Autor: Elmar Bones

  • Programação de aniversário de 240 anos da Capital

    O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, apresentou na manhã desta quinta-feira a programação oficial de comemoração do aniversário de 240 anos da Capital, celebrado no próximo dia 26 de março. A apresentação ocorreu no Theatro São Pedro, no Centro da cidade.
    “Esta é uma data e um momento muito especial. No próximo dia 26, Porto Alegre completa 240 anos e iremos homenagear a todos os porto-alegrenses”, afirmou o prefeito, destacando que a programação contempla atrações nacionais, artistas locais e inovações tecnológicas, para levar cultura às diversas regiões de Porto Alegre.
    Entre as iniciativas, destaca-se o projeto 24H de Cultura. Entre às 10h do sábado (24) e às 22h do domingo (25), dezenas de números musicais, peças de teatro, exposições, seminários e espetáculos de dança serão apresentados em espaços espalhados pela cidade.
    Haverá ainda um show da cantora Maria Rita no Anfiteatro Pôr do Sol, sábado (24) às 18 horas. Ela cantará apenas músicas interpretadas anteriormente pela mãe, Elis Regina.
    A programação inicia dia 24 e se estende até o dia 31. O site com a programação completa já está no ar.

  • Aula de literatura latino-americana

    Sergius Gonzaga
    O professor, escritor, e atual secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga, procurará, nesta quinta, 15/03, às 19h, em aula aberta, gratuita, na Casa das Ideias (Shopping Total, Alameda dos escritores, prédio 2, 4º andar), responder a esta complexa pergunta: O que você deve ler para conhecer a literatura latino-americana?
    Trata-se de um conceito que, geralmente, refere-se à literatura produzida pelos países de língua hispânica, alijando do seu bojo escritores de língua portuguesa e francesa, problemática que, certamente, será debatida.
    Durante a aula, Gonzaga falará sobre livros de autores como os argentinos Jorge Luis Borges e Julio Cortazar, o colombiano Gabriel Garcia Marques, o cubano Alejo Carpentier, os mexicanos Juan Rulfo e Carlos Fuentes, o peruano Mario Vargas Llosa, e o uruguaio Juan Carlos Onnetti.
    Mario Vargas Llosa
    Julio Cortazar
    Gonzaga, que atualmente prepara uma tese de doutorado sobre Vargas Llosa, lembra que – antes do golpe que derrubou Isabelita Perón, em 1976 – o centro destas discussões sobre a literatura latino-americana era Buenos Aires, tendo como núcleo a revista Crisis.
    Esta revista – que durou três anos, com quarenta números publicados – teve em sua direção editorial o romancista Ernesto Sábato, e Eduardo Galeano como coordenador de jornalismo. Galeano cujo livro As veias abertas da América Latina serviu de modelo a toda uma geração que enveredou em busca de informações sobre a formação dos povos ibero-americanos.
    Eduardo Galeano
    Também foi um período em que esteve em voga à escola literária conhecida como Realismo mágico, cujo estilo o romance Cem anos de solidão, de Garcia Marques, é considerado uma das obras mais representativas. Numa época de regimes militares e forte censura, o realismo mágico, utilizando a fantasia como metáfora, era uma forma de resistência e veiculação de ideias que não poderiam ser articuladas de maneira explícita.
    Gabriel Garcia Marquez
    Mais do que uma visita ao passado – já que a maioria dos escritores enfocados ou morreram ou perderam seu vigor criativo – Gonzaga pretende incitar, principalmente entre o público jovem, a curiosidade e a busca de conhecimento através de obras pontuais como, por exemplo: Aleph e Ficções, de Borges; O chão em chamas e Pedro Páramo, de Juan Rulfo; Cem anos de solidão ou Crônica de uma morte anunciada, de Garcia Marques; ou A cidade e os cachorros e A guerra do fim do mundo, de Vargas Llosa.
    Este último escritor – quando esteve em Porto Alegre, em outubro de 2010, após ganhar o prêmio Nobel, participando do evento Fronteiras do Pensamento – salientou em sua conferência que a cultura, ao contrário da ciência, não se fundamenta pela noção de progresso, onde o novo aniquila o velho. Dessa forma, Miguel de Cervantes é tão atual quanto Borges.
    Enfim, é tempo, segundo Gonzaga, de voltar a percorrer os caminhos de nuestra América, termo que, entre os anos 60 e 70 do século passado, agregava cultura, luta, resistência, revolução e, também, boa literatura.
    Por Franciso Ribeiro
  • JÁ na esquina democrática

    Em uma ação de marketing direto, parte da equipe do nosso jornal – incluindo o editor, Elmar Bones, esteve no final da tarde de terça-feira (13/03), divulgando e vendendo o Jornal JÁ na Esquina Democrática (Borges de Medeiros com Rua dos Andradas) no Centro da Capital.

