
O filme Xingu, de Cao Hamburguer, abre, nesta quinta-feira (08/03), a oitava edição do Festival de verão RS de cinema internacional organizado pela produtora gaúcha Panda filmes.
A sessão, às 21h, será ao ar livre – na Rua da Praia, em frente à Casa de Cultura Mário Quintana – e gratuita para o público. Para tanto, o trecho da artéria, entre as ruas Bento Martins e João Manoel, será fechado ao trânsito.
Além do diretor, a exibição contará com a presença do ator João Miguel, que interpreta um dos irmãos Villas Bôas, cujas biografias e lutas em defesa do patrimônio cultural e territorial dos índios – que culminarão na criação do Parque Nacional do Xingu – formam o núcleo narrativo da película.
Durante o Festival, cerca de 50 filmes mostrarão o cinema produzido em Portugal, na França e em países da América Latina. Temas como a ecologia e bem-estar social vão estar registrados na mostra ambiental.
O cineasta Beto Rodrigues, diretor da Panda Filmes, salienta que o Festival recoloca Porto Alegre na rota das grandes mostras internacionais de cinema e: “permite aos cinéfilos o acesso a obras que não são exibidas nos circuitos convencionais”.
Entre os destaques, um ciclo dedicado ao cineasta François Truffaut que, caso estivesse vivo, este ano completaria 80 anos. Também, imperdível, a exibição do documentário Pina, de Wim Wenders, sobre a coreógrafa e dançarina alemã Pina Bausch, falecida em 2009, um dos maiores nomes da dança do século 20 e que, através do Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, deixou um importante legado artístico e pedagógico.
Na capital os filmes serão mostrados na sala Eduardo Hirtz, na Casa de Cultura Mário Quintana, no Cine Santander Cultural, no Unibanco Arteplex, no Instituto NT de Cinema, na Sala Redenção, no CineBancários e na sala PF Gastal, da Usina do Gasômetro. Também haverá exibições especiais em Pelotas, Bagé, Rio Grande, Passo Fundo e Guaíba.
Fora os filmes, diversas atividades – aula magna, sessões comentadas, workshops, que ficarão concentrados na Casa de Cultura Mário Quintana – permitirão o diálogo e trocas de conhecimentos entre profissionais, estudantes, e público em geral. Vale à pena conferir!
Por Francisco Ribeiro
O desembargador Cláudio Baldino Maciel, relator do processo, defendeu, em seu voto, que julgamentos feitos em uma sala de tribunal “sob um expressivo símbolo de uma igreja ou de sua doutrina” não parece a melhor forma de mostrar “um Estado-juiz equidistante dos valores em conflito”.
E garantiu que não se trata de defender uma posição ateísta. “Trata-se da garantia da liberdade religiosa de todos, inclusive dos não crentes”, disse o magistrado. “O cidadão judeu, o muçulmano, o ateu, ou seja, o não cristão, é tão brasileiro e detentor de direitos quanto os cristãos”, acrescentou.
O desembargador disse ainda que não há lei que preveja ou disponha sobre a presença de símbolos religiosos em espaços do Judiciário abertos ao público, mas que a Constituição, implicitamente, veda essa exposição.
O pedido das ONGs foi fundamentando no Artigo 19 da Constituição Federal, que veda à União, estados e municípios manter relações de dependência ou alianças com igrejas e, também, no fato de o Brasil ser um Estado laico. O processo foi movido como recurso à decisão de dezembro do ano passado, da antiga administração do TJRS. Na época, a Justiça gaúcha não acolheu o pedido por entender que a exposição de crucifixos nas salas do tribunal não caracterizava postura preconceituosa.



