O Beco tá sempre inventando moda, seja produzindo festivais como o GIG Rock, bolando festas e shows bacanas ou dando uma nova cara para a cena jovem local. E foi nessa trip que Vitor Lucas, proprietário do Beco, chamou Carol Teixeira, frequentadora e fã da casa, para dividir uma tarefa das mais nobres: criarem juntos a Revista do Beco. A idéia é fortalecer a marca Beco, exaltando a identidade do grupo de freqüentadores e reafirmando a idéia de que existe uma “gang do Beco”, uma “máfia Beco”. Essa idéia já existe, tanto que tem grupos de freqüentadores que se chamam “bequistas”. A galera se orgulha de fazer parte dessa tribo – um grupo que cria estilo, que consome cultura, que entende de música e aceita (e ama) o novo, sem preconceitos com outros grupos e
outros estilos. Como se trata de uma turma super antenada no que acontece, a revista não subestima o leitor falando só de coisas que estão sendo lançadas e já estão sendo faladas por todas as outras revistas, mas sim, trata de assuntos que eles talvez nem conheçam ainda, novidades dentro das novidades.
Certamente a Revista do Beco não vai interessar só a quem freqüenta o Beco – é uma revista totalmente voltada para a cultura com matérias sobre musica, estilo, comportamento, filmes, livros, entrevistas e seções inusitadas. O formato é pocket – bem pequena, para caber no bolso da calça. A primeira edição, traz uma entrevista exclusivíssima, inteligente e muito bem humorada com a CSS (Cansei de ser sexy), banda brasileira bombada lá fora, que está lançando disco novo e só está dando entrevistas para a mídia internacional ou para veículos grandes.
E mais um diferencial: a capa da revista será sempre um dos estilosos freqüentadores clicado num momento louco, bem no clima Beco. A festa de escolha da primeira capa será no dia 6, nesse sábado, por isso vá “montado”, bem estiloso, pois qualquer um poderá virar capa. O lançamento será no final
de setembro. Aguarde mais informações. Enquanto isso, confira a programação de sexta e sábado no Porão do Beco:
Sexta, dia 5 de setembro, 23h
O DIA DA MARMOTA com show da ALCALÓIDES
Na primeira sexta do mês a MARMOTA volta ao PORÃO DO BECO! O que ela encontra? Gente jovem, bonita e maluca, 3 tiozinhos safados (Rafas, Dreguz e LIO) e os amigos da vez: O Excelentíssimo Bruno (CAUBY) Suman com seus rocks e a banda ALCALÓIDES e seus punkrocks divertidos.
Ingressos: R$ 12,00
Sábado, dia 6 de setembro, 22h
PORÃO ROCK CLUBE! com os Efervescentes
E mais: festa de escolha da primeira capa da REVISTA DO BECO
Neste sábado, dia 6, o Porão apresenta atrações para todos os gostos, em um centro de entretenimento numa só noite e lugar: é o Porão Rock Clube! Entre suas magníficas atrações estão Os Efervescentes com seu novo show, incluindo o lançamento do seu novo single e do site da banda
(http://www.osefervescentes.com); Che Wodarski, o DJ convidado que sempre animou
completamente cada pessoa presente em suas festas; os Dj’s residentes Rafael Machuca e Gabriel Schutz.
E nessa noite aproveite pra se puxar na produção pois vocês pode ser a capa da Revista do Beco, que terá como capa sempre um dos estilosos freqüentadores clicado num momento louco, bem no clima Beco.
Ingressos: R$ 10,00
Autor: Elmar Bones
Confira as últimas do Porão do Beco
Obras do Camelódromo entram na fase final
Após visitar nesta manhã, 3, o Centro Popular de Compras (CPC) da Praça Rui Barbosa, o secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio, Léo Antônio Bulling, prevê a conclusão do primeiro camelódromo de Porto Alegre em 25 dias.
