Autor: Elmar Bones

  • O Sonho de Francimar

    Francimar deixou seus pais em uma comunidade distante dois dias de barco da cidade de Manaus, na época, estava com 13 anos, hoje está com 17. Veio à capital em busca de trabalho seguindo o exemplo de uma tia, com a qual divide a moradia. Conseguiu trabalho logo em seguida como auxiliar de serviços gerais em uma produtora de vídeo especializada em acompanhar turistas em passeios por Manaus e arredores. Há três anos ele foi promovido a cameraman, com isso, seu salário melhorou, subiu para R$ 400,00. Como ele mesmo diz: “Garraram confiança em mim e me pagaram um curso de filmagem…”.
    O brilho nos olhos e a felicidade com que executa seu trabalho mostram que o jovem realmente gosta do que faz. Francimar é um exemplo de persistência e luta; trabalha durante o dia e estuda à noite. Ano que vem termina o segundo grau. Em 2005 estava praticamente passado em todas as matérias antes mesmo do fim do ano letivo. Ele não tem tempo para lazer, já que nos finais de semana também precisa estudar. Fala que diverte-se na hora de trabalhar na edição das imagens dos vídeos que são encomendados pelos turistas – é muita vídeo-cassetada! O valor do transporte e a distância permitem que ele visite os familiares somente uma vez ao ano – geralmente no Natal.
    Navegar pelos Igarapés ouvindo seus relatos é melhor do que estar acompanhado de um guia turístico. Mesmo não gostando de história, geografia e ciências – suas matérias preferidas são matemática, física e química – Francimar demonstra ser um grande conhecedor da fauna e da flora locais. Além disso, discorre com facilidade sobre as ilhas, seus canais e a história da população ribeirinha.
    De uma coisa Francimar está certo, pelo menos por enquanto: jamais deixará Manaus. Vontade de conhecer outros lugares também não tem. A idéia de distanciar-se do Rio Negro o assusta. Perder de vista as águas que o levam até seus pais e antepassados está fora de cogitação. Porém, como qualquer jovem, ele tem sonhos. Assim como sua vida, seus sonhos são modestos. Talvez o mais “audacioso” para ele mesmo, seja o de cursar uma faculdade, só não sabe ainda o que vai escolher. Da forma com que batalha, tenho certeza que conquistará seu espaço em uma Universidade Pública; e isso, mais que um sonho, é um direito seu adquirido por lei. Agora, só lhe falta decidir o curso.
    Então, Boa Sorte Francimar!
    Christian Lavich Goldschmidt
    *escritor e ator

