Autor: Elmar Bones

  • Moradores do bairro Petrópolis lutam contra corte de árvores

    Carla Ruas

    Depois do movimento bem sucedido da rua Marquês do Pombal, outro grupo de moradores luta pela preservação de uma área verde. Os vizinhos da rua Dario Pederneiras, no bairro Petrópolis, querem evitar a derrubada de 52 árvores para a construção de um edifício no nº 140. Eles se reuniram em frente ao local nesta segunda-feira, 16 de outubro, para discutir alternativas.

    No inicio do mês a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) realizou uma reunião com os moradores para decidir onde seriam plantadas as compensações ambientais pelo desmatamento. Mas o encontro não chegou a um consenso. A comunidade questionou a necessidade de derrubar todas as árvores, das quais 30 são nativas e abrigam ninhos de sabiá, alma-de-gato, joão-de-barro e pica-pau.

    Eles pediram um prazo para propor mudanças que deixe o projeto menos prejudicial ao meio-ambiente. Na semana passada, mandaram um e-mail ao secretário da SMAM, Beto Moesch, solicitando um inventário das árvores do terreno e sua localização. O grupo também pediu o apoio do prefeito, José Fogaça, mas até agora nenhum dos políticos respondeu as mensagens.

    A integrante do Movimento Petrópolis Vive, Janete Barbosa, afirma que antes de autorizar o corte, os moradores tem que pensar em quantas mudas de plantio compensatório sobrevivem nas ruas. “Um levantamento da própria SMAM diz que apenas 25% das mudas vingam”, observa. Além disso, ela lembra que iria demorar anos para que as mudas crescessem. “Enquanto isso os passarinhos vão viver aonde?”, questiona.

    O ambientalista Caio Lustosa, que também apóia o movimento, disse que é possível realizar um projeto arquitetônico que não entre em conflito com a vegetação existente no terreno. Ele lembra de um edifício na rua Miguel Tostes que foi construído em volta de um pé de canela e que também preservou uma área com pés de ervilha. Para ele, “basta haver vontade política”.

    A moradora do bairro, Maria Lina Volkmer, afirma que o problema não é só o desmatamento. “Com este prédio teremos uns cem carros a mais circulando pelas ruas”, lamenta. Ela, que é professora de uma escola próxima, lembra com saudade do ano 1977, quando se mudou para o bairro Petrópolis. “Tinha muita segurança, a vegetação era intensa e o bairro tinha apenas casas”. Maria reconhece que é necessário se adaptar às mudanças, mas afirma que o atual plano diretor desrespeita o meio-ambiente.

    Em 1999 os moradores já haviam realizado um abaixo-assinado para que a área em questão fosse transformada em praça, mantendo uma casa que existia ali em centro cultural. O documento foi encaminhado ao poder público, mas a solicitação não foi atendida.

  • Ação contra trângenicos ainda não foi julgada

    Cláudia Viegas

    Passados mais de 18 meses da aprovação da nova lei de biossegurança (Lei 11.105/2005), a questão do plantio de transgênicos continua totalmente desvirtuada do que prevê a Constituição Federal em seu artigo 225 – a obrigatoriedade de realização de Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA) como requisito para atividades potencialmente causadoras de riscos de danos ao meio ambiente.

    Sem falar na polêmica questão do uso de células tronco de embriões para fins de pesquisa e terapia, contestada pelo procurador-geral da República Cláudio Fonteles, em ação direta de inconstitucionalidade, a nova lei de biossegurança  passa por cima da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81), a qual também obriga à realização de EIA e confere ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) atribuições para estabelecer normas e critérios para o licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras, e ainda atropela um dos cânones amalgamados na Conferência Rio 92 – o princípio da precaução, que consta também na Constituição (artigo 225, caput e §3°, III). E, de quebra, subordina competências do Ibama e do Ministério da Saúde, quanto às deliberações sobre transgênicos, à aprovação da Comissão Técnica Nacional (CTNBio) e do Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), ligado diretamente à Presidência da República.

    Em que pese tudo isto, uma única Adin – Ação Direta de Inconstitucionalidade – a de número 3526, de 20 de junho de 2005, proposta pela Procuradoria Geral da República – está ainda “com vista para a PGR”, e o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) é o ministro Celso de Mello, informa a funcionária da seção de Pesquisa e Redação do STF, Cristina Gomes. Há outras Adins no STF que tratam de biossegurança, mas ou tratam de objeto diferente do plantio de transgênicos no âmbito nacional, como é o caso específico do Paraná, ou então caducaram porque se dirigem à MP 131, que liberou para plantio as sementes de soja geneticamente modificadas da safra 2003, perdendo efeito, em 24 de março de 2005, com a edição da Lei 11.105. É nesta última situação – arquivada – que está a Adin 3014, requerida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), por ter “perdido seu objeto”.

    Questionamento

    Entre as ONGs que lutam contra a liberação do plantio de transgênicos no Brasil, o clima é de permanente questionamento, embora não deixem transparecer um certo ceticismo com a morosidade de uma definição sobre a já provada inconstitucionalidade da Lei 11.105. Segundo o agrônomo Ventura Barbeiro, coordenador da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace nacional, não se consegue sequer mais saber qual é, atualmente, a área cultivada no país em sementes modificadas geneticamente: “Por força da necessidade de fazer um Termo de Ajuste de Conduta para plantar soja transgênica nos anos de 2003 e 2004, houve um controle da área cultivada e números oficiais do plantio de soja transgênica. Mas, com a aprovação da Lei de Biossegurança, no início do ano passado, não existem mais números oficiais do governo brasileiro sobre a área cultivada com transgênico”. Segundo ele, “os números que aparecem são gerados pelas empresas interessadas, muitos deles exagerados e claramente imprecisos”.

    A advogada Maria Rita Reis, da ONG paraense Terra de Direitos, informa que será realizada pressão para o julgamento da Adin. Ela estima que pelo menos 40% da soja produzida atualmente no Brasil seja de origem transgênica. “Em outros países do mundo se exige Estudo de Impacto Ambiental para o plantio de OGM”, compara. “Nossa expectativa é que a PGR declare a inconstitucionalidade”, assinala a advogada.

    Soja

    De acordo com Barbeiro, a única cultura liberada por meio político foi a soja transgênica. “Todos os outros processos de liberação deverão passar pela CTNBio. O problema é que o regulamento dessa comissão pode ser mudado a qualquer hora, pois os detalhes mais importantes são regidos por um decreto. Ou seja, não é necessário muita coisa para mudar todo o funcionamento da comissão para forçar uma decisão política. As liberações comerciais podem ser reavaliadas pelo CNBS em última instância”, afirma o coordenador de campanha do Greenpeace.

    Rejeição

    Na União Européia, atesta Barbeiro, “está havendo maciça rejeição dos OGMs no mercado, mesmo contrariando normas da Organização Mundial do Comércio. Por isto, não é uma boa idéia o Brasil migrar para os transgênicos”. A pressão que existe, diz, vem da Argentina e dos Estados Unidos. “Certamente, há empresas européias comprando transgênicos para ração animal, na Europa, mas o Greenpeace continua questionando essas empresas, sendo que as grandes não estão comprando”.

  • Carta Capital denuncia trama contra Lula

    Helen Lopes

    A revista Carta Capital denuncia, na edição desta semana, que a grande mídia ocultou fatos importantes no caso da compra do dossiê contra José Serra. Na reportagem, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira entrelaça informações que só circularam no meio jornalístico e ouve os editores das empresas de comunicação envolvidas no episódio que a revista intitulou “A trama que levou ao segundo turno”.