A vistoria à obra foi realizada com as presenças do arquiteto Diogo Schiafino, do gerente do Programa Cresce Porto Alegre, arquiteto Adel Dionisio Goldani, e do engenheiro responsável pelo gerenciamento da obra, da construtora Verdicon, Roberto Moura. No segundo piso do CPC, podem ser visualizados os módulos das bancas metálicas dos futuros comerciantes populares. As bancas terão chaves independentes e medem, em média, dois por dois metros.
Estacionamento
Durante a visita, Bulling anunciou que está sendo encaminhado o processo legal de aditamento da construção do estacionamento do CPC para ser realizada uma licitação pública para exploração comercial das 216 vagas do espaço de oito mil metros quadrados. “Durante o processo de licitação, a Empresa Pública de Transporte e Circulação administrará o estacionamento de forma transitória”, afirmou o assessor de projetos especiais da Smic, Adel Goldani.
O espaço dos futuros comerciantes populares será de 8,2 mil metros quadrados e mais 2 mil metros quadrados de uso dos banheiros e lojas âncoras, como farmácia, restaurante e banco, que estarão localizados no Terminal Tamandaré. Os visitantes do CPC poderão visualizar o Lago Guaíba de uma escada que dará acesso ao terceiro andar do módulo do Terminal Tamandaré, que ficou com quatro metros quadrados a mais que o Terminal Rui Barbosa.
Terminais
O novo terminal de ônibus da Praça Rui Barbosa, totalmente reformado pela construtora Verdicon, com a supervisão da Metroplan, EPTC e Smic, contará com uma área de 8,2 mil metros quadrados. O total de área construída do CPC será de mais de 18,5 mil metros quadrados, somado ao terminal de ônibus que voltou a funcionar parcialmente no térreo do empreendimento.
No local, trabalham 150 operários da construtora. Hoje pela manhã, foram colocadas as coberturas do módulo do camelódromo do Terminal Tamandaré, entre as avenidas Júlio de Castilhos e Mauá. As duas passarelas que dão acesso aos dois terminais por cima da Avenida Júlio de Castilhos estão totalmente montadas e na fase de acabamento. Os elevadores e escadas rolantes estão em fase As escadas e rampas de acesso também estão na fase final de montagem e acabamento. Na Avenida Voluntários da Pátria, o Portal do CPC está quase terminado.
Do site da Prefeitura de Porto AlegreO equilíbrio está à vista? (3)
Outra razão do meu “pé atrás” com essa história de zerar o déficit estadual já em 2009 é o discurso. Na campanha, a candidata Yeda garantiu que não aumentaria impostos. Vitoriosa, antes de assumir já tentou manter o aumento aplicado por Rigotto.
Depois, quando sua prioridade era aprovar um aumento de imposto, o governo dizia que o déficit era insuportável, sem uma receita extra (e o único caminho que restava era mais ICMS) o Estado se tornaria “ingovernável”.
Falava-se num buraco de R$ 2,4 bilhões em 2007. Depois, esse número foi revisto sem muita explicação para R$ 1,3 bilhões e, com a inapelável derrota do projeto de aumento do ICMS, o discurso mudou.
A ênfase, então, passou para o superávit primário, enfim alcançado ao final de 2007.
A receita do Tesouro estadual foi maior que as despesas correntes, por conta do surpreendente desempenho da economia estadual. Some-se a isso, o ganho com as ações do Banrisul (na verdade venda de patrimônio) e mais a economia feita com o corte de despesas, e eis que o tenebroso déficit evapora-se. É o que se lê na imprensa. (segue).SESC Música: Programação especial pelos 50 anos da Bossa Nova
A identidade e a histÓria da Bossa Nova contada e cantada por diferentes personalidades da cena musical e literária de Porto Alegre.
Entre uma canção e outra, interpretadas por vozes de coloridos timbres, a palavra de mestres, doutores e cr?ticos gabaritados nas áreas de música e literatura, versando sobre as peculiaridades da Bossa Nova enquanto gênero musical e movimento cultural.
