As maiores cabeças do Direito Penal Brasileiro discutem as algemas que nunca foram vistas nos pulsos de prostitutas.
A discussão que envolve suas excelências do poder Judiciário e do Ministério da Justiça em torno dos critérios a serem adotados no uso de algemas tem sua nascente nas ações da Polícia Federal que culminaram na imobilização de pulsos delicados, perfumados, antes somente ornados por pulseiras artisticamente trabalhadas em ouro e relógios de ponta da linha Rolex. Quando os agentes da Polícia Federal se limitavam a apreender uma que outra garrafinha de uísque e a aparecer com seu terninhos e óculos escuros em cerimônias dos donos da República, nada se falava sobre algemas, embora elas estivessem sendo usadas pelas policias estaduais até mesmo em prostitutas que eram arrastadas pelas ruas até o depósito de gente mais próximo. Agora, algemar ou não algemar passou a ser um debate que movimenta as maiores cabeças do campo do Direito Penal do país e, arrisco dizer, que a maioria dessas cabeças, tanto do poder Judiciário como do Ministério da Justiça, sequer tem idéia de como se abre ou se fecha esses grilhões. O centro, indisfarçável do debate está no risco de juizes, banqueiros, senadores, prelados e outros exemplares deste nível possam vir, como um cidadão comum, a ser flagrados com a mão na botija. Sigam-me.
Gente fina
A escorregadia determinação do Ministério da Justiça é para que a Policia Federal use as algemas somente em casos de possibilidade de fuga ou resistência à prisão. Tradução minha: um negrão preso, em atitude suspeita, na Vila Umbu, em Alvorada, deve ser algemado, mas um banqueiro vindo de um paraíso fiscal, acusado de furtar bilhões de reais, deve ser mantido com as mãos livres. Permito-me ainda dizer que as excelências que discutem as algemas não falam sobre o que é algemar com as mãos nas costas; o que é algemar com as mãos na frente; não conhecem as algemas de polegar e não têm idéia da possibilidade de suicídio do indivíduo não algemado entre outras dezenas de circunstâncias. A discussão de suas excelências se resume apenas numa premissa: gente fina não pode ser algemada.
Homicídio
O titular da 2ª DP de Bento Gonçalves, delegado Álvaro Luiz Becker, identificou o autor de um homicídio ocorrido sábado último. O autor dos disparos apresentou-se na delegacia e entregou a arma do crime, um revólver calibre 38. O crime ocorreu em frente ao Clube Azul e Branco. A vítima cumpria pena no regime semi-aberto no Presídio Regional de Bento Gonçalves. Ao lado do corpo foi apreendido um revólver calibre 38.
Mulheres
Agentes da 14ª DP de Porto Alegre prenderam, quarta-feira, uma mulher suspeita de ter roubado um estabelecimento comercial no município de São Nicolau. O crime ocorreu em 2004 e resultou na morte de uma pessoa. Segundo a delegada Silvia Cocaro de Souza, titular daquela distrital, a moça foi encaminhada à Penitenciaria Feminina Madre Pelletier.
Greve
Uma reunião realizada no Palácio Piratini, sem a presença do secretário da Segurança Pública, Edson de Oliveira Goularte, poder determinar o final da greve dos servidores do sistema penitenciário.
Tremedeira
O chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel esteve reunido com o vice-governador Paulo Feijó para tratar da passagem do governo gaúcho devido a viagem da governadora Yeda Crusius à Holanda. Yeda viajará neste sábado com retorno previsto para o próximo dia 21. Feijó disse que despachará do Palacinho e que o período em que estará à frente do Executivo será normal. No entanto, é difícil saber o que é normal para Feijó. Por exemplo, ele poderá escolher um coronel da Brigada Militar, de sua confiança, para assumir uma cadeira no Tribunal de Justiça Militar do Estado, onde há uma cadeira vazia. Trata-se de uma decisão legal e normal, não obstante toda a tremedeira dos coronéis candidatos.
