Autor: Elmar Bones

  • Prefeitura apresenta ajustes no Plano Diretor


    Dez entidades participaram da reunião (Foto: Carla Ruas/JÁ)

    Carla Ruas

    No quarto ano consecutivo de debates sobre a revisão do Plano Diretor de Porto Alegre, a Prefeitura apresentou projetos propondo ajustes na lei, nesta quinta-feira, 5 de outubro. Aproximadamente 30 representantes de entidades ambientais e da comunidade assistiram à exposição na Secretaria Municipal do Meio Ambiente. A platéia protestou contra a falta de rigor em alguns aspectos, mas no final aplaudiu a proposta.

    O projeto foi elaborado pelo Gabinete do Prefeito, em conjunto com as secretarias de Obras, Transporte, Meio Ambiente, Planejamento e Cultura. Antes que passe para votação na Câmara Municipal de Porto Alegre, o Plano será discutido com entidades e terá que passar pela aprovação do Conselho Municipal do Plano Diretor.
    Muitas das idéias expostas vieram da 4ª Conferência Municipal do Meio Ambiente, realizada em julho. O projeto inclui regras para a construção de empreendimentos de três tipos: casas e edifícios (1° grau), aeroportos, centros comerciais, supermercados (2° grau) e empreendimentos que mobilizem uma região inteira da cidade (3° grau).

    A principal diferença do Plano Diretor vigente, que está em vigor desde o ano 2000, é a altura máxima para os edifícios da cidade, que passa de 52 metros (18 andares) para 42m (15 pavimentos), medida solicitada pela comunidade. Mesmo com esta altura, os prédios só poderão ser construídos em regiões específicas da cidade, como no entorno de grandes avenidas e áreas em expansão.

    O maior afastamento entre edificações também foi uma conquista dos líderes comunitários. Atualmente, as construções verticais têm distância de 18% da área dos edifícios. A partir da nova lei, passam a ter 25%. As regras valem para a parte mais densa da cidade. “Vamos elaborar outras normas para as áreas especiais, como a Zona Sul da cidade”, explica o secretário municipal do Meio Ambiente, Beto Moesch.

    O representante da Região 6 (Sul e Centro Sul) do Conselho do Plano Diretor, Nestor Nadruz, lembrou que mesmo com a adesão destas leis, muitos prédios que já foram aprovados com a legislação anterior serão construídos nos próximos anos. Moesch afirmou que é possível incluir no novo Plano Diretor um tempo de validade entre a aprovação de projetos e a sua construção. “Mas os que estão em fase de construção seguem a lei vigente”.

    O clima ficou tenso duas vezes durante a reunião, quando o público questionou o secretário sobre a construção do empreendimento Pontal do Estaleiro, planejado para a área do Estaleiro Só, no bairro Cristal. Os ambientalistas defenderam uma legislação mais rígida para a orla do Guaíba. Mas o secretário evitou falar sobre o assunto e pediu que as sugestões fossem guardadas para a fase de discussão do plano.

    A partir do projeto elaborado pela prefeitura, um grupo de trabalho composto por entidades e representações da comunidade irá elaborar um relatório com propostas que poderão ser acrescentadas.

    No final do encontro, que durou três horas, o clima era de alívio entre o público. “Não é o ideal, mas passa do absurdo para o legal”, disse um ambientalista. Outra, mais inconformada, defendeu que a cidade seguisse os modelos europeus de planejamento urbano. “O Brasil não pensa adiante, no dia em que a temperatura do globo aumentar e todos estiverem vivendo em caixas de fósforo”, lamentou.

    Entre as entidades presentes estavam Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do RGS), UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental – RS), Movimento Petrópolis Vive e os conselhos do Plano Diretor e do Meio Ambiente de Porto Alegre.

  • Osório e Tramandaí recebem lançamento de INTER, Orgulho do Brasil

    Depois do sucesso do lançamento de INTER, Orgulho do Brasil, em Porto Alegre, no início de setembro, a obra ganha sessões de autógrafos no interior do Estado, com a presença do autor, o jornalista e comentarista esportivo Kenny Braga.
    As primeiras cidades serão Osório e Tramandaí, nas Livrarias Bambi, no sábado, 7 de outubro.
    A partir das 10h30min, Kenny Braga estará autografando INTER, Orgulho do Brasil, na Livraria Bambi, de Osório, Avenida Jorge Dariva, 1045, em frente à Faculdade de Osório.
    À tarde, será a vez de Tramandaí conhecer a obra, que já é sucesso em sua 3ª edição, revisada e ampliada. O lançamento acontece na sede da Avenida Fernandes Bastos, 857, a partir das 15h.
    A recente e inédita conquista da Copa Libertadores da América pelo Sport Club Internacional é um dos capítulos que compõem o livro INTER, Orgulho do Brasil, lançamento da JÁ Editores (200p., R$ 30). A obra, escrita pelo jornalista Kenny Braga, apresenta a trajetória completa do Internacional, desde suas origens.
    A narrativa atravessa os momentos marcantes do clube, como o histórico time do Rolo Compressor, na década de 40, e as equipes de 1956 e 1984, que serviram de base para a Seleção Brasileira, no Pan-Americano do México e nas Olimpíadas de Los Angeles, respectivamente.
    A construção do Gigante da Beira Rio, a conquista dos três campeonatos brasileiros e o título ‘sonegado’ do Brasileiro de 2005, também estão no livro, que, com riqueza de detalhes, percorre os quase 100 anos do clube em ordem cronológica.

    A trajetória do Inter, narrada de forma apaixonada por Kenny Braga, ao longo de 42 capítulos, é ricamente ilustrada com fotos de todas as épocas do clube. E complementada com 25 perfis de jogadores, técnicos e dirigentes decisivos na história do Inter. São nomes como do patrono Ildo Meneghetti, o craque Tesourinha, até a dupla de ataque da Libertadores, Sobis e Fernandão.

    A obra de 200 páginas também mostra um panorama do clube, com reportagens sobre a modernização do Beira-Rio, o trabalho das categorias de base, dos consulados, da Fundação de Educação e Cultura e a participação dos torcedores.