    O JÁ, tradicional caderno de reportagens com mais de 25 anos de história, voltou a circular após um ano e meio de circulação suspensa, e pode ser adquirido através da assinaturas, ou nas seguintes bancas da Capital:
    Banca do Julio – dentro do Mercado Público;
    Banca Glênio Peres – no Largo do Mercado;
    Banca Borges – em frente ao Paço Municipal e à Banca Glênio Peres;
    Banca do Julio La porta – Alfândega, em frente ao McDonalds;
    Banca da Sete – Sete de Setembro, quase Caldas Junior;
    Banca do Clovis – Borges 915, em frente à ARI;
    Banca da CRT – Salgado Filho, 49
    Banca Folhetim – Jacinto Gomes, 11, esquina com a Venâncio Aires
    Palavraria Livraria & Café – Vasco da Gama, 165, Bom Fim.

  • Ricardo Teixeira pediu pra sair. Comemorar o quê?

    Ok, Ricardo Teixeira vazou. Que má notícia para nosso pobre futebol. Afinal, foi ele que por mais de duas décadas, modernizou, profissionalizou e praticamente, reinventou o esporte- de longe- mais popular do país.
    Em uma belíssima homenagem, o Jornal Nacional, da TV Globo de ontem à noite, nos lembrou de que foi em sua gestão que conquistamos dois títulos mundiais (1994 e 2002). Sim, porque com os pernas-de-pau que brotam a todo instante em terras tupiniquins, jamais seríamos campeões do mundo. Não, não,  mérito da instalação do profissionalismo no futebol brazuca.
    Foi com Teixeira que conseguimos organizar o esporte, temos grandes e modernos estádios, campos impecáveis, torneios super organizados, clubes ricos e estruturados, partidas lotadas… Vejam, por exemplo, no último domingo: 10 mil pessoas pagaram para assistir ao Fla-Flu Centenário. Um orgulho!  O telejornal ainda ressaltou que foi com Teixeira que o Brasileirão finalmente vingou. Campeonato de pontos-corridos, tudo que os críticos sempre pediram. Só esqueceu um detalhe: a CBF nunca aceitou o certame neste formato de disputa. Tanto que tentou desmontá-lo um ano após sua 1º edição. Algo que não ocorreu graças ao então, ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que, pressionado pela imprensa, bateu pé defendendo o recém-criado Código do Torcedor.
    A renúncia de Teixeira não deveria ser apenas comemorada. Ela tem todo jeito de aposentadoria especial. Vai ser mais um que “faz e acontece”, e que no final, se prevalece da nossa velha e conhecida impunidade. Com sua saída, se esvaziam as dezenas de denúncias de maracutaias, abusos de poder, corrupção e tudo o mais que cercou Ricardo Teixeira nestes últimos 23 anos.
    Por Carlos Matsubara

  • Taxistas apoiam lei para circular nos corredores de ônibus

    O projeto do vereador Mauro Pinheiro (PT) que torna possível aos táxis circularem nos corredores de ônibus recebeu apoio da Associação dos Permissionários Autônomos de Táxi de Porto Alegre (Aspertáxi), cujo presidente, Walter Luiz Rodrigues Barcellos, visitou o parlamentar nesta segunda-feira (12/3). Em reunião no gabinete do vereador, Barcellos disse que o projeto vai facilitar o trabalho da categoria, permitindo a escolha de trajetos menos congestionados nos horários de pico.
    De acordo com o projeto de lei que tramita na Câmara Municipal, a permissão valerá em dias úteis, das 7h às 8h e das 18h às 19h30min, desde que o veículo transporte passageiro. Fica proibido o embarque ou desembarque de passageiros em trechos do corredor de ônibus.
    A medida visa tornar mais ágil o transporte e a circulação na capital. Mauro Pinheiro argumenta que o uso dos corredores não é obrigatório: “o taxista vai escolher o trajeto que lhe parecer mais desimpedido”: Afirma que a intenção é proporcionar mais conforto para o usuário e maior circulação da frota de táxis.
    O projeto determina período experimental de três meses, para avaliação da prefeitura e eventuais alterações. Também o taxistas deverão contribuir com sugestões.
    Assessor de imprensa: Arthur Danton (MTb 6195)

