Autor: Elmar Bones

  • Campanha revela desgaste na identidade dos partidos

    Numa campanha que envolve 32 siglas, os grandes partidos perdem a identidade e, no caleidoscópio das composições, fazem tanto malabarismo que seus programas quase ficam irreconhecíveis.
    No Rio Grande do Sul, por exemplo, os principais partidos não tem candidatos.
    O governador Tarso Genro é candidato da Unidade Popular.
    Ana Amélia Lemos, a candidata da Esperança.
    E José Sartori, do PMDB,  não deixa por menos: é “o candidato do Rio Grande”.
    É uma eleição de partidos em agonia. O desgaste é geral.

  • A prisão de Dal Agnol e as ações da CRT

    A prisão do advogado Maurício Dal Agnol, acusado de fraudar seus clientes, seria gancho de uma reportagem que fosse contar como foram enganados os acionistas minoritários da extinta Companhia Riograndense de Telecomunicações, criada por Leonel Brizola, vendida para a Brasil Telecom, no programa de privatizações do governo de Antônio Britto.
    Chegaram a 80 mil as ações na Justiça (*), de minoritários reclamando seus direitos, que ficaram a descoberto na transferência do controle para a BR Telecom. Quem tinha telefone no Rio Grande do Sul tinha ações da CRT, que vinham embutidas na compra da linha.
    Num certo período, entre 2002/2007, com base numa “jurisprudência pacificada”, muitos minoritários tiveram seus direitos reconhecidos e foram indenizados.
    De repente, porém, houve uma decisão no STF que virou o jogo. “Inventaram um critério”, diz o advogado Mário Madureira, que participou de reuniões com centenas de colegas (inclusive Dal Agnol) que buscavam “unificar teses jurídicas” na defesa de seus clientes. Perderam.
    “Ainda há processos em liquidação, que vão se arrastar por cinco ou seis anos”, diz Madureira. São processos da primeira fase, quando a “jurisprudência era pacifica”.
    Depois, segundo advogado, “os poucos que ganharam ganharam quase nada. A Brasil Telecom foi favorecida”.
    Nota do editor:  Uma fonte nos diz que essa tungada nos minoritários da CRT foi que viabilizou a venda da Brasil Telecom para a OI.
    Leia também >> Ações da CRT – Porque eles preferem que você esqueça