04, 11, 18 E 25/09
LOCAL: CAFÉ SESC CENTRO – AVENIDA ALBERTO BINS, 665
HORÁRIO: SEMPRE ÀS 19 H
DIA 04
Trio Ter?a Maior – Alexandre Fritzen (piano), Elinka Matusiak (voz)
e Tiago Kreutzer (cello)
e participa??o de Felipe Koetz (bateria)
Luis Augusto Fischer – escritor, professor doutor em Literatura
Brasileira e coord. do N?cleo de Estudos da Can??o (UFRGS)
Leandro Maia – musicista e educador musical, mestre em Letras
(UFRGS)
Dia 11
R? Bjerk (voz) e Ricardo Fragoso (viol?o)
Mar?al de Menezes Paredes – professor doutor em Hist?ria (UFRGS)
DIA 18
Gisele de Santi (voz) e Fabrício Gambogi (violão) Fernando Mattos – compositor e professor doutor em Música (UFRGS)
DIA 25
Grupo BOSSA 50 – Mateus Mapa (flauta), Chico Paixão (voz e violão), Leonardo Boff (teclado), Everton Velasques (baixo) e Paulinho McLaren (bateria) Juarez Fonseca – jornalista e crítico musicalRichard Serra e Lynne Cooke estarão no Fronteiras do Pensamento
David Byrne cancela sua apresentação
O músico e artista multimídia David Byrne não virá ao Fronteiras do Pensamento Copesul Braskem. Alegando problemas de ordem pessoal, Byrne cancelou sua apresentação em Porto Alegre, marcada para o dia 15 de setembro.
O escultor Richard Serra, considerado por muitos críticos o mais importante artista da atualidade, estará em Porto Alegre participando do Fronteiras do Pensamento Copesul Braskem. Junto com ele, Lynne Cooke,
curadora da Dia Art Foundation, em Nova Iorque, e professora de artes em diversas universidades
dos Estados Unidos. A dupla fala sobre arte, excepcionalmente, na noite de 12 de novembro, uma quarta-feira.
Richard Serra nasceu em São Francisco em 1939. Criador de obras de força e imponência, trabalhos determinados e afirmativos, que supõem nos indivíduos a capacidade de enfrentar as situações de maneira prática e destemida, é autor de esculturas em aço de grande escala que se erguem como muros, labirintos ou casas sem teto. Suas obras são como cidades, nas quais é preciso se perder para viver novas experiências.
Para a artista Vera Chaves Barcellos, Richard Serra é um dos mais relevantes artistas da minimal art no cenário internacional. “A obra dele se caracteriza pelo grande equilíbrio entre a massa e o vazio e a
valorização do contato entre o espectador e a presença da matéria escultórica”, afirma Vera. Para o crítico de arte Ronaldo Brito, Serra permanece fiel à noção de escultura como o pensamento adequado à experiência física da presença, à investigação da participação material do homem no mundo. “Suas enormes placas de aço e desenhos negros pesados exibem uma concisão inesperada peculiar aos aforismos, a mesma linguagem lapidar com um amplo escopo, o mesmo senso de humor ocasionalmente cáustico”, diz Brito.
Como artista emergente nos inícios da década de 60, Serra contribuiu para mudar a natureza da produção artística, seguindo influências da arte povera e do minimalismo. Nessa década, iniciou experiências com
combinações invulgares de materiais e técnicas (como borracha, metais e lâmpadas). Em 1970, conseguiu o equilíbrio exato entre as placas de aço, apoiadas entre si sem a ajuda de um suporte externo, o que permitiu a transição para uma concepção da escultura. Uma vez imersa no espaço real do espectador, a escultura cria uma nova relação com o observador, cuja experiência fenomenológica de um objeto se converte em essencial para compreender seu significado.
Nas duas últimas décadas, Serra dedicou-se fundamentalmente a obras de grande escala e de lugares específicos, que geram o diálogo com seu entorno arquitetônico, urbano ou paisagístico concreto e, dessa forma, redefinem esse espaço e a percepção do espectador. Donaldo Schüler, consultor acadêmico do Fronteiras do Pensamento Copesul Braskem, acredita que o minimalismo de Richard Serra, nascido em ambientes fechados, atravessa paredes em busca de espaços abertos, de lugares freqüentados.