  • Teatro: Última apresentação de Inimigos de Classe


    O público porto-alegrense, ou em trânsito pela capital, terá – neste domingo (11/03), às 18h, no Teatro São Pedro – a última oportunidade para assistir Inimigos de Classe, de Nigel Williams, dirigida por Luciano Alabarse.
    O texto, violentíssimo – originalmente ambientado numa escola pública da periferia da Londres de 1978, em plena efervescência do punk inglês – narra o microcosmo de um grupo alunos confinados numa degradada sala de aula a espera de sua nova vítima: o professor. Enquanto ele não chega fazem um insólito jogo: cada um deverá dar uma lição aos outros. O melhor leva um pote de geléia.
    Nada vai bem no ensino público do mundo ocidental. Entre 1978 e 2012, apenas uma constatação: tudo piorou. Crise de autoridade, professores desestimulados, alunos cada vez mais violentos. Drogas, ameaças, brigas, crimes, massacres. A escola não é imune a nada, e a violência está dentro dos seus domínios, de suas salas de aula.
    Ao perceber a atualidade do tema, Luciano Alabarse, que já havia dirigido a peça em 1988, topou o desafio de encená-la novamente: “o texto de Inimigos de Classe é mais relevante hoje do que na época em que foi escrito. Recentemente, foi montado na Bósnia, como um reflexo da educação pós-guerra. É um texto rico e se alguma coisa piorou foi à sociedade. E não se trata apenas de situações de periferia”, explica o diretor.
    Alabarse também salienta que a temática de Inimigos de classe transcende a falência da escola e a própria condição social dos personagens, e coloca algumas perguntas básicas como: “que mundo é esse? Que sociedade é essa que estamos oferecendo as novas gerações? E dentro destas questões a abordagem sobre a falência do sistema escolar público”.
    Inimigos de classe, em tempo real, narra cerca de 90 minutos da vida de Ferro (Marcelo Adams), Bola (Denis Gosch), Anjo (Eduardo Steinmetz), Colosso (Fabrizio Gorziza), Espinha (Gustavo Susin), e Portuga (Fernando Zugno).


    Todos vizinhos de um bairro miserável, de lares desestruturados onde grassa o desemprego, o alcoolismo, o abandono. Dos pais, ou do país, não herdaram nenhum tipo de orgulho ou esperança. Só há trauma e raiva. Não conversam, agridem-se através de diálogos onde, de cada dez palavras, sete são palavrões. E qualquer banalidade é motivo para desafio, mas não de afirmação, pois, a princípio, sabem que estão na merda e nela permanecerão. Qualquer sonho – como a lição de jardinagem proposta por Espinha, ou aula de culinária de Bola – é logo transformado em chacota, principalmente por Ferro, o líder alfa da turma.
    Bola e Ferro são os dois grandes oponentes em torno dos quais giram os demais. Isso não representa fidelidade, pois, ao contrário da trama desenvolvida em O senhor das Moscas, de William Golding, não se trata de um conflito entre civilização e o retorno a barbárie. Trata-se, em Inimigos de Classe, da atualização da segunda opção.
    No final, entre o choro do ensangüentado Bola, e o urro sofrido da animalidade de Ferro, contrapõe-se o desprezo moral e institucional representado na fala do diretor da escola. Não há esperança, pois, são inadaptáveis e furiosos e, sendo assim, como poderão servir ao sistema? Contudo, eles continuam a esperar o professor.
    Além de Golding, é possível ligar Williams – que além de romancista, dramaturgo, também é roteirista, tendo trabalhado na adaptação de sua peça no filme de Peter Stein – ao cineasta Ken Loach que, em 1969, através do filme Kes, fez um belo retrato da classe operária inglesa, contando a história de um garoto que faz da arte da falconaria uma escada para tentar escapar de uma vida com poucas perspectivas.
    Dá para fazer um paralelo entre o falcão de Kes e o gerânio de Espinha, ou a almôndega (um pudding no texto original) de Bola. Em contraponto: o orgasmo em quebrar vidraças, de Portuga; o desejo de sexo full-time de Anjo; o preconceito contra os americanos (racial no texto original) de Colosso; e o fetiche sanguinário de Ferro que, em sua aula de defesa pessoal ensina que: “é preciso deixar o adversário no chão, pisotear o estômago do inimigo”.
    Na livre adaptação proposta por Alabarse temos uma direção segura, e a convincente interpretação do grupo de atores, que vestem bem seus personagens. O cenário, apesar da atualização e regionalização do texto – cita-se, rapidamente, AIDS, informática, música sertaneja – mantém o décor dos anos 1970. A luz é correta e a trilha sonora, composta integralmente por canções de Tom Waits, cria uma atmosfera melancólica e lírica.
    Na apresentação de sábado, 10/03, a produção, através de parcerias, disponibilizou aparelhos – os mesmos utilizados em traduções simultâneas – para que pessoas com deficiência visual pudessem, através de uma áudio descrição, ter acesso ao conteúdo visual do espetáculo.
    Trata-se de uma bela iniciativa, afinal, alguém, ao contrário de Ferro e turma, precisava merecer um pote de geléia.
    Por Francisco Ribeiro