    Serviço
    INTER, Orgulho do Brasil
    Autor: Kenny Braga
    JÁ Editores, 2006
    200 páginas
    R$ 30,00
    Sessão de autógrafos
    Sábado, 07 de outubro
    Em Osório, na Avenida Jorge Dariva, 1045, entre 10h30 e 12h.
    Em Tramandaí, na Avenida Fernandes Bastos, 857, entre 15h e 17h.
    Contatos (51)3663-1149 e (51) 81174805, com Ronaldo, da Livraria Bambi.
    Confira também outras atrações culturais para o final de semana
    Festas
    Festa Manchester e Banda Substance
    O espírito do Haçienda – clube da Factory que marcou a conexão do rock com a eletrônica e ajudou a formar a música do século 21 – vai baixar na pista do Joy Division, na 2a edição da festa, que foi um sucesso em sua estréia. No som, os DJs Dgdgd e Marcelo Ferla tocam apenas bandas de Manchester e as que fazem hoje a conexão com o impulso criativo que essa cena teve no rock e no pop britânicos. A Banda Substance, por sua vez, faz releituras de bandas como New Order, Joy Division, U2, R.E.M, The Cure, Echo & The Bunnymen.
    Quando: Sexta-feira,06, às 22h)
    Onde: Joy Division (Lima e Silva, 75)
    Quanto: R$ 10,00
    Baby Blues – Especial Janis Joplin
    A Baby Blues celebra grandes clássicos registrados na voz de uma das maiores cantoras do rock e do blues mundial. Janis Joplin nasceu no Texas em janeiro de 1943. Deu inicio a sua vida artística como vocalista da banda Big Brother and the Holding Company e em 1969 iniciou sua rápida carreira solo. A banda é formada por Marina Garcia no vocal, Duda Abelim na guitarra, Rafael Jardim no baixo, Oly Jr. na guitarra e Nando Azevedo na bateria.
    Quando: sexta-feira, 6, às 23h
    Onde: Vermelho 23 (Bento Figueiredo, 23)
    Quanto: R$ 10,00 – Valendo 1 cerveja
    Dj Garota Vinil, Banda Mídia Zero e Banda Substance
    Festa com a Dj Garota Vinil – que resgata a cultura do Disco de Vinil nas noites de Porto Alegre com um repertório de clássicos e o lado B dos anos 60, 70 e 80, nacional e internacional – e com a Mídia Zero – que apresenta show de pop rock nacional e internacional, com os sucessos dos anos 80 e da atualidade. A Substance, por sua vez, faz releituras de bandas como New Order, Joy Division, U2, R.E.M, The Cure, Echo & The Bunnymen.
    Quando: Sábado, 07, às 22h
    Onde: Joy Division (Lima e Silva, 75)
    Quanto: até 23h, R$ 5,00 e depois, R$ 8,00
    Lançamento do Bagazine
    A fanzinagem é uma faculdade informal e irrestrita. Fanzineiro é o sujeito que pilota essa nave louca. No fanzine Bagazine, o obstinado em questão é Sylvio Ayala, jornalista e arte-educador. O Bagazine faz uma devolutiva de artistas gaúchos fixados em São Paulo, além de Sylvio Ayala, o quadrinista cinematográfico Guazzelli, a artista plástica Marion Velasco, o desenhista mestre Jaca e a historiadora de arte Virgínia Gil.
    O tema Porto Alegre é recorrente nas páginas, além de outros cantos e capitais desse brasilzão onde a arte ganha espaço na rua, junto com o olhar aguçado sobre a mídia independente.
    Quando: sexta-feira, 6, às 19h e 23h
    Onde: no Museu do Trabalho às 19h (Andradas, 230) com DJ Piá e no Elo Perdido às 23h (João Alfredo, 533) com DJ Aline Shaefer e as Chinelas
    Quanto: Entrada Franca
    Balonê
    A mais clássica festa dos anos 80 de Porto Alegre.
    Quando: sábado, 7, às 22
    Onde: Ocidente (Osvaldo Aranha esquina com João Telles)
    Quanto: R$ 20,00
    Música
    Jonatas Jeffer
    O cantor Jonatas Jeffer, mostra ao público um repertório composto de Bossa Nova, MPB, Pop e Bolero. Jasper se apresenta em bares há cerca de dez anos. Nasceu em Porto Alegre, mas viveu a maior parte de sua vida em Búzios, no estado do Rio de Janeiro.
    Atualmente com 27 anos, desde os quatro anos de idade Jeffer está ligado à música. Toca quatro instrumentos, mas o violão, que pratica desde os 11, é a sua especialidade. Com os irmãos, em Búzios, montou a banda Unidos Contra. Voltou a Porto Alegre há cerca de dois anos.
    Quando: sexta-feira, 11, às 18h30
    Onde: Livraria do Arvores (Félix da Cunha, 1213)
    Quanto: Entrada gratuita
    Partitura em Movimento
    Com o Grupo Seele Tanz
    Quando: sexta, sábado e domingo (6, 7, 8), às 19h
    Onde: Sala 209 da Usina do Gasômetro
    Quanto: R$ 10,00
    Confraria música antiga
    Confraria música antiga apresenta o espetáculo Uma viagem barroca de Nápolis a Veneza, com obras de Coreli, Scarlatti, Bellinzani e Lanzeti. Integram o corpo musical Nikolaj de Fine Licht, nas flautas, Diego Schuck Biasibetti, no violoncello barroco e Fernando Turconi Cordella, no cravo.
    Quando: sexta-feira, 6, às 21h
    Onde: Studio Clio (Jose do Patrocínio, 698)
    Quanto: R$ 20,00 (geral), R$ 10,00 (professores e estudantes) e R$ 9,00 (conveniados)
    Conflitos e Amores: uma viagem romântica ao musical
    Apresentação do Coral Termolar, com o espetáculo Conflitos e Amores: uma viagem romântica e musical, para comemorar seus seis anos de existência. Serão interpretadas músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Led Zeppelin, entre outros. A regência é do maestro Marcelo Rabelo dos Santos.
    Quando: Dia 08 de outubro, às 18h
    Onde: Auditório Luis Cosme da Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: Entrada franca
    Hélio Ziskind
    Músico, compositor, produz CDs infantis, trilhas para rádio e tv, cds para projetos educacionais. Integrante do Grupo Rumo, entre 1974 e 1994, ganhou o Prêmio Sharp de Música, em 1988 (melhor disco infantil e melhor canção infantil com o disco “Quero Passear” do Grupo Rumo), 1995 (melhor canção infantil, com “Sono de Gibi”) e 1998 (melhor cd infantil, com “Meu pé, meu querido pé”).
    Criou a música original e trilha sonora para o espetáculo “Nijinsky” de Naum Alves de Souza, com adaptação de obras de Debussy, Stravinsky, Tchaikovsky e Schumann, Prêmio de melhor música, em 1987, pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Consultor musical da TV Cultura de São Paulo, entre 1992 e 1994, compôs ainda para temas institucionais da TV Cultura, aberturas para Jornal da Cultura, Opinião Nacional, Roda Viva, Repórter Eco, Vitrine, Vestibulando, Nossa Língua Portuguesa, Glub Glub, Castelo Ra Tim bum, Lá vem história e X-Tudo.
    Foi consultor pedagógico do programa Castelo Ra Tim Bum, para a área da música. Criou e fez a direção artística do Guia Digital da 24º Bienal e do Guia Estadão Brasil + 500 Anos – Mostra do Redescobrimento. Foi convidado pelo Programa de Pós Graduação em Semiótica e Comunicação da PUC de São Paulo para concepção e implantação do Laboratório de Linguagens Sonoras.
    Quando: domingo, 8, às 17h
    Onde: Salão Átrio do Santander Cultural (Siqueira Campos, 1125)
    Quanto: R$ 10,00
    Concertos DANA com MPB4
    O quarteto vocal de quatro décadas de formação está comemorando o lançamento de um CD e de um DVD gravados ao vivo (via EMI Music). Como se não bastasse esta oportuna atração e a chance de rever e ouvir a sempre brilhante Orquestra de Câmara da ULBRA, os Concertos DANA continuam proporcionando ingressos a preços acessíveis.
    Quando: domingo, 08, às 19h
    Onde: Reitoria da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110)
    Quanto: R$ 15,00 (quinze reais)
    Audiovisual
    Cinema Infantil
    Acompanhando a programação de cinema infantil, o Cine Santander Cultural traz de volta às salas de cinema um filme que passou rapidamente por Porto Alegre, mas que já dividiu opiniões e conquistou ardorosos fãs.
    Eu, você e todos nós, o longa-metragem de estréia da artista multimídia Miranda July, impressiona não só pela sensibilidade com que aborda a vida contemporânea e sua falta de comunicabilidade, mas pelo diálogo que estabelece com a própria arte contemporânea, que cumpre papel importante dentro da trama.