  • Feira do Livro de Porto Alegre: Airton Ortiz é o patrono

    Foi anunciado na manhã desta quarta-feira, 17, o patrono da 60ª. Feira do Livro de Porto Alegre que começa no fim do mês. É Airton Ortiz, jornalista, escritor e fotógrafo,  autor de 16 livros, sendo 10 de reportagem, 3 de crônicas, 2 romances e 1 de fotografia.
    Expoente do gênero Jornalismo de Aventura, onde é ao mesmo tempo repórter e protagonista, Ortiz já ganhou diversos prêmios tanto jornalísticos quanto literários.
    Na 60ª Feira do Livro de Porto Alegre, Airton Ortiz lançará o seu 17º livro, “Paris”, uma coletânea de crônicas sobre a temporada em que morou na capital da França. A obra sairá pela Benvira, o selo de literatura brasileira do Grupo Saraiva.
     Canadá será o país homenageado
    O Canadá será o país homenageado pela 60ª Feira do Livro de Porto Alegre. Além de contar com um estande para a comercialização de livros na Área Internacional, diversos escritores canadenses estão entre os convidados especiais da programação deste ano. País bilíngue, a produção literária dará oportunidade ao público de ler e ouvir, lado a lado, francês e inglês durante os dias de encontros e mesas-redondas.
    O adido comercial do Consulado do Canadá para a região Sul do Brasil, Paulo Orlandi, afirma que a participação dos autores na Feira é uma ótima oportunidade para promover o país entre os gaúchos. “Percebo que o povo do Rio Grande tem muita simpatia pelo Canadá, mas não o conhece muito. Essa aproximação cultural que a Feira vai gerar com certeza será muito positiva”, avalia.
    Também estarão em Porto Alegre para a Feira, o assessor para assuntos de diplomacia pública e educação, Gilles Mascle, e Lígia Carbonneau, assessora para assuntos institucionais e culturais, ambos do Escritório do governo do Québec em São Paulo.
    Igualmente participarão editores interessados na aproximação entre os mercados editoriais canadense e brasileiro. “A ideia da participação dos autores canadenses é mostrar a diversidade da literatura do país, com toda a sua influência inglesa e francesa”, afirma o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Marco Cena.
    A programação canadense prevê, ainda, atividades com a participação de autores como a repórter investigativa Isabel Vincent, que recebeu, entre outros, prêmios por sua cobertura na guerra das drogas nas favelas do Rio de Janeiro em 1994.
    Com diversos livros publicados em português, atualmente a jornalista escreve para o New York Times. Outra escritora canadense, de Montréal (Québec), é Claire Varin, pesquisadora de Clarice Lispector, que publicou um dos primeiros e mais importantes estudos sobre as relações biográficas na obra da autora. Apaixonada não só pela literatura de Clarice, mas também pelo Brasil, Claire integrará uma mesa de discussão sobre livros-reportagem e participará de uma atividade de aproximação cultural entre o Brasil e Québec.
    Conheça outros convidados que participam da programação especial na Feira:
    PIERRE OUELLET
    Escritor prolífico, Pierre Ouellet foi o autor homenageado do Salão do Livro de Montréal, em 2013. É poeta, romancista e ensaísta, tendo realizado mais de 40 publicações. Só no ano passado publicou uma compilação de poesia, Ruées, pela Éditions du Noroît, e o livro Portrait de dos, pela editora l’Hexagone. Recebeu dois Prix du Gouverneur général, em 2005 e em 2008 por seus ensaios À force de voir e Hors-temps.
    Membro da Academia de Letras do Québec e da Sociedade Real do Canadá, Pierre Ouellet esteve por muito tempo no comando das publicações Protée e Spirale. Atualmente, dirige a revista Les écrits e a coleção Le soi et l’autre (VLB éditeur). É também titular da cadeira de pesquisa do Canadá em estética e poética na Université de Québec à Montréal (UQAM).
    RICHARD SCRIMGER
    Publicou 20 livros para adultos, adolescentes e crianças e escreveu para a televisão e mídia impressa. Seu primeiro romance adulto foi finalista do prêmio concedido pela cidade de Toronto, o The City of Toronto Book Award, e seu segundo livro foi considerado o livro do ano pelo maior jornal Canadense, o The Globe & Mail.
    Seus livros para o público infantojuvenil foram homenageados pela YALSA (Young Adult Library Services Association) e pela CLA, a Biblioteca Pública de Chicago, e foram traduzidos para uma dezena de idiomas.
    Suas últimas obras são Zomboy, a história de um jovem zumbi assustador chamado Imre Lazar, que, apesar de alguns desafios especiais, está matriculado regularmente em uma escola pública, a História em Quadrinhos de Viminy Crowe’s, co-escrito com Marthe Jocelyn, sobre um herói ladrão, aventureiro, um gênio do mal e alguns robôs desonestos, e O Lobo e Eu, a sétima parte de uma história tipicamente canadense que fala sobre sequestro de um adolescente que tem voltar de skate para casa.
    Richard é conhecido por combinar humor e temas obscuros, como bullying, divórcio, racismo e morte, apresentando personagens como zumbis, uma avó que fala muitos palavrões, e um alienígena inteligente.
    Richard tem quatro filhos. Quando não está escrevendo, bebendo café ou levando-os para todos os lados, ele leciona na Humber College, em Toronto. Website: www.scrimger.ca.
    LUDMILA ZEMAN