Família
Independente de toda a sua atividade operacional, o comandante geral de Brigada Militar, Paulo Roberto Mendes, tem um compromisso com toda a família brigadiana: encaminhar um projeto que será modelo para uma nova perspectiva da questão salarial na corporação. O sucesso desse projeto dependerá, inevitavelmente, de uma costura com a Polícia Civil o que poderá resultar na união das duas forças. Caso o governo permaneça refratário à essa composição dos profissionais da segurança pública, a casa vai cair. Outra vez.
Autor: Elmar Bones
Gente fina não pode ser algemada.
RBS compra jornal em Rio Grande
A RBS comprou por R$ 6 milhões o jornal Agora, de Rio Grande. O negócio foi anunciado ontem. “O jornal Agora, fundado em 20 de setembro de 1975, é uma publicação de propriedade das Organizações Risul Editora Gráfica Ltda. Tem como área de abrangência Rio Grande, São José do Norte e região. Circula de segunda-feira a sábado, com o foco principal em matérias locais e regionais”.
O grupo líder da comunicação no Estado chega à região no momento em que grandes investimentos estão programados, com as plataformas da Petrobras e as ampliações no porto e na indústria naval. Com a aquisição amplia seu projeto de regionalização, que já tem o Pioneiro de Caxias e O Diário de Santa Maria.Agapan comemora 20 anos da subida da Chaminé do Gasômetro no domingo, 17

Domingo, dia 17, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) comemora os 20 anos da subida e da ocupação do topo da Chaminé da Usina do Gasômetro em Porto Alegre. Na ocasião quatro integrantes da Agapan colocaram uma faixa de 45 metros de cumprimento com os dizeres “Não ao Projeto Praia do Guaíba – AGAPAN”. O objetivo deste gesto foi chamar a atenção da opinião pública para a sessão da Câmara de Vereadores de Porto Alegre que naquela tarde iria votar o Projeto Praia do Guaíba, que visava a privatização da Orla do Guaíba.
No próximo domingo, a comemoração também tem como objetivo chamar a atenção para os riscos de privatização que novamente estão ameaçando o uso público da orla. A partir das 15h, haverá concentração e performance do artista e músico Zé Tambor, o Zé da Terrera. Os quatro heróis de 20 anos atrás, Gert Schinke, Gerson Buss, Sidnei Sommer e Guilherme Dornelles, serão homenageado. A Agapan vai lançar uma Campanha de Assinaturas, em parceria com os Movimentos Porto Alegre Vive, Solidariedade, Viva Gasômetro e Rio Guahyba, pela preservação da orla. O público será convidado a dar um abraço simbólico às margens do Guaíba.
A comemoração segue à noite, às 20h, com veiculação, pela TVCom, do documentário “Tomada da Chaminé”, através do Programa Documento TVCom, produzido e editado por Leonardo Caldas Vargas e apresentado por Simone Lazzari, com reprise à meia-noite. Haverá entrevistas com os jovens (na época) que escalaram a Chaminé, com jornalistas, com fotos e cenas de vídeos da época. “Vamos reconstituir o dia da tomada da chaminé, contando tudo, com o máximo de personagens possíveis”, antecipou o produtor, ao exclamar “vamos abraçar essa. Vai ser muito bacana!”.
Gert Schinke, um dos homenageados, se diz contente com a disposição da TVCom em registrar um dos marcos da história do movimento ecológico, que tem a Agapan como entidade ambiental pioneira no Brasil e na América Latina. “Há vinte anos, os veículos que mais deram cobertura aos fatos foram os da RBS. Foi minha constatação ao reprisar os documentos da época. O documentário que o Leonardo e a Alice (Urbim, editora da TVCom) querem fazer parece um “achado” do Celso (Marques, conselheiro e presidente da Agapan na época) que vem a calhar muito bem na passagem dos 20 anos dessa epopéia”, relembra.
Para a atual presidente da Agapan, Edi Fonseca, “esse documentário será um registro muito importante sobre este episódio, que teve um papel fundamental na manutenção da nossa orla, sem edificações”.