  • Wangari Maathai: Cientista e ativista

    Roberto Villar Belmonte*
    A professora Wangari Muta Maathai nasceu em 1940 na cidade de Nveri, no Quênia, e foi a primeira mulher a obter um título de Doutora no Leste e no Centro da África. Em 1964 ela graduou-se em Ciências Biológicas no Mount St. Scholastica College em Atchison, no Kansas (EUA). Dois anos depois concluiu o mestrado na Universidade de Pittsburgh. Depois de realizar o doutorado na Alemanha, Wangari obteve Ph.D na Universidade de Nairobi onde lecionou anatomia animal.
    De 1976 a 1987, Wangari participou ativamente do Conselho Nacional da Mulher do Quênia onde começou a mobilizar grupos de mulheres em torno da campanha para o plantio de árvores. Mais de 30 milhões de árvores já foram plantadas através do Movimento Cinturão Verde (www.greenbeltmovement.org). Em 1998, ela passou a defender o cancelamento da dívida externa dos países pobres da África. Atualmente, a Prêmio Nobel da Paz 2004 trabalha no Ministério do Meio Ambiente do Quênia.
    Corremos um risco enorme
    A Prêmio Nobel da Paz de 2004, Wangari Maathai, concedeu uma entrevista coletiva no dia 14 de outubro para jornalistas ambientais de 32 países reunidos em Monte Porzio Catone, a 40 quilômetros de Roma. A seguir trechos da conversa com os repórteres presentes no III Fórum Internacional de Mídia Meio ambiente, caminho de paz promovido pela Associação Cultural Greenaccord.
    O consumo excessivo dos recursos naturais é um estilo de vida imposto pela nossa cultura ocidental e reforçado pelos meios de comunicação. É possível mudar esta tendência de hiper-consumo?
    Wangari: Eu creio que precisamos elevar o nível da nossa consciência moral, voltar a ter uma perspectiva ética em relação aos recursos naturais e às outras criaturas. O problema é que ainda achamos que os nossos recursos durarão para sempre. Sem elevar o nosso nível de consciência ética, não poderemos entender que esse nível de vida tão elevado para poucos em detrimento de muitos não pode seguir adiante. No meu país, o Quênia, pelo menos 10% das pessoas vivem desperdiçando recursos porque querem imitar o nível de vida do mundo rico. Os recursos não são suficientes. Os países ricos exploram os recursos naturais dos pobres, e os poucos ricos dos países pobres fazem o mesmo. A nossa forma de lutar contra a pobreza é lutar contra esta forma de hiper-consumo não apenas no mundo industrializado, mas também nos países em desenvolvimento onde lamentavelmente estamos copiando o mundo rico em detrimento do nosso povo. Se seguirmos por este caminho, corremos um risco enorme.
    Como garantir dignidade aos refugiados ecológicos que cada vez mais migram dos países devastados do Terceiro Mundo para a Europa e Estados Unidos?
    Wangari: É muito difícil para um ser humano sentar e ficar sofrendo até a morte. Quando ele percebe que pode procurar uma vida melhor em outro país, ele migra. É preciso solidariedade e compaixão com estas pessoas que buscam um lugar melhor para viver. Mas é preciso também garantir condições para que estas pessoas possam viver nos seus próprios países com dignidade. É por isso que eu defendo o cancelamento da dívida externa para permitir investimentos locais que possam melhorar a economia dos países pobres dando mais condições de trabalho às populações.
    Como evitar a atual destruição florestal na África?
    Wangari: Recentemente eu fui chamada a ajudar na luta contra a destruição da floresta do Congo, a segunda maior do planeta depois da Amazônia. A questão é que não temos recursos suficientes para impedir a devastação. Tem muita pobreza no meu continente, mas a África não é pobre, tem muitas riquezas no solo e nas selvas. Os países desenvolvidos exploram os nossos recursos sem qualquer escrúpulo. A exploração madeireira no Congo está destruindo a biodiversidade. A culpa é também dos nossos líderes africanos. Eles permitem que isto aconteça porque querem copiar o mundo desenvolvido. A imprensa não deveria falar só dos aspectos negativos do continente africano, mas nos ajudar a mobilizar a população e os nossos líderes.
    Diante de tantos problemas ambientais, a senhora mantém o otimismo?
    Wangari: Eu sempre sou otimista. Eu acordo pela manhã e sinto que tenho muitas razões para viver. Vivemos em um planeta que é único. O maior problema que temos é a ignorância. Tem muita gente que não sabe nada das mudanças climáticas. Este fenômeno é geralmente apresentado com dados complicados. Muitos chefes de estado não se convencem que tem que intervir. Nós não podemos deixar de insistir para que os nossos dirigentes tomem decisões. Temos que estar convencidos que podemos fazer algo. Depois que as costas forem invadidas pelo mar e os campos inundados pelos rios, não haverá mais o que fazer. É fundamental que todos juntos insistam com os nossos líderes para que tomem consciência do risco e da gravidade da situação e pensem não apenas nas vantagens de curto prazo, mas em políticas de longo prazo.
    *Roberto Villar Belmonte participou do III Fórum Internacional de Mídia Proteção da natureza, um caminho de paz à convite da Associação Cultural Greenaccord. Matéria publicada no jornal Extra Classe

  • Grafiteiros querem expressar sua arte

    O projeto busca lugares inovadores para as pinturas (Foto: Carla Ruas)

    Carla Ruas

    Mostrar o grafite como arte. Esta é a proposta do projeto “Identidade de Rua” que ocorre de 11 a 17 de novembro em Porto Alegre. Durante este período, o Instituto Trocando Idéia Tecnologia Social (TRI) promove a pintura de vagões da Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre) e de cabines telefônicas pela cidade. Além disso, onze grafiteiros terão suas telas leiloadas em evento no Santander Cultural. A idéia é trazer mais visibilidade para o movimento do grafite e também o reconhecimento da população gaúcha para o trabalho dos grafiteiros como artistas.

    A grafitagem de quatro vagões do trem que atende a Região Metropolitana de Porto Alegre promete chamar a atenção dos usuários. Os carros recebem a pintura a partir do dia 11 na Estação Aeroporto, e devem permanecer ate fevereiro em circulação. Para Fabiana Menini, presidente do Instituto Trocando Idéia, o objetivo é conquistar lugares inovadores para que os grafiteiros possam expressar a sua arte: “Queremos que o grafite tenha novos espaços, novos suportes, e que cada vez mais a cidade seja colorida pelos artistas”.

    O grafite, ou street art, também poderá ser visto pelos porto-alegrenses nas cabines telefônicas das ruas Independência e 24 de outubro. O trabalho será realizado por alunos iniciantes da Oficina de Stencil do Projeto Morro da Cruz para a Vida. Fabiana acredita que as manifestações serão bem recebidas pelos moradores da cidade. “Porto Alegre já conhece e respeita o grafite e sabe fazer as diferenças entre as formas de escrita urbana, pichação, grafite e máscaras”, conta.

    A idealizadora do projeto afirma que apesar da cidade ser conhecida como uma capital cultural e eclética, o reconhecimento do grafite é fruto de muito trabalho: “Tem sido um espaço conquistado desde 1999, quando começamos nossas primeiras ações no centro, através do Projeto Trocando Idéia”, afirma. Essas reuniões, que promoviam o intercâmbio entre adeptos do movimento hip-hop, deram origem a uma ONG. Hoje o Instituto Trocando Idéia Tecnologia Social tem a sua atuação voltada para a inclusão social de jovens por meio de capacitação profissional e formação para geração de renda.