    A autora escreve e ilustra para crianças. É também cineasta e filha do cineasta Karel Zeman. Realiza vários workshops sobre Ilustração, Roteiros e Animação. É autora da premiada trilogia A Epopeia de Gilgamesh, publicada no Brasil pela Editora Projeto. A trilogia tem edições em inglês, francês, japonês e árabe, entre outras. As ilustrações da Epopeia já fizeram parte de importantes exposições, como a feira de Bolonha e a Bienal de Bratislava. Esta obra, composta por três volumes, teve várias premiações internacionais importantes, e a edição brasileira conquistou o Prêmio Monteiro Lobato de “Melhor Tradução para Criança”, concedido pela FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
    Livros da autora no Brasil – O Rei Gilgamesh (1996); A vingança de Ishtar (1996); A última busca(1996); Simbad – Uma história das mil noites (2000); Simbad na terra dos gigantes (2008) e O segredo de Simbad (2008).
    Atualmente, Ludmila está trabalhando em um livro de grande formato sobre a vida e obra de Karel Zeman, com o título de Karel Zeman – Museu Dentro de um Livro. Ao mesmo tempo, ela esta co-produzindo e co-escrevendo um documentário sobre Karel Zeman. O foco do livro e do filme refletem a influência e a inspiração de Karel sobre suas obras.
    DAN WELLS
    É o editor de Biblioasis, considerada uma das melhores editoras do Canadá. Ele também é o editor da CNQ (Canadá, Notas e Perguntas), o jornal mais antigo de crítica literária no Canadá. Dan Wells edita de 6-10 títulos por ano. Ele reside em Belle River, Ontario, com sua esposa e três filhos.
    Biblioasis foi fundada em 1998 inicialmente como uma livraria, com a divisão de edições a partir de 2004, se aproximando de seu décimo aniversário como editor, no outono de 2014. Biblioasis já publicou mais de 130 livros durante esse tempo, e é reconhecida largamente como uma das melhores editoras do Canadá. Ao longo dos últimos cinco anos, seus escritores ou ganharam ou foram indicados para os seguintes Concursos Literários: Prêmio Giller, Prêmio Neustadt, Prêmio O’Connor Frank, Prêmio Camafeus e o Prêmio Saramago, entre muitos outros prêmios internacionais, nacionais e regionais.
    A editora, em particular, é conhecida pelo seu foco em livros de contos, e também pela tradução de obras de escritores internacionais, compondo a Série Biblioasis Internacional, com obras de autores de El Salvador, Argentina, Moçambique, México, Romênia, Áustria, Angola, Polônia entre outros. Um dos autores desta série, Ondjaki, reside hoje no Rio de Janeiro. Biblioasis está atualmente considerando e estudando a possibilidade de traduzir obras de autores brasileiros, com o objetivo de aumentar o número de traduções para pelo menos cinco títulos por ano a partir de 2015.
    SUZANNE LEBEAU
    Iniciou sua carreira como atriz, mas ao ter fundado a companhia Carrousel, junto a Gervais Gaudreault em 1975, passou a se consagrar gradativamente apenas à escrita. Atualmente é autora de 27 peças, três adaptações e diversas traduções. É reconhecida internacionalmente como um dos expoentes da dramaturgia infantojuvenil, e uma das dramaturgas quebequenses mais montadas no mundo, tendo 140 produções repertoriadas em países de todos os continentes. Suas obras são publicadas e traduzidas em mais de 20 idiomas, como são os casos de: Uma lua entre duas casas, primeira peça do país escrita exclusivamente ao público infantil; Ogroleto, e O som dos ossos que quebram, traduzidas respectivamente em seis, onze e sete línguas.
    A contribuição excepcional de Suzanne Lebeau ao desenvolvimento da dramaturgia infantojuvenil lhe valeu numerosos prêmios, tais como: Prêmio da Jornada de Lion de autores de teatro (2007) por O som dos ossos que quebram, peça produzida pela Carrousel e pelo Théâtre d’Aujourd’hui, em 2009, e remontada pela Comédie-Française, em 2010. Desde 1998, a Assembleia Internacional de parlamentares de língua francesa lhe dedica o título de Cavaleiro da Ordem da Plêiade pelo conjunto de sua obra e, em 2010, o governo do Québec lhe agraciou com o prêmio Athanase-David, o mais prestigioso reconhecimento atribuído a um escritor quebequense. Ela recebeu, em 2012, o prêmio de honra do CINARS e, em 2013, do RIDEAU, bem como os prêmios Gascon-Thomas, dado pela Escola Nacional de Teatro do Canadá (ENT) por sua colaboração excepcional ao desenvolvimento do teatro.
    Pedagoga experiente, a autora lecionou dramaturgia infantojuvenil na ENT por 13 anos e atua como conselheira de dramaturgia junto a jovens autores de seu país e do exterior, contribuindo assim para a emergência de novas produções literárias. Participa regularmente de conferências e workshops em países diversos.
    ELIZABETH HAY
    É uma romancista e contista canadense. Seus oito livros incluem os romances A Student of Weather,Late Nights on Air e Alone in the Classroom, bem como a coleção Small Change. Ela foi agraciada com os prêmios Scotiabank Giller, Engel Marian, Libris  e ganhou duas vezes o Book Award Ottawa, além de ter sido indicada duas vezes para o prêmio Governor General’s Award for Fiction. Seu trabalho foi traduzido para o francês, alemão, holandês, espanhol, italiano, japonês, polonês, estoniano e norueguês.
    Nascida em Owen Sound, Província de Ontário e graduada pela Universidade de Toronto, ela é uma ex-radialista e jornalista que viajou extensamente pelo Canadá e pela América Latina. Viveu no exterior por oito anos, na Cidade do México e Nova York, e Ottawa tem sido sua casa desde 1992.