“A orla do Guaíba, este espaço nobre que faz parte da ecologia e da identidade paisagística de Porto Alegre ainda não está com a sua integridade garantida para as futuras gerações”, alerta Celso Marques, ao anunciar que o motivo desta “comemoração” de 20 anos é também chamar a atenção da opinião pública para conjuntos de fatos que evidenciam esta realidade, que são as ocupações que têm ameaçado a conservação da orla como um espaço público, cultura e de lazer.Segurança pública em tempo de visitações.
Nada pior do que a insegurança entre os profissionais da segurança.
O titular da pasta da Segurança Pública do RS, Edson de Oliveira Goularte, está realizando visitas em todos os órgãos sob a sua jurisdição em busca de co-nhecimento pessoal dos profissionais que dirigem essas áreas bem como se entrosar nos caminhos e nos escaninhos de sua pasta. Parece-me um bom en-caminhamento para quem está chegando no pedaço. Ocorre, no entanto, que, hoje, a gestão de Goulart chega ao 19º dia e as visitações, ao que me parece, não foram concluídas. Acrescente-se a isso que, sendo a segurança pública, não canso de repetir, um nervo vivo e exposto de todos os governos, obrigando-se, em conseqüência, a ter um sólido dispositivo de comunicação com a sociedade, até agora ninguém sabe quem é quem, nessa área, na administração de Goularte. Aponto ainda que, em duas entrevistas coletivas, o austero e simpático sucessor de José Francisco Mallmann, não definiu sua estratégia de trabalho bem como mantém no ponto zero as negociações com os servidores do sistema penitenciário em greve, o que resulta numa hipertensão em todas as casas prisionais do Estado. Em paralelo com as indefinições da administração da segurança pública do Estado, que já não pode ser considerada nova, pois o novo jeito de governar está próximo de sua primeira metade, toda a estrutura operacional da pasta fica insegura. E nada pior do que a insegurança entre os profissionais da segurança.
Pressa
O apressamento de cursos para novos PMs deve ter uma auditoria permanente que confronte o diário de aula dos instrutores com o desenvolvimento das matérias. Tudo o que é feito apressadamente corre o risco de distorções, o que, em termos de segurança pública, é inadmissível.
Negociação
Ainda está nebulosa a participação do titular da Susepe, Bruno Trindade, na negociação com os servidores da área penitenciária que estão realizando o maior movimento grevista de sua categoria da história daquele órgão. Trindade, por certo, por estar no cargo, é homem da confiança de Goularte, mas isso, por ora, isso não tem significado avanço. Pelo contrário, com a adesão dos agentes lotados no IPF (Instituto Psiquiátrico Forense) o quadro está agravado.
Negócios
A polícia descartou a hipótese de latrocínio para morte, com dois tiros, do comerciante palestino Ashraf Ibraim Ahmad Falma, 28 anos, ocorrida na madrugada de ontem, em Novo Hamburgo. O corpo foi encontrado no bairro Lomba Grande. em Cachoeirinha. No local havia sinais de luta. Ashraf morava no centro de Porto Alegre e tinha loja em Cachoeirinha e tinha anteceden-tes por crime de estelionato. Segundo o titular da 3ª DP Regional, sediada em São Leopoldo, delegado João Bancolini, uma das hipóteses investigadas é de que o crime tenha sido motivado por desacerto comercial.
Bolachas
Um caminhoneiro e seu ajudante ficaram quatro horas em poder de criminosos na região centro sul do estado. O caminhão, carregado com bolachas, foi interceptados na BR-116, em Tapes, por uma quadrilha que estava em um Cross Fox roubado. Pelo menos quatro bandidos participaram do ataque. Os bandidos libertaram os reféns no início da manhã de ontem num matagal a dois 2 km da BR-290, em Eldorado do Sul. O caminhão e a carga desapareceram.
Justiça
A política do sistema penitenciário foi, durante alguns anos, atribuição da Secretaria da Justiça e, entre os seus titulares de maior relevância, eu lembro da figura de José Octávio Germano. Hoje, esta pasta livrou-se deste compromisso, ao meu ver, de forma equivocada. A pasta da Segurança Pública, resumidamente, tem a mis-são de prender e de comandar as tarefas carcerárias, enquanto a pasta da Justiça respira ambientes climatizados num patamar bem superior. Trata-se de mais um detalhe do novo jeito de governar.
