Dias 27 e 28 de janeiro, acontece na Casa de Cultura Mário Quintana, a terceira edição do Fórum de Mídia Livre. O evento deve atrair profissionais da comunicação, blogueiros, usuários e criadores de softwares livres – que discutirão maneiras para uma maior apropriação tecnológica por parte da população, e como usarem a comunicação como ferramenta de democracia.
O encontro se dará juntamente com o espaço Conexões Globais, dedicado a oficinas e práticas de comunicação com uso de internet, e que visa entender como ações globais de Cidadania podem ser conectadas através de mídias como a internet e redes sociais.
No Fórum de Mídia Livre o objetivo, segundo os organizadores, é uma construção de propostas estratégicas para a democratização da mídia, longe de um debate corporativo entre pequenos meios. Participarão organizações como Intervozes, Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e Fórum Nacional pela Democratização da Mídia (FNDC), movimento Blog Prog (blogosfera progressista), além de publicações como Revista Fórum e Viração, entre outros.
Os encontros terão contribuições de palestrantes da América Latina e presenças vindas da primavera árabe – que farão uma ponte com o I Fórum de Mídia Livre no mundo afro-árabe, programado para este primeiro semestre.
A programação geral do III Fórum de Mídia, que está entre as atividades alternativas do Fórum Social Temático, poder ser conferida no site www.forumdemidialivre.org
Autor: Elmar Bones
Amaury Ribeiro lança Privataria Tucana em Porto Alegre
O jornalista Amaury Ribeiro Jr estará em Porto Alegre para lançar sua obra “A Privataria Tucana”. O lançamento seguido de debate com o autor está programado acontece no Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, no dia 25 de janeiro, às 16hs.
A Privataria é o livro de não ficção mais vendido no país há algumas semanas, em 344 páginas, Amaury conta o que seriam crimes de tráfico de influências, evasão de divisas e favorecimento ocorridos durante o processo de privatização realizado durante os governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.População não quer novo imposto para saúde
Uma pesquisa divulgada hoje (12) mostra que 96% da população é contrária à criação de um novo imposto para melhorar o atendimento à saúde. A necessidade de mais recursos para a saúde pode ser resolvida se o governo conseguir acabar com a corrupção – essa é a avaliação de 82% dos entrevistados do estudo feito pelo Ibope sobre o sistema público de saúde e encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Apenas 4% dos entrevistados disseram acreditar na necessidade de o governo aumentar impostos para obter mais recursos para o setor.
Em uma escala de 0 a 10 pontos, os hospitais públicos receberam dos entrevistados nota média de 5,7 e os privados, 8,1. A demora no atendimento aos pacientes foi citada por 55% dos entrevistados como o principal problema do sistema público de saúde; 61% já utilizaram algum serviço de saúde nos últimos 12 meses, sendo que 79% dos atendimentos foram ambulatoriais. Do total de pessoas ouvidas, 79% utilizaram o serviço de saúde na rede pública nos últimos 12 meses.
O aumento no número de médicos foi apontado por 57% da população como uma das medidas que devem ser tomadas para melhorar o serviço médico na rede pública. Para 71% dos entrevistados, as políticas preventivas de saúde são mais importantes que a construção de hospitais.
A privatização da saúde, com a transferência da gestão dos hospitais públicos para o setor privado, foi apontada por 63% das pessoas ouvidas como medida que melhoraria o atendimento dos pacientes.
Um dos itens que surpreendeu os pesquisadores, segundo o gerente Executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, foi a concordância de 84% dos entrevistados de que a venda de medicamentos só deve ser permitida com a apresentação e retenção de receita.
Os medicamentos genéricos foram apontados por 82% da população como tão bons quanto os de marca e 80% dos entrevistados concordaram total ou parcialmente que o parto normal é melhor do que a cesariana.
As pessoas de maior renda familiar ou de maior grau de instrução fizeram avaliação mais negativa sobre a qualidade da saúde pública no Brasil, com ênfase nos municípios com mais de 100 mil habitantes ou nas capitais.
O Ibope ouviu 2002 pessoas em 141 municípios.Movimento “Ocupe” pode ser inédito em termos de escala e de caráter
“Parece apropriado o fato de o Occupy ser um movimento sem precedentes, uma vez que esta é uma era sem precedentes, não só neste momento, mas desde os anos 1970?, escreve Noam Chomsky, um dos mais importantes linguistas do século XX, publicado pelo jornal The New York Times e reproduzido abaixo:
Dar uma palestra sobre Howard Zinn é uma experiência agridoce para mim. Lamento que ele não esteja aqui para revigorar e fazer parte de um movimento que foi o sonho da vida dele. Ele certamente criou boa parte da base disso.