    Também será exibida a animação francesa O rei e o pássaro, baseado em conto de Andersen. Filme que, segundo os adultos de hoje, crianças na estréia do filme (em 1980), tem imagens e sensações inesquecíveis.
    Quando: sexta-feira, sábado e domingo (6, 7, 8)
    Onde: Cine Santander
    Quanto: R$ 6,00
    Curta Petrobras às Seis
    Programa de fomento à produção de curta metragem, que exibe os filmes Dormente, de Joel Pizzini; Wragda, de Frederico Cardoso e Dramática, de Ava Gaitán Rocha.
    Quando: de ate 28 de outubro, às 18h
    Onde: Sala 1 do Unibanco Arteplex
    Estréias
    A Dália Negra – Drama Suspense
    O filme mostra assassinato real de uma bela jovem na Los Angeles de 1947. Dois detetives ficam obcecados com o crime, indo aonde for necessário para acharem o(s) culpado(s).
    Envolvendo-se com as personalidades e com o submundo, eles dão uma amostra do universo de glamour e crime da cidade. Direção de Brian De Palma. Com Scarlett Johansson, Hilary Swank e Josh Hartnett no elenco.
    Em cartaz no Cinemark Bourbon Ipiranga, 08; Cinesystem Cinemas, 02; GNC Moinhos, 01; Guion Center, 01;Unibanco Arteplex, 05.
    Do Luto à Luta – Documentário
    Uma análise das deficiências e potencialidades da Síndrome de Down, problema genético que atinge cerca de 8 mil bebês a cada ano no Brasil.
    A Síndrome de Down é sem dúvida um problema, mas as soluções são bem mais simples do que se imagina, principalmente quando são deixados de lado os preconceitos e estigmas sociais. Direção de Evaldo Mocarzel.
    Em cartaz no Unibanco Arteplex, 08.
    Muito Gelo e Dois Dedos D´Água – Comédia Aventura
    Duas irmãs decidem se vingar da avó, muito rígida, e resolvem seqüestrá-la e levá-la para o litoral. Elas dão carona para um amigo, que não sabe que a senhora está presa no porta-malas do carro. Direção de Daniel Filho. Com Mariana Ximenes, Paloma Duarte e Thiago Lacerda no elenco.
    Em cartaz no Cinemark Bourbon Ipiranga, 02; Cinemateca Paulo Amorim; Cinesystem Cinemas, 04; GNC Moinhos, 03; Guion Center, 03; Unibanco Arteplex, 02.
    O Arco – Drama
    Nos anos 60, num barco de pesca em alto-mar, um homem vem criando uma jovem desde quando era bebê. O combinado é que se casariam quando ela completasse 17 anos e falta um ano para que ela complete essa idade.
    Eles vivem de uma forma simples, rezando e alugando o barco para pescadores, mas as coisas mudam quando um jovem tripulante entra em suas vidas. Direção de Ki-duk Kim. Com Han Yeo-reum, Si-jeok Seo e Gook-hwan Jeon no elenco.
    Em cartaz no AeroGuion, 02.
    O Bicho Vai Pegar – Comédia Infantil Aventura
    Urso domesticado que é a atração de um show ecológico na cidade tem sua rotina alterada quando resolve ajudar um cervo de um chifre só. Direção de Roger Allers e Jill Culton. Com vozes de Martin Lawrence, Ashton Kutcher e Debra Messing.
    Em cartaz no Boulevard Strip Center, 01; Cinemark Bourbon Ipiranga, 06; Cinesystem Cinemas, 01; GNC Lindóia, 01; GNC Praia de Belas, 03; Guion Sol, 01; Rua da Praia, 01; Unibanco Arteplex, 01.
    Artes Cênicas
    O Exame
    Uma doutora e duas assistentes proferem uma excelente palestra que alerta sobre os comportamentos de risco e as bem-sucedidas formas de prevenção e:
    abaixo o preconceito, que isso não é direito. No elenco, Elaine Regina, Sandra Alencar, Simone Telecchi, sob direção de Deborah Finocchiaro.
    Quando: sexta-feira, sábado e domingo (06, 07 e 08), às 19h
    Onde: Sala 402, quarto andar, Usina do Gasômetro
    Quanto: Ingresso do chapéu
    Blitz
    Roberto Oliveira dirige o espetáculo, criado a partir do texto do dramaturgo paulista Bosco Brasil. O resultado é uma obra de altíssima carga emocional, que transcende o preconceito para atingir as alturas da condição humana.
    A história conta o drama de uma mulher que deseja separar-se do marido, um policial militar acusado de matar um garoto de doze anos em blitz realizada em um colégio. Ao mesmo tempo, o público está diante do drama que o policial enfrenta para provar sua inocência.
    Os espectadores são jogados para dentro da casa do casal e vivem, junto com os dois personagens, o clima claustrofóbico dos acontecimentos.
    Quando: 05 e 06 de outubro (quinta e sexta), às 20h
    Onde: Sala 309 da Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551)
    Quanto: R$ 5,00
    Hamlet Sincrético
    O grupo Caixa-Preta realiza nova temporada do espetáculo Hamlet Sincrético de 06 a 29 de outubro, de sexta a sábado às 21h e domingo às 20h, no Hospital Psiquiátrico São Pedro (Avenida Bento Gonçalves, 2460). A elogiada montagem dirigida por Jessé Oliveira é uma criação coletiva inspirada no clássico de William Shakespeare, que transita pelo sincretismo cultural e religioso, especialmente nos cultos afro-brasileiros, no catolicismo popular e igreja quadrangular.
    O espetáculo recebeu seis indicações para o Prêmio Açorianos de Teatro em 2005: Melhor Espetáculo, Direção (Jessé Oliveira), Trilha Sonora (Luiz André da Silva), Ator Coadjuvante (Silvio Ramão), Atriz Coadjuvante (Glau Barros) e Figurinos (Adriana Rodrigues e Gil Collares)., tendo vencido na categoria Trilha Sonora.
    Quando: De 06 a 29 de outubro, de sexta a sábado às 21h e domingo às 20h.
    Onde: Hospital Psiquiátrico São Pedro (Avenida Bento Gonçalves, 2460)
    Quanto: R$ 15,00.
    No ritmo do amor
    Comédia musical que conta a história do insólito casal Mohammed e Raquel. Elenco com Érico Ramos e Cíntia Ferrer. Trilha sonora ao vivo de Lucas Ortiz. Direção de Patsy Cecato.
    Quando: Estréia no dia 06 de outubro, às 19h. Segue até o dia 29 de outubro. Sextas, sábados e domingos, às 19h
    Onde: Teatro Carlos Carvalho na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$ 15,00 (R$ 12,00 para Clube do Assinante ZH, R$ 7,50 para idosos e estudantes e R$ 5,00 para classe artística).
    Quintana e outros gaúchos
    Show de música, poesia e humor, com textos de Mario Quintana, Erico Verissimo, Luis Fernando Verissimo e músicas de Radamés Gnatalli e Lupicínio Rodrigues. Elenco com Maria Pompeu, Ricardo Guimarães, Márcia Bloch e Amaury de Lima.
    Quando: Dias 07 e 08 de outubro, às 19h
    Onde: Teatro Bruno Kiefer na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$ 15,00 e R$ 8,00 para idosos
    Dores, Mamulengo e Amores
    Com a Trupi Mão Muleca e Oficina de Montagem Cia. Gente Falante.
    Quando: sábados e domingos, até 29 de outubro, às 20h
    Onde: Sala 502 da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551)
    Quanto: R$ 3,00
    A Claudinha está lá fora
    Com o Grupo Farsa
    Quando: domingo, 08, às 19h
    Onde: Sala 505 da Usina do Gasômetro
    Quanto: Contribuição espontânea
    Infantil
    João e Maria – Uma aventura no terreno baldio
    O espetáculo João e Maria, uma aventura no terreno baldio, é uma livre adaptação da versão de “João e Maria”, dos irmãos Grimm, publicada em 1812. Essa história significativa, repleta de interpretações, e que há séculos habita o imaginário infantil, ganhou texto e direção de Bob Bahlis e um elenco poderoso: Marcelo Naz e Janaína Pelizon vivem João e Maria; Paula Teitelbaum encarna a temida bruxa, além de outros papéis; e Caio Prates vive diversos personagens.
    Quando: Estréia dia 7 de outubro e segue em temporada até 12 de novembro, sábados e domingos, às 16h
    Onde: Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575)
    Quanto: R$ 12,00
    Toc-Toc, uma visita surpresa
