fica sózinho no cenário do PMDB. Até José Fogaça, o favorito na eleição em Porto Alegre, já declarou que seu candidato em 2010 é Rigotto.

  • AL aprova vigilância eletrônica

    Na sessão plenária de ontem(9), a Assembléia Legislativa aprovou por unanimidade (48 votos) o Projeto de Lei PL 106 2008, de autoria do Poder Executivo, que estabelece o uso de equipamentos de vigilância eletrônica em presidiários gaúchos, para casos específicos.
    De acordo com o PL 106 2008, equipamentos como pulseiras e tornozeleiras com sensores controlados via satélite ou por sinais de radiofreqüência permitirão que seja realizado o monitoramento de detentos dos regimes aberto e semi-aberto, em prisão domiciliar ou com proibição de freqüentar determinados lugares.
    Segundo o PL, a medida deverá ser aplicada a condenados por tráfico de drogas, terrorismo, crimes decorrentes de ações praticadas por organizações criminosas de qualquer tipo, homicídio qualificado, latrocínio, extorsão qualificada pela morte, extorsão mediante seqüestro, estupro, atentado violento ao pudor ou outra condenação cujo crime recomende tal cautela. A exigência se dará após determinação judicial, precedida de parecer do Ministério Público e da defesa. A proposição do governo do Estado teve como base um projeto similar de autoria do deputado Giovani Cherini (PDT) e foi aprovada com duas emendas da Comissão de Constituição e Justiça.
    Do site da AL

  • Policiais gaúchos montam uma força única

    O vexaminoso patamar salarial dos profissionais da segurança pública une as lideranças da Brigada Militar e da Polícia Civil.
    Desde que os servidores da Brigada Militar e da Polícia Civil passaram a se organizar em associações e sindicatos – o que aconteceu após os anos de chumbo – pela primeira vez, todas as lideranças das duas instituições estão integradas com um único objetivo: libertar os profissionais de polícia gaú-chos do vexaminoso patamar dos piores salários do país. O consenso das entidades dos policiais considera como parâmetro os vencimentos dos seus colegas de São Paulo que, das policias estaduais, é a de padrão salarial mais elevado. O governo de Yeda Crusius passará a enfrentar uma pressão inédi-ta, pois é mássica. As probabilidades de diálogo estão plenamente abertas, mas não haverá espaço para a procrastinação, pura e simples, de decisões, fenômeno que tem ocorrido há décadas.
    Ontem, na sede da AsofBM (Associação dos Oficiais da Brigada Militar), todos os segmentos da Brigada e da Polícia Civil, iniciaram, com o PP, en-contros que terão com todos os partidos com representação na Assembléia Legislativa. O secretario estadual Celso Bernardi e o deputado Jerônimo Goergen sentiram de perto a força recém-criada. Foi um momento históri-co, presidido pelo presidente da AsofBM, coronel da reserva Cairo Camar-go, e que terá continuidade na próxima semana na Ugeirm-Sindicato e, su-cessivamente, em todas as entidades representativas da classe policial. Se-gundo Cairo, “a prioridade para a segurança pública deve deixar de ser uma mentira.”
    Assaltos
    A secretaria do cemitério João XXIII, em Porto Alegre, em Porto Alegre, foi invadida por dois assaltantes armados que chegaram e saíram em uma moto. Os bandidos levaram dinheiro e pertences dos funcionários. Sete homens armados assaltaram o supermercado Asun, no bairro Rubem Ber-ta, na capital. Eles fugiram levando cerca de mil reais dos caixas. Na Zona Norte, dois homens e uma mulher saquearam uma joalheria do shopping Bourbon Country de onde levaram, entre outros valores, um cofre. Isso tu-do no dia de ontem.
    Guri
    Um revólver de calibre 38 foi apreendido com um adolescente no Colé-gio Estadual Júlio de Castilhos. PMs viram o guri com a arma na rua. Du-rante a tentativa de abordagem o estudante, de 17 anos, correu para dentro da escola, onde foi capturado.
    Fraqueza
    Um bandido foi espancado, ontem, por pais e alunos após praticar assalto em frente à Escola Estadual Itamarati, bairro Sarandi, na capital. O assal-tante costumava atacar, com sucesso, os alunos da escola e, ainda ontem, investiu contra uma menina de 14 anos que foi jogada por ele no chão. A justiça pelas próprias mãos é um dos sintomas do enfraquecimento das es-tratégias da segurança pública.
    Traficante
    Uma mulher de 37 anos foi presa, ontem, acusada de ser uma das líderes do tráfico de drogas no bairro Mathias Velho, em Canoas. Ela carregava 1.200 pedras de crack. Segundo a Btigada Militar, a traficante chegou a o-ferecer R$ 3 mil para ser libertada.
    Candidatos
    O convite feito pelo comandante-geral da Brigada Militar, Paulo Roberto Mendes, para que os candidatos à prefeitura de Porto Alegre compareces-sem na Vila Bom Jesus, ontem, quando poderiam avaliar os problemas vi-vidos por aquela comunidade, independente das questões de ordem policial, não teve a resposta esperada. Lá compareceu apenas Befran Rosado, que é candidato a vice-prefeito na chapa liderada por Manuela d’Ávila. Os de-mais candidatos, por certo, estavam comprometidos com outras vilas.
    Festa
    O CPC (Comando de Policiamento da Capital) da Brigada Militar, rece-beu ontem um lote de 43 viaturas (pick-ups Ford Ranger, cabine dupla e motor a gasolina). O recebimento das viaturas e o desfile por algumas ruas da cidade, durante a manhã, causou sérios congestionamentos no trânsito, mas em dias de festa isso pode ser considerado natural.
    Mal-estar
    A pretensão do MP (Ministério Público Estadual) em transformar uma área para a pratica de esportes da Academia de Polícia Militar, no Partenon, em estacionamento de carros está causando um mal-estar não só na Brigada Militar, que há mais de um século ocupa aquele espaço. Além da família brigadiana, a área tem servido para atividades de escolas da vizinhança como a Aparício Borges e Paulo Gama. Além disso, o MP está devendo, há mais de dois anos, para a Brigada, a construção de uma sala de aula para a Academia naquele local.
    Esperteza
    Da longa entrevista dada pelo titular da pasta da Segurança Pública do RS, Edson de Oliveira Goularte, ao jornal Zero Hora (edição de terça-feira última), na condição de um humilde marquês, considerei como o seu gran-de momento esta frase: “Já que não somos muitos, temos de ser mais esper-tos que os criminosos.”