Gre-Nal
Fecho a coluna bem antes do início do Gre-Nal. Sobre o resultado do jogo, não cometo a hipocrisia de desejar que todos sejam felizes, embora tenha o maior respeito pelos co-irmãos. No entanto, a estratégia de policia-mento que a Brigada Militar estabeleceu sob a onipresença do seu comandante-geral, o coronel Paulo Roberto Mendes, agradou-me. Perseguiu-me algumas dúvidas sobre o que será feito para conter os arrastões que, invariavelmente, acontecem na cidade depois de um confronto dessa dimensão.Transportadores propõem investimentos de R$ 223 bi em logística
Cleber Dioni
Empresários e representantes de federações e associações de transportadores dos três estados da Região Sul participaram ontem na Assembléia Legislativa do Estado de um seminário promovido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) para debater projetos e investimentos de infra-estrutura nas diversas modalidades que compõe a malha de transporte brasileira, levando em conta as potencialidades e características locais.
É o quarto de cinco seminários regionais que a CNT está realizando desde o ano passado a fim de formatar um Plano CNT de Logística 2008 para ser apresentado ainda este ano ao Governo Federal. Eventos similares já foram realizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O Plano inclui projetos que abrangem intervenções de adequação, construção e recuperação de infra-estrutura das modalidades hidroviária, ferroviária, rodoviária e aeroportuária inclusive terminais intermodais e portos marítimos. Para a Região Sul, foram propostos 108 projetos cujo total de investimentos mínimos necessários para implementação de cada modal gira chega a R$ 35,17 bilhões.
Na abertura do evento, o vice-presidente da CNT, Newton Gibson, detalhou o setor dos transportes em números para destacar sua importância no desenvolvimento do país e criticou o baixo volume de recursos aplicados pela União. “O setor abriga 70 mil transportadoras, 700 mil transportadores autônomos, gera 2,5 milhões de empregos, nós somos 31 federações, 16 associações nacionais e centenas de sindicatos, então não podemos continuar implorando por investimentos governamentais”, afirmou.
Segundo Gibson, o setor precisa investir R$ 223 bilhões para melhorar sua capacidade logística. “É preciso uma política nacional, por isso, queremos dar a nossa contribuição na busca de uma infra-estrutura ideal através do Plano CNT, que não é um documento que nasceu em gabinetes, mas feito por quem entende do ramo, por quem efetivamente usa a estrutura. O Plano será um marco inicial dos debates”, frisou.
Ainda sobre o panorama nacional, o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista Martins, explicou que o Brasil utiliza entre 60% e 62% para o transporte de cargas através do modal rodoviário, 20% pelas ferrovias e entre 20% e 21% pelo sistema aquaviário, o que, segundo o executivo, representa um sistema similar a países pequenos da Europa, como a Hungria. “Embora seja muito utlizado o modal rodoviário é muito precário, cerca de 42% das estradas são consideradas ruins e apenas 10% são boas”.
Em uma série de slides, Martins mostrou estradas em péssimas condições de trafegabilidade, pontes com erosão, buracos e desníveis, e diversas ferrovias onde a ocupação urbana disputa perigosamente o espaço com os trens.
Quanto aos investimentos, o diretor-executivo da Confederação ressaltou que de 2002 a 20007, o Governo coletou através da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico ), tributo incidente sobre os combustíveis, R$ 45,8 bilhões, sendo que foram utilizados em melhorias nas diversas modalidades de transportes apenas 31% do que foi arrecadado, cerca de R$ 14,1 bilhões. “Além da aplicação de menos da metade dos recursos da CIDE, o Governo vem reduzindo a cada ano a arrecadação desse tributo, então não temos outra alternativa senão apresentar esse documento com os projetos sob a ótica dos transportadores. Porque o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) é uma visão do Governo. Existe uma diferença muito grande entre o que é realmente necessário fazer e o que o Governo entende que seja preciso”, afirmou Martins.