  • Festival de Verão retorna ao Cine Bancários

    Vai até o dia 15 de março a oitava edição do Festival de Verão de Cinema Internacional. O Cine Bancários integra o circuito exibidor do evento, montado para trazer ao estado um panorama do que é a sétima arte fora dos circuitos comerciais. Além da mostra competitiva, a sala recebe em 2012, com exclusividade, a mostra ambiental.
    A ideia desta mostra é ressaltar os filmes produzidos sob a temática da preservação e da denúncia contra práticas extrativistas danosas ao meio-ambiente. Estão listados títulos como “2012 – Tempo de Mudança” (2010), documentário realizado nos EUA por João Amorim e “Terras”, produção brasileira de 2009, dirigido por Maya Da-Rin.
    PROGRAMAÇÃO / MOSTRA PRINCIPAL
    “Quinze Pontos na Alma” (Drama | Portugal | 2011 | 92’)
    Direção e roteiro: Vicente Alves Do Ó
    Em uma noite, em Lisboa, Simone sai do trabalho atrasada para uma festa. Ela tem vinte minutos para chegar ao seu destino, mas quando cruza um viaduto, percebe a presença de Guilherme, um homem que está prestes a pular. Ela sai do carro para tentar ajudá-lo. Os dois se aproximam e se beijam. Mas assim que ela abre os olhos novamente, ele já não está mais lá. Agora, ela só pensa em descobrir quem foi o homem que a beijou. O mistério, no entanto, se transforma numa obsessão que fará Simone deixar para trás sua casa, seu marido e sua vida perfeita em busca de um sonho.
    “Moacir” (Drama | Argentina | 2011 | 75’) Direção: Tomas Lipgot
    Moacir dos Santos veio do Brasil há quase três décadas; depois de tanto tempo já é “brasileiro e argentino”, como ele mesmo diz para um (quase) conterrâneo na embaixada de Buenos Aires. Entretanto, melhor não nos anteciparmos, pois para mover-se dentro da elite, Moacir teve que enfrentar um longo calvário. É assim que começa a fantástica história de Moacir que preenche de sentido esse vago conceito do “poder curativo da música”. Após receber a alta hospitalar, com seus 65 anos de idade, Moacir pretende deixar atrás os fantasmas e gravar um CD com músicas de sua autoria que, como ele mesmo, ficaram perdidas durante longos anos. O experiente carimbo do crooner Sergio Pángaro garante o sucesso deste empreendimento. Literalmente, não tem como perder o animado videoclipe dos créditos finais, uma festa como para extravasar no ritmo do samba contagioso que Moacir leva no sangue e que (fiquem sabendo) canta e dança como poucos.
    “O grão” (Drama | Brasil | 2007 | 88’) Direção: Petrus Cariry | Roteiro: Rosemberg Cariry, Firmino Holanda e Petrus Cariry.
    A velha Perpétua, sentindo a presença da morte, resolve preparar Zeca, o seu querido neto, para a separação que se aproxima, contando-lhe a história de um rei e uma rainha, muito ricos e poderosos, que perderam o único filho e que querem trazê-lo de volta à vida. Enquanto Perpétua conta a história, Damião e Josefa trabalham para sustentar a família e preparar o casamento da filha Fátima. Ao final, a história contada por Perpétua e o destino daquela família se cruzam.
    “No lugar errado” (Ficção | Brasil | 2011 | 70’) Direção: Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes, Ricardo Pretti.
    Durante uma noite o reencontro de quatro amigos será marcado por um jogo de mentiras e verdades com consequências inesperadas. Filme realizado a partir da peça “Eutro” dirigida por Rodrigo Fischer.
    “As Flores de Kirkuk” (Ficção | Iraque/Itália | 118′ | 2010) Direção: Fariborz Kamkari Roteiro: Fariborz Kamkari, Naseh Kamkari.
    Sherko é curdo e Najla pertence a uma influente família árabe. Eles se amam, mas suas origens impedem que permaneçam juntos. É quando Najla decide fazer as escolhas de sua própria vida, passando por cima da família.
    “El último Carnaval” (Uruguai | 2011) Direção: Federico Lemos
    Um lugar que abriga um carnaval, um carnaval que modifica um lugar. O Carnaval da Pedreira: sua história, seus protagonistas, seus conflitos. Um carnaval como poucos que encarna a história e a identidade de um lugar. Um carnaval que devolve ao mesmo conceito de carnaval sua verdadeira essência.