  • Porto Alegre em Cena: A versão carioca dos estratagemas de Schopenhauer

    Adriana Lampert
    Uma grande quantidade de texto diluída em linguagem televisiva no palco. Foi esta a fórmula que Vitor Lemos usou para dirigir o espetáculo A Arte de Ter Razão, com apresentações na Sala Carlos Carvalho, nos dias 05, 06 e 07 de setembro, dentro do 15º POA em Cena. Os atores Helena Varvaki, Isaac Bernat e Thais Tedesco apresentaram, de forma bem humorada, a história de moradores de um condomínio no Rio de Janeiro que defendem teses distintas a respeito da separação do lixo no prédio. Para isso, utilizaram alguns dos estratagemas do livro homônimo do filósofo alemão Arthur Schopenhauer.
    Argumentos e retóricas em cena, e nenhum vencedor no final do espetáculo, que é uma livre adaptação do grupo carioca para o livro de Schopenhauer. Através dos estratagemas, as personagens confirmam a teoria de que para vencer, nem sempre é necessário ter razão. Depende da forma como o argumento é colocado – e para isso, vale até provocar raiva no adversário, atormentando-o e fazendo-o perder vantagem.
    A peça é simples, e segue em torno desta batalha, muito harmônica, entre os atores. O cenário e a luz são agradáveis e estão em equilíbrio com a proposta do espetáculo, que se desenrola de forma divertida em busca da verdade de cada personagem.

  • Preservação de espécies ameaçadas é uma das funções do Jardim Botânico

    O plantio das coleções que formam o Jardim Botânico de Porto Alegre foi iniciado em 21 de setembro de 1957, com as palmeiras, plantas suculentas e coníferas. Aberto ao público no dia 10 de setembro de 1958, passou a integrar a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul em 1972.
    Com uma área de 39ha o Jardim Botânico é um local de grande interesse turístico, por ser um dos poucos jardins botânicos consolidados no país. Se caracteriza como uma área protegida, contendo coleções de plantas vivas, cientificamente mantidas, ordenadas, documentadas e identificadas. Tem finalidades científicas, educacionais e conservacionistas.
    Possui uma estrutura física composta por 4 estufas, Laboratório de Análise de Sementes, Laboratório de Cultura de Tecidos, Banco de Sementes, Viveiro, 11 coleções especiais e 23 áreas no Arboretum, área administrativa, auditório e anfiteatro.
    Uma das mais importantes atividades do Jardim Botânico é a conservação da flora do Estado através da pesquisa, cultivo e propagação de plantas, especialmente das ameaçadas, com potencial econômico e de espécies necessárias para a restauração de ecossistemas. Mantém um banco de sementes que promove a pesquisa em armazenamento, contribuindo para a preservação de material genético salvaguardando, desta forma, ao máximo, a biodiversidade da flora local.
    Importante instrumento de educação ambiental e de ensino, o Jardim Botânico proporciona, através do Centro de Visitantes, orientação para que o público em geral e, principalmente o estudantil, aprecie e estude as espécies constantes de seu acervo, legítimas representantes do ecossistema do sul do Brasil.
    Grande parte da área do Jardim Botânico está ocupada por representações das formações vegetais nativas: Floresta Estacional Decidual e Semidecidual, Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Savana-parque, e representatividade de campo nativo do Estado.
    PROGRAMAÇÃO/SETEMBRO 2008
    LOCAL: Jardim Botânico de Porto Alegre (Rua Dr. Salvador França, 1427)
    – De 10 a 28.09, das 9h às 17h – Sala de Exposições Temporárias do Museu de Ciências Naturais/FZB-RS – EXPOSIÇÃO JARDIM BOTÂNICO 50 ANOS.
    Promoção
    Fundação Zoobotânica do RS.
    – Dia 14.09, das 11h às 17h – JARDINAÇÃO. Promoção Fundação Zoobotânica do RS, Programa Reciclar Banrisul e ONG Cataventus.
    – Dia 21.09, às 16h – APRESENTAÇÃO OSPA. Promoção Fundação Zoobotânica do RS, apoio Grupo CEEE e Banrisul.
    – De 25 a 28.09, das 9h às 17h – II FEIRA DO LIVRO INFANTIL. Promoção Fundação Zoobtânica do RS e Secraso. Patrono Luiz Coronel.