Região Sul
Os 108 projetos para a Região Sul, de construção e adequação de acordo com a infra-estrutura, foi distribuído em rodovias (45 projetos), ferrovia (14 projetos), hidrovia (13 projetos), aeroportos (6 projetos), terminais intermodais (17 projetos) e portos (13 projetos).
Para citar o principal modal de transportes da Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), a malha rodoviária é formada por 32,6 mil quilômetros de rodovias pavimentadas, destacando as BRs 101 e 116, que atravessa os três estados; a BR-277 que faz a ligação da fronteira com o Paraguai até o litoral do Paraná; a BR-282, que liga a região de Santa Catarina próxima à fronteira com a Argentina; e a BR-290, que corta o RS, de Porto Alegre a Uruguaiana.
Especificamente para o Rio Grande do Sul, o Plano CNT de Logística sugere intervenções em todas as modalidades de transporte, assim como a construção de quatro terminais intermodais localizados nos municípios de Jaguarão, Porto Xavier, Triunfo e Caxias do Sul. O investimento mínimo estimado é de R$ 14,55 bilhões.
Para as rodovias, estão sendo propostas construção de cerca de 428 km, 1.287 km de duplicação, 1.568 km de implantação de faixa adicional, 395 km de pavimentação e 432 km de recuperação do pavimento.
Propõe ainda a ampliação do terminal de cargas e melhoria da pista do aeroporto Salgado Filho, para permitir a decolagem de vôos internacionais de carga; a ampliação da malha metroviária na Grande Porto Alegre e implantação de faixas adicionais na BR-290; a melhoria das hidrovias dos rios Jacuí e Taquari; a otimização das condições de navegabilidade na hidrovia composta pela Lagoa dos Patos e pela Lagoa Mirim e a dragagem e ampliação da área portuária dos portos de Porto Alegre e Rio Grande. Sugere também, em Uruguaiana, a construção entroncamento rodoviário, ferroviário e hidroviário com o Mercosul.
Segundo o presidente da Federação das Empresas de Transportes Urbanos do Rio Grande do Sul, Victorino Saccol, é preciso aumentar a parceria do Governo Federal para solucionar os gargalos regionais. “Dinheiro existe, é só o governo aplicar os recursos existentes”., afirma.Chefe da obra garante camelódromo até 15 de setembro
Gabriel Sobé
Se não houver imprevistos, as obras do Centro Popular de Compras devem acabar na metade de setembro. Quem garante é o engenheiro Roberto Moura, responsável pela construção do novo camelódromo da Capital, que contará com 800 boxes para os ambulantes cadastados que hoje ocupam as ruas do centro.
O atraso nas obras devido à chuva da tarde de ontem (13), foi recuperado nesta madrugada, e não houve maiores prejuízos com o prazo de entrega. “Eram para ser colocadas 7 lajes, mas a chuva impossibilitou. Quando ela parou e o vento também, adiantamos o trabalho durante a noite até as 5 horas da manhã de hoje”, afirma o engenheiro.
Roberto Moura assegurou que o camelódromo estará pronto até o final de setembro. “Este prazo é para garantir que, mesmo se imprevistos acontecerem, como dias ventosos e chuvosos, os trabalhos ficarão prontos. Se nada atrapalhar, tudo deve estar pronto lá pelo dia 15 de setembro”, garantiu.
As obras estão divididas em duas etapas. A primeira, entre a rua Voluntários da Pátria e a Júlio de Castilhos, já está com todas as instalações concluídas, e a segunda, entre a Júlio de Castilhos e a Avenida Mauá, ainda aguarda a conclusão da rampa de acesso e do reservatório de água. “Ela está 70% pronta, logo os últimos detalhes estarão feitos”, disse o engenheiro.
790 boxes já foram definidos
Restam apenas 10 boxes do camelódromo para serem definidos entre os comerciantes. A Smic aguarda o contato dos feirantes da Rua da Praia.Governo anuncia mais uma demão na Segurança Pública.