    MOSTRA AMBIENTAL
    “O preço da semente” (Documentário | Argentina/Brasil | 2009 | 52’) Direção: Miguel Vassy | Roteiro: Silvia Martínez y Miguel Vassy
    Uma viagem desde Buenos Aires até as alturas de Córdoba que põe em evidencia o modelo de produção agroindustrial de transgênicos que expulsa os últimos camponeses das suas terras, intoxica as populações e compromete a soberania alimentaria do país.
    “Terras” (Documentário | Brasil | 2009 | 75’) Direção: Maya Da-Rin
    Sinopse: Na fronteira tríplice entre Brasil, Colômbia e Peru, as cidades gêmeas Letícia e Tabatinga formam uma ilha urbana cercada pela imensa floresta amazônica. As delimitações territoriais são muitas vezes encobertas pela densa vegetação e as fronteiras se confundem nos corpos e rostos de seus moradores. Terras acompanha o ritmo deste lugar de encontro e passagem, aproximando-se do cotidiano de seus habitantes.
    “2012 – Tempo de Mudança” (Time for change | Documentário | EUA | 2010 | 85’) Direção: João Amorim
    As profecias maias a respeito de um apocalipse global em 2012 são o ponto de partida para o livro de Daniel Pinchbeck, “2012: The Return of Quetzalcoatl”, que propõe um novo paradigma que integre a sabedoria arcaica das sociedades tribais com o método científico. Para ele, o homem pode redesenhar a sociedade pós-industrial a partir de princípios ecológicos. Nesta cultura planetária regenerativa, a colaboração substituiria a competição e a exploração da psique e do espírito, o materialismo estéril das atuais sociedades. Elaboradas animações embalam o debate conduzido por cientistas, antropólogos e artistas engajados. O filme traz depoimentos de especialistas e vivências de celebridades: como os cantores Sting (do The Police) e Gilberto Gil, o cientista Buckminster Fuller e a atriz Ellen Paige; e trata sobre assuntos como experiências de meditação, a importância da construção sustentável, o movimento de contracultura e, principalmente, alternativas ecológicas para o dia a dia.
    “La Moneda” (Documentário | Brasil | 2009 | 52’) Direção: Pedro Dantas
    Documentário investigativo realista sobre a extração de recursos minerais no Chile. Reflete sobre episódios históricos como a Guerra do Pacífico, no século XIX, e o período da Unidade Popular do então presidente Salvador Allende, quando foram nacionalizadas as principais minas de cobre do país – em resposta veio a ditadura militar liderada por Pinochet. O tema segue nos dias de hoje, quando 2/3 da produção de minérios do país está nas mãos de multinacionais que não pagam impostos. O projeto da mineradora canadense Barrick Gold choca ambientalistas ao propor remover glaciais andinos para extrair ouro da mina de Pascua Lama.
    “O plantador de quiabos” (Drama/Comédia | Brasil | 2010 | 15’) Direção: Coletivo Santa Madeira | Roteiro: Jair Molina Jr.
    Uma tragicomédia sobre um agricultor rural do interior do Estado de São Paulo.
    “O som do tempo” (Documentário | Brasil | 2010 | 10′) Direção e roteiro: Petrus Cariry
    Trailer – youtu.be/0n7SKRp9YcA
    “O Sertão está em toda parte, o sertão está dentro da gente.” O concreto avança contra Dona Maria, mas ela segue em frente, com toda calma do mundo.
    “No Meio do Rio, Entre as Árvores” (Documentário | Brasil | 2009 | 70′) Direção: Jorge Bodanzky
    Resultado de uma expedição ao Alto Solimões, na Amazônia, que ministrou oficinas de vídeo, fotografia e circo a diversas comunidades ribeirinhas, o filme capta imagens de um mundo amplo, de grande beleza, mas em que a exploração econômica predatória deixou marcas. Observa-se a atual discussão dentro das comunidades em torno dos rumos de um desenvolvimento sustentável, mas que também encontra objeções entre alguns moradores, que acreditam que suas diretrizes são impostas de fora. Ao mesmo tempo, são incorporados trechos das filmagens realizadas pelos próprios habitantes da região com a tecnologia recém-aprendida, oferecendo sua forma pessoal de retratar seus sonhos e desafios diante da especificidade de uma realidade complexa e em constante transformação.