    Conforme a reportagem, a cobertura do caso – que estourou 15 dias antes da eleição – está repleta de contradições. Sonega fatos cruciais e inverte técnicas jornalísticas. Carta Capital confrontou princípios básicos do jornalismo com a atitude de cada veículo, repórteres e direção dos veículos.

    Antes mesmo dos presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos, ligados ao PT, chegarem no prédio da Polícia Federal em São Paulo, as equipes de campanha de Geraldo Alckmin e de José Serra já estavam no local. Ao lado da perua da Rede Globo.

    A reportagem trilha ainda o caminho das fotos dos cerca de R$ 1,7 milhão, em notas de real e dólar, que estamparam as primeiras páginas dos jornais dois dias antes das eleições.

    Conforme a revista, o delegado Edmilson Bruno, além de tirar as fotos do dinheiro de forma ilegal e distribuí-las aos jornais Folha de S. Paulo, Estado de S.Paulo, O Globo e à rádio Jovem Pan,  contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer de conta que as fotos tinham sido roubadas dele.

    Os repórteres alegam que estavam preservando a fonte, no entanto, a análise das matérias feita pela Carta Capital mostra que além de endossar a versão do delegado, a imprensa não divulgou a gravação do delegado.

    De acordo com a reportagem, o delegado Bruno ainda procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar as fotos: “Tem de sair à noite na tevê, tem de sair no Jornal Nacional”, relata uma fonte. Na noite de 29 de outubro, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional renegou o desastre à poucos minutos e se dedicou à cobertura da foto do dinheiro.

    Dois pesos e duas medidas

    A grande mídia não repercutiu a reportagem de Carta Capital. Nem os veículos citados gastaram uma linha com a matéria da Carta Capital. No entanto, abriram espaço para a denúncia da Veja contra o ministro da Justiça, Marcio Tomaz Bastos, que estaria obstruindo as investigações  da Polícia Federal.
    Episódios de manipulação e ocultação de fatos são constantes na trajetória da mídia nacional em período eleitoral. Caso emblemático aconteceu em 1989, quando a Rede Globo editou o último debate entre os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Melo. Não esquecendo que a compra do dossiê é crime eleitoral, o resultado dessa “trapalhada” da comunicação brasileira é que mais uma vez negativa para o jornalismo, que perde o que resta de independência e responsabilidade.

  • Caxias do Sul recebe autores da JÁ Editores

    Sessão dupla de lançamento dos livros da JÁ Editores movimentam Caxias do Sul. A dupla Martha Geralda Alves D’Azevedo e Maria do Carmo Campos serão recebidas na tarde dessa sexta-feira, 13, no café Cultural da Feira, onde autografam Protasio Alves e o seu tempo, 1859-1933 (JÁ Editores, 432 páginas).
    No sábado, tambem às 16h30, será a vez de Kenny Braga abraçar os colorados caxienses, com a sessão de autógrafos de INTER, Orgulho do Brasil (200p., R$ 30).
    A Feira do Livro de Caxias do Sul e a segunda maior do estado, ficando atrás apenas de POrto Alegre. O evento segue até o dia 22 de outubro na Praça Dante Alighieri. O horário de funcionamento é de terça  a sexta-feira: 12h às 20hs e  segundas e quartas-feiras, sábados,domingos e feriados: das 10h às 20h.
    O legado de Protasio Alves
    Doutor Protasio Antonio Alves foi um dos fundadores, em 1898, da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, a terceira do Brasil. Depois de três anos de pesquisas, a neta Martha Geralda Alves D’Azevedo e a bisneta Maria do Carmo Campos reavivam a memória na biografia Protasio Alves e o seu tempo, 1859-1933.
    O lançamento da JÁ Editores dá continuidade à trajetória da empresa, que privilegia publicações com ênfase na história do Rio Grande do Sul, personagens e fatos que o constituíram.
    Protasio Alves e o seu tempo, 1859-1933 é composta de 19 capítulos ricos em fotos, seguidos por uma vasta documentação, colhida em acervos familiares e em arquivos públicos. O resultado da pesquisa bibliográfica e documental, agregado às narrativas que apenas os familiares possuem é resumido por Luiz Fernando Cirne Lima, na apresentação do livro.
    “O homem de idéias, o político influente, o protagonista das ciências médicas é fartamente desvendado nos capítulos que reúnem a sua correspondência, documentos, cronologia e recortes da imprensa da época”, destaca o diretor-superintendente da Copesul.
    O prefácio do livro é do também médico e escritor Moacyr Scliar, que aborda outras contribuições da personalidade gaúcha. “Por mais de 21 anos, foi Secretário do Interior e do Exterior, trabalhando não só com saúde, como também com educação, área na qual foi pioneiro, criando uma rede dos chamados Grupos Escolares, o Colégio Complementar (depois Escola Normal, depois Instituto de Educação), estimulando o aperfeiçoamento de professores – providências que elevaram enormemente o nível de alfabetização do RS”, descreve o texto do imortal.
    Nas mais de 400 páginas da obra, 74 anos de uma vida que pertence à História. O perfil e a trajetória do médico podem ser conferidos na obra Protasio Alves e Seu Tempo, 1859 – 1933, das autoras Maria do Carmo Campos e Martha Geralda Alves D’Azevedo.
    Kenny Braga consagra trajetória colorada

    Clorado ilustre vai abraçar os caxienses | Foto: Tânia Meinerz/JÁ
    Clorado ilustre vai abraçar os caxienses | Foto: Tânia Meinerz/JÁ