    No dia 8 de dezembro, painéis em grafite de onze artistas ainda serão leiloados no Santader Cultural. A renda adquirida será destinada para aumentar o acervo da Biblioteca Popular Preto Ghoez, no Morro da Cruz. Entre os grafiteiros que participam estão Trampo, Cirilo, Mateus Grimm, Borrão, Pane e Paula. “Nossa intenção é reforçar que grafite é arte, e mostrar a cara de 11 grafiteiros e grafiteiras que têm se destacado na rua” conclui Fabiana.

  • Começa a temporada do corre-corre


    As calçadas do Centro ficaram livres dos produtos dos camelôs irregulares (Fotos: Naira Hofmeister)

    Naira Hofmeister

    A vendedora de sorvetes na rua Voluntários da Pátria estranhou: “Ué, hoje não tem camelô na rua?”. Pelo jeito, a senhora fazia parte de uma minoria que não estava informada sobre a ação da Smic contra o comércio de mercadorias ilegais no centro de Porto Alegre. As ruas onde os camelôs se aglomeram diariamente estavam na manhã desta segunda-feira (7) liberadas para o trânsito de pedestres. A maioria da população aplaudiu a atitude da Prefeitura.

    A Prefeitura promete revezar diariamente quase 100 fiscais da Secretaria de Indústria e Comércio no controle dos chamados “caixinhas”, os ambulantes não autorizados pela prefeitura, que vendem principalmente óculos, CDs falsificados. Eles foram divididos entre as áreas mais criticas, 30 se concentrando na Praça 15 e outros 60 espalhados pelas ruas laterais, como Voluntários da Pátria, Otávio Rocha, Borges de Medeiros e Salgado Filho.

    “A orientação é manter a atenção e não deixar montar a barraquinha. Recolher a mercadoria e identificar o vendedor, para que não retorne mais”, explica Rogério Teixeira Stockey, chefe da fiscalização da SMIC.

    A Brigada Militar destacou um corpo especial para dar apoio à ação. Segundo o comandante da operação, Capitão Trajano, serão dezenove homens pela manhã e outros dezenove à tarde, motos e viaturas. Porém, no primeiro dia da ação dos fiscais nas ruas do Centro da Capital, o número de policiais foi maior. Havia um policial em cada esquina do Centro e vários circulando pelas ruas.

    Apesar da presença ostensiva, o Capitão Trajano afirma que “não vai haver confusão”. Ele adverte que a SMIC tem poder para interferir no comércio ilegal e que seus comandados só estão garantindo a integridade dos fiscais: “Os camelôs podem sair administrativa ou criminalmente; nesse caso, a Brigada vai atuar”, explica.


    Poucos ambulantes se arriscaram a vender as mercadorias

    Nas primeiras horas de operação, foram apreendidos cerca de 500 CDs e DVDs com um homem e alguns óculos de sol com outro vendedor. Os fiscais ainda recolheram dois expositores, onde seriam colocadas as mercadorias. Não houve confusão e ninguém foi preso.

    Para a gerente da Loja Multisom da Otavio Rocha, Maria Duarte, a fiscalização vai garantir as vendas do comércio legal: “Perdemos cerca de 50% da venda diária por causa deles”. Ela explica que, na loja, um lançamento chega a custar R$ 35,00; no camelô, o mesmo CD sai por três reais.

    Ambulantes camuflaram as vendas

    A presença de policias e agentes da Smic intimidou os ambulantes. Poucos se arriscaram a vender as mercadorias. Camuflado no meio dos legalizados, um homem sentado numa cadeira repetia frase já tradicional “CD ou DVD, amiga”? Garantiu que a mercadoria não estava toda com ele, “mas pede aí, que eu arranjo ligeiro”, finalizou.

    Na esquina da Dr Flores com a Voluntários da Pátria, três vendedores se reuniram para definir qual a melhor estratégia. Diane puxava o coro: “Vamos fazer protesto, gente!”. Com o passar do tempo, o número aumentou. O único consenso era de que não havia condições para trabalhar. Fora isso, as sugestões eram diversas: “Vou vender na parada de ônibus, se for preciso”, disse um. Outro não queria nem saber: “Vamos quebrar tudo!”. O rapaz acredita que assim a Smic voltaria atrás na decisão.

    Daiane conta que não esta na rua por opção, mas por necessidade: “Tenho que levar fraldas e leite para minha filha. Já pensou se eu não arrumo dinheiro hoje”? E completa: “Não trabalho para ninguém. Eu já fiz ficha na C&A e na Marisa, mas nenhuma me chamou. E olha que eu tenho estudo”. Daiane tem o segundo grau completo. Para ela, um dia de trabalho rende cerca de R$ 150,00: “Em dia bom, até R$ 300,00”.