    Hay é conhecida por suas personagens vivas, de linguagem leve, com uma visão bem-humorada e incisiva sobre a condição humana, e sensibilidade para o mundo natural. Seu trabalho é centrado na experiência canadense e retratou os anos da Grande Depressão na década de 1930, a política de reivindicações indígenas de terras e pelo desenvolvimento do Extremo Norte Canadense na década de 1970, a grande tempestade de gelo de 1998 e os primeiros anos do Canadá no comércio de peles. Ela investiga as profundezas turbulentas das relações pessoais e do relevo que pode ser encontrado no mundo natural. Website: www.elizabethhay.com
    CLAUDE DUROCHER (publisher de GUY SAINT-JEAN ÉDITEUR)
    Há trinta anos, a Gui Saint-Jean Éditeur oferece romances e livros de assuntos diversos que respondem à demanda de uma variada clientela. Tem em seu catálogo mais de 550 obras. Os focos da editora são um reflexo de suas paixões: manuais e obras originais e contemporâneas sobre saúde, alimentação, gastronomia e família, que ganham cada vez mais espaço e permitem à editora obter uma posição de destaque na categoria.
    No domínio da literatura, seus expoentes são Louise Tremblay-D’Essiambre e Marie Gray, além da série de livros infantojuvenis Oseras-tu?, que atraem um grupo crescente e fiel de leitores. Sejam romances atuais ou históricos, narrativas fascinantes ou perturbadoras, contos leves ou pungentes, a editora se engaja a fazer escutar as novas vozes da literatura, bem como de autores reconhecidos por seus percursos marcantes.
    HAL WAKE
    É diretor artístico da Vancouver Writers Fest, um dos eventos literários mais importantes da América do Norte. Hal Wake está envolvido com a Comunidade Literária Canadense por mais de 30 anos e já realizou entrevistas com os escritores Alice Munro, Prêmio Nobel da Literatura em 2013, Jonathan Safran Foer, Richard Ford, Sharon Olds, Rohinton Mistry, Michael Chabon, Joseph Boyden e Anne Michaels, dentre muitos outros.
    Em meados dos anos 1980, ele foi o produtor do livro sobre o programa de rádio mais influente do Canadá, o Morningside com Peter Gzowski. Seu último cargo na CBC Radio foi como apresentador do principal programa matinal de Vancouver, o The Early Edition. Ele já organizou ou moderou centenas de eventos literários em Vancouver, Victoria, Sechelt, New York, Tepotzlan México, Londres, Auckland, Melbourne e Sydney. Suas críticas literárias foram publicadas nos jornais Globe and Mail, Georgia Straight e Vancouver Sun.
    Atuou como consultor no Conselho das Artes do Canadá, no Conselho de Artes da Província de British Columbia para a cidade de Vancouver. É membro honorário da União dos Escritores do Canadá e tem assento no Conselho de Turismo de Vancouver e no The Writers Trust of Canada. Além de diretor artístico do Vancouver Writers Fest, é Professor Adjunto do Curso de Escrita Criativa na Universidade de British Columbia.
    PHILIPPE DUCROS
    É autor, dramatugo e encenador. Esteve na direção do teatro ESPACE LIBRE (2010-2014), e é diretor artístico da PRODUCTIONS HÔTEL-MOTEL. Sua prática está amplamente vinculada às suas viagens pelos quatro cantos do mundo.  Escreveu diversas peças, entre elas Boulevard Sauvé, apresentada em cidades africanas, francesas e tchecas; e 2025, L’année du Serpent, texto vencedor do prêmio Gratien Gélinas e que está em vias de adaptação aos quadrinhos.
    Escreveu três textos como resultado de sua estadia na Síria, com apoio da organização francesa Écritures Vagabondes: a peça L’affiche (uma das cinco finalistas do Grand prix de littérature dramatique, e premiada com quatro Cochons d’Or); e dois cadernos de viagem La rupture du jeûne eLes lanceurs de pierres, publicados pela editora Lansman.  Ducros escreveu ainda  La porte du non-retour e Dissidents, ambos livros publicados pela editora L’instant scène. Dissidents foi finalista dos prêmios Prix du Gouverneur général e Prix Michel-Tremblay.
    MYRIANE EL YAMANI
    De alma nômade, Myriame El Yamani flanou por diversos continentes em busca da mestiçagem de culturas e sonhos, que caracterizam a humanidade. Trouxe consigo sons e imagens únicas, que compartilha com paixão. É ao mesmo tempo conferencista, pesquisadora, professora, contadora, jornalista e escritora.
    A palavra é o centro de sua vida. Nascida em Marrocos, Myriame encontra sua inspiração nos que a rodeiam, os aromas da Acadia, a multietnia de Montreal, os segredos de sua avó dos montes Vendéen, as cores e arabescos do Magreb e do Yémen, a sabedoria africana e os mistérios do mediterrâneo. É apaixonada por escutar as pessoas de sua região ou de locais distantes e suas histórias se situam com frequência neste inclassificável território entre.
    Seus contos já passearam ao redor do mundo, de Berlim à Nova York, passando por Washington, San Francisco, Atlanta, Dallas, Porto Rico, Montréal, Québec, Petit-Rocher, Moncton, Labrador City, Winnipeg, Vancouver, Paris, Bourges, Vannes, Saint-Herblain, Bayreuth, Saint-Jacques de Compostelle, Oviedo, Madrid, Cotonou, etc.
    É membro da UNEQ (União Nacional dos Escritores do Québec) e do DAM (Diversidade Artística de Montreal). Atualmente, leciona na graduação e pós-graduação da UQAM (Universidade do Québec em Montreal). Já ministrou mais de 1.000 horas de formação sobre o conto junto a jovens e adultos, de 7 a 77 anos.
     