    Grade de Horários
    Sexta-feira (9 de março)
    15h – Amb.- La Moneda + Plantador de Quiabos
    17h – Amb. – No Meio do Rio, Entre as Árvores
    19h – Quinze Pontos na Alma
    Sábado (10 de março)
    15h – Amb. – 2012 – Tempo de Mudança
    17h – Amb.- La Moneda + Plantador de Quiabos
    19h – Moacir
    Domingo (11 de março)
    15h – Amb. – Terras
    17h – Amb. – 2012 – Tempo de Mudança
    19h – O Grão
    Terça-feira (13 de março)
    15h – Amb. – El Precio de La Semilla + O Som do Tempo
    17h – Amb. – Terras
    19h – El último Carnaval
    Quarta-feira (14 de março)
    15h – Amb. No Meio do Rio Entre as Árvores
    17h – Amb. – 2012 – Tempo de Mudança
    19h – As Flores de Kirkuk
    Quinta-feira (15 de março)
    15h – Amb.- La Moneda + Plantador de Quiabos
    17h – Amb. – No Meio do Rio, Entre as Árvores
    19h – No Lugar Errado
    CineBancários
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  • Quebra na safra de soja já chega a 40%

    O boletim da Emater distribuído nesta sexta feira aponta o agravamento da situação nas principais lavouras do Estado com a continuidade da forte estiagem.
    “As chuvas irregulares ocorridas no Noroeste do Estado nos últimos períodos foram insuficientes”, diz o relatório feito com base em levantamento realizado entre os dias 20 e 24 de fevereiro.
    A estimativa da safra de soja caiu de 10,3 milhões de toneladas projetadas inicialmente, para 7,1 milhões, o que significa uma queda de 30,71%.  Até o momento, essa produção é 39% menor que a obtida na supersafra do ano passado (11,7 milhões t).
    “Atualmente, cerca de 77% da área cultivada com soja estão em fase de formação de vagem (enchimento de grãos) e 10% em floração. É sobre essas lavouras que pesa a maior preocupação com o clima”.
    “As chuvas irregulares e o forte calor provocaram alterações significativas na fisiologia das plantas, forçando uma maturação prematura e irregular. O resultado tem sido a obtenção de grãos com qualidade muito ruim, com altos percentuais de murchos, imaturos e de pequeno peso. Devido a pouca área colhida (2%), é provável que a produtividade média reduza ainda mais em relação às expectativas iniciais”.
    Feijão
    A área cultivada com o feijão 1ª safra está praticamente toda colhida e a produção esperada é de 69.533 toneladas, ou -25,25% se comparadas com a safra passada (93.019 t). A produtividade passou de 1.111 kg/ha para 1.012 kg/ha, o que projeta uma produção de 69.533 toneladas, ante as 81.639 toneladas estimadas inicialmente. “Essa diferença poderia ser maior não fossem os bons rendimentos esperados na região administrativa de Caxias do Sul (Serra e Campos de Cima da Serra), que detém cerca de 20% da produção e onde as expectativas atuais encontram-se bem acima do esperado inicialmente, em +52,6%”, destaca o diretor técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus.
    Milho
    Para o milho, o levantamento da Emater/RS-Ascar indica uma estabilidade na produtividade média, variando apenas -1,16% durante o período, passando para 2.638 kg/ha, diante dos 2.669 kg/ha registrados 30 dias atrás. Esses números projetam uma produção de 3,05 milhões de toneladas para esta safra, o que representa, até o momento, uma diferença de -42,58% em relação à estimativa inicial (5,3 milhões t) e -47,27% comparando-a com a safra 2011 (5,78 milhões t). Atualmente, 4% das lavouras de milho estão em desenvolvimento vegetativo, 7% em floração, 25% em enchimento de grãos, 19% maduras e 45% já colhidas.