    Depois das 10 horas da manhã, alguns mais corajosos começaram a estirar as lonas amarelas na calçada e armar as banquinhas. Na Marechal Floriano com a Salgado Filho, Alexandre e Odorico estavam ressabiados, mas como a mercadoria deles não é pirateada, acreditam que não serão atingidos: “Vou colocar só uns dois ou três quadrinhos e ficar na manha”, disse Odorico. Alexandre aproveitou para fazer uma crítica à fiscalização da Secretaria: “Eles fazem tudo errado. Primeiro liberam o ano inteiro, as ruas ficam tomadas de camelôs, e agora, que tá todo mundo acostumado, eles resolvem nos mandar embora.”

    Sidney, que normalmente freqüenta a Praça 15, hoje estava um pouco mais escondido. Escolheu uma esquina da Riachuelo e se manteve atento à fiscalização. Ao perceber uma Kombi vindo em sua direção, saiu correndo e entro num estabelecimento – provavelmente de amigos. Mas o automóvel não era da Smic e Sidney voltou sorrindo, aliviado: “Vou ficar aqui até que me peguem”, desafiou.

  • Romance conta história de mercenário alemão na Revolução Federalista

    A patrulha de sete João (JÁ Editores), do jornalista Euclides Torres, é um romance que abrange o período mais violento da história do Rio Grande do Sul. Ao contar a história de um imigrante, Torres retrata os costumes no interior do Rio Grande do Sul, as guerras no Sul do continente e a imprensa gaúcha na segunda metade do século XIX.
    O autor relata em 208 páginas a epopéia dos mercenários alemães contratados pelo Império do Brasil para lutar contra a Argentina em 1851. Serve-se do diário deixado por um deles para esboçar um resumo dos costumes e principais fatos ocorridos na região do Rio da Prata naquele tempo. Esses mercenários, que integravam a Legião Estrangeira, foram apelidados de brummer, que em alemão significa resmungão, pessoa ranzinza.
    A partir da história real de um soldado prussiano, que pegou em armas para defender o Brasil em troca de dinheiro e terras, foi delineado o retrato de uma época. Joseph Meurers, o marceneiro que virou soldado, jamais ganhou a terra prometida, mas adotou o Rio Grande do Sul como sua nova pátria. Instalou-se em Caçapava do Sul, onde prosperou como comerciante e acabou seus dias como uma das dez mil vítimas da mais cruel guerra civil sul-americana.
    O personagem central da narrativa, nascido em Dusseldorf em 1827, morreu queimado vivo nos cerros de Caçapava em 1893, constituindo-se num dos mais infames crimes praticados na guerra civil. O mergulho de Torres no diário deixado por Joseph, foi o ponto de partida para este livro.
    Ao pesquisar a vida dos brummer e a sua inclusão na sociedade gaúcha, o autor procura mostrar a influência que esses mil e tantos legionários tiveram na economia, nos costumes e na própria história do Estado. Muitos pagaram com a vida o amor à nova pátria.
    O autor
    Euclides Torres, 58 anos, jornalista, estréia com este livro. Formado pela PUCRS, repórter e redator de diversos jornais do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Caçapava do Sul, foi professor de jornalismo na UFSM e na UFRGS e patrono da Feira do Livro de Caçapava, em 2002. Em Caçapava, fundou em 2000 o semanário Gazeta de Caçapava, que dirigiu até 2003.
    Sessão de autógrafo na Feira do Livro
    Dia 7, segunda, 20h30, Pavilhão de Autógrafos
    A patrulha de sete João, de Euclides Torres
    JÁ Editores, 2005, 208 páginas, R$ 20 (preço promocional Feira do Livro)