  • Petrobras: tem algo errado com essa comissão

    O grande personagem do noticíario desta quarta-feira, 17 de setembro, é o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa que vai depor à tarde no Congresso sobre supostos esquemas de corrupção na estatal.

    Paulo Roberto Costa fez um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e isso o torna um personagem lamentável. O que se pode esperar de um delator? Ele pode fornecer informações importantes à PF, mas pode também mentir muito para se safar.

    Por enquanto, sem querer ser cínico, o que me intriga em tudo o que esse delator falou é o valor da comissâo: 3%. Isso é a comissão que se cobrava no tempo do Barão de Mauá, quando os homens de bem confiavam no fio do bigode.

    Trabalhei muitos anos no “jornalismo econômico”, circulei no mundo dos empresários e das autoridades econômicas. Nunca ouvi falar que as comissões estivessem abaixo de 5%. O usual era entre 10 e 15%. Houve até um ministro do tempo da ditadura que era conhecido como o “Quinzinho”.

    Dizia-se, inclusive, que o Fernando Collor caiu porque o PC Farias estradulou: queria passar a comissão de 10% para 20% .

    Quero dizer: nunca vi negócio que não tivesse comissão de intermediação e, me perdoem os moralistas, 3% é das taxas mais baixas que já vi. Provavelmente o delator está mentindo.

  • Atendimento especial ao público no acesso à Expointer

    Oficialmente, a 37ª Expointer começou ontem, sábado. O primeiro grande dia, porém, é hoje quando a visita ao parque Assis Brasil será o passeio dominical de milhares pessoas de toda a região metropolitana de Porto Alegre.
    Este ano a compra de ingresso pode ser feita também em sete totens – como um caixa eletrônico, para pagamentos com cartão de débito.
    Estes terminais estão distribuídos ao redor da feira: quatro no portão 2, um no portão 5 e um no 13.
    Em porto Alegre, a partir de segunda-feria, outro totem vai funcionar na sede da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, localizada na Avenida Getúlio Vargas, 1384.
    “O autoatendimento é muito simples. Mesmo assim, sempre há um orientador por perto para ajudar. A ideia veio dos próprios visitantes que, em outros anos, esqueciam de trazer dinheiro e tinham de sair da feira à procura de um caixa eletrônico”, diz o diretor administrativo do parque, Jefferson Chiarelli.
    A organização já percebe uma aceitação imediata da inicativa e planeja a colocação de totens em outros pontos, como shoppings e estações de trens, para as próximas edições.
    A compra é restrita a cinco entradas por pessoa, para combater os cambistas.
    Além da compra dos ingressos, a vinda a Esteio também está mais fácil.
    Nos sábados e domingos, quando aumenta o número de visitantes na Expointer, a empresa Trensurb amplia o número de viagens e a oferta de trens.
    A empresa calcula que nos finais de semana, entre os dias 30 de agosto e 7 de setembro, sejam realizadas 898 viagens – 194 a mais do que o normal. Haverá restrição ao transporte de bicicletas nesses dias.
    O número de funcionários nas estações também foi reforçado para orientar os passageiros. Também há profissionais preparados para atendimentos de emergência e uma ambulância na estação Esteio.
    A Trensurb sugere que os visitantes comprem antecipadamente bilhetes de ida e volta para, assim, diminuir o movimento nos guichês ao fim da feira.
    Texto: Igor Pereira / Especial Expointer
    Edição: Redação Expointer

  • A pergunta que o antipetismo deixa para depois

    Um discurso  antipetista se constrói em torno da candidatura Marina Silva :
    “Marina é o rosto que faltava aos levantes de junho de 2013.
    Nem o governo, nem os partidos entenderam o clamor das ruas.
    Agora a insatisfação das massas encontra um agente em Marina Silva”.
    Daí se explica a adesão de tantos jovens à sua candidatura.
    Ela será o resultado eleitoral das jornadas de junho…
    Belo discurso, capaz de eleger Marina Silva. E se ela, eleita, quiser mesmo atender ao clamor da massa?
    Essa é uma pergunta que o antipetismo está deixando para depois.

  • Marina Silva: fenômeno, tsunami ou apenas espuma?

    É difícil entender porque uma coisa tão previsível como o crescimento de Marina Silva nas pesquisas eleitorais consegue causar tantas emoções a jornalistas experimentados.
    “É um fenômeno eleitoral”, disse Cristina Lobo, colunista do Globo. “É um tsunami”, disse Rosane Oliveira, da Zero Hora. “Marina personifica o desejo de mudança”, disse Jose Roberto Toledo, do Estadão. E assim por diante.
    Entende-se. O jornalista que está na linha de frente, obrigado a comentar em cima do lance, não tem muito tempo para refletir e, no impulso, nem sempre acerta. É do jogo.
    No caso, porém, soa como uma torcida organizada.
    É como se já  houvesse uma conclusão, só faltavam os números da pesquisa para confirmar a tese de que “temos uma nova eleição, e dentro dela um fenômeno, Marina Silva, que virou tudo de pernas para o ar”.
    Ou seja: “a reeleição de Dilma Rousseff está em xeque”. Não é bem assim.
    Talvez não seja, como disse um dirigente petista, apenas o resultado de uma comoção turbinada pela própria mídia e o crescimento de Marina Silva não passe de uma “espuma” que a campanha vai dissipar.
    O que é certo é que uma vitória de Marina Silva ainda está longe da realidade.  O cenário não se alterou essencialmente.
    A disputa, renhidíssima, ainda vai ser entre a continuidade petista, com Dilma (que continua na frente e com seu governo bem avaliado)  e o anti-petismo impenitente, que agora desborda de Aécio (que ainda não está morto!) para  Marina.
    A grande novidade é que a campanha, retardada pela tragédia que vitimou Eduardo Campos, recém está começando e falta pouco mais de um mes para  o pleito.
    Confira abaixo os números na modalidade estimulada da pesquisa (em que o pesquisador apresenta ao entrevistado um cartão com os nomes de todos os candidatos):
    – Dilma Rousseff (PT): 34%
    – Marina Silva (PSB): 29%
    – Aécio Neves (PSDB): 19%
    – Luciana Genro (PSOL): 1%
    – Pastor Everaldo (PSC): 1%
    – José Maria (PSTU): 0%*
    – Eduardo Jorge (PV): 0%*
    – Rui Costa Pimenta (PCO): 0%*
    – Eymael (PSDC): 0%*
    – Levy Fidelix (PRTB): 0%*
    – Mauro Iasi (PCB): 0%*
    – Brancos/nulos/nenhum: 7%
    – Não sabe:
     