Sem solução na área penitenciaria, são projetadas improvisações na Brigada Militar.
Ontem, numa entrevista coletiva um tanto quanto atrapalhada, no Palácio Piratini, sem a presença da governadora Yeda Crusius, o titular da pasta da Segurança Pública do RS, Edson de Oliveira Goularte, deveria falar sobre projetos destinados a ampliar o efetivo da Brigada Militar os quais, ontem mesmo, foram encaminhados ao poder Legislativo. Sem dominar o tema, Goularte iniciou a exposição que foi concluída, com detalhes, pelo comandante geral da Brigada, o onipresente coronel Paulo Roberto Mendes. Certo é que não havia muito para dizer. O governo vai convocar 700 gordinhos (PMs aposentados) e abrir voluntariado para l.500 jovens recém-saídos do serviço que prestaram nas forças armadas. Os PMs aposentados não poderão, evidentemente, realizar as tarefas de seus colegas da ativa. De outra banda, os voluntários, por serem temporários não terão vínculo permanente com a corporação e nunca poderão trabalhar solitos. Por isso, com eles sempre deverá estar um PM do quadro efetivo. Sigam-me.
Coisa nova
O clamor da sociedade é por um salto qualificado em toda a estrutura da segurança pública. Digamos que isso não seja possível. Há décadas que esse discurso vem sendo repetido, não obstante seja bem diferente no período eleitoral. Não sendo possível o novo, que seria o salto qualificado, apela-se para os remendos, para as improvisações. Também é possível entender. Só não é possível entender que os remendos, as improvisações, recebam duas ou mais demãos para parecerem coisa nova.
Assassinatos
Quatro pessoas foram assassinadas desde a noite de segunda-feira até o dia de ontem no Estado. Três casos ocorreram na Capital e região metropolitana.
Assaltos
Cinco homens armados assaltaram uma lotérica, ontem, no bairro Santa Isabel, em Viamão. A quadrilha rendeu e trancou os funcionários em uma sala. Antes de deixar o local o grupo disparou contra o balcão da agência. Miguelitos foram espalhados pelas ruas a fim de evitar perseguição policial. O grupo fugiu com 60 mil reais em um veículo Marea sem placas. Em Porto Alegre, um casal assaltou uma relojoaria do Shopping Total. O sistema de monitoramento no centro de compras gravou imagem da dupla.
Crime e castigo
Dois jovens morreram em acidente após furtar um Opala no município de Estrela. Moisés Cristiano Zanata de Moraes, 19 anos, e Pedro Santos Paz, de 26, bateram com o veículo em um barranco na RS-453. Segundo a policia, o motorista passou numa blitz e aumentou a velocidade perdendo, em seguida, o controle do carro.
Encomendas
Cinco pessoas foram presas na manhã de terça-feira em uma operação comandada do Deic. A quadrilha atuava em Porto Alegre e roubava carros sob encomenda. Os veículos eram levados para desmanches e, depois, as peças dos automóveis eram utilizadas na remontagem de outros veículos. As prisões foram resultado de dois meses de investigação.
Greve
Os agentes penitenciários do IPF (Instituto Psiquiátrico Forense), em Porto Alegre, aderiram, ontem, à greve da categoria. A unidade abriga 650 criminosos com problemas psiquiátricos ou que esperam laudos. Os agentes manterão 30% dos servidores em atividade, como determina a Justiça. No entanto, o vice-presidente do sindicato dos servidores, Flávio Berneira, avisa que o local deve ser entregue à Brigada Militar por questão de segurança. No Estado, 18 casas prisionais estão sob o controle dos PMs.
Jibóia
Um preso que se recuperava de ferimentos de tiros fugiu pela janela do Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, na madrugada desta terça-feira. Absalão Acosta Júnior, de 28 anos, fez uma corda de lençóis (o velho truque da jibóia) e desceu do terceiro andar do prédio. Ele estava internado sob custódia da Susepe desde sete de julho deste ano, quando entrou em confronto com a Polícia Rodoviária Estadual de Venâncio Aires. Possivelmente, todos dormiam e esqueceram que o Diabo não dorme.