  • Tambor(es) da aldeia

    Vilson Antonio Romero
    As últimas décadas consolidaram as idéias tofflianas (de Alvin Toffler, o pensador) da Terceira Onda, da otimização da tecnologia e da informática. Nestes tempos vertiginosos em que instantaneamente se comunicam o Brasil e o Sri Lanka, o Japão ou qualquer outro recanto, longe ou perto, mais nos aproximamos do cipoal da interdependência eletrônica vislumbrada pelo canadense Marshall McLuhan.
    O oráculo da comunicação planetária, criador da metáfora “aldeia global”, ao falecer em 1980, em Toronto, não chegou a ver a expansão fabulosa da televisão, como instrumento de entretenimento e informação. Já vemos este veículo agora com transmissão digital em grande parte dos países, integrado com o computador e com o telefone móvel.
    Nos próximos dez anos, cada vez mais farão parte do vocabulário cotidiano termos como tecnologia de plasma e cristal líquido – para aparelhos de TV e monitores de computador; multimídia e redes sem fio – wireless, iPods, bem como câmeras fotográficas digitais com sistemas integrados de transmissão de imagens.Sem falarmos na melhoria das redes telefônicas, por satélite, que permitirão qualidade de som na ligação entre Brasília e Johanesburgo, por exemplo.
    McLuhan, o autor de “A Galáxia de Gutenberg”, “O Meio é a mensagem” e “Os meios de comunicação como extensões do homem”, entre outras obras, ressaltava que a nova interdependência eletrônica recria o mundo à imagem de uma aldeia global que representa a transformação do mundo linear, da Era de Gutenberg, da civilização da imprensa e da palavra escrita, num mundo holístico e intersistêmico, propiciado pela mídia eletrônica, novo tambor da “global village”.
    Cada vez mais se intensifica o uso da World Wide Web, a popularizada rede mundial de computadores, com transmissão de mensagens, imagens, sons, inclusive contatos telefônicos através da tecnologia VoIP atravessando e entrelaçando a “aldeia global”. Na Internet, os sítios de busca continuarão se aperfeiçoando, permitindo que, em segundos, tenhamos na tela todas as citações e registros na rede mundial, em todos os idiomas, sobre qualquer verbete, personagem ou evento.
    Do comunicado do tambor tribal, no início dos tempos, aos tempos contemporâneos, mesmo assim, prevalece a mídia. E, dentre todos os meios disponíveis – tambores nem tão novos: jornal, revista, rádio, televisão e a Internet, ainda um se sobressai.
    Em qualquer rincão recôndito do Planeta, em qualquer canto, nas mais diversas formas – portátil ou integrado ao celular – na casa, no carro, no campo, no sol ou na chuva, o som do rádio é ouvido, em amplitude ou freqüência modulada (AM ou FM), levando diversão, música e notícia. Ainda dentro da abordagem de tambor tribal que Marshall McLuhan lhe atribuía no início da década de 60.
    É flagrante que a aldeia está cada vez menor e mais próxima, mais estreitos os laços da comunicação social. Quiçá estes tambores, tradicionais ou modernos, contribuam para tornar a aldeia mais solidária e menos devastadora de seu habitat e destruidora de seus habitantes, minimizando as imagens, o som e as palavras de horror, guerras, desastres e preocupação que ainda invadem nosso cotidiano.
    ……………………………………………………………………………..
    (*) jornalista, servidor público, diretor da Associação Riograndense de Imprensa, delegado sindical do Sindifisp/RS, conselheiro da Agafisp e consultor da Fundação Anfip. E-mail: Vilson.romero@terra.com.br.

  • A Feira do Livro está bombando


    Para Waldir da Silveira, um dos motivos do sucesso é o novo espaço no Cais do Porto (Fotos: Carla Ruas)

    Carla Ruas

    A feira “bombou” nestes seis dias de vendas. A expressão é do presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Waldir da Silveira, em entrevista à imprensa. Os números confirmaram o que já era esperado. “O público visitante e o número de vendas de livros ultrapassam significantemente aos do ano passado”, comemorou. Até o dia 15, a expectativa positiva se mantém. “Nós distribuímos as atrações ao longo da feira para que as pessoas venham mais de uma vez visitar o espaço.”

    Neste mesmo período de 2004 foram vendidas aproximadamente 126 mil obras, contra 195.700 deste ano, o que representa um aumento de 30 %. Parte deste acréscimo se deve à área infantil, que quadruplicou o número de vendas, de 15 mil para 58 mil exemplares. Segundo o presidente, esta diferença foi causada pela ampliação da área infanto-juvenil no armazém central do Cais do Porto. “No momento em que se recebe melhor o público e novas atrações são oferecidas, as pessoas se motivam para comprar mais”, avalia.

    Uma característica peculiar deste ano é o preço médio dos livros vendidos, que não ultrapassa 19 reais na área geral e 11 reais na área infantil. Waldir da Silveira acredita que o consumidor está comprando livros mais baratos devido às suas dificuldades financeiras. “O consumidor está com vontade de comprar, mas esta com dificuldade. Grande parte das vendas até agora foi de livros pockets e de balaios”, completa.

    Os livros mais vendidos
    Ficção
    1)Fortaleza Digital (Dan Brown)
    2)O Código da Vinci (Dan Brown)
    3) O Cão de Bakervilles (Arthur Conan Doyle)
    Não Ficção
    1) Egito dos Faraós (Airton Ortiz)
    2)  Voltaremos – Anonymus Gourmet (J.A. Pinheiro Machado)
    3)  Desembarcando o Colesterol (Fernando e Fernanda Luchese)

    Esta pesquisa é uma realização da Câmara do Livro em conjunto com a Secretaria Municipal da Cultura, e consiste em olhar as sacolas de consumidores selecionados ao acaso.