     
     
     
     

  • Imprensa: "Uma história que não foi contada"

    Em seu Almanaque o jornalista Hélio Gama, ao mesmo tempo que faz semanalmente um apanhado qualitativo dos temas dominantes, está destilando parte de suas memórias, que guardam pelo menos 40 anos de vivências pelos principais projetos da imprensa brasileira.
    O trecho que segue é parte de um capítulo inédito da história da imprensa do Rio Grande do Sul. Uma introdução à “História do Diário do Sul”, digamos.
    MEMORIA DE JORNALISTA
    Uma história que não foi contada (parte final)
    Hélio Gama
    (…) Nessa época, comecei a fazer o projeto do novo jornal, que ainda não tinha nem nome. Mas o plano era de lançar o jornal em uma nova empresa da GZM, sem qualquer mudança ,na sua estrutura inclusive com a continuidadfe do caderno regional, a Gazeta Mercantil Sul, que vinha obtendo crescente resultado com publicações legais. Como o jornal, no conjunto, tinha um resultado muito positivo no Rio Grande do Sul, pensava, também, que isso poderia representar boa parte do investimento.
    Elaborei, então, o projeto editorial do jornal que seria da “família” da Gazeta Mercantil, mas diferente dela. Agregaria, é claro, os princípios básicos tais como independência, separação da opinião do jornal do material noticioso, a obrigatoriedade de ouvir as partes nas reportagens controversas, postura muito definida a respeito de temas centrais, sendo um jornal liberal progressista, vamos dizer assim. Isso significava ter um editorial que fosse considerado importante para os leitores do jornal. Isso exigiu fazer o seguinte: o jornal nasceria como se já existisse por muitos anos tendo opiniões consolidadas (isso foi fácil, com base no histórico das posições do jornal-mãe).
    Também planejei algumas características básicas, tais como o jornal ter seis edições por semana, circulando no sábado com a edição de fim de semana. Sempre achei ridículo o hábito de circular pela manhã com a edição de sábado e as 14/15 horas do mesmo dia colocar nas bancas a edição de domingo (sem notícia de sábado!). Além disso, existiam bons motivos de ordem econômica, já que a sétima edição aumentaria os custos de todos os setores.
    O nome Diário do Sul nasceu com naturalidade, de tanto que conversei com Luiz Fernando Levy falando no jornal diário do sul. As restrições da direção editorial da GZM ao novo projeto eram evidentes mas educadamente disfarçadas, da mesma forma como ocorrera quando apresentei a ideia de fazer o caderno regional. Raríssimas vezes apareceram oportunidades de conversar com os editores, em São Paulo, sobre o novo projeto. E quando foi decidido que ele seria feito, o raio de Zeus que me atingiu, e aos leitores da GZM, foi que, simultaneamente seria extinto o caderno regional.
    Enfim, no início de 1986, tínhamos um projeto de jornal e inclusive, com base na ideia de que, segundo a experiência internacional, os jornais passam a dar resultado positivo no quinto exercício, coordenei a elaboração de um detalhado orçamento de cinco anos, apontando, então, o valor total que a GZM teria de injetar em sua subsidiária até que o retorno fosse possível. Diante das dificuldades da GZM para investir, agravada pela surda oposição de setores da empresa em dividir recursos que já não eram substanciais, a ideia era a de conseguir também sócios locais.
    Tudo estava praticamente pronto para o lançamento, quando, no começo de maio, o desembargador Hermann Homem de Carvalho Roenick, síndico da massa falida me chamou e largou uma bomba: o empresário Renato Ribeiro, um milionário brocker do setor de commodities tinha adquirido tudo, inclusive as dívidas! Ou seja, o homem agora era Ribeiro que, semanas antes, tinha ficado furioso com algumas matérias da Zero Hora que sugeriam que ele acrescentava elementos estranhos nos sacos de soja que eram exportados. Consta que um grande amigo dele teria dito que ele evitaria tais ataques se tivesse o seu próprio sistema de comunicação.
    O projeto do Diário do Sul tremeu nas bases. O Plano “A” foi por terra. Então, o Plano “B” foi o de tentar fazer uma associação com Renato Ribeiro. O encontro, organizado por Luiz Fernando Cirne Lima, amigo comum dos dois, foi na mansão estilo E o Vento Levou, do empresário, na Avenida Carlos Gomes, em Porto Alegre. Participei, então, da reunião de Luiz Fernando Levy com Ribeiro, mediada por Cirne Lima. Foi um dos piores encontros da minha vida. Com praticamente dez anos de Gazeta Mercantil nunca tinha visto Luiz Fernando ter má participação em reuniões. Ele esteve irreconhecível diante da postura naturalmente agressiva e autoritária de Ribeiro.