    A recente e inédita conquista da Copa Libertadores da América pelo Sport Club Internacional é um dos capítulos que compõem o livro INTER, Orgulho do Brasil, lançamento da JÁ Editores (200p., R$ 30). A obra, escrita pelo jornalista Kenny Braga, chega à sua terceira edição, revisada e ampliada, e apresenta a trajetória completa do Internacional, desde suas origens.
    A narrativa atravessa os momentos marcantes do clube, como o histórico time do Rolo Compressor, na década de 40, e as equipes de 1956 e 1984, que serviram de base para a Seleção Brasileira, no Pan-Americano do México e nas Olimpíadas de Los Angeles, respectivamente.
    A construção do Gigante da Beira Rio, a conquista dos três campeonatos brasileiros e o título ‘sonegado’ do Brasileiro de 2005, também estão no livro, que, com riqueza de detalhes, percorre os quase 100 anos do clube em ordem cronológica.
    A trajetória do Inter, narrada de forma apaixonada por Kenny Braga, ao longo de 42 capítulos, é ricamente ilustrada com fotos de todas as épocas do clube. E complementada com 25 perfis de jogadores, técnicos e dirigentes decisivos na história do Inter. São nomes como o do patrono Ildo Meneghetti, o craque Tesourinha, até a dupla de ataque da Libertadores, Sobis e Fernandão.
    A obra de 200 páginas também mostra um panorama do clube, com reportagens sobre a modernização do Beira-Rio, o trabalho das categorias de base, dos consulados, da Fundação de Educação e Cultura e a participação dos torcedores.
    Agenda Cultural
    Festas
    First Love
    A primeira edição do projeto, desenvolvido pelas dj’s  Kiara e Cássia, traz a temática rock com amor, mas sem cair na breguice.  A estréia contará com um evento especial, a festa de formatura do curso de jornalismo da FAMECOS 2006.
    Quando: sábado, 14 de outubro, às 22h
    Onde: Elo Perdido (João Alfredo, 533)
    Quanto: Ingresso à R$ 5,00 reais.
    Música
    Tango Portenho
    O Sexta Cultural do mês de setembro traz para seu público um pouco da Argentina e do Uruguai. Trata-se do espetáculo Tango Portenho no qual Gardelito (voz) e Ricardo Romero (bandônion) demonstram um pouco da essência musical de sua terra natal. Na apresentação, os músicos terão suas canções ilustradas por coreografias dos bailarinos Daniel Oswaldo e Claudia Messias, que farão uma participação especial no show. CASA EM FESTA – Sexta Cultural
    Quando: sexta,13 de outubroàs 18h
    Onde: Espaço Elis Regina – térreo
    Quanto:Entrada franca
    Jonatas Jeffer
    O cantor Jonatas Jeffer, mostra ao público um repertório composto de Bossa Nova, MPB, Pop e Bolero. Jasper se apresenta em bares há cerca de dez anos. Nasceu em Porto Alegre, mas viveu a maior parte de sua vida em Búzios, no estado do Rio de Janeiro. Atualmente com 27 anos, desde os quatro anos de idade Jeffer está ligado à música. Toca quatro instrumentos, mas o violão, que pratica desde os 11, é a sua especialidade. Com os irmãos, em Búzios, montou a banda Unidos Contra. Voltou a Porto Alegre há cerca de dois anos.
    Quando: sexta-feira, 11, às 18h30
    Onde: Livraria do Arvores (Félix da Cunha, 1213)
    Quanto: Entrada gratuita
    Canto Nobre
    O grupo de São Paulo realiza apresentação de Música Sacra
    Quando: 14 de outubro (sábado), às 15h
    Onde: Estacionamento da Usina do Gasômetro
    Quanto: Entrada franca
    OTA no show Play for Today
    niciado no ano de 2000 como um projeto solo de música eletrônica, o OTA, de Otávio Mastroberti, tem agora as participações de Marcos Lobão (antigo parceiro de Otávio na banda Spleen) na bateria  e Luciano Becker no baixo. O som está mais alternativo, com vocais, guitarras, sintetizadores, samplers e imagens. O show audio-visual “Play for Today” conta com repertório próprio e algumas releituras de New Order, Cure e Moby: I’ll Become Your God, Broken Glasses, Sex # Love, Again, Pain e The Truth Inside Lies (OTA); Vanishing Point (New Order); Catch (The Cure); e Bodyrock (Moby)
    Quando: 14 de outubro, sábado às 18h
    Onde: Fundação Ecarta (Avenida João Pessoa, 943)
    Quanto: Entrada Franca
    Engemidia RockFest
    Engemidia Produções
    Quando: 14 de outubro (sábado), às 22h
    Onde: No terraço da usina do gasômetro (João Goulart, 551)
    Quanto: R$ 5,00
    Kleiton E Kledir
    Em abril o show teve lotação esgotada e sessão extra. Kleiton & Kledir foram recentemente os vencedores do Prêmio TIM de Música 2006, com o CD “Ao Vivo”, que novamente será a base do show. Sucessos como ‘Paixão’, ‘Maria Fumaça’, ‘Vira virou’, ‘Fonte da saudade’, ‘Deu pra ti’, ‘Nem pensar’ e as recentes “Capaz” e “Então Tá” são presença obrigatória no roteiro. Estarão acompanhados de Adal Fonseca (bateria), Luciano Granja (violões e guitarra), André Gomes (baixo) e Dudu Trentin (teclados).
    A gravação do CD e DVD foi realizada em setembro de 2005, no Salão de Atos da PUC aqui em Porto Alegre, em show memorável – aplaudido por público e crítica. A produção musical foi do inglês Paul Ralphes (que já produziu Kid Abelha, Cidade Negra, Skank).
    Quando: Sábado (14) às 21h e domingo (15) às 18h
    Onde: Theatro São Pedro
    Quanto: Entre R$ 20,00 e R4 40,00
    Jazz Club com Luizinho Santos Quarteto: Chick Corea
    Luizinho Santos Quarteto homenageia o pianista Chick Corea. E em mais uma edição de Grandes nomes do jazz, o jornalista Paulo Moreira fala sobre a vida e a obra do músico homenageado. Compõem o quarteto Luizinho Santos na direção musical e saxofones, Bethy Krieger ao piano, Ayrton Zettermman no contrabaixo, e César Audi na bateria.
    Quando: sábado, 14, às 20h45
    Onde: Studio Clio (José do Patrocínio, 698)
    Quanto: R$ 20,00 (platéia) e R$ 30,00 (mesas, mediante reservas)
    Orquestra Infanto-Juvenil
    A Orquestra Infanto-Juvenil é formada por alunos dos cursos de flauta-doce, flauta transversal, violino, viola e violoncelo do IPDAE – Instituto Popular de Arte-Educação. Crianças e jovens entre 9 e 16 anos formam a orquestra, que foi criada em agosto de 2006 com o objetivo de oferecer vivências e práticas musicais em conjunto para os alunos da comunidade da Lomba do Pinheiro. Além de complementar o aprendizado, o grupo propõe a esses alunos um contato com a obra de grandes compositores da história e também com o folclores e a música popular.
    Quando: 15 de outubro, domingo, às 17h
    Onde: Salão Paroquial da Igreja Santo Antônio, na Lomba do Pinheiro (Rua Tanauí da Silva Boeira, s/nº – Parada 16)
    Quanto: Entrada franca
    Juntos: Nelson Coelho De Castro e Gélson Oliveira
    Dois dos mais importantes nomes da música urbana gaúcha mostram este show, especialmente preparado para o público infantil, denominado O ônibus que sobe desce na cidade do Lugar Nenhum. Há muitos anos, ambos possuem um repertório de músicas infantis, como a música “Papagaio Pandorga”, tema de abertura do Programa Pandorga, da TVE, no ar por mais de 17 anos.
    Na mesma época, Gelson compôs as músicas de seu espetáculo infantil O ônibus que sobe desce. Em 1983, Nelson montou o musical chamado A Cidade do Lugar Nenhum, que ganhou o Prêmio Tibicuera daquele ano e ficou durante sete semanas em cartaz no Teatro Renascença.
    Agora, resolveram fazer uma síntese dos dois espetáculos, com um roteiro enxuto, onde o foco principal é a percepção lúdica das crianças através das canções. Os dois buscam a interação com a platéia infantil através de pequenas historias que introduzem o conteúdo do universo de cada música.
    O resultado é contagiante e surpreendente. No espetáculo, além de Papagaio Pandorga, músicas como Amiguinhos de Calçada, O ônibus do sobe e desce, O Espantalho e Macaco Caco. Quando: domingo, 15, às 17h
    Onde: Salão Átrio do Santander Cultural (Siqueira Campos, 1125)
    Quanto: R$ 10,00
    Juá Ferreira Trio
    Juá Ferreira Trio é a soma das experiências individuais dos músicos Conrado “Tonda” Pecoits (teclado), Edu Saffi (contrabaixo) e Juá Ferreira (bateria). A união surgiu da vontade dos músicos de realizar um trabalho de música instrumental com influências brasileiras.
    Quando: Dia 15 de outubro. Domingo, às 17h
    Onde: Acervo Mario Quintana – mezanino da CCMQ
    Quanto: Entrada franca
    Literatura
    Tarde Poética
    Um encontro marcado com a poesia, sob a coordenação de Luzita Mar.
    Quando: Dia 15 de outubro. Domingo, às 15h
    Onde: Casa de Cultura Mario Quintana
    Quanto: Entrada franca
    Audiovisual
    O Jardineiro Fiel