Semi-aberto
Em Vacaria, nordeste do Estado, um assaltante foi morto, ontem, por uma atendente de tabacaria. Antônio Alves Varela, de 38 anos, anunciou o assalto e foi atingido pela atendente que tinha um revólver sob o balcão. Varela estava em pleno gozo do regime semi-aberto.
*Reproduzido do Jornal O Sul com autorizaçãoRéu no Caso Detran se cala na Polícia Federal
Cleber Dioni
O empresário e lobista Lair Ferst, um dos 40 réus no processo que investiga a fraude do Departamento de Trânsito gaúcho, não respondeu nenhuma pergunta dos delegados federais que tomaram seu depoimento ontem na sede da superintendência da Polícia Federal. Disse que só se manifestaria em juízo.
Ferst foi convocado a explicar suas últimas declarações à imprensa de que teria novas informações sobre o esquema criminoso que desviou mais de R$ 40 milhões dos cofres públicos. O ex-tesoureiro na campanha eleitoral de Yeda Crusius em 2006 ressaltou que tinha novos nomes envolvidos na fraude, pelo menos 10 pessoas integrantes e ex-integrantes do primeiro escalão do governo estadual, colocando sob suspeita até mesmo a governadora.
Ele chegou à PF às três da tarde acompanhado de um advogado e permaneceu pouco mais de uma hora reunido a portas fechadas com os policiais. Na saída, o lobista repetiu o que havia dito na chegada: “não tenho nada de novo para acrescentar”.
O superintendente da Polícia Federal gaúcha, delegado Ildo Gasparetto, acredita que as declarações de Lair de que teria nomes de pessoas ligadas ao governo do Estado que ainda não foram envolvidas nas investigações tenha sido um blefe como parte da estratégia de defesa do empresário.
“Por enquanto não encontramos indícios de alguma tentativa de chantagem, mas estaremos acompanhando o caso e se algum fato se configure em crime, poderemos pedir a prisão preventiva dele”, explicou Gasparetto.
O delegado negou que alguma autoridade tivesse negociado algum privilégio com Lair em troca de informações, a chamada delação premiada.
Sobre os R$ 200 mil que foram depositados em sua conta por um bancário de Curitiba, e que foi impedido de sacar, repetiu que se trata apenas de um empréstimo de um amigo, tendo em vista que suas contas permanecem bloqueadas pela justiça.
Lair Antônio Ferst foi denunciado pelo Ministério Público Federal à Justiça Federal em Santa Maria por sete crimes: formação de quadrilha; locupletamento em dispensa de licitação, por duas vezes; peculato-desvio, por cinqüenta e três vezes; corrupção ativa, por duas vezes; extorsão; falsidade ideológica, por várias vezes; sendo todos os fatos agravados por desempenhar função de direção.
No entendimento do Ministério Público Federal, Lair Ferst comandava um núcleo de cobrança de propinas, tendo como seus cúmplices, parentes e amigos. “Trata-se de empresário que, em razão de sua grande inserção e trânsito junto ao poder público, teria, segundo indícios constantes nos autos, atuado como lobista, ao lado de José Antônio Fernandes, para obtenção do contrato do Detran em favor da Fatec, estabelecendo contatos com seus dirigentes Carlos Ubiratan dos Santos e Hermínio Gomes Jr. Há fortes indícios probatórios no sentido de que, em face dessa circunstância, teria auferido proveito indevido, por intermediação das empresas sistemistas Rio Del Sur e Newmark Tecnologia, formalmente tendo como sócios seus parentes, todavia tendo como efetivo proprietário o próprio denunciado…”, diz um trecho da denúncia.Lojistas denunciam concorrência desleal no Detran da Zona Norte
Por Carlos Matsubara
Um Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVA) na rua Dona Alzira, nº 185, bairro Sarandi, zona Norte de Porto Alegre, alugou uma sala para um comércio irregular de placas e tarjas de veículos. A denúncia é de comerciantes das proximidades.