    Uma visita inesperada no meio da noite é o mote perfeito para desencadear uma série de situações muito engraçadas e absurdas quando dois palhaços tentam saciar suas necessidades essenciais, como comer e dormir.
    Quando: Estreia no dia 07 de outubro, às 16h. Segue até o dia 29 de outubro. Sábados e domingos, às 16h.
    Onde: Sala Lili Inventa o Mundo, na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$ 5,00
    O hipnotizador de jacarés
    Com texto e direção de Dilmar Messias, resgata a história do circo através de uma de suas figuras mais emblemáticas: o palhaço. De forma singela e bem humorada, a peça foi elaborada em cima das entradas, reprises e gags tradicionais de palhaços e comediantes populares, com a ingenuidade e o romantismo característicos desses personagens. Participa do espetáculo, Heinz Limaverde, eleito o melhor ator do 13º POA Em Cena, de cujo festival, o epsetáculo tambem participou.
    Quando: até 08 de outubro de 2006, sábados e domingos, às 16h
    Onde: Sala Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736)
    Quanto: R$ 12,00
    Histórias do Palhaço Pipoca – Teatro de Bonecos
    A montagem é um roteiro com várias histórias, resultantes da necessidade de aproximar a criança do boneco, em uma comunicação onde a afetividade seja imediata. Imprimindo nas histórias um ritmo dinâmico, com climas bem definidos que acentuam as situações, sem o uso de textos muito extensos.
    Quando: sábado, 30, às 16h e domingo, 01, às 10h e 16h
    Onde: Sala 502 da Usina do Gasômetro
    Quanto:R$ 5,00
    A Fada Azul na Cidade dos Bonecos
    O espetáculo conta a historia de um homem que vive sozinho em uma colina e para passar o tempo constrói bonecos de pano. Depois de uma inusitada visita da Fada Azul esses bonecos ganham vida e vontade própria.
    Quando: até 29 de outubro, sábados e domingos, às 16h
    Onde: Teatro Hebraica (Gen. João Telles, 508)
    Quanto: R$ 12,00 – Desconto de 50% na semana de estréia.
    Artes Plásticas
    Coração de Cetim – Emoções Baratas
    Exposição de bonecos Coração de Cetim – Emoções Baratas, de Elton Manganelli.
    Quando: Abertura sábado, 07, às 11. Segue ate 11 de novembro
    Onde: Studio Clio (José do Patrocínio, 698)
    Quanto: Entrada franca
    Quintanares: a poesia de Mario Quintana em p&b
    Em comemoração aos 100 anos do nascimento do poeta Mario Quintana a “Câmera Viajante: Escola e Agência de Fotografia” homenageia o poeta com uma mostra fotográfica que tem como inspiração os famosos e inesquecíveis “quintanares”, revelados ao público com a obra Sapato Florido (1948). Inspirados na simplicidade e na poesia de alguns destes “pequenos poemas”, encontrados em Sapato Florido, treze fotógrafos traduzem, através de imagens em p&b, à essência destes “quintanares”.
    Quando: de 06 de outubro a 07 de novembro.
    Onde: Palavraria Livraria e Café (Rua Vasco da Gama, 165)
    Quanto: Entrada franca
    Adelante, de Fabio Zimbres
    A primeira exposição individual do artista na Adesivo. Trabalhando com grandes transparências suspensas, dispostas em camadas, Zimbres vai inundar a galeria com personagens e grafismos improváveis, convidando o público a mergulhar na obra. Interprete como quiser, ou apenas aprecie e confunda-se. Adelante!
    Quando: abertura dia 30 de setembro, sábado, às 18h. Segue até 2 de dezembro, de segunda a sábado, das 14h às 19h.
    Onde: Galeria Adesivo (Rua Lopo Gonçalves 382)
    Quanto: Entrada Franca
    Zoomorfos, de Daniel Matheus
    A série exibe oito pinturas em acrílico sobre papel com figuras que mostram a questão do homem-animal, animal-homem. Segundo o escritor Luiz Mello Goulart, o artista é influenciado principalmente por Georg Baselitz e Oscar Kokoschka e as obras tem o cunho da robustez.
    Quando: ate 22 de outubro
    Onde: Espaço Cultural Chico Lisboa (Travessa dos Venezianos, 19)
    Quanto: Entrada franca
    Ado Malagoli, 100 anos
    A exposição comemorativa ao centenário de nascimento de Ado Malagoli apresenta fotografias, documentos e cerca de 15 obras – do Acervo do MARGS e da viúva do artista, Dona Ruth Malagoli – que demonstram a importância do fundador do Museu como agente cultural no Estado.
    O pintor e professor, nascido em 27 de abril de 1906 em Araraquara (SP), foi responsável pelas primeiras aquisições do Acervo do MARGS, hoje com mais de três mil obras. Também fazem parte da mostra trabalhos de alguns de seus alunos, entre eles Regina Silveira, Yeddo Titze, Paulo Porcella e Alice Brueggemann.
    Quando: até 5 de novembro, de terças à domingos, das 10h às 19h
    Onde: Galeria Iberê Camargo e sala Oscar Boeira, do MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Os Papéis do Papel, de Clara Pechanksy
    A exposição celebra os 50 anos de trajetória artística da desenhista, gravadora, pintora e ilustradora gaúcha. Com curadoria e museografia de Paulo Gomes, Doutor em Poéticas Visuais, a mostra apresenta duas séries recentes de trabalhos em papel, além de desenhos, pinturas, gravuras e ilustrações produzidas desde a década de 50.
    Quando: até 8 de outubro
    Onde: Galerias João Fahrion, Ângelo Guido e Sala Pedro Weingärtner, no MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Sombra de Dúvida, de Rogério Medeiros
    As obras que formam a série Sombra de Dúvida foram concebidas como contraponto ao trabalho de Rogério Medeiros em fotografia publicitária.
    O ponto de partida para as fotos que serão apresentadas nas Salas Negras do MARGS foram sombras encontradas e capturadas sem a interferência do artista gaúcho, seja em relação ao seu posicionamento, ângulo ou intensidade.
    O trabalho de Medeiros pôde ser conferido recentemente nas Pinacotecas do Museu, na 13ª edição da Coleção Pirelli/MASP, com imagens da série Entre o céu e o mar.
    Quando: até 15 de outubro
    Onde: Salas Negras do MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Destino: Porto Alegre
    Sob a curadoria de Leandro Selister, a mostra reúne trabalhos inéditos de cinco jovens artistas gaúchos que residem e produzem fora do Estado do Rio Grande do Sul: Andrei R. Thomaz (com a colaboração do músico Martin Heuser), Cláudia Zanatta, Cristina Ribas, Fabiana Rossarola e Patrícia Francisco. São trabalhos em vídeo, fotografia, web, instalação e performance.
    Os artistas reforçam na exposição questões presentes na arte contemporânea, discutem o espaço tradicional da galeria e a relação do público-espectador. Trata-se da primeira curadoria realizada por Leandro Selister, premiado artista plástico, que vive e trabalha em Porto Alegre, e já participou de várias exposições coletivas e individuais de expressão. Selister é bacharel em fotografia pelo Instituto de Artes da UFRGS e editor do site www.artewebbrasil.com.br.
    Quando: até 22 de outubro, de terças a domingos, das 10 horas às 19 horas.
    Onde: Galeria de Arte da Fundação Ecarta (Avenida João Pessoa, 943)
    Quanto: Entrada franca
    Outros
    Mídia: o adolescente consumidor ou consumido?
    A mesa do próximo evento abordará o impacto emocional produzido pela força da mídia no psiquismo dos adolescentes. Também serão debatidos temas como a cultura do consumo e do instantâneo versus a construção de uma escola de valores na sociedade dos jovens da atualidade.
    Os palestrantes serão Rosa Maria Bueno Fischer (Professora e Doutora da Faculdade de Educação – UFRGS), Vera Maria H. Pereira de Mello (Psicanalista) e a coordenação será da psicanalista Mayra Lorenzoni (Psicanalista).
    Quando: sábado, 07, das 10h30 às 13h
    Onde: Auditório da Livraria Cultura, no Bourbon Shopping Country
    Quanto: Entrada franca