    O projeto O Cinema Político e a Psicanálise é desenvolvido pela CCMQ em parceria com a Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA). Neste ano, a temática do evento são os filmes que abordam obras políticas. O filme desta edição é O Jardineiro Fiel (EUA, 2005, 129 min, direção de Fernando Meirelles). Após a exibição do filme, acontece debate com a participação de Roberto Gomes (psicanalista da SPPA) e Ielbo Marcus Lobo e Souza (professor de direito internacional da Unisinos).
    Quando: sábado, 14, às 9h30
    Onde: Sala Eduardo Hirtz – CCMQ
    Quanto:Entrada franca
    Os Destinos da Nouvelle Vague
    A mostra reune cinco longas em 35 mm  e quatro documentários em vídeo em torno deste que foi um dos mais influentes e criativos movimentos cinematográficos do século XX. A idéia do ciclo é refletir sobre os caminhos tomados por alguns dos principais expoentes da Nouvelle Vague já nos seus anos de maturidade, Eric Rohmer, Jacques Rivette, Claude Chabrol, Alain Resnais e Louis Malle.
    A programação inclui os longas A Inglesa e o Duque, de Eric Rohmer, Quem Sabe?, de Jacques Rivette, Madame Bovary, de Claude Chabrol, Meu Tio da América, de Alain Resnais, e Adeus, Meninos, de Louis Malle, além dos documentários A Nouvelle Vague por Si Mesma, Claude Chabrol, o Entomologista, Eric Rohmer, Provas de Apoio aos 120´, e Uma Abordagem de Alain Resnais.
    Quando: sexta-feira, sábado e domingo (13, 14 e 15) em sessões às 14:30, 16:30, 19:00 e 20:00.
    Onde: Sala P. F. Gastal, na Usina do gasômeto (João Goulart, 551)
    Quanto: R$ 6,00
    Sessão Comentada de Eu, Você E Todos Nós
    O filme terá comentários de Jorge Furtado. Vivendo no subúrbio de Los Angeles, Richard é um vendedor de calçados que vive a separação no casamento e se vê às voltas com a criação dos filhos. Ele conhece Christine, uma artista performática que usa sua arte como forma de aproximação com as pessoas.
    Quando: sábado, 14, às 19h – todos os dias, em sessões às 17h e 19h
    Onde: Cine Santander
    Quanto: R$ 6,00
    Curta Petrobras às Seis
    Programa de fomento à produção de curta metragem, que exibe os filmes O Papa da Pulp: R. F. Lucchetti (de Carlos Adriano), Veja e Ouça (de Maria Baderna no Brasil – André Francioli) e Heliorama (de Ivan Cardoso)
    Quando: ate 19 de outubro, às 18h
    Onde: Sala 1 do Unibanco Arteplex
    Estréias
    Deu a Louca na Chapeuzinho – Comédia
    A animação traz os clássicos personagens Chapeuzinho Vermelho, Lobo Mau, Lenhador e Vovó envolvidos no roubo de um livro de receitas. Um inspetor investiga o caso para devolver a paz à floresta. Direção de Cory Edwards. Com Glenn Close, Anne Hathaway e James Belushi no elenco.
    Em cartaz no Cinemark Bourbon Ipiranga, 05; Cinesystem Cinemas, 05; GNC Bourbon, 02; Unibanco Arteplex, 06.
    O Grito 2 – Terror
    Continuação de O Grito. Em Tóquio, uma jovem começa a ser perseguida pela mesma maldição que atingiu sua irmã (de um espírito maligno que ataca a todos que entram numa casa onde uma pessoa foi brutalmente morta. Direção de Takashi Shimizu. Com Sarah Michelle Gellar e Amber Tamblyn no elenco.
    Em cartaz no Cinemark Bourbon Ipiranga, 04; Cinesystem Cinemas, 01; GNC Lindóia, 01; GNC Praia de Belas, 01; Rua da Praia, 02; Unibanco Arteplex, 07; Victória, 01.
    O Samurai do Entardecer – Drama
    No século 19, homem é apelidado de “Samurai do Pôr do Sol” quando perde a esposa e assim precisa cuidar sozinho das duas filhas pequenas, sendo obrigado a sempre voltar para casa ao crepúsculo. Direção Yôji Yamada. Com Hiroyuki Sanada e Rie Miyazawa no elenco.
    Em cartaz no AeroGuion, 02.
    Artes Cênicas
    Hotel Rosa-Flor
    Com direção de Júlio Conte e montagem da Cômica Cultural, companhia da qual Patsy participa como produtora, atriz, autora e diretora, Hotel Rosa-Flor faz um recorte do universo feminino através de personagens fortes, sensíveis e sedutoras, cada uma à sua maneira. A peça discute, através das diferenças aparentemente inconciliáveis entre suas personagens, a questão do preconceito, não só ante aquilo que não se conhece, mas também, ante aquilo que é inconcebível como estrutura social e estilo de vida.
    No decorrer da narrativa, revela-se a intolerância às diferenças sociais, raciais, culturais e sexuais, mas também ocorre uma transformação destes preconceitos em novas posturas, novas concepções, gerando novas formas de relacionamento, formando, assim, um panorama bastante rico do nosso mundo contemporâneo.
    Quando: Estréia dia 13 de outubro, às 19h e segue até 26 de novembro. Sextas e sábados, às 19h e domingos às 18h
    Onde: Teatro Bruno Kiefer, na Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736)
    Quanto: R$ 15,00 – com descontos para idosos, estudantes e classe artística
    Hamlet Sincrético
    O grupo Caixa-Preta realiza nova temporada do espetáculo Hamlet Sincrético de 06 a 29 de outubro, de sexta a sábado às 21h e domingo às 20h, no Hospital Psiquiátrico São Pedro (Avenida Bento Gonçalves, 2460). A elogiada montagem dirigida por Jessé Oliveira é uma criação coletiva inspirada no clássico de William Shakespeare, que transita pelo sincretismo cultural e religioso, especialmente nos cultos afro-brasileiros, no catolicismo popular e igreja quadrangular.
    O espetáculo recebeu seis indicações para o Prêmio Açorianos de Teatro em 2005: Melhor Espetáculo, Direção (Jessé Oliveira), Trilha Sonora (Luiz André da Silva), Ator Coadjuvante (Silvio Ramão), Atriz Coadjuvante (Glau Barros) e Figurinos (Adriana Rodrigues e Gil Collares)., tendo vencido na categoria Trilha Sonora.
    Quando: Até 29 de outubro, de sextas e sábados às 21h e domingos às 20h.
    Onde: Hospital Psiquiátrico São Pedro (Avenida Bento Gonçalves, 2460)
    Quanto: R$ 15,00.
    No ritmo do amor
    Comédia musical que conta a história do insólito casal Mohammed e Raquel. Elenco com Érico Ramos e Cíntia Ferrer. Trilha sonora ao vivo de Lucas Ortiz. Direção de Patsy Cecato.
    Quando: até o dia 29 de outubro: sextas, sábados e domingos, às 19h
    Onde: Teatro Carlos Carvalho na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$ 15,00 (R$ 12,00 para Clube do Assinante ZH, R$ 7,50 para idosos e estudantes e R$ 5,00 para classe artística).
    Dores, Mamulengo e Amores
    Com a Trupi Mão Muleca e Oficina de Montagem Cia. Gente Falante.
    Quando: sábados e domingos, até 29 de outubro, às 20h
    Onde: Sala 502 da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551)
    Quanto: R$ 3,00
    Uma História de Borboletas
    Com o Grupo Historium
    Quando: sábados e domingos, até 29 de outubro, às 20h
    Onde: Sala 400 da usina do Gasômetro (João Goulart 551)
    Quanto: Entrada franca
    O Teatro de Sombras de Ofélia
    Teatro de bonecos com a Cia. Gente Falante
    Quando: 14 e 15 de outubro às 17h
    Onde: Sala 502 da Usina do Gasômetro
    Quanto: Contribuição espontânea
    Dança
    Kuduro
    Apresentação única do espetáculo de Dança Angolana com Janaína Nocchi
    Quando: 14 de outubro, às 15h
    Onde: Sala Preta (mezanino leste) da Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551)
    Quanto: Entrada Franca
    Infantil
    Pé de Pilão
    Opereta infantil sobre a obra Pé de Pilão, de Mario Quintana. O espetáculo conta com a participação de atores-músicos e bonecos. As músicas foram compostas por Vitor Ramil, Nico Nicolaiewski e Cláudio Levitan. Elenco com Cláudio Levitan, Ed Lannes, Iran Ramil, Ju Dariano e Melissa Arievo. Direção de Mário de Ballenti. Apoio cultural Banco John Deere, Fundação John Deere e Randon.
    Quando: Estréia no dia 14 de outubro, às 16h. Segue até o dia 12 de novembro. Sábados e domingos, às 16h
    Onde: Teatro Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$10,00 (com 50% de desconto para idosos)
    O Cavaleiro da Mão-de-Fogo
    O texto, escrito em versos pelo poeta Mario Pirata, funciona como uma parábola, proporcionando diversos níveis de compreensão aos adultos e crianças.
    Com uma linguagem de forte apelo visual e sonoro, a poesia é materializada na própria ação dos personagens: figuras tridimensionais que se transformam em sombras perante o público, desvelando um mágico universo.
    A história conta o rapto e o resgate da Princesa Tranças-de-Ouro (cuja voz é emprestada pela cantora Marisa Rotenberg). Uma poética releitura das aventuras de “capa e espada”.
    Quando: 14 e 15 de outubro (sexta-feira e sábado), às 20 horas
    Onde: Teatro Municipal Pedro Parenti da Casa da Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima (Rua Dr. Montaury, nº 1333 – Caxias do Sul)
    Quanto: Entada franca
    João e Maria – Uma aventura no terreno baldio