A prática, dizem eles, é ilegal porque o centro é vinculado ao Departamento de Trânsito (Detran), que proibiu através de portaria emitida em novembro do ano passado o funcionamento das duas atividades no mesmo local. “O número do prédio, a entrada principal e o estacionamento são os mesmos para ambos”, diz um dos comerciantes, que pediu para não ser identificado.
Outro comerciante reclama que já denunciou a ilegalidade várias vezes ao Detran, sem obter qualquer retorno. “O órgão que detém o poder de avaliar e condenar as placas dos veículos vistoriados não poderia também fornecer o mesmo produto”, afirma.
Os fabricantes de placas da Dona Alzira alegam concorrência desleal. “Além de tudo é antiético”, ressaltam.
O titular do cartório do Detran da Zona Norte, Fernando (só foi informado o primeiro nome ) não quis atender a reportagem. A assessoria de imprensa do Detran alega que o local foi vistoriado por um engenheiro do departamento recentemente e não houve constatação de irregularidades.
Denúncias são infundadas, afirma proprietário
O proprietário da loja, Alexandre Dorneles, defende que a regulamentação do Detran proíbe que o estabelecimento funcione dentro do Detran. Não diz nada a respeito de estar localizada no mesmo prédio. “São entradas distintas com completa autonomia”, afirma.
Dorneles, que também preside a Associação de Fabricantes de Placas, ressalta que no mesmo prédio ainda funcionam outros estabelecimentos, entre eles um restaurante. “Todos com entradas independentes”.
Dorneles acredita que as denúncias são um fato isolado por causa da forte concorrência que existe na proximidade. Ele garante que o assunto nunca foi discutido nas reuniões da Associação, por exemplo. “Inclusive existe um fabricante bem na frente do prédio, que se duvidar, está mais perto do que eu”, alega
O Promotor de Justiça Alcindo Bastos Filho diz que a denúncia dos comerciantes foi encaminhada para a Promotoria de Justiça de Patrimônio Público, para conhecimento e providências que forem julgadas necessárias.Verba de propaganda: oposição quer convocar Carlos Crusius
Elmar Bones
A licitação das agências que vão cuidar da propaganda do governo do Estado é o novo abacaxi que a governadora Yeda Crusius terá para descascar nas próximas semanas.
Depois de sete meses, o processo estava quase concluído com a escolha de seis agências. Mas, mal começou a contar o prazo de 30 dias para manifestações, cinco recursos administrativos já estão pedindo a anulação do julgamento.
Das cinco reclamantes, três estão entre as 15 que apresentaram pontuação acima do mínimo e, portanto, estão habilitadas. Uma delas, a Matriz, inclusive teve boa colocação entre as seis selecionadas para contratação. Ainda não houve manifestação do governo quanto a estes questionamentos.
Além dos recursos administrativos, cujo alvo é o julgamento das propostas apresentadas por 28 concorrentes, há uma ação civil pública do Ministério Público Estadual que pede anulação de todo o processo por conta de irregularidades no edital.
Oito pontos do edital são questionados pelo MP. A Procuradoria Geral do Estado teria prazo até esta quarta-feira para se manifestar, mas certamente pedirá prorrogação, porque ainda não recebeu a contestação do governo, que considera o edital correto e não vê razões para anular ou suspender a licitação..
O edital foi questionado pela PGE no início do processo, em janeiro de 2008, e foi corrigido. Está, segundo o governo, de acordo com o modelo de licitações anteriores.
No campo político, a oposição quer levar o secretário geral do governo Erik Camarano e o coordenador de comunicação Carlos Crusius para falar na Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa sobre a licitação. O requerimento foi apresentado ontem pela bancada do PT e deverá ser analisado na próxima reunião da Comissão, nesta quinta feira.
Correção: O jornalista José Antônio Vieira da Cunha, diretor da Publica Comunicação, faz reparos à nossa nota anterior. Diz que a Pública não questiona os critérios adotados no julgamento, mas a fundamentação das notas atribuídas a cada concorrente. “Esse é o grande buraco negro dessa licitação”, disse ele.