  • Bancários em greve realizam passeata


    Manifestantes caminham pelas ruas do centro (Fotos: Carla Ruas/JÁ)

    Carla Ruas

    Nesta sexta-feira, 6 de outubro, os bancários realizaram passeata no centro de Porto Alegre. A caminhada, que reuniu aproximadamente mil manifestantes, tinha como objetivo mostrar os motivos da greve e pressionar a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a retomar as negociações. A paralisação nacional dura sete dias e abrange bancos públicos e privados.

    A concentração começou às 16h30 na praça da Alfândega, entre as agências centrais da Caixa Econômica e Banrisul. Em seguida, os manifestantes acompanharam um caminhão de som pelas ruas centrais gritando palavras de ordem, como ”Bancários, unidos, jamais serão vencidos”. No final da caminhada, os funcionários cercaram a Esquina Democrática com faixas de protesto.

    O diretor do Sindicato dos Bancários, Ademir Wiederkehr, afirma que o ato é importante para mostrar à população a força e os motivos da paralisação. “Lutamos por salário, saúde e segurança, mas também enfrentamos o setor econômico, que explora a população”, justifica.


    Grevistas cercam a esquina democrática em protesto

    Entre os participantes, um grupo de três jovens se destacava com apitos e bandeiras. Eles são escriturários de uma agência do Banco do Brasil, em Gravataí,  e vieram especialmente para o manifesto. “Somos a base da pirâmide”, brinca Letícia Dias Fantinela, 23 anos.

    Ela diz que está participando da greve porque o salário dos funcionários é muito baixo perto do lucro dos bancos. “Nosso ambiente de trabalho é muito estressante”, justifica.

    Na multidão também estavam bancários de longa data, como Renato Mendes, 52 anos. Após 30 anos trabalhando como caixa de banco, ele continua participando das greves, e acha que é o único jeito conquistar reivindicações. “Em 1991, nós conseguimos cesta básica e cheque rancho”, lembra.

    A caminhada também reuniu políticos vencedores e derrotados nas últimas eleições. A deputada federal reeleita pelo partido P-Sol, Luciana Genro, estava acompanhada de Roberto Robaina e Israel Dutra, que não se elegeram para governador e deputado estadual, respectivamente.

    Luciana afirma que, até as próximas eleições, o papel do P-Sol será ajudar os trabalhadores a se organizarem nos movimentos sociais. Para a deputada, a luta dos bancários é muito importante porque questiona o setor econômico de Fernando Henrique e Lula. “Os bancos tiveram lucro recorde, mas os funcionários perderam salário e postos de trabalho”, lamenta.

    “Pelego”

    Ao contornar o prédio central do Banrisul, os manifestantes olharam para cima e chamaram de “pelego” os colegas que não aderiram à greve, e que observavam a passeata das janelas. “Pelego é o que vai em cima dos cavalos para o patrão sentar em cima”, explica uma das grevistas.

    Ela, que trabalha numa agência do Banco do Brasil, diz que muitos querem aderir ao movimento, mas ficam com medo de perseguição. “Muita gente sofre pressão para sair da greve”, conta. A grevista, que não quis se identificar, denuncia que alguns gerentes têm feito ameaças por telefone. “Eles ligam para casa do funcionário e dizem que se ele não voltar ao trabalho, perde comissão”.

    A greve


    Os bancos privados do centro da cidade também estão fechados

    Segundo o Sindicato dos Bancários, em todo o Brasil já são mais de 190 mil grevistas. O número de trabalhadores que aderiram ao movimento seria quase metade do total de bancários no Brasil. A paralisação não tem data para acabar e já inclui os bancos privados.

    Em Porto Alegre, a novidade foi a greve de 24 horas dos funcionários do Banrisul na quinta-feira (5/10) e sexta-feira (6/10). O Comando Nacional dos Empregados do Banrisul entregou um documento à direção do banco, solicitando a abertura imediata de negociações da pauta específica. Entre outras reivindicações, eles pedem política de Saúde, auxílio à educação e cumprimento da lei dos estagiários.

    Mas a assessoria de imprensa do Banrisul enviou uma nota informando que das 381 agências do estado, apenas seis de Porto Alegre estiveram fechadas durante parte da manhã de sexta-feira, mas que voltaram a operar à tarde.

    No final do dia, os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica se reuniram no Clube do Comércio, às 18h, para avaliar a paralisação. A categoria pressiona os banqueiros para apresentem uma proposta com aumento real de 7,05%, além de melhores condições de saúde, segurança e trabalho.

  • Pronto Socorro em campanha de arrecadação de verbas

    Diretor da Unidade de Queimados, Paulo Roberto Franco de Azambuja, comemora ao lado de João Polanczyk, presidente da Fundação Pró-HPS (Fotos: Naira Hofmeister/JÁ)


    Naira Hofmeister

    Com a campanha HPS: Histórias com Final Feliz, o Hospital de Pronto Socorro pretende arrecadar cerca de R$ 5 milhões para ampliar a Unidade de Tratamento de Queimados, que possui a única UTI especializada no Estado. A lançamento da campanha publicitária aconteceu na manhã dessa quinta-feira, 5, no auditório da instituição. A Fundação Pró-HPS coordena a ação.

    A partir da próxima semana uma mensagem de Moacyr Scliar – patrono da Fundação – começa a ser veiculada em rádios, televisões e jornais da capital. No comercial, o imortal, que além de escritor, também é médico, lembra sua ligação com o HPS desde “os tempos de menino do Bom Fim, a época de estagiário e as noites do plantonista”, até a vez em que sua vida foi salva pela instituição, após um grave acidente de carro. “Para mim, só uma palavra define o HPS: heróico”, complementa.

    Comemorando a iniciativa, o presidente da Fundação Pró-HPS, Dr. João Polanczyk, saudou os 20 integrantes que compõem a diretoria e os funcionários do HPS, que há três anos fizeram uma ‘vaquinha’ para arrecadar os R$ 20 mil necessários para sua criação. “Vocês esperam por esse agradecimento há muito tempo, não é?”. “Pois ela será paga com juros e correção monetária”, brincou o Secretário Municipal da Saúde, Pedro Gus.