    Ele rechaçou a possibilidade de qualquer acordo, mas abriu a porta para assimilar o grupo de jornalistas que estava já formado para, então, fazer o Correio do Povo. Quando saímos da reunião, desanimado, Luiz Fernando comentou: “foi a pior pessoa que conheci na minha vida”. Nasceu então o Plano “C”. Luiz Fernando falou com Cirne Lima, este falou com Renato e Renato me chamou para uma reunião em seu escritório.
    Sua sala era simples, e o visitante ficava sentado ao lado de um visor onde apareciam as cotações das commodities. Renato conversava com o visitante de olho nos preços e, de vez em quando dava uma ordem para comprar ou vender para um de seus assessores. Conversamos um pouco, ele perguntou se estaria disposto a reiniciar o Correio do Povo e então quis conhecer minha equipe de direção do projeto Diário. E fomos jantar com ele no Rock’s um pequeno restaurante prestigiado pela suposta qualidade de seus filés.
    Apresentei as pessoas e cada um expôs o tipo de trabalho que realizava. Ficou interessado no trabalho na parte industrial da Caldas Junior, inclusive com o estreitamento da rotativa para um standard moderno. Ele era rápido. No dia seguinte ele fez o convite para ser Diretor de Redação do Correio do Povo, extensivo à equipe que planejava o Diário, falei pelo telefone com Luiz Fernando, chorei um pouco, não sei se ele chorou também, liguei para o Renato e fui lá ter uma conversa de orientação. Ao contrário do que imaginava, ele disse que queria o jornal standard, que as letras tinham que ser grandes para facilitar a leitura das pessoas mais idosas, falou sobre a importância da cobertura sobre agropecuária e mais algumas coisas. E disse para que já fosse para lá e fizesse o planejamento do novo Correio, inclusive uma proposta de projeto gráfico.
    Antiga redação do Correio do Povo, na época em que era líder
    Então, no dia seguinte, já como diretor, entramos todos no templo sagrado do jornalismo gaúcho, a redação do Correio do Povo. As luzes estavam apagadas e o ambiente era naturalmente escuro, quase sombrio. Mas quando as luzes foram acesas foi uma alegria. Os profissionais percorriam a redação para reconhecer as mesas. “Aqui era a mesa do Mário Quintana”, gritou um. “Aqui sentava o Gastal”,disse outro (Gastal era o excelente crítico de cinema do Correio, com o pseudônimo de Calvino). Durante o dia, Renato pediu para encaminhar ao antigo gerente de pessoal do Correio os nomes da minha equipe, com as respectivas funções. Nesse meio tempo boquiabertos, assistimos uma cena insólita: a mulher do novo proprietário da empresa, com uma vassoura, balde de água e pano, varrendo e tirando o pó da antiga sala de Breno Caldas.
    Pensei comigo: “será que Renato vai querer ficar na redação”? E também não me saía da cabeça uma frase dita por Renato durante o jantar: “tenho horror de comunista, mulher liberada e homossexual”. Lembro que pensei: “Ih, acho que teremos problemas”. E enquanto a sra. Ribeiro varria e o pessoal do projeto gráfico e os editores se reuniam numa sala sem janela e abafada, com uma grande mesa, recebi outra informação: o Correio do Povo mantinha uma lista negra de jornalistas que, por várias razões não podiam voltar a trabalhar nos veículos da empresa. Com essa notícia, conclui que minha administração seria uma espécie de cometa na história do Correio do Povo, inclusive sem registro.
    No dia seguinte, Renato me ligou cedo e disse que vários profissionais do meu time constavam da lista negra, que, por sinal, ele tinha decidido que continuaria em vigor. Disse-lhe, então, que isso alterava nosso acerto inicial pois prejudicaria um grupo de profissionais de alta qualidade e que não poderia continuar naquela função. Ele me disse que imaginava isso, e assim terminou o contrato não assinado, nos despedimos educadamente e deixei a diretoria de redação do tradicional Correio do Povo. Comuniquei com tristeza os fatos aos meus colegas e regressamos para a Gazeta.
    Contei ao Luiz Fernando, pelo telefone, tudo o que tinha acontecido. Alguns garantem que fiz um pedido para ele retomar o projeto do Diário. Mas não foi assim. Quando terminei o relato, ele disse: “Vamos fazer esse jornal. Venha amanhã a São Paulo para a gente acertar isso”. Foi o que fiz, levando a tiracolo todos os planos e o orçamento. Quando regressei estava autorizado a colocar em prática o Plano “D”. E foi o que fiz. No dia 4 de novembro de 1986 começou a circular o Diário do Sul. Um dia desses vou contar essa história sobre o jornal que, numa homenagem da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, foi definido pelo orador, o grande radialista e vereador Lauro Hagemann, como “um jornal feito com amor”.
    (Transcrição autorizada)

  • Eleições 2014: "Os eleitores terão que ser quase mágicos"