“As esculturas monumentais de Serra geram protesto, recurso a que recorre o escultor para dar sentido político à arte”, sentencia Schüler. Serra realizou uma única exposição no Brasil, a convite da curadora
Lynne Cooke, no Centro de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, entre 27 de novembro de 1997 e março de 1998. Lynne Cooke foi recentemente nomeada curadora-chefe do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri, na Espanha. Foi co-curadora do Carnegie Internacional e diretora artística da Bienal de Sydney. Organizou inúmeras exposições na Europa, América do Norte e América Latina.
Entre suas várias publicações destacam-se seus recentes ensaios sobre Rodney Graham, Jorge Pardo, Diana Thater e Agnes Martin. É co-autora de Richard Serra: Torqued Ellipses e Richard Serra Sculpture: Forty Years.Indecisões na pasta da Segurança
Mais do que os funcionários mais humildes, a modorra doa executivos da segurança pública atinge a sociedade.
A situação dos praças da Brigada Militar que prestam serviço no Disp (De-partamento de Inteligência da Secretaria da Segurança) não é cômoda, co-mo de resto acontece com toda a área da pasta da Segurança. Eles não per-cebem FGs (remuneração por função gratificada), privilégio de poucos, nem horas-extras, apesar da carga-horária excessiva. Há cinco meses que esses profissionais não recebem etapas de alimentação e, nisso, vale um jogo de empurra entre o comando geral da Brigada Militar e a cúpula da SSP-RS (Secretaria da Segurança Pública). Isso causa um grau de insatisfa-ção do efetivo lotado naquele departamento que deságua na sociedade, pois é a partir dali que são prestados serviços como o do disque-denúncia, por exemplo. Cabe salientar que chegou a sair no Diário oficial do Estado de 30 de julho passado, a Portaria de nº 109/2008, regulamentando as etapas de alimentação, assinada por José Francisco Malmann. No entanto, a Bri-gada fez vistas grossas para a publicação ao alegar que Mallmann já era. Sigam-me.
O pato
Além da carência de efetivo e do arrastado apoio logístico, a segurança pública é permeada por procrastinação de decisões que influenciam na me-sa de cada servidor, protecionismo em relação a apadrinhados em desvio de função, o que tem a cobertura dos Três Poderes e até mesmo por fantasias futurísticas. Tudo isso leva a alimentar a boataria de que tudo está sendo feito, entre vários setores das organizações policiais, no sentido de encami-nhar a extinção da pasta da Segurança. No entanto, no frigir dos ovos, quem paga o pato nesse processo são os servidores mais humildes e, muito mais ainda, a sociedade.
Ponto
A Brigada Militar descobriu um ponto de tráfico de drogas no Jardim Aparecida, em Alvorada. Sete homens, com idades entre 19 e 30 anos, fo-ram presos. Os policiais apreenderam uma pistola, um revólver, drogas e 14 telefones celulares.
Quadrilheiros
Sete pessoas foram presas em operação desenvolvida pelo Deic, em Es-teio. O grupo é apontado como responsável por clonar automóveis rouba-dos, falsificar documentos e vender os veículos por meio de anúncios em classificados. Seis pessoas foram detidas no bairro Primavera e outra em Alvorada. Foram apreendidos carros e dois revólveres. Segundo o delegado Heliomar Franco, os quadrilheiros se passavam por funcionários do fórum central de Porto Alegre e da Receita Federal para vender os produtos com valor abaixo do mercado.
Mutirão
Um mutirão cartorário da Polícia Civil, em Porto Alegre, teve encerradas as atividades do mês de agosto. Dos 1.825 inquéritos distribuídos, 851 fo-ram concluídos. Ao todo foram indiciadas 616 pessoas Segundo o delegado Miguel Mendes Ribeiro Neto, coordenador do mutirão no mês de agosto, desde o início de junho foram remetidos à Justiça 2.719 inquéritos polici-ais.