    Gus também destacou seu envolvimento pessoal com o hospital: o início e o final da carreira de médico. “Foi meu primeiro emprego e também a última cirurgia que fiz”. Sobre a campanha de arrecadação o secretário admite que é necessária: “O poder público pode ter vontade de atingir metas, mas nem sempre tem recursos”, lamenta.

    Pedro Gus louva iniciativa da Fundação mas lamenta que os recursos públicos sejam insuficientes.

    O secretário lembra ainda que o Pronto Socorro é o único hospital do gênero que se mantém com recursos municipais em todo o Brasil. “Cumprir a folha de pagamento de 1.500 funcionários não é pouca coisa”.

    Demanda do HPS é cada vez maior

    O Hospital de Pronto Socorro foi fundado em 1944, há 62 anos. A duplicação aconteceu em 2004, quando um prédio anexo foi construído para suprir a necessidade da comunidade gaúcha. Ainda hoje, no entanto, o complexo é pequeno para o número de atendimentos que realiza: 360 mil pessoas passam pelo HPS em um mês.

    Para manter a estrutura, o SUS disponibiliza uma verba mensal de R$ 800 mil, complementados pela prefeitura, que entra com a maior parte: R$ 6,2 milhões. No entanto, o custo do projeto de reestruturação quase alcança os R$ 5 milhões – exatamente R$ 4.878.627,28.

    Com a verba, a Unidade de Tratamento de Queimados, que atualmente ocupa uma pequena área do 5° andar, deve ser ampliada por quase todo o pavimento. A UTI da seção – única no Estado e que opera no limite da capacidade, chegando a 95,26% da taxa de ocupação – ganhará um leito a mais, somando cinco camas especiais.

    Além disso, o hospital espera implantar um bloco cirúrgico, ambulatório, consultório, e espaço para hidroterapia e reabilitação. A previsão é que as obras durem 11 meses, mas a largada da reforma ainda não tem data definida. “Isso vai depender do envolvimento da população, da resposta que a sociedade vai nos dar”.

    Se é mobilização que os executivos do hospital esperam, a Copesul e a Gerdau já garantiram R$ 2 milhões para o projeto, via renúncia fiscal. Diversas empresas devem receber a cartilha com as explicações necessárias nos próximos dias. A população também pode colaborar através dos boletos bancários – encartados nos jornais do Estado – ou entrar em contato pelo telefone 51 32.992.192 ou por e-mail: fundação@hps.prefpoa.com.br.

  • Bancos fechados na quinta-feira

    Nas agências centrais da Caixa e BB, nem mesmo os caixas eletrônicos estão funcionando (Fotos: Naira Hofmeister/Arquivo JÁ)

    Naira Hofmeister
    Funcionários do Banrisul aderiram à greve iniciada na última semana na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. A decisão foi tomada no início da noite dessa quarta-feira, 4 de outubro, em assembléia realizada na Casa dos Bancários. Os sindicalistas argumentam que não há negociações entre a instituição e os bancários há mais de três anos.
    A paralisação do banco estadual deve durar 24 horas – até o final do expediente de quinta-feira – quando então, os funcionários avaliam o protesto e decidem se fecham as portas por mais tempo. O encontro está marcado para as 17h, na Casa dos Bancários.
    Os funcionários do bancos privados também vão parar. Os sindicalizados devem fazer revezamento em agências da rede, distribuindo carta aberta e paralisando as operações durante alguns minutos.
    Adesão motiva os grevistas
    Com 90% das operações da Caixa suspensas e 70% dos funcionários do Banco do Brasil paralisados, a expectativa dos bancários é que o movimento ganhe mais visibilidade a partir de amanhã. Nas agências centrais dos bancos estatais, nem mesmo os caixas eletrônicos podem ser utilizados. A orientação é para que os clientes procurem agências menores e evitem o horário de maior movimentação, próximo do meio dia.
    Instituições se mantêm em silêncio
    Depois de sete rodadas de negociação entre os bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) o acordo parece estar longe de ser fechado. A última proposta da Fenaban incluía um aumento de 2,85% nos salários, entendido pelos bancários como reposição da inflação, medida pelo IPCA. A categoria defende a incorporação do índice de 7,05% nos vencimentos, maior participação nos lucros das instituições e condições de saúde e segurança no trabalho.
    Na próxima sexta-feira, (7), executivos do Banco do Brasil se reúnem para debater a pauta de seus funcionários. Na Caixa, não há sinal de negociação, o que leva a crer que a greve não deve se encerrar antes do final da semana.

  • “PMDB deu tiro no pé”

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    Carla Ruas

    O resultado para eleição do governador do Rio Grande do Sul contrariou expectativas: Germano Rigotto (PMDB), cadidato à reeleição, ficou fora do segundo turno. Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), André Marenco, a culpa foi dos próprios eleitores peemedebistas.

    Ao ver que Rigotto estava com uma boa vantagem e que Olívio Dutra (PT) e Yeda Crusius (PSDB) disputavam o segundo lugar, os eleitores do PMDB resolveram “escolher” com quem o candidato disputaria a segunda etapa. “Mas foi um tiro no pé”, acredita.

    Os votos estratégicos migraram para Yeda, com a intenção de boicotar o Partido dos Trabalhadores. Mas em exagero, levaram o atual governador do primeiro lugar para o terceiro. Marenco acredita que o fenômeno iniciou logo após a pesquisa do Ibope, divulgada na sexta-feira (29), que apontou um empate entre o PT e o PSDB, ambos com 22%. “Os militantes do PMDB não queriam que o Olívio fosse para o segundo turno, mas acabou ocorrendo exatamente o contrário”.

    O professor lembra da tradicional rivalidade entre o PMDB e o PT, no Estado. Essa rixa foi intensificada nas últimas três eleições para o Palácio Piratini, quando os partidos se enfrentaram no segundo turno. Para o cientista político, os embates intensificaram um movimento “anti-PT”.

    Em 1994, Antônio Britto (PMDB) venceu Olívio Dutra (PT), com 58,6% dos votos. Em 1998, os mesmos candidatos obtiveram resultado oposto: Olívio ganhou com 49,4%.

    Na eleição de 2002, a polarização entre Britto, que concorreu pelo PPS, e Tarso Genro, foi um dos motivos para a revelação da “novidade da época”: Germano Rigotto (PMDB), que largou com índice de 2%, foi para o segundo turno, e venceu Tarso Genro (PT) com 52,7%.

    Trapalhadas políticas

    O resultado do primeiro turno pode afetar a carreira política de Rigotto. Para o professor, o episódio soma-se a outras “trapalhadas políticas” vivenciadas pelo governador neste ano. “Ele viveu um conjunto de episódios de derrotas”, lembra.

    Tudo começou quando perdeu a disputa interna pela candidatura à presidência da República para Anthony Garotinho. “Ele aceitou uma regra de contagem maluca e acabou fragilizado”. Após a derrota, o PMDB regional ficou ainda mais isolado da cúpula nacional e manteve uma posição dúbia com relação ao apoio ao governo federal.

    Rigotto também demorou em confirmar a sua candidatura para reeleição no Estado e não realizou uma campanha com muito entusiasmo. Além disso, o seu governo considerado “médio” não contribuiu para uma lavada de votos. “Ele não teve nenhum grande atrito, mas também não teve ousadias”.