    O espetáculo João e Maria, uma aventura no terreno baldio, é uma livre adaptação da versão de “João e Maria”, dos irmãos Grimm, publicada em 1812.
    Essa história significativa, repleta de interpretações, e que há séculos habita o imaginário infantil, ganhou texto e direção de Bob Bahlis e um elenco poderoso: Marcelo Naz e Janaína Pelizon vivem João e Maria; Paula Teitelbaum encarna a temida bruxa, além de outros papéis;  e Caio Prates vive diversos personagens.
    Quando: até 12 de novembro, sábados e domingos, às 16h
    Onde: Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575)
    Quanto: R$ 12,00
    Toc-Toc, uma visita surpresa
    Uma visita inesperada no meio da noite é o mote perfeito para desencadear uma série de situações muito engraçadas e absurdas quando dois palhaços tentam saciar suas necessidades essenciais, como comer e dormir.
    Quando: Segue até o dia 29 de outubro: sábados e domingos, às 16h.
    Onde: Sala Lili Inventa o Mundo, na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$ 5,00
    A Fada Azul na Cidade dos Bonecos
    O espetáculo conta a historia de um homem que vive sozinho em uma colina e para passar o tempo constrói bonecos de pano. Depois de uma inusitada visita da Fada Azul esses bonecos ganham vida e vontade própria.
    Quando: até 29 de outubro, sábados e domingos, às 16h
    Onde: Teatro Hebraica (Gen. João Telles, 508)
    Quanto: R$ 12,00 – Desconto de 50% na semana de estréia.
    Artes Plásticas
    Registros, de Estela Pauluci
    Sua pintura está voltada para a utilizaçao de materiais diversos na confecçao de suas telas que utilizam temas da astronomia dando origem a “paisagens” fantásticas.Nos últimos tempos tem pesquisado o tridimensional produzindo objetos feitos  materiais como tecido e ferro.
    Quando: até 28 de outubro, de segunda a sexta, das 14 as 18h e sábados, das 10 as 13h
    Onde: Arte & Fato Galeria (Rua Sao Manoel, 285)
    Quanto: Entrada franca
    Coração de Cetim – Emoções Baratas
    Exposição de bonecos Coração de Cetim – Emoções Baratas, de Elton Manganelli.
    Quando: Segue ate 11 de novembro
    Onde: Studio Clio (José do Patrocínio, 698)
    Quanto: Entrada franca
    Quintanares: a poesia de Mario Quintana em p&b.
    Em comemoração aos 100 anos do nascimento do poeta Mario Quintana a “Câmera Viajante: Escola e Agência de Fotografia” homenageia o poeta com uma mostra fotográfica que tem como inspiração os famosos e inesquecíveis “quintanares”, revelados ao público com a obra Sapato Florido (1948). Inspirados na simplicidade e na poesia de alguns destes “pequenos poemas”, encontrados em Sapato Florido, treze fotógrafos traduzem, através de imagens em p&b, à essência destes “quintanares”.
    Período: de 06 de outubro a 07 de novembro.
    Onde: Palavraria Livraria e Café (Rua Vasco da Gama, 165)
    Quanto: Entrada franca
    Adelante, de Fabio Zimbres
    A primeira exposição individual do artista na Adesivo. Trabalhando com grandes transparências suspensas, dispostas em camadas, Zimbres vai inundar a galeria com personagens e grafismos improváveis, convidando o público a mergulhar na obra. Interprete como quiser, ou apenas aprecie e confunda-se. Adelante!
    Quando: Segue até 2 de dezembro, de segunda a sábado, das 14h às 19h.
    Onde: Galeria Adesivo (Rua Lopo Gonçalves 382)
    Quanto: Entrada Franca
    Zoomorfos, de Daniel Matheus
    A série exibe oito pinturas em acrílico sobre papel com figuras que mostram a questão do homem-animal, animal-homem. Segundo o escritor Luiz Mello Goulart, o artista é influenciado principalmente por Georg Baselitz e Oscar Kokoschka e as obras tem o cunho da robustez.
    Quando: ate 22 de outubro
    Onde: Espaço Cultural Chico Lisboa (Travessa dos Venezianos, 19)
    Quanto: Entrada franca
    Ado Malagoli, 100 anos
    A exposição comemorativa ao centenário de nascimento de Ado Malagoli apresenta fotografias, documentos e cerca de 15 obras – do Acervo do MARGS e da viúva do artista, Dona Ruth Malagoli – que demonstram a importância do fundador do Museu como agente cultural no Estado. O pintor e professor, nascido em 27 de abril de 1906 em Araraquara (SP), foi responsável pelas primeiras aquisições do Acervo do MARGS, hoje com mais de três mil obras. Também fazem parte da mostra trabalhos de alguns de seus alunos, entre eles Regina Silveira, Yeddo Titze, Paulo Porcella e Alice Brueggemann.
    Quando: até 5 de novembro, de terças à domingos, das 10h às 19h
    Onde: Galeria Iberê Camargo e sala Oscar Boeira, do MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Os Papéis do Papel, de Clara Pechanksy
    A exposição celebra os 50 anos de trajetória artística da desenhista, gravadora, pintora e ilustradora gaúcha. Com curadoria e museografia de Paulo Gomes, Doutor em Poéticas Visuais, a mostra apresenta duas séries recentes de trabalhos em papel, além de desenhos, pinturas, gravuras e ilustrações produzidas desde a década de 50.
    Quando: até 8 de outubro
    Onde: Galerias João Fahrion, Ângelo Guido e Sala Pedro Weingärtner, no MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Sombra de Dúvida, de Rogério Medeiros
    As obras que formam a série Sombra de Dúvida foram concebidas como contraponto ao trabalho de Rogério Medeiros em fotografia publicitária. O ponto de partida para as fotos que serão apresentadas nas Salas Negras do MARGS foram sombras encontradas e capturadas sem a interferência do artista gaúcho, seja em relação ao seu posicionamento, ângulo ou intensidade.  O trabalho de Medeiros pôde ser conferido recentemente nas Pinacotecas do Museu, na 13ª edição da Coleção Pirelli/MASP, com imagens da série Entre o céu e o mar.
    Quando: até 15 de outubro
    Onde: Salas Negras do MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Destino: Porto Alegre
    Sob a curadoria de Leandro Selister, a mostra reúne trabalhos inéditos de cinco jovens artistas gaúchos que residem e produzem fora do Estado do Rio Grande do Sul: Andrei R. Thomaz (com a colaboração do músico Martin Heuser), Cláudia Zanatta, Cristina Ribas, Fabiana Rossarola e Patrícia Francisco. São trabalhos em vídeo, fotografia, web, instalação e performance.
    Os artistas reforçam na exposição questões presentes na arte contemporânea, discutem o espaço tradicional da galeria e a relação do público-espectador. Trata-se da primeira curadoria realizada por Leandro Selister, premiado artista plástico, que vive e trabalha em Porto Alegre, e já participou de várias exposições coletivas e individuais de expressão. Selister é bacharel em fotografia pelo Instituto de Artes da UFRGS e editor do site www.artewebbrasil.com.br.
    Quando: até 22 de outubro, de terças a domingos, das 10 horas às 19 horas.
    Onde: Galeria de Arte da Fundação Ecarta (Avenida João Pessoa, 943)
    Quanto: Entrada franca
    Outros
    2º Campeonato Regional Sul de Ioiô Freestyle
    O evento faz parte das eliminatórias que a Associação Brasileira de Ioiô promove para o Campeonato Brasileiro de 2007. A competição desse ano se divide em duas etapas: uma eliminatória, em que cada jogador tem um minuto para se apresentar; e a final, com os doze melhores classificados na etapa anterior, com três minutos de exibição.
    As apresentações são individuais, acompanhadas de música, onde são avaliadas criatividade, técnica e performance. Na ocasião, haverá a apresentação da Duncan Crew Brasil, que é uma equipe de jogadores de alto nível.
    Quando: 14 de outubro (sábado), ds 10h às 17h
    Onde: sala 209 da Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551)
    Quanto: Inscrições para atletas: R$ 15,00, o público tem entrada franca.
    II Campeonato Regional de Baristas
    A competição terá troféus confeccionados pela artista plástica Arminda Lopes que, desde o início deste mês, está sendo apreciada pelos franceses na Galeria Mansart, do Centro Cultural Brasil-França, em Paris.
    Quando: 14 e 15 de Outubro de 2006, das 10h às 20h.
    Local: Praça Mario Quintana, Shopping Iguatemi – Porto Alegre
    Inscrições e informações: ainda podem ser feitas pelo www.cafedomercado.com.br
    Maratona Prazer em Conhecer
    O grupo será ministrado pelos terapeutas do Namastê – Centro de meditações ativas e terapia bioenergética. Um grupo que, focado no segmento pélvico, pode trazer vibração para todo o corpo, levando o indivíduo a níveis de consciência e de relaxamento, provavelmente, poucas vezes experimentado.
    Quando: de 13 à 15 de outubro
    Onde: No Sítio Osho Rachana, em Viamão