  • Camelódromo aéreo é apresentado oficialmente

    Naira Hofmeister
    O prefeito José Fogaça lançou na manhã dessa segunda-feira (31/10) o projeto que pretende retirar os ambulantes das ruas centrais de Porto Alegre. O Centro Popular de Compras – chamado de Camelódromo aéreo – vai ocupar toda a área acima dos corredores de ônibus da Praça Ruy Barbosa, entre a Mauá e a Voluntários da Pátria.
    O valor estimado do investimento será de R$ 12 milhões, poderão ser captados por meio das Parcerias Público-Privadas, mas o projeto depende de aprovação na Câmara de Vereadores. “Há também a possibilidade de usarmos o sistema de concessões, então não dependeríamos da votação das PPPs”, explicou o Secretário de Indústria e Comércio, Idenir Cecchim. Nesse caso, apenas uma licitação seria necessária para que as obras iniciassem.
    A burocracia parece ser o principal entrave para o andamento do projeto. Além do projeto das PPPs, precisa ser criada uma lei garantindo a exclusividade do comércio ambulante apenas dentro do camelódromo, estabelecimento de  regras de transição, licitações e o licenciamento urbano e ambiental para a obra. Só então será possível iniciar sua construção.
    Fogaça  alerta: “Não estamos às vésperas do dia em que os camelôs serão realocados”. Cecchim explica: “Não trabalhamos com prazos, mas sabemos que todos estão com pressa e nós também. O Prefeito pediu calma na elaboração para que tudo dê certo”. A previsão é que, a partir da aprovação das licitações, – com ou sem PPPs – em 30 dias o prédio comece a ser construído. Em seis meses, prevêem as autoridades, a obra estará concluída.
    O Centro Popular de Compras vai abrigar cerca de 750 ambulantes e também vai oferecer serviços bancários, farmácia, praça de alimentação e banheiros públicos. Vai contar com um local para treinamento dos expositores, ensinando gestão e qualificando os camelôs. “Queremos que não só o dono da banca, mas sua mulher e filhos, se desejarem, possam também crescer na vida”, disse Fogaça.
    Preocupação é que os ambulantes irregulares tomem conta das ruas
    Dona Laurita afirma que sai de ponto, que freqüenta há 28 anos na Praça 15, sem causar problemas. “Desde que eles ‘limpem’ toda a rua, né?”. A sua opinião é também da maioria dos ambulantes regulares que usam o sistema de bancas. Ou seja, irem para  o Camelódromo e os ambulantes ilegais tomarem seus pontos na rua.
    Para evitar essa possibilidade, Fogaça já assinou um convênio com a Brigada Militar que vai ampliar de três para 35 policias na fiscalização. O próprio Sindicato dos Ambulantes está confiante: “Acreditamos que a promessa será cumprida, do contrário, não apoiaríamos a iniciativa”, argumentou Moacir Gutierres, presidente do Sombulante.
    Ainda assim não vai ser fácil. Álisson há três anos vende CDs e DVDs na praça, por um preço médio de R$ 10,00. Fatura bruto cerca de R$ 200,00 por dia e pretende manter a atividade irregular, mesmo depois da implantação do Centro Popular de Compras: “A gente vai ter que correr dos hôme”, ele ri.
    Já Sidney prefere confiar no conhecimento que adquiriu ao longo dos 15 anos vendendo mercadoria ilegal no centro de Porto Alegre: “A gente vai ter que diminuir a quantidade, vender na mão”, explica. A idéia é abolir a banquinha e carregar os óculos no bolso: “Se eles apertam aqui, a gente vai para outra rua, quando apertarem lá, voltamos”, completa. Ele ainda resume, em tom de brincadeira: “É isso ou começar a roubar. Tenho uma família que depende desse dinheiro.”

  • Negro gaúcho ganha história

    O movimento negro gaúcho intensificou no início do século 21 o esforço para ter direito à história. Nos últimos anos, lideranças trabalham pelo reconhecimento de uma das páginas mais sangrentas da Revolução Farroupilha, o episódio da batalha em Cerro dos Porongos.

    Um dos lançamentos da Feira do Livro que aprofunda a discussão é Lanceiros Negros (JÁ Editores, 144 páginas), dos jornalistas Geraldo Hasse e Guilherme Kolling. Trata-se de mais um livro-reportagem da editora, com pesquisa do também jornalista Euclides Torres e do historiador Gilberto Jordan.

    A obra, patrocinada pela Copesul, recupera toda a recente mobilização do movimento negro, abordando a mobilização em Porongos e a tese da refundação da história do negro, defendida por uma corrente de antropólogos e historiadores.

    O trabalho não é repositório de acusações e mitificações, mas uma criteriosa pesquisa, que inclui a reportagem dos negros reivindicando direito à história, e o levantamento de documentos e bibliografia que tratam do caso, e da formação dos lanceiros negros.

    O ponto de partida não poderia ser outro. A batalha em Cerro dos Porongos. Ali está a visão de historiadores, o que aconteceu de concreto – um massacre – e os documentos que apontam para as diferentes versões. O livro também remonta o final da guerra, abordando as divergências entre os comandantes.

    A obra Lanceiros Negros mostra ainda uma cronologia dos eventos guerreiros no Cone Sul, e conta a tradição do uso de lanças no pampa, desde o século 18, chegando até a Revolução Farroupilha, quando se descreve como foi feita a organização e o recrutamento dos lanceiros, e sua importância estratégica para os farrapos. Tudo ilustrado com documentos em que chefes dos dois lados dão seu depoimento sobre esses guerreiros. O livro traz ainda um panorama da escravidão na época dos Farrapos.