    O futuro do governador é incerto. “Não vale a pena para ele disputar uma prefeitura de Caxias do Sul ou de Porto Alegre. E esperar quatro anos para ser deputado é muito tempo”, afirma. A única saída seria acompanhar as coalizões do PMDB no cenário federal e talvez assumir um ministério. “Seria sua melhor oportunidade”, projeta.

    A disputa regional

    A partir de agora, a disputa pelo governo do Rio Grande do Sul parte para uma nova etapa até o dia da votação, 29 de outubro. O cientista político diz que Yeda Crusius “teoricamente tem mais chance” de sair vencedora, porque o PSDB deve receber o apoio do PMDB e do PP.

    Marenco aposta que o PDT vai liberar seus militantes para escolherem em quem votar. “Apoiar a Yeda seria complicado por causa da sua posição liberal, mas o partido mantém uma rixa com o PT, desde que rompeu com o governo Olívio”.

    Para que o Partido dos Trabalhadores reverta o prognóstico teria que mudar a estratégia de campanha. “Tem que travar um debate mais duro”, diz. A tática teria que ser diferente da que foi utilizada no primeiro turno: “um discurso generalizado voltado para os militantes”.

    Alckmin X Lula

    Para Marenco, em âmbito nacional, os apoios de partidos não devem influenciar tanto. “O terreno de batalha será pelo eleitorado do próprio Lula”, garante. O aspecto decisivo para Alckmin deve ser a fuga de eleitores do atual presidente por causa das denúncias de corrupção. E o PT tem que torcer pela fidelidade dos seus eleitores do primeiro turno.

    Ele acredita que parte dos apoiadores da candidata Heloísa Helena vai votar nulo, e o restante no presidente Lula. E que os eleitores de Cristovam Buarque podem votar em um ou em outro, que não fará diferença no cenário geral. “Agora o que vale são as campanhas mais radicalizadas para ganhar e manter eleitores”.

  • Porto Alegre Vive cobra informações sobre revisão do Plano Diretor


    Lideranças comunitárias querem participar da elaboração dos projetos de modificações do Plano (Foto: Guilherme Kolling)

    Guilherme Kolling

    Quarenta lideranças comunitárias dos bairros da região central e da Zona Sul de Porto Alegre se reuniram no Salão Paroquial da Igreja São Manoel, na rua Dona Laura, na noite da terça-feira, 26 de setembro, para debater a revisão do Plano Diretor.

    Experientes no assunto, os integrantes do Porto Alegre Vive já constataram que as mudanças solicitadas pela comunidade não acontecerão este ano. “Estão segurando ao máximo as alterações para aprovar mais empreendimentos imobiliários antes dos ajustes”, alerta a presidente da Associação dos Moradores da Bela Vista (Amobela), Maria Lúcia Cardon.

    Os projetos de lei que tratam das alturas, recuos dos edifícios e criação das áreas especiais de interesse cultural estão sendo discutidos há meses na Prefeitura. Mas as lideranças dos movimentos de bairro reclamam que não foram chamadas. No Conselho do Plano Diretor também já surgiram queixas pela demora na apresentação do que está sendo feito pelos técnicos.

    Por isso, o Porto Alegre Vive está se organizando para participar do trabalho e tomar conhecimento do processo que está em andamento. Na reunião de 26 de setembro, o coordenador do Porto Alegre Vive, Nestor Nadruz sugeriu recorrer ao Ministério Público, para exigir que a Prefeitura torne públicas as informações.

    As lideranças comunitárias entendem que a administração municipal está conduzindo as modificações no Plano Diretor nos bastidores, com a participação do segmento da construção civil e excluindo os movimentos de bairro.

    “Estamos sendo alvos de um massacre silencioso de parte do Sinduscon [Sindicato da Indústria da Construção Civil], Secovi [Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis] e SPM [Secretaria Municipal do Planejamento], obviamente com o expresso consentimento da Prefeitura Municipal”, denuncia um manifesto (leia íntegra), lido no início da reunião do dia 26 pela presidente da Amobela.

    Além da representação ao MP expondo o que vem acontecendo, o Porto Alegre Vive também pretende enviar ofício ao prefeito José Fogaça, demonstrando a indigação de moradores que querem o direito de participar da elaboração dos projetos de modificação do Plano Diretor. As lideranças dos movimentos de bairro planejam uma nova reunião para 10 de outubro.

  • Monumenta tem um ano para reformar centro de Porto Alegre

    Naira Hofmeister

    Dentro de 15 meses Porto Alegre terá um centro histórico totalmente recuperado. Essa é a expectativa dos técnicos do Programa Monumenta, iniciativa do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Unesco e o Banco Internacional de Desenvolvimento. O projeto contempla 26 cidades brasileiras.

    No Rio Grande do Sul, foi abraçado pelas prefeituras de Porto Alegre e Pelotas, e pelo Governo do Estado. O resultado mais expressivo deve ser o que envolve uma área de 13 hectares no centro da Capital, no eixo que vai do Cais do Porto ao Palácio Piratini, recentemente tombado como patrimônio histórico.

    O projeto inclui a recuperação de 11 prédios públicos e serviços como iluminação pública e pavimentação. A tentativa é de recuperar a ambientação da Porto Alegre dos séculos XVIII e XIX. “Temos um centro cultural magnífico, todos que o visitam se impressionam com a beleza”, observa a arquiteta e coordenadora do Projeto Monumenta Porto Alegre, Briane Bricca.

    Igreja das Dores é um dos prédios contemplados pelo Monumenta (Foto: Ivo Gonçalves/PMPA)

    Segundo a pesquisadora, a área se assemelha, inclusive geograficamente, a locais consagrados, como Salvador. “Temos uma parte baixa, aqui na beira do rio Guaíba, e uma alta, lá no Piratini. A General Câmara seria o nosso Elevador Lacerda”, compara.

    Iniciado em 2002, o Programa Monumenta, do MinC, tem dezembro de 2007 como data limite para a conclusão das obras. “Ainda teremos uns três ou quatro meses de 2008 para usar o orçamento do ano anterior”, completa a arquiteta.

    O prazo preocupa porque dos 11 prédios com previsão de restauro apenas 3 já estão concluídos ou em fase final: o Pórtico Central do Cais do Porto, o Palácio Piratini e o Museu de Artes do Rio Grande do Sul – Margs. A Biblioteca Pública do Estado e o prédio que abriga o Memorial do Rio Grande do Sul já estão em fase de contratação das empreiteiras.

    Outro entrave pode ser encontrado na viabilidade financeira. O programa possui orçamento de R$ 16 milhões e 850 mil. Desse valor, cerca de R$ 8 milhões já foram gastos e R$ 5,6 milhões estão destinados à recuperação de prédios privados.

    Ou seja, R$ 13 milhões já estão comprometidos, restando pouco menos de R$ 4 milhões para as obras nos outros seis locais contemplados: armazéns A e B do Cais do Porto, Igreja Nossa Senhora das Dores, Pinacoteca do Rio Grande do Sul, Museu de Comunicação Hipólito José da Costa e as praças da Alfândega e da Matriz.

    O Monumenta financia 70% de cada iniciativa, com recursos do BID (50%) e do Governo Federal (20%). Os demais recursos (30%) devem ser empregados pelo proprietário ou pelo Estado. Ainda assim, é difícil acreditar que o dinheiro cubra tantas obras, mesmo porque, algumas possuem valores elevados, caso dos armazéns do Cais, que somam R$ 1.759.932 ao todo.