Lei de Trânsito
A Acadepol (Academia de Polícia Civil) promoverá, amanhã, a partir das 14horas, no Auditório da SSP-RS, uma palestra com o jurista Damásio E-vangelista de Jesus. O tema a ser abordado é a repercussão penal da nova Lei de Trânsito. O evento resulta de uma parceria da Acadepol com a OAB/RS.
Vales
Quatro homens roubaram, ontem, 200 mil reais em vale transporte no hospital da Criança Conceição em Porto Alegre. É espantoso que a maioria desses vales são vendidos abertamente nas proximidades dos terminais de transporte coletivo da Capital e Região Metropolitana.
Banco
Quatro homens assaltaram, ontem, a agência do Banrisul no centro de Tenente Portela, na Fronteira Oeste gaúcha. O segurança do banco ficou ferido, mas está fora de perigo. Os ladrões fugiram em um Golf em direção a Miraguaí.
Idosos
Maria Inês de Castro Gonçalves e Vinícius Montag, escrivães de polícia lotados na DP para o Idoso, da capital, ministrarão, hoje, uma palestra para o grupo da terceira idade “Os Pioneiros”. Tendo como tema a segurança, o evento acontecerá a partir das 9h na sede do Clube Comercial Sarandi, lo-calizada na Avenida Salvador Leão, nº 277, bairro Sarandi, em Porto Ale-gre.
Paralisação
Os agentes da Polícia Civil do interior gaúcho paralisarão suas atividades nos dias hoje e amanhã. Neste período só serão registradas ocorrências (in-clusive flagrantes) de crimes com maior repercussão. O Sindicato dos Es-crivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul apre-sentou as reivindicações ao secretário Edson de Oliveira Goularte, mas não houve, manifestação sobre o atendimento das demandas. Nos dias 1º e 2 de outubro, a paralisação será feita na capital e região metropolitana. Nos dias de protesto, serão registrados os crimes de latrocínio, homicídio, lesão cor-poral grave, estupro, atentado violento ao pudor e todas as ocorrências que tiverem menores e/ou idosos entre as vítimas.Câmara vota projeto Pontal do Estaleiro dia 10
Tramitando em regime de urgência, o polêmico projeto Pontal do Estaleiro, que prevê urbanização de uma parte da orla do Guaíba, será votado pelo plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre no próximo dia 10/9.
O projeto prevê a construção de seis edifícios com 13 andares cada um (43 m de altura) no local onde era o extinto Estaleiro Só, também conhecido como Ponta do Melo. No dia 6 de agosto, o projeto foi debatido em audiência pública e desde então há um movimento de moradores contrários à idéia.
O projeto de lei que trata do Pontal do Estaleiro é subscrito por 17 vereadores e propõe a revitalização urbana da orla do Guaíba, em trecho localizado na Unidade de Estruturação Urbana (UEU) 4036.
Conforme o texto, o projeto para o Pontal do Estaleiro é classificado como empreendimento de impacto de segundo nível por sua proposta de valorização dos visuais urbanos e da atração turística pelas atividades previstas.Braskem quer cinco usinas de biomassa no RS a partir da casca do arroz
Por Carlos Matsubara, Ambiente JÁ
A Braskem iniciou no dia 1º, as tratativas com produtores de arroz do Estado para comprar matéria-prima que irá mover cinco usinas de biomassa. Toda produção gerada servirá para consumo próprio. A expectativa é que elas gerem 50 megawatts, o suficiente para abastecer uma cidade com 350 habitantes.
Mapeamento inicial da empresa apontou os cinco municípios para receber as usinas. São Borja, Itaqui, Pelotas, Dom Pedrito e Camaquã. O Rio Grande do Sul já conta com quatro delas movidas à casca de arroz que geram um total de 13 MW. Todas são empreendimentos de produtoras de arroz em Itaqui, Alegrete (2) e São Gabriel.