    Reconhecimento

    O Movimento Negro defende que o evento da Revolução Farroupilha em que tombaram os soldados negros passe a ser chamado de “traição de Porongos” e está organizando a construção de dois monumentos para homenagear os lanceiros, um em Pinheiro Machado, no local do massacre, e outro em Porto Alegre, no Parque da Redenção.

    O fato não é isolado. Paralelamente, os governos municipal (Pinheiro Machado), estadual (Secretaria da Cultura) e federal (Fundação Palmares) dão sua contribuição à causa, seja na organização de programações alusivas ao fato, como na Semana da Consciência Negra, em 2003 e 2004, seja contribuindo em dinheiro para tirar do papel a homenagem aos lanceiros – a prefeitura de Pinheiro Machado comprou uma área de três hectares em Porongos, e a Fundação Palmares destinou uma verba para o concurso público de arquitetura que vai escolher a obra.

    Também nas instituições governamentais da área da Cultura, há uma preocupação em resgatar a história dos afro-brasileiros. Além de um possível tombamento da área do massacre, o IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, está fazendo uma pesquisa para rastrear a herança do episódio de Porongos, e identificar os bens culturais que restaram.

    Eventos recentes, como o que marcou os 170 anos da Revolução Farroupilha, em setembro na Assembléia Legistiva, também abordaram o assunto. Na oportunidade, o brazilianista Spencer Leitman reafirmou sua convicção de que houve traição aos negros. Outro historiador que defende a tese, o professor da PUCRS Moacyr Flores, publicou em 2004 mais um livro sobre o assunto: O Negro na Revolução Farroupilha (EST Edições).

  • Brigada e comunidade unidas pela segurança no Bom Fim

    Naira Hofmeister
    A unanimidade está instaurada: segurança deixou de ser assunto apenas da policia para ser tratada pela sociedade em geral. No Bom Fim, partiu da própria Brigada Militar, representada pelo 9º Batalhão, a proposta de criar um Conselho de Segurança para o bairro. A comunidade aderiu de imediato. Tanto que num sábado ensolarado, cerca de 50 pessoas se reuniram na Sociedade Hebraica para discutir alternativas de proteção e ouvir as dicas do Major Jairo para não se expor aos perigos criados pela sociedade excludente em que vivemos.

    Auditório da Hebraica estava movimentado para um sábado ensolarado (Fotos: Naira Hofmeister)

    Segundo o comandante, a principal questão é a união entre habitantes e a policia: “Vivemos uma situação de guerrilha, ou seja, uma guerra irregular, que exige táticas diferentes das usuais”, defendeu. Um dos pontos fortes de ação comum entre ambas é a troca de informações. Para isso, estão disponíveis canais de interatividade, como e-mail e telefones – inclusive celulares –, que agilizam as ações da Brigada (veja lista abaixo), além, é claro, do 190.
    A Brigada Militar tem um déficit de cerca de 60 homens para o patrulhamento da área em que se inclui o Bom Fim. Pela lei, deveriam ser 152 policiais atendendo a 3ª Companhia, que cuida dos bairros Moinhos de Vento, Bom Fim, Rio Branco, santa Cecília, Farroupilha, Santana e Independência, porém, na prática, apenas 95 homens atuam na região. Eles são auxiliados por 5 motos e entre 2 e 5 automóveis – dependendo de quantos estiverem em condições de uso.
    A falta de policiamento, no entanto, pode ser relativa. Segundo o major Jairo, “muitos dos problemas com segurança não dependem de solução da Brigada”. Ele explica: antes da atuação da corporação, o cidadão deve estar atento à possíveis assaltos. Primeiro, o larápio escolhe sua vítima, em geral, as mais frágeis e distraídas e identifica suas características. O segundo passo é a vigilância, onde a situação de ataque e estudada e avaliada. O planejamento se dá logo após, onde será escolhido o plano de ação mais adequado e, por último, ocorre o ataque.
    Major Jairo garantiu que esses passos acontecem sempre, tanto numa batida de carteira, quanto em situações mais complexas, como os seqüestros, por exemplo. “A ação da Brigada vai se dar a partir do terceiro passo, onde podemos perceber que uma vítima está sendo avaliada”, explicou. Ainda segundo o comandante, no caso de ataque, menos de 5% das intervenções da Brigada têm êxito. Ainda assim, ele alerta: “Reagir é uma atitude de altíssimo risco”.