  • Estação Mercado será revitalizada


    A Estação Mercado será modernizada (Imagens: Divulgação/PMPA)

    Carla Ruas

    Até o final do ano a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) iniciará obras de revitalização da Estação Mercado, no centro da cidade. A reforma vai modernizar a estação e possibilitar o acesso de usuários portadores de deficiência física. A empresa também quer recuperar as áreas próximas, como a Praça Revolução Farroupilha e a avenida Borges de Medeiros.

    O projeto foi apresentado na reunião do Conselho do Plano Diretor da terça-feira, 11 de outubro. A iniciativa faz parte de um conjunto de reformas nas 17 estações da linha, para cumprir a legislação de acessibilidade universal. Em Porto Alegre, a obra tem o apoio da Prefeitura e vai custar cerca de R$ 6 milhões.

    O gerente do programa Viva o Centro, Glênio Vianna Bohrer, afirma que a operação é complexa e envolve oito secretarias do município. “O Trensurb quer promover uma renovação urbana para melhorar a imagem do próprio equipamento”, diz ele.

    O arquiteto da Secretaria do Planejamento que é um bom negócio para a cidade. “A Prefeitura só vai pagar o asfaltamento da avenida Borges de Medeiros”, justifica Bohrer. A via terá seu traçado original recuperado, com abertura para a avenida Mauá.

    Outra mudança do lado de fora da Estação Mercado ocorre na praça Revolução Farroupilha, que abriga a cobertura da estação em forma de disco. A cobertura,  de 1970, foi construída em um nível mais baixo para que ficasse em harmonia com a praça. “Mas hoje o buraco em volta é usado para atividades não desejáveis, como o consumo de drogas”.

    A partir da revitalização planejada, a idéia é transformar a praça numa calçada de acesso para a estação. Pelo projeto ela ganha piso novo e uma iluminação mais eficiente. A central de gás e de ar condicionado que está no local, cercada por grades, será retirada. “É mais um elemento de obstrução visual”, observa Bohrer.


    Os acessos terão uma cobertura moderna e transparente

    Do outro lado da Borges de Medeiros, próximo ao Mercado Público, os acessos ganham uma cobertura moderna e transparente, para não tapar o mercado. Como a calçada deste lado é estreita, as paradas de ônibus serão transferidas para as redondezas. Segundo Bohrer,  os ônibus vão parar na rua que será criada com a abertura da avenida Borges de Medeiros para a avenida Mauá.

    No lado de dentro da estação, serão ampliados os espaços comerciais e um novo corredor será construído para organizar os fluxos de embarque e desembarque. O acesso de pessoas com deficiência será facilitado com a construção de elevadores,  escada rolante e um sanitário especial.