Se as ligações e associações que estão sendo estabelecidas nesses acontecimentos notáveis puderem ser mantidas pelo longo e difícil período que vem pela frente – vitórias não chegam rapidamente – os protestos do Occupy poderão marcar um momento significativo na História americana.
Nunca vi nada como o movimento Occupy, em termos de escala e de caráter, tanto aqui como no resto do mundo. Os postos avançados do movimento estão tentando criar comunidades cooperativas que talvez possam ser exatamente a base para organizações duradouras necessárias para superar as barreiras futuras e a reação que já está acontecendo.
Parece apropriado o fato de o Occupy ser um movimento sem precedentes, uma vez que esta é uma era sem precedentes, não só neste momento, mas desde os anos 1970.
Os anos 1970 marcaram um ponto de virada para os Estados Unidos. Desde sua origem, este país tem visto sua sociedade se desenvolver, nem sempre da melhor forma, mas com um avanço geral na direção da industrialização e da riqueza.
Mesmo em tempos sombrios, a expectativa era de que o progresso continuaria. Só tenho idade para me lembrar da Grande Depressão. Em meados dos anos 1930, embora a situação objetivamente estivesse muito mais difícil do que hoje, o espírito era bem diferente.
Um movimento militante operário estava se organizando – o CIO (Congresso de Organizações Industriais) e outros – e trabalhadores estavam fazendo paralisações, só a um passo de assumirem as fábricas, gerenciando-as eles mesmos.
Sob pressão popular, a legislação do New Deal foi aprovada. A sensação geral era de que os tempos difíceis ficariam para trás.
Agora existe um sentimento de desesperança, às vezes de desespero. Isso é bastante novo em nossa História. Nos anos 1930, a classe trabalhadora conseguia prever que os empregos voltariam. Hoje, se você trabalha na indústria, com o desemprego praticamente nos níveis da época da Depressão, você sabe que esses empregos podem sumir para sempre caso as políticas atuais persistam.
Setor financeiro
Essa mudança na perspectiva americana mudou a partir dos anos 1970. Numa inversão, vários séculos de industrialização se voltaram para a desindustrialização. É claro que a indústria continuou, mas em outros países – muito lucrativo, embora prejudicial à força de trabalho.
A economia mudou o foco para as finanças. Instituições financeiras se expandiram enormemente. Um círculo vicioso entre finanças e políticas se acelerou. Cada vez mais, a riqueza foi se concentrando no setor financeiro. Os políticos, diante do custo crescente das campanhas, foram levados a buscar cada vez mais fundo nos bolsos de financiadores ricos.
E os políticos os recompensaram com políticas favoráveis a Wall Street: desregulação, mudanças tributárias, relaxamento de regras de governança corporativa, que intensificaram o círculo vicioso. O colapso era inevitável. Em 2008, o governo mais uma vez veio em socorro das empresas de Wall Street que supostamente eram grandes demais para falir, com dirigentes grandes demais para serem presos.
Hoje, para um décimo do 1% da população que mais lucrou com essas décadas de ganância e enganação, tudo está bem. Em 2005, o Citigroup – que, aliás, foi resgatado repetidas vezes pelo governo – viu os ricos como uma oportunidade para crescer. O banco distribuiu um folheto para investidores que os incentivava a colocarem seu dinheiro em algo chamado Índice de Plutonomia, que identificava as ações das empresas que atendem ao mercado de luxo.
“O mundo está se dividindo em dois blocos: a plutonomia e o resto”, resumiu o Citigroup. “Os Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá são as principais plutonomias: economias impulsionadas pelo luxo”. Quanto aos não-ricos, às vezes eles são chamados de precariado: o proletariado que vive uma existência precária na periferia da sociedade. A “periferia”, no entanto, se tornou uma proporção significativa da população nos Estados Unidos e outros países.
Então temos a plutonomia e o precariado: o 1% e os 99%, como vê o Occupy. Não são números exatos, mas é a imagem certa.
A mudança histórica na confiança do povo sobre o futuro é um reflexo de tendências que poderiam se tornar irreversíveis. Os protestos do Occupy são a primeira grande reação popular que poderiam mudar a dinâmica das coisas.