    Arroz
    O arroz é a cultura menos impactada devido à irrigação, com a produtividade média se mantendo praticamente estável, baixando de 6.861 kg/ha para atuais 6.800 kg/ha (-0,88%). Esse rendimento projeta uma produção total de 7,46 milhões de toneladas para esta safra, marcando uma diferença de -7,45% em relação à expectativa inicial e -16,58% em relação à safra passada, quando foram colhidos 8,94 milhões de toneladas, segundo o IBGE. A colheita já chega a 13% das lavouras, com 33% em fase de maturação, podendo ser colhidas brevemente. Outros 38% se encontram em enchimento de grão e 16% em floração.
    Feijão 2ª safra – Para a 2ª safra do feijão, a primeira estimativa de área é de -4,84% em relação à safra passada, quando foram semeados 21.901 ha, segundo o IBGE, projetando para este período uma área total de 20.840 ha. Essa diferença é motivada pela dificuldade imposta pela deficiência hídrica que persiste em importantes regiões produtoras do Centro-Norte do Estado. Quanto à produção, a projeção indica um total de 22.101 toneladas, o que significa uma redução de 19,38% em relação à produção passada (27,4 mil t). No momento, cerca de 90% do projetado encontra-se semeados, com 60% em desenvolvimento vegetativo, 18% em floração, 10% em enchimento de grãos e 2% já maduros e por colher. O estado das lavouras pode ser considerado satisfatório, com algumas delas apresentando potencial produtivo acima dos 1.300 kg/ha.
    REBANHOS EM BOM ESTADO
    De maneira geral e apesar da estiagem, o gado está em bom estado sanitário e corporal. Todavia, as repercussões negativas das condições adversas enfrentadas pelos rebanhos poderão se dar na produção menor de terneiros no futuro, levando em conta que a época de reprodução tenha ocorrido sob forte estiagem, o que influencia de forma negativa na ocorrência de cio das fêmeas postas em cria. Nesse sentido, na maioria das propriedades, o período de monta já se encontra finalizado, com os criadores se preocupando, a partir de agora, em iniciar o preparo para a semeadura das pastagens de inverno.
    Para o rebanho leiteiro, a situação é similar, com a produção retomando o patamar considerado normal para esta época do ano. Entretanto, em algumas áreas do Noroeste do Estado (Missões e Fronteira Noroeste), a disponibilidade de água para dessedentação dos animais também é escassa e de péssima qualidade e, em diversas propriedades, as prefeituras ainda estão levando água com caminhões-pipa.
    Além da queda na produtividade, as altas temperaturas dos últimos dias causaram perda de peso e problemas metabólicos nas vacas, o que poderá causar problemas futuros no desempenho reprodutivo.
    Onde as chuvas foram um pouco mais abundantes, os agricultores tratam de iniciar a semeadura de pastagens anuais de inverno (aveia e azevém). Por ora, a alimentação do rebanho vem sendo garantida com uso de silagem, feno e rações, o que eleva o custo de produção.
    Informações Assessoria de Imprensa da Presidência da Emater/RS-Ascar
    Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

  • Voltamos!