  • Prefeitura projeta novo superávit

    Titular da Fazenda, Cristiano Tatsch, projeta resultado positivo de R$ 35 milhões, mesmo alcançado em 2005 (Foto: Caroline da Fé/CMPA)

    Helen Lopes

    Uma comitiva da Prefeitura apresentou na tarde desta terça-feira, 10 de outubro, o balanço fiscal e orçamentário do 2º quadrimestre de 2006 aos vereadores da Capital. Na audiência pública, convocada pela Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (Cefor) da Câmara Municipal, o secretário da Fazenda, Cristiano Tatsch mostrou que os resultados primários (R$ 161 milhões) e orçamentário (R$ 127 milhões) acumulados até 31 de agosto são positivos e indicam um segundo ano de superávit.

    “Para fechar o exercício com pequeno resultado positivo e assim buscar a recuperação do equilíbrio financeiro do município, estamos concentrando esforços para otimizar as despesas e alavancar a receita através de eficientes mecanismos de arrecadação”, afirmou Tatsch ao apontar que o superávit deve ficar em torno de R$ 35 milhões, mesmo valor alcançado em 2005.

    O secretário lembrou que os valores registrados não repercutem imediatamente na situação financeira, porque o superávit alcançado em 2005 ainda é muito menor que o déficit financeiro acumulado em 2002, 2003 e 2004.

    Nessa linha, o coordenador do Gabinete de Programação Orçamentária, João Portella, ressaltou a importância da manutenção dos índices financeiros positivos para que possam ser retomados os investimentos com recursos internacionais, que foram bloqueados devido aos resultados negativos dos últimos anos. “Embora os números apontem para uma capacidade de endividamento de R$ 2 bilhões, o município depende de liberação da Secretaria do Tesouro Nacional para obter esses financiamentos”, afirma. De acordo com Portella, a Capital tem um comprometimento com dívidas cada vez menor, o índice atual é de 17,23% do orçamento.

    Balanço

    Em relação aos primeiros oito meses do ano passado, com valores corrigidos pelo IPCA, a receita total aumentou 2,9%, totalizando R$ 1,37 bilhão no período. A receita gerada pelos tributos municipais teve incremento de 4,5% e somou R$ 444 milhões. No campo das despesas, os valores liquidados apresentaram aumento de 2,2% em relação a 31 de agosto de 2005, fechando em R$ 1,24 bilhão.

    O custo com pessoal foi apresentado como particularmente alto em relação a outras capitais: R$ 936 milhões, equivalente a 46,27% da receita, dentro do limite que a Lei de Responsabilidade Fiscal exige, que é de 51,3%.

    As transferências da União diminuíram 4,5% – especialmente as destinadas ao SUS, conforme o secretário. E os repasses do Estado tiveram um pequeno acréscimo de 1,7%.

    Os investimentos em Educação foram de 23,83% (para uma meta de 25%), e na área da Saúde obteve-se um índice de 15,67% (meta de 15%).

    Poucos questionamentos

    A audiência, que durou pouco mais de uma hora, foi marcada por poucos questionamentos. O vereador Luiz Braz (PSDB) perguntou como recentemente o prefeito José Fogaça anunciou novos investimentos no Programa Socioambiental através do Banco Interamericano de Desenvolvimento se os empréstimos estão bloqueados. O coordenador do Gabinete de Programação Orçamentária, João Portella, explicou que existe o interesse, mas que ainda não pôde ser concretizado porque falta o aval da SNT.

    O vereador Professor Garcia (PPS) destacou que “por desequilíbrios da administração anterior, essa gestão só poderá fazer novos investimentos de grande envergadura em 2008, final do mandato”. Garcia, que compõe a base do governo na Câmara, defendeu a Prefeitura: “Mesmo com essas dificuldades, a LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] deste ano prevê 10% de investimentos com recursos próprios”.

    O vereador Adeli Sell (PT), vice-presidente da Cefor, preferiu não fazer comparações entre as duas gestões. Sugeriu apenas que a comissão proponha uma reunião com os líderes da bancada gaúcha na Câmara Federal para pedir auxilio na liberação de financiamentos internacionais. Professor Garcia concordou com a proposição, mas recomendou a formação de missão de vereadores para ir até Brasília. A presidente da Cefor, vereadora Maristela Meneghetti (PFL), afirmou que as propostas serão examinadas pela Cefor na próxima terça-feira (17/10).

  • Cinqüenta toneladas de peixes mortos depois, Fepam reage

    Carlos Matsubara, especial para o JÁ

    Três empresas situadas em Estância Velha e Portão foram autuadas nessa quarta-feira (11) pela Fepam por irregularidades no lançamento de seus efluentes na Bacia do Rio dos Sinos.

    Conforme o biólogo Jackson Müller, diretor-técnico do órgão ambiental, o auto de infração aplicado a essas empresas não significa que elas sejam culpadas pela morte das 50 toneladas de peixes verificada no último domingo (8). Ele explicou durante entrevista coletiva que existem pelo menos quarenta outras empresas suspeitas e que estão sendo investigadas pela Fepam.

    O nome das empresas autuadas foi mantido em sigilo. Müller revelou apenas que duas delas pertencem ao setor coureiro-calçadista e a outra, do ramo de tintas. Na Bacia do Rio dos Sinos, existem cerca de 160 empresas desses dois setores.

    “A cada hora chegam mais denúncias e estamos investigando a todas”, declarou o diretor – presidente da Fepam, Antenor Ferrari. Salientou ainda que os dados obtidos até a tarde de hoje  não são definitivos, e que o órgão ambiental ainda promoverá diligências pelo menos nos próximos cinco dias para investigar novas informações que auxiliem a encontrar os responsáveis.

    O valor da multa aplicável aos responsáveis ainda não foi decidido. Segundo Ferrari, além da multa, a Fepam estuda entrar com uma Ação Civil Publica contra os culpados pelo acidente ambiental. “Serão duas punições distintas”, argumentou.

    Até a próxima terça-feira (17), o órgão ambiental já deverá ter recebido as análises do material coletado nas duas localidades do arroio Portão onde foram colocadas barreiras e as vistorias que estão sendo efetuadas nas outras empresas potencialmente poluidoras da região.

    Portaria de emergência

    A Fepam determinou a redução em 30% da quantidade de efluentes líquidos de todas as atividades industriais situadas na sub-bacia do Arroio Portão, afluente do rio dos Sinos, em Sapucaia do Sul.

    Concedeu também prazo de 180 dias para que os municípios inseridos na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos apresentem proposta de Plano de Saneamento para reduzir os lançamentos de esgotos domésticos sem prévio tratamento.

    Estas determinações constam na Portaria n.º 87/2006 configurada em situação de emergência ambiental na Bacia Hidrográfica do rio dos Sinos em função da qualidade das águas  e o período da piracema no rio.

    Ainda de acordo com a Portaria, a Fepam se obriga a veicular diariamente os dados da vazão do Rio dos Sinos em seu site www.fepam.rs.gov.br.

  • Mais uma fachada cai no bairro Santana

    Azulejos caíram no pátio do edifício (Fotos: Helen Lopes/JÁ)

    Helen Lopes

    Por volta das 15h desta quarta-feira, 11 de outubro, um bloco de azulejos despencou do último andar do edifício Piraju, no número 56 da rua Augusto Pestana, bairro Santana, próximo ao Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre.

    No momento da queda, uma babá de 24 anos estava sentada num banco no pátio do prédio vizinho. Ela ouviu um barulho e levantou-se rapidamente, antes de ser atingida pelos destroços.

    Por pouco: Babá estava sentada num banco no prédio vizinho, ouviu o barulho e levantou correndo.