    Major Jairo falou por mais de uma hora sobre segurança

    O perigo acontece porque o criminoso está sempre nervoso ou com medo durante um assalto. Também pode estar sob efeito de tóxicos: “Ninguém comete um crime de ‘cara limpa’. Ou está drogado, ou desesperado para comprar”, garantiu o Major.
    Para uma pessoa se defender, e necessário atentar para dicas de segurança bastante simples. Utilizar os sentidos, principalmente o olhar, pode ser a solução. “Estar atento é diferente de estar apavorado”, disse. O Jornal JÁ reproduz logo abaixo uma lista de dicas para quem quer se proteger melhor.
    Em caso de assalto, a melhor solução é entregar o que o ladrão pede, por bem. Não se deixar levar para locais menos movimentados também é importante: “As mulheres podem simular um desmaio e os homens, um ataque cardíaco, por exemplo”, instrui o Major. Outro ponto importante é avisar todos os movimentos que você fará, para que o assaltante não pense que irá reagir. Por fim, observe todas as características da pessoa, se tem cicatrizes, usa brincos ou tem tatuagens, suas características físicas, a maneira de falar e até a roupa que está usando.
    Para os condomínios que pretendem contratar um empresa de segurança privada, Major Jairo alerta para a qualidade dos serviços prestados: “Desconfie de alguém que cobra R$ 300,00 para manter funcionários em todos os turnos”, diz. Verificar a idoneidade da prestadora de serviços e essencial e pode ser feito com relativa facilidade. Verificar se o pagamento dos salários está sendo feito corretamente, se há a possibilidade de substituição quando o contratado vai faltar ao serviço e, principalmente, se os empregados utilizam um uniforme. A rotatividade de seguranças não deve ser exagerada, para que o funcionário e os moradores possam se conhecer bem e se a empresa realiza uma ronda de automóvel, que dá suporte ao funcionário especializado.
    O Major também aconselha que se verifique a legalidade da empresa contratada atarves do número do Grupamento de Supervisão de Vigilância e Guarda (GSVG), que cobra taxas e realiza fiscalização nesse tipo de serviço.
    Com as dicas, Neiva de Matos e Carlos da Silva Goulart vão poder realizar melhor se trabalho. Os dois são zeladores de prédios na João Telles e prometem mudar algumas atitudes que facilitam a atuação de criminosos: “Mas não adianta a gente se antenar e os moradores continuarem deixando as portas abertas”, lembra Neiva.

    Neiva e Carlos vão seguir as dicas do Major Jairo

    O Conselho de Segurança anunciou ainda que esta preparando uma serie de ações para incrementar o combate à insegurança. Um dos projetos é o Vizinho Solidário, onde os moradores de um mesmo prédio ou rua se ajudam mutuamente na vigilância do local. Outro passo importante será a caminhada de conscientização “Polícia e comunidade unidas contra a violência”, que  começará a ser divulgada em breve. Por fim, há um plano de atuar junto com a ACM e a FASE que propõem um trabalho social junto aos moradores de rua, uma das fontes de insegurança. A idéia é evitar o ajuda na forma de doação direta à essas pessoas, organizando locais de coleta e uma logística capaz de realizar a distribuição mais adequada das doações.
    Dicas de segurança do Major Jairo de Oliveira Martins, comandante do 9º BPM
    1. Para o condomínio
    · Instalar sistemas de interfone, vídeo fone e portas enclausuradas
    · Ter uma iluminação eficiente e, preferencialmente com sensor de presença e fotocélula
    · O sistema de circuito interno de TV será mais seguro se houver gravação das imagens e não apenas monitoramento
    · Sistemas de garagens automatizadas e portas com fechamento automático
    · Colocar quadro de avisos com nome dos funcionários na ativa e daqueles que já não trabalham no prédio para que todos estejam atentos aos frequentadores diários do local
    2. Para o porteiro, zelador ou segurança
    · Só abrir a porta após a identificação do visitante e autorização do morador
    · Tele-entregas devem ser recebidas na portaria – a técnica de se fantasiar têm sido usada largamente para cometer assaltos à condomínios
    · A identificação de veículos e anotação das placas deve ser feita rigorosamente
    · Jamais deixar seu posto para conversar com terceiros nem distrair-se com atividades que não sejam sua obrigação
    · Possuir uma agenda com descrição das vistas e prestadores de serviços autorizados à entrar no prédio
    · Ter um cadastro com telefones para consulta e confirmação de prestadores de serviço e também com telefones de emergência, como a Brigada e o Corpo de Bombeiros
    3. Para o morador
    · Avisar a portaria sobre visitas e prestação de serviços, para a montagem da agenda
    · Utilizar o olho mágico
    · Fechar todas as portas ao passar
    · Evitar passar muito tempo exposto à horários e locais impróprios
    · Avisar o sindico quando houver o extravio de chaves
    · Não deixar a porta aberta durante a carga e descarga – por exemplo, quando retorna do supermercado
    · Ter uma listagem com informações completas sobre ex-funcionários e buscar sempre referências antes de novas contratações
    As dicas do Major estão disponíveis para utilização publica, num arquivo de Power Point que pode ser obtido junto ao Conselho de Segurança, através do telefone 33327825.
    Telefones importantes
    Emergência – 190
    9º Batalhão da brigada Militar – 3288.3200 / 3210.5550
    Posto BM Bom Fim – 3321.3233
    Celulares das viaturas da 9ª cia – 9113.8979 / 9658.6604
    GSVG – 3231.4355 / 3231.1312