    Após um ano e seis meses nosso tradicional e consagrado caderno de reportagens volta a circular.
    Esta edição extra do JÁ é o primeiro passo concreto do seu mais novo projeto – uma cooperativa de leitores, com o objetivo de criar uma nova fase de relações entre jornalistas e o público leitor.
    A cooperativa pretende resgatar a edição periódica do Jornal.
    O público poderá adquirir o JÁ * pelo preço de R$ 5,00 (cinco reais).
    Por que voltamos?
    Esta edição que agora chega às bancas foi feita com trabalho voluntário de jornalistas dispostos a dar continuidade ao jornal JÁ.
    O jornal estava fora de circulação desde que foi abalroado por uma decisão judicial** que bloqueou as suas contas e tornou praticamente inviável sua sobrevivência.
    O lado bom desse processo deprimente é que um grande grupo de profissionais solidários com o JÁ se mobilizou e começou a discutir como retomar o projeto do jornal, que tem 26 anos.
    Esta edição é o primeiro “resultado editorial”, digamos assim, dessa mobilização. Com ela começamos a preparar o passo seguinte que é a formação de uma nova organização para dar sustentação ao jornal.
    É consenso no grupo que a estrutura convencional de uma empresa comercial não é o melhor ambiente para um jornalismo independente.
    Já discutimos a experiência da Coojornal, a cooperativa dos jornalistas de Porto Alegre, bem sucedida e que poderia estar aí até hoje se não fosse morta a pauladas pela ditadura militar.
    Mas na complexidade dos dias de hoje, os jornalistas não dão mais conta do recado da comunicação sozinhos. Daí, a ideia de uma cooperativa de leitores, para incorporar a variável decisiva, que sempre esteve fora do processo – o cidadão que precisa e tem direito à informação, mas tem influência mínima sobre a produção e a difusão dela. (Na situação que temos hoje, o próprio jornalista influi muito pouco naquilo que resulta de seu trabalho).
    As condições materiais para a participação mais efetiva do leitor estão viabilizadas, com as novas tecnologias. As condições políticas, com o avanço da democracia e da participação cidadã, também estão dadas.
    O mercado é favorável. A mídia corporativa já não dá conta das demandas de uma sociedade em rápida mudança como a brasileira.
    É preciso trabalhar na construção de alternativas e desenvolver projetos inovadores que consigam conciliar a sustentabilidade financeira com a independência editorial.
    É nessa direção que pretendemos caminhar. Estamos na fase das definições, colhendo sugestões, buscando apoios e vendo os meios legais e formais para criação da cooperativa. Em março, retomamos os encontros na sede da Associação Riograndense de Imprensa, abertos ao público em geral.
    Para não ficar só na conversa, decidimos retomar as edições do jornal, para ser o porta-voz desse projeto.
    Num segundo momento será também incorporado ao projeto da cooperativa o site do jornal JÁ (jornalja.com.br, com um novo layout e nova estrutura) e o jornal comunitário Já Bom Fim, que circula há mais de 20 anos em dez bairros de Porto Alegre.
    Feliz 2012! Elmar Bones
     
    O Jornal JÁ pode ser encontrado nos seguintes endereços:
    Banca do Julio – dentro do Mercado Público;
    Banca Glênio Peres – no Largo do Mercado;
    Banca Borges – em frente ao Paço Municipal e à Banca Glênio Peres;
    Banca do Julio La porta – Alfândega, em frente ao McDonalds;
    Banca da Sete – Sete de Setembro, quase Caldas Junior;
    Banca do Clovis – Borges 915, em frente à ARI;
    Banca da CRT – Salgado Filho, 49
    Banca Folhetim – Jacinto Gomes, 11, esquina com a Venâncio Aires
    Palavraria Livraria & Café – Vasco da Gama, 165, Bom Fim

    ** Para saber mais sobre o processo judicial contra o jornal acesse o youtube e na busca digite: jornalJÁ o caso Rigotto. Os interessados em participar da cooperativa poderão entrar em contato pelo e-mail jaeditores@gmail.com – ou pelo telefone 3330 7272. A sede do JÁ fica na Av. Borges de Medeiros, 915, sala 203.

  • Pedágios: PT quer lei proibindo prorrogação

    A bancada do PT vai propor um projeto de lei proibindo o governo do Estado de prorrogar ou renovar os atuais contratos de concessão de rodovias (pedágios) que começam a vencer no início de 2013. “Foi esta casa que votou e aprovou o atual programa de concessões rodoviárias. Agora a sociedade gaúcha espera que ela deixe claro que não deseja sua continuidade sob forma nenhuma”, disse ontem no plenário o deputado Raul Pont. A posição irredutível da bancada se choca com a disposição demonstrada pelo governo de negociar com as concessionárias.
    Pelas manifestações dos demais líderes, as chances de aprovação da proposta é bastante viável.
    Vários deputados que se manifestaram deram testemunho da impopularidade dos atuais pedágios. “Para ir e vir, de Porto Alegre a Canguçu, uma distância de  600 quilômetros, pago R$ 72,00 de pedágio”, disse  Pedro Pereira, do PSDB. “Este é o maior assalto que o Rio Grande do Sul está sofrendo”, reforçou em aparte o deputado Gerson Burmann, do PDT. “Nossa bancada é unânime pela não prorrogação”, declarou  Cássia Carpes, do PTB.
    Não houve nenhuma manifestação favorável a qualquer tipo de renovação ou prorrogação dos contratos.
    O fim do prazo dos contratos foi o tema do grande expediente ontem na Assembleia, abordado pelo deputado Alceu Barbosa, ex-presidente da Associação dos Usuários de Rodovias Concedidas (Assurcon).  O deputado pedetista sugeriu a criação de uma empresa de economia mista (com 5 1% de capital estatal) para assumir a gestão das estradas pedagiadas. “Esse empresa poderia também cuidar dos pardais, das lombadas, deixando para o DAER o planejamento e a construção de rodovias”, disse ele.