O diretor de Energia da Braskem, Marcos Vinicius Gusmão do Nascimento, justifica o investimento. “Somos o terceiro maior consumidor de energia do país e queremos ampliar nosso mix de fontes. O Rio Grande do Sul nos dá a chance do reaproveitamento de resíduos agrícolas”.
A empresa baiana, que controla a Copesul e Ipiranga Petroquímica no Estado, consome energia gerada por óleo diesel, gás natural e carvão mineral e ainda vem estudando a possibilidade de outras fontes, até mesmo a hídrica.
Para o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) os gaúchos sempre sentiram falta de investidores para que esse tipo de energia finalmente fosse alavancada. Ele lembrou que as usinas da Braskem também poderão aproveitar cavacos e outros resíduos de madeira. “Temos também na Metade Sul do Estado essa possibilidade com os investimentos das empresas de papel e celulose”, destacou.
Floriano Isolan, consultor florestal da CaixaRS, aprova a iniciativa da empresa. Ele defende que seja ampliada para o setor florestal como um todo. “Podemos agregar empresas menores em torno das grandes para produzir uma gama ampla de sub-produtos para a Indústria da Madeira. Para o especialista, essa geração energética através de resíduos da madeira seria como “fechar o ciclo”.
Distância pode ser entrave
Ana Carla Petiti, gerente de comercialização da Braskem, explicou aos produtores presentes ao evento em Porto Alegre que estudos de viabilidade econômica exigem que a distância da geração de resíduos até as usinas não pode ultrapassar um raio de 10 quilômetros.
Para o produtor Alcir Buske, da Cooperativa Agrícola e Mista de Agudo, a intenção da empresa “parece uma ótima oportunidade”. O problema, segundo ele, seria realmente essa limitação de distância. “Nós (arrozeiros) temos dificuldade em encontrar solução para a casca de arroz”, afirma ele, que vai participar da rodada de conversações durante a semana. A cooperativa de Agudo conta com 500 produtores que geram cerca de 30 toneladas por mês desse resíduo, que hoje é utilizado como cobertura morta (adubação no solo).
Depois de receber muitos questionamentos sobre essa limitação, os técnicos da empresa admitiram a possibilidade de ampliar a distãncia em razão das tecnologias de compactação dos resíduos. “Tudo isso será conversado no decorrer das negociações que teremos com os interessados”.
Marcelo Wasem, coordenador Sul de Energia da Braskem, explicou que 100% do risco dos investimentos serão de responsabilidade da empresa, mas os produtores terão de comprovar capacidade de fornecimento pelo período mínimo de 15 anos.
A empresa pretende firmar protocolos de intenções com interessados já com a definição da capacidade de fornecimento e do preço a ser pago aos produtores ou cooperativas. O valor, no entanto, não foi divulgado. Conforme Ana Carla Petiti, a petroquímica ainda não tem como afirmar qual valor poderá pagar. “ Vai depender da quantidade, do tempo e da distância no transporte da matéria-prima”. Também não há definição de quantidade mínima para compra da matéria-prima de cada produtor.
As usinas
A expectativa da Braskem é que seja possível construir cinco usinas, cada uma com capacidade de, no mínimo, 10 MW, o suficiente para abastecer uma cidade de 70 mil habitantes. Para o funcionamento de cada uma são necessários 5 ml toneladas/mês de casca de arroz. Conforme o diretor de Energia da empresa, as usinas serão projetadas para queimar tanto casca de arroz quanto resíduos de madeira.
Para o produtor que desejar vender esse resíduo à empresa ainda existe a possibilidade de receber um repasse referente a créditos de carbono. “Isso também será estudado pela empresa”, explica Marcos Vinícius.
Embora já seja um tipo de resíduo, a casca de arroz ainda pode gerar um sub-resíduo (cinza) durante sua queima, que os técnicos da empresa admitem ainda não ter resolvido como destiná-lo.A morte de um coronel de paz
Prioridade é uma palavra que está perdendo o sentido quando aparece em discursos oficiais.