Ative-me a questões internas. Mas há dois acontecimentos perigosos no cenário internacional que ofuscam todo o resto. Pela primeira vez na História da humanidade, existem ameaças reais à sobrevivência da espécie humana. Desde 1945 temos armas nucleares, e parece um milagre que tenhamos sobrevivido a elas. Mas as políticas da administração Obama e seus aliados estão encorajando a escalada.
A outra ameaça, claro, é a catástrofe ambiental. Praticamente todos os países do mundo estão tomando pelo menos medidas hesitantes para fazer algo a respeito. Os Estados Unidos estão dando passos para trás. Um sistema de propaganda abertamente reconhecido pela comunidade empresarial declara que a mudança climática não passa de um embuste dos liberais: por que dar atenção a esses cientistas? Se essa intransigência continuar no país mais rico e poderoso do mundo, a catástrofe não poderá ser evitada.
Educação
Algo precisa ser feito de uma forma disciplinada e contínua, e rápido. Não será fácil. Haverá dificuldades e fracassos, é inevitável. Mas a menos que o processo que está ocorrendo aqui e em outras partes do país e no resto do mundo continue a crescer e se torne uma grande força na sociedade e na política, as chances de termos um futuro decente são ínfimas.
Não se conseguem iniciativas significativas sem uma base popular ampla e ativa. É necessário sair por todo o país e ajudar as pessoas a entenderem do que se trata o movimento Occupy – o que elas mesmas podem fazer, e quais são as consequências de não se fazer nada.
Organizar uma base como essa envolve educação e ativismo. Educação não significa dizer às pessoas no que elas devem acreditar – significa aprender com elas. Karl Marx disse, “A tarefa não é somente entender o mundo, e sim mudá-lo”. Uma variante que se pode ter em mente é que se você quer mudar o mundo, é melhor tentar entendê-lo. Isso não significa assistir a uma palestra ou ler um livro, embora isso às vezes ajude.
Você aprende ao participar. Você aprende com os outros. Você aprende com as pessoas que você está tentando organizar. Todos temos de adquirir compreensão e experiência antes de formular e implementar ideias.
O aspecto mais interessante do movimento Occupy é a construção dos vínculos que estão ocorrendo em todo lugar. Se eles puderem se manter e se expandir, o Occupy pode levar a esforços destinados a colocar a sociedade em uma rota mais humana.Usina do Gasômetro liberada para o público a partir de quinta-feira
O poder judiciário aprovou na tarde desta terça-feira, 10, o fim da interdição da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, que estava fechada desde 14 de dezembro. O Corpo de Bombeiros havia aprovado na última sexta-feira, 6, as adequações realizadas no Plano de Prevenção e Combate a Incêndios (PPCI) da Usina do Gasômetro, que data de 2009.
Já na inspeção para liberação dos hangares (barracões) das escolas de samba no Complexo Cultural do Porto Seco, zona leste da Capital, os bombeiros pediram que fossem trocadas as placas de sinalização internas, que passarão a ser luminosas. O local, que se encontrava lacrado pelo poder judiciário, também foi liberado para os ajustes finais. Os outros itens do PPCI estão aprovados e os trabalhos de adequação por parte da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) devem estar prontos até quinta-feira, 12. O sinal verde dos bombeiros para a completa liberação do local pode ocorrer na sexta-feira, 13.
O secretário Municipal da Cultura, Sergius Gonzaga, afirmou que a Usina do Gasômetro será limpa nesta quarta-feira, 11, e estará aberta à visitação já na quinta-feira, 12. Foram treinadas 40 pessoas para o combate a incêndios na Usina e igual número no Porto Seco, seguindo orientação dos bombeiros. O PPCI da Usina do Gasômetro foi implantado em 2009, ao custo de R$ 500 mil, e a sua atualização foi requerida pelo Ministério Público devido à construção do Teatro Elis Regina.Agronegócio exportará mais de US$ 100 bilhões em 2012
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, disse hoje (10) que o agronegócio brasileiro deve exportar, em 2012, mais de US$ 100 bilhões em produtos.
“Para chegar a US$ 100 bilhões precisamos apenas de um crescimento de 5,7% das exportações, que é um número que temos como alcançar”, disse o ministro ao se referir aos US$ 94,6 bilhões vendidos para outros países no ano passado.
O resultado de 2011 é o melhor desde 1997 – quando iniciou o registro da série histórica – e supera em 24