    Thais conta que, minutos antes, lembrou do acidente ocorrido há quatro meses na esquina da Venâncio Aires, quando um bloco de cerâmicas caiu na cabeça de um funcionário dos Correios que passava no local. “Nunca mais vou pensar nessas coisas”, afirma, incrédula.

    Suspeitas

    O edifício Piraju é antigo e recentemente teve problemas com a imobiliária que administrava o condomínio. De acordo com uma moradora que não quis se identificar, há suspeita de que a imobiliária desviava parte do dinheiro que seria destinado aos reparos. Outra empresa assumiu a organização do prédio.

    A Secretaria Municipal de Obras e Viação informou que uma equipe faria vistoria na área nesta tarde. Os técnicos, no entanto, não apareceram.

    Tapume atrapalha circulação há quatro meses na Venâncio

    Há quatro meses, outra fachada desabou na esquina da rua Augusto Pestana com Venâncio Aires, em frente ao Hospital de Pronto Socorro. O bloco de azulejos atingiu a cabeça do funcionário dos Correios Mário André Martins, de 57 anos, que sofreu um profundo corte e já está recuperado.

    Na ocasião, foi colocado um tapume para evitar que mais azulejos caíssem e facilitar o reparo. Mas até agora, as obras não começaram. Conforme a Secretaria Municipal de Obras e Viação, não há mais empecilhos para o início da reforma, que deve ser paga pelo condomínio. A síndica do prédio não quis falar sobre o assunto.

    Enquanto isso, o tapume segue dificultado o trânsito de pedestres numa das regiões mais movimentadas da cidade.

  • A história da arte sem registro

    André Venzon e Igor Sperotto ocupam atualmente a Galeria (Fotos: Divulgação/JÁ)

    Naira Hofmeister
    O endereço é nobre: rua 24 de Outubro, 200. O coração do Moinhos de Vento – possivelmente o bairro onde mais existe dinheiro para consumir arte e tempo para lutar por ela – é o cenário de uma história que tarda a aparecer.
    Há exatos 20 anos, num longínquo 1986, o então prefeito de Porto Alegre, Alceu Collares, descerrou a placa que inaugurava o Centro de História e Cultura Antônio Klinger Filho. O local, um antigo reservatório de água do DMAE serviria a partir de então, para outro serviço de primeira importância pública: a divulgação da produção artística local e a conservação de sua memória.
    Apesar do esforço da administração, atualmente composta por Jaime Pereira Junior – servidor do DMAE há 12 anos e nos últimos cinco à frente da Galeria – e pela estagiária Marinice Velleda Ribeiro, a Galeria de Arte do DMAE não mostra seu potencial para a cidade.
    Sem verba própria, iluminação e climatização inadequadas e divulgação insuficiente para se consolidar no meio artístico, o espaço convive com o desconhecimento. Também sofre com o descaso de direções anteriores, sem metodologia para documentar a historia da galeria.
    O livro de visitas consegue registrar entre 100 e 300 assinaturas ao mês. A maior parte do público é de alunos das escolas públicas de Porto Alegre que fazem parte do Projeto Ambiental desenvolvido pelo Departamento. “As crianças acabam conhecendo porque estão de passagem de uma sala para outra”, explica o administrador. Os moradores do bairro também são freqüentadores, em sua maioria, visitantes da praça.
    Cercado pelos inspiradores jardins da antiga Hidráulica do Moinhos – com aquele encanamento aparente, pintado com cores vivas – e integrando o belo conjunto arquitetônico da Estação de Tratamento, o subterrâneo dispõe de espaço invejável para exposições de arte. São quatro largos corredores entre paredes enfeitadas com arcos que medem 15m x 19m, um total de 285m² de área livre.
    Nesse espaço está incluída a área destinada ao acervo, que conta com cerca de 160 obras que vêm sendo catalogadas por Marinice, estudante de Artes Plásticas na UFRGS. As obras foram doadas por artistas que utilizaram o espaço para expor trabalhos, como Leandro Selister e Eduardo Guimarães.
    As mais antigas datam de 1989, mas algumas peças são de difícil identificação. “Há problemas porque etiquetas se perderam e estou identificando por aproximação com outras obras”, revela a estagiária. Jaime também reclama da falta de arquivos da história do local: “No máximo, temos alguns convites de exposições antigas, nada mais”.
    Desde 1997, há um projeto vinculado ao DMAE que solicita obras para uma reforma geral no espaço. “Estariam incluídos aí uma biblioteca, acesso para deficientes físicos e uma copa exclusiva para a Galeria”, enumera Jaime. A sinalização também deve ser repensada, já que não há placas indicando o espaço de arte dentro do complexo e, obviamente, nenhuma na área externa da Hidráulica. “Isso ajudaria a atrair mais visitantes”.
    Atualmente, o espaço sedia a mostra A Cidade Sem Face 2 – Lugares Anônimos, dos fotógrafos André Venzon e Igor Sperotto, que segue em exposição até o dia 18 desse mês. A próxima mostra será uma homenagem ao servidor do DMAE e abre no dia 26 de outubro.

  • Kenny Braga autografou para colorados de Osório e Tramandaí

    Escritor foi homenageado com churrasco (Foto: Tao Hasse/JÁ)

    Geraldo Hasse, especial para o JÁ
    A foto que ilustra esta nota mostra o jornalista Kenny Braga, sentado no centro do banco, após o churrasco com que foi homenageado no último sábado por torcedores colorados de Osório, onde autografou meia centena de exemplares do livro INTER, Orgulho do Brasil, de JÁ Editores.
    O cônsul colorado Adriano Pontez e seus amigos puxaram a fila de autógrafos na Livraria Bambi, que “avermelhou” das 10h30m ao meio-dia de sábado. Depois do churrasco no quiosque do Fabinho, onde desfiou uma parte do seu incrível repertório de estórias sobre craques, cartolas e torcedores do Colorado, Kenny Braga foi para a Bambi de Tramandaí, onde também atendeu aos leitores do livro que conta a história dos 97 anos do clube.
    A Livraria Bambi foi fundada há 20 anos por Evilásio Teixeira e seus quatro filhos. Um deles, Ronaldo Teixeira, iniciou a feira do livro de Tramandaí, depois encampada pela prefeitura local. A filial de Osório tem oito anos de existência.
    O consulado do Inter em Osório está organizando para o dia 17 de novembro uma janta comemorativa do título de Campeão da América. Será às 20h30 no Gremio Atlético Osoriense. Convites a R$ 15 no Palácio Musical e na loja Gramophone, ao lado da catedral.
    Caxias é a próxima
    No final de semana dos dias 14 e 15 de outubro, Caxias vai contar com a presença de Kenny Braga no lançamento do livro INTER, Orgulho do Brasil. Também será lançada na Feira do Livro da cidade a obra Protasio Alves e o seu tempo, 1859-1933, das autoras Maria do Carmo Alves Campos e Martha Geralda Alves D’Azevedo.
    A agenda de lançamentos do JÁ Editores na Feira do Livro de Caxias conta com duas sessões de autógrafos. A primeira, na sexta-feira, 13 de outubro, das autoras Maria do Carmo Alves Campos e a Martha Geralda Alves D’Azevedo, que apresentam a biografia do médico Protasio Alves, no Café Cultural.
    No sábado será a vez do público conhecer a obra INTER, Orgulho do Brasil, do jornalista e comentarista esportivo, Kenny Braga. A obra também será autografada no Café Cultural, às 16h do dia 14 de outubro.