O coronel da reserva da Brigada Militar, Celso Sousa Soares, 64 anos, mor-to a tiros, domingo último, por bandidos que tentaram assaltá-lo, era um amigo de muitos anos. Apaixonado pela cultura de nosso Rio Grande sem-pre foi estimado por seus companheiros de farda e por todas as lideranças do tradicionalismo gaúcho. Sóbrio em todos os seus gestos, Celso era um homem de paz e, talvez por isso, não tenham sido certeiros os tiros que dis-parou contra os bandidos que o atacaram.
Leio que o secretário da Segurança, Edson de Oliveira Goularte, quer prio-rizar o combate ao tráfico de drogas e assaltos para reduzir o índice de ho-micídios no Estado. Tanto quanto eu saiba, esta prioridade, no papel, existe há muito tempo. Como está só no papel, Celso, vítima de assalto, foi assas-sinado. Mas fatos semelhantes atingem a todas as categorias de cidadãos e os policiais estão submetidos ao mesmo cerco. Dentro deste diapasão penso que o vocábulo ‘prioridade’ deveria ser evitado nos discursos oficiais, pois ele está perdendo o sentido diante da falta de forças das organizações poli-ciais em combater a bandidagem. A palavra prioridade não significa ação. É preciso haja ação para que a sociedade sinta a existência da prioridade.
Identificação
O trabalho da Polícia Civil em torno do assassinato do coronel Celso foi ágil e bem sucedido. Os dois bandidos apontados como autores do crime foram identificados como Fabiano Luís Macedo e Emerson dos Santos. A ação dos investigadores provou, neste caso específico, a prioridade, o que não acontece quando se trata de estabelecer, pelo governo, a política da se-gurança para todos os cidadãos.
Emergência
Desde a noite de domingo, até ontem, em Viamão, houve oito assassina-tos e sete pessoas resultaram feridas e passa a liderar o rankig das cidades mais violentas do estado, posição que durante muito tempo foi ocupada por Alvorada. A série de homicídios teve como episódio de maior gravidade a chacina ocorrida no bairro Minuano, onde, domingo, três jovens foram e-xecutados a tiros num ponto de venda de drogas. Este quadro está motivan-do uma série de reuniões nas cúpulas da Brigada Militar e da Polícia Civil, as quais deverão resultar em providencias emergenciais, o que estará longe se significar uma solução.
Assassinato
Um homem foi encontrado morto, ontem, no bairro Navegantes, em Es-teio. Segundo a policia civil, o corpo, com marcas de tiros, foi localizado dentro de um valão na rua Beira Rio. A vitima foi identificada como Luiz Ricardo Gomes de Souza, 23 anos.
Droga
Agentes da DP de Vacaria prenderam uma quadrilha que realizava tráfico de crack e maconha naquele município. O grupo era formado por um ho-mem com 31 anos de idade e três mulheres com 41, 23 e 24 anos. Eles agi-am em vários bairros.
Motoqueiros
Quatro homens assaltaram o hipermercado BIG de Cachoeirinha, por vol-ta das 9h15min de ontem. Segundo a Brigada Militar o grupo invadiu a lotérica localizada dentro do hipermercado e levou R$ 20 mil. Em seguida, roubou mais R$ 1 mil de um dos caixas do mercado. De acordo com os policiais, a ação foi rápida e não deixou nenhum ferido. Nenhum tiro foi disparado. Os bandidos fugiram em duas motos.
DNA
A perita químico-toxicologista do IGP (Instituto-Geral de Perícias), So-lange Pereira Schwengber, fez a defesa pública de sua dissertação de mes-trado, na última quinta-feira, na Faculdade de Biociências, da PUCRS. Com o trabalho acadêmico, intitulado “Utilização de marcadores de cro-mossomo ‘Y’ como ferramenta visando a elucidação de casos de crimes sexuais na genética forense”, a autora teve o objetivo de contribuir para a formação de um banco de dados de DNA da população do Rio Grande do Sul.