    A frase é do jornalista Hélio Gama, num artigo do seu Almanaque, duas semana atrás, alertando que a campanha começaria efetivamente a partir deste 19 de agosto, com o início da programação eleitoral no rádio e na televisão.
    Eleições gerais, para presidente, governadores, um terço do senado,  câmara federal, assembleias estaduais, o poder político está em jogo.
    A morte de Eduardo Campos introduziu novas variáveis, embaralhou ainda mais  as cartas.
    Mas não alterou essencialmente a situação, descrita por Gama: “Com uma das maiores democracias do mundo e exibindo um sistema eleitoral que é encerrado com um processo de votação eletrônico que é o mais moderno do mundo, o Brasil apresenta também um sistema político-partidário medíocre e que é uma das causas dos grandes problemas brasileiros”.
    “Os eleitores terão que ser quase mágicos para conseguir escolher os melhores e fazer o Brasil avançar”.
    Ante o novo quadro, que o imponderável montou, terão que ser efetivamente mágicos.(E.B.)

  • Minha Casa em Porto Alegre: jogo de empurra entre Caixa e Prefeitura

    As inscrições para o programa Minha Casa Minha Vida em Porto Alegre, encerraram em maio de 2009, com 54 mil familias inscritas.
    Até agora foram entregues apenas 1.408 unidades em quatro condomínios na Vila Restinga.
    Outros 14 projetos, cuja construção já está contratada, estão “em fase de licenciamento” pela Prefeitura há pelo menos dois anos . Nem a Caixa, nem a Prefeitura explicam o que acontece. A assessoria da imprensa da Smov diz que “esse assunto é com a Caixa e as construtoras”.
    A assessoria de imprensa da Caixa manda dizer que informações sobre os licenciamentos tem que ser buscadas junto à prefeitura. A previsão, segundo a Caixa, é que os projetos “sejam executados nos próximos 24 meses”.
    Há duas semanas, o Jornalja tenta obter esclarecimentos sobre o atraso. A assessoria da prefeitura remete ao site do Demhab, onde as últimas informações são de 2009.
    A assessoria de imprensa da Caixa Federal, na tarde da sexta-feira passada pediu as perguntas por escrito e um prazo até quarta-feira (hoje,13 de agosto) para responder. Respondeu 24 horas antes, mas apenas uma parte das perguntas.
    O essencial – “porque o programa que é a menina dos olhos da presidente Dilma Rousseff está empacado em Porto Alegre?” – não foi respondido. Para se ter uma idéia: em Salvador, já foram entregues 18 mil unidades do Minha Casa Minha Vida.
    Veja a troca de e-mails com as perguntas e as respostas  da Caixa:
    À Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal
    A/C Bruna
    Estou fazendo um balanço do programa Minha Casa Minha Vida em Porto Alegre.
    Pelo site do Demhab fiquei sabendo que as inscrições encerraram em maio de 2009, com 54 mil inscritos,  e que até agora foram entregues 1408 unidades em quatro condomínios na Restinga.
    Na Secretaria Estadual de Habitação me informaram que há oito projetos que somam 11 mil unidades em aprovação nos órgãos da prefeitura municipal há dois anos, que é o que está retardando a construção desses condomínios, cujos recursos já estariam definidos e liberado, inclusive com as áreas compradas.
    Gostaria de confirmar estas informações (principalmente a parte referente aos projetos na prefeitura) e saber o seguinte:
    Por que tanta demora (cinco anos) no andamento desses processos?
    Qual é a previsão do total de unidades previstos no Minha Casa para Porto Alegre?
    Qual a previsão ou cronograma de entrega dessas unidades que já estão projetadas?
    Como se desenvolve esse processo? No Demhab me disseram que a prefeitura só faz o cadastramento. “Todo o resto é a Caixa com as construtoras…” Já estão contratadas as empresas que vão executar esses projetos em aprovação?
    Tudo o mais que possa esclarecer sobre o andamento do programa na capital gaúcha, uma vez que a questão habitacional é uma das mais graves na cidade.
    grato pela atenção.
    Elmar Bones
    Na terça feira, 11, às 14h01m, recebi a seguinte mensagem da imprensa.rs@caixa.gov.br:
    Ao Jornal JÁ
    Prezado Elmar
    A Caixa Econômica Federal informa que foram contratados dezoito empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida em Porto Alegre.
    Desses, quatro já foram entregues aos beneficiários, totalizando 1.408 unidades habitacionais.
    Os outros 14 empreendimentos, que somam 6.090 unidades, estão em fase de execução.
    A CAIXA esclarece que a entrega dos empreendimentos em execução será realizada em etapas, no decorrer dos próximos 24 meses, conforme a finalização e legalização das obras.
    Informações sobre projetos em análise na Prefeitura podem ser obtidas por meio do Poder Público Municipal.
    Com relação às atribuições e responsabilidades dos entes envolvidos no Programa Minha Casa Minha Vida, as informações estão disponíveis no site do Ministério das Cidades (gestor do Programa), no link: http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=859:legislacao-geral-pmcmv&catid=94&Itemid=126 .
    Att
    Assessoria de Imprensa da CAIXA
    Regional Porto Alegre (RS)
    (51) 3205-6195
    imprensa.rs@caixa.gov.br
    www.caixa.gov.br/agenciacaixadenoticias | @imprensacaixa