    As duas praças – Alfândega e da Matriz – estão orçadas respectivamente em R$ 785.000 e R$ 532.000. Juntas, as três obras devem custar R$ 3.076.932, quase o total do valor disponível. Há ainda a Pinacoteca do Rio Grande do Sul, cuja reforma foi fixada em R$ 478.536, o Museu de Comunicação, com orçamento de R$ 452.791,00 e a Igreja Nossa Senhora das Dores, que vai custar em torno de R$ 1.518.500.

  • EXCLUSIVO: Coolméia lança SOS

    Helen Lopes

    A Coolméia lança neste sábado, 31 de setembro, às 9h, na Secretaria Estadual da Agricultura, uma campanha para que a sociedade ajude na recuperação financeira da cooperativa ecológica. O SOS Colméia visa a adesão de voluntários e parceiros para reestruturação administrativa da cooperativa e reabertura do restaurante e da loja.

    Considerada referência mundial em produção e distribuição de alimentos orgânicos, a Coolméia, tenta se reerguer de uma longa crise econômica, quando, no final de maio deste ano, sofreu dois assaltos consecutivos. O episódio foi o estopim para o fechamento do restaurante e da loja.

    Em assembléia, com mais de 500 associados presentes (a Coolméia tem mais de 2 mil associados), decidiu-se pela formação de uma comissão para analisar a situação financeira. Na época, o grupo anunciou o prazo de seis meses para reabrir o estabelecimento.

    Mas após quatro meses de levantamento de dados, falta o auxílio de técnicos para apontar saídas para a Cooperativa, que congrega mais de 500 produtores agrícolas, responsáveis pelas feiras ecológicas do Bom Fim e do Menino Deus.

    De acordo com Danilo Paiva, integrante da comissão, a campanha pretende aproximar os simpatizantes da causa ecológica e os consumidores dos produtos orgânicos. “A Coolméia pertence à comunidade, foi idealizada para oferecer alimentos livres de agrotóxicos e, agora, está necessitando da ajuda da sociedade”, ressalta Paiva.

    A Cooperativa precisa de contadores, administradores e advogados para orientar na análise do material recolhido. Também podem se agregar quaisquer voluntários interessados em ajudar a Coolméia.

    Como a Cooperativa está temporariamente sem sede, os interessados podem entrar em contato através do Jornal JÁ (r. Augusto Pestana, 133), que se associa a esta campanha. Informações pelo fone: 3330.7272

  • Municipários se mobilizam por aumento

    Municipários protestaram entre 10h e 13h da quarta-feira, 27 de setembro (Fotos: Kiko Coelho/JÁ)

    Naira Hofmeister

    Desde as 10h da manhã dessa quarta-feira, 27 de setembro, mais de 100 municipários se reuniram em frente à sede da prefeitura de Porto Alegre, reivindicando a incorporação do reajuste de 4,63% a uma parte da categoria.

    O ato público chamava atenção para os municipários do chamado Nível 2b, parcela que engloba os mais baixos salários como o de operários e de auxiliares de cozinha, que até abril recebiam um salário menor que o mínimo regional, de R$ 326.

    Como a situação era inconstitucional, o Governo foi obrigado a conceder um reajuste de 7,1% para equiparar os vencimentos, em abril de 2006. A Prefeitura entende que os 4,63% de anuidade que concedeu ao resto da categoria já estariam contemplados no aumento de abril.

    “Se concedêssemos os dois índices estaríamos privilegiando uma parte com uma reposição de 11%”, argumenta a secretária municipal de Administração, Sônia Vaz Pinto. Os municipários discordam. “Os 4,63% incidiam sobre o salário de maio, que já era de R$ 350”, diz Mario Fernando Silveira, 1º Secretario do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa).

    Por volta das 11h30, representantes do Simpa foram recebidos pela equipe de negociação da Prefeitura. Depois de mais de uma hora de conversa, o grupo saiu insatisfeito com a posição do poder público.

    Mais de 90 minutos de reunião sem acordo

    “O máximo que conseguimos foi o comprometimento em buscar uma audiência com o próprio prefeito, que não recebeu nossa comissão nem uma vez, desde a posse”, reclamou Carmem Padilha, presidente do Sindicato.

    A secretária municipal de Administração, Sônia Vaz Pinto, acredita que a Prefeitura foi generosa com a categoria porque concedeu 7,1% de aumento. “Até porque, contando com as horas-extras ou tempo de serviço, não há operários que recebam abaixo do salário mínimo”.

    Ela explica que a Prefeitura interpretou a lei como se referisse a faixa salarial, e não o indivíduo, o que proporcionou a reposição. “A lei é clara e se aplica ao servidor e não à classe. Ainda assim, a reposição foi sobre o salário base”.

    Os sindicalistas insistem que a Prefeitura deveria conceder o aumento a esses servidores, que somam pouco mais de mil. Outro argumento é que o impacto na folha de pagamento seria mínimo. “Acrescentaria algo em torno de R$ 24 mil”, calcula Carmem Padilha, que ainda critica o pagamento de Funções Gratificadas à outros servidores, como os lotados na Fazenda. “Nesse caso, os R$ 24 mil são atingidos com o pagamento de FG a quatro pessoas”.

    Para a secretária de administração do município, essa comparação é simplista e deve ser evitada. “A gente sabe que não é assim que deve ser analisado”. Ainda assim, garante que o prefeito “está sempre aberto às negociações e que o dialogo será mantido”.

    Carro de som executa paródia de “Porto Alegre é Demais”

    A manifestação, acompanhada por cerca de 100 dos mil municipários sindicalizados foi animada pelo carro de som, que executou uma versão composta por duas integrantes do movimento, para a canção “Porto Alegre é Demais”, de José Fogaça.

    Carro de som conferiu bom humor ao protesto

    A voz doce da intérprete do Sindicato era muito parecida com a de Isabela Fogaça, que canta o original, e confundiu alguns integrantes: “Ela passou para o nosso lado”, brincavam.

    Com nova letra, “Porto Alegre é que tem/ um jeito legal/ é lá que as gurias/ etcetera e tal”, virou “Porto Alegre não tem/ um prefeito legal;/ ele só nos enrola/etcetera e tal”. Outra parte dizia: “Porto Alegre me dói/ não tenho um vintém/ eu vou ter ganhar/ reajuste já/ e o vale-refeição/ vai ter aumentar também”.

    Co-autora da adaptação sindicalista para o clássico de Fogaça, Solange Corrêa prometeu investir seu talento em outra canção famosa do prefeito: “Já estamos trabalhando Vento Negro”, anunciou.

    Além da música composta pelos integrantes do Sindicato, a trilha sonora do protesto incluía Gabriel, O Pensador (Até quando vai ficar levando/ Porrada, porrada/ Ate quando vai ficar sem fazer nada/ Até quando vai ser saco de pancada?) e Gilberto Gil (Andar com fé eu vou/ que a fé não costuma falhar).

    Moradores do Parque dos Maias se juntaram aos municipários

    Por volta das 11h, o grupo de 100 municipários reunidos no Paço Municipal, recebeu um reforço extra. Cerca de 20 moradores do Parque dos Maias protestavam contra a desapropriação promovida pela Habitasul para a construção de um empreendimento residencial. A reclamação é que a maior parte dos desapropriados ganharam benefícios da Caixa Econômica Federal para adquirir os novos imóveis.

    A parte do contrato gerida pela Habitasul não inclui nenhum tipo de subsídio para os atuais moradores financiarem os imóveis. “Não queremos nada de graça, queremos pagar um preço justo pelos apartamentos”, disseram os representantes do movimento. Uma comitiva do grupo também seria recebida na Prefeitura.