Susepe
O atual chefe do gabinete da SSP-RS (Secretaria da Segurança Pública), coronel Paulo Renato Biachi, que foi homem da máxima confiança de José Francisco Mallmann, está cotado para assumir a Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários). A indicação de Biachi, se acontecer, deverá provocar inconformismo entre os servidores da Susepe, que preferem um profissional de carreira naquele posto.Estado perde peritos para o Acre por causa dos baixos salários
Cleber Dioni
Peritos criminais querem resposta do governo
O Sindicato dos Peritos Oficiais da Área Criminal do Estado pediu audiência com o secretário de Segurança do Estado, Edson Goularte, para retomar esta semana as negociações salariais com o Governo, paralisadas desde a saída do delegado da Polícia Federal José Francisco Malmann. O dia ainda não foi confirmado.
A presidente da entidade, Cristiane Marzotto, afirma que as conversações iniciaram em julho, no dia 11, com a entrega ao então secretário Mallmann e à governadora Yeda Crusius uma “Carta de Alerta” relatando as conseqüências da baixa remuneração e do atraso nas promoções da categoria.
Segundo ela, os baixos salários estão fazendo com que os servidores busquem outras atividades ou se transfiram para outros estados, que estão pagando salários mais atraentes, como Santa Catarina, Distrito Federal e Acre. Em alguns estados, os salários chegam a ser cinco vezes maiores.
“O perito responde civil e criminalmente pelo laudo pericial que emite, sem remuneração adequada os profissionais procuram outras atividades. A estrutura da segurança púbica não pode aceitar a diminuição de seu quadro funcional por baixos salários, isso vai acabar inviabilizando a eficiência do trabalho pericial, policial e judiciário”, ressalta.
Hoje, o Estado possui 134 peritos criminais, sendo que 100 atuam em Porto Alegre e 16 nos quatro postos do Interior, quatro em cada um – Pelotas, Santa Maria e Passo Fundo e Caxias do Sul. Dos que atuam na Capital, alguns estão em atividades administrativas.
O governo do Estado tenha abriu concurso público para contratar 55 peritos criminais, incluindo a abertura de novos postos regionais, mas a representante sindical teme que mais peritos acabem se desiludindo com a profissão devido à remuneração.
O salário inicial de um perito criminal está por volta de R$ 2.700,00. No âmbito nacional, o Rio Grande do Sul é o penúltimo ou antepenúltimo em salários, segundo Cristiane.
Excetuando a área de abrangência dos postos, hoje os peritos de Porto Alegre atendem a todo o Estado e em algumas ocasiões, têm de se deslocar a Uruguaiana ou a Marcelino Ramos, por exemplo.
“A degradação de material biológico é obvia quando demoramos para realizar a coleta mas, o que realmente faz a diferença é a preservação do local do crime, que é incumbência da Brigada Militar e da Polícia Civil até a chegada do perito. Quanto mais demorado o atendimento mais profissionais ficam sem atender outras ocorrências e mais difícil evitar o acesso da população, muitas vezes emocionada. A demora no atendimento priva, também, os agentes da Policia Civil das informações que são passadas pelo perito na cena do crime e que via de regra podem auxiliar na investigação de autoria do crime.”
Os profissionais reclamam também do atraso nas promoções e reivindicam a inclusão dos quadros do IGP na Lei Britto. Segundo a presidente da Acrigs, com exceção dos primeiros grupos que solicitaram o aumento e não obtiveram êxito, a maioria dos funcionários que acionaram a Justiça já estão recebendo os adicionais.
“Estamos falando de profissional muito qualificado. O perito tem na hierarquia da segurança pública posição similar à do delegado de Polícia e dos oficiais da Brigada Militar. O trabalho da perícia oficial é o que dá suporte, dentro do inquérito presidido pelo delegado, ao promotor de Justiça para a formação de seu posicionamento e para a efetivação da prova”, completa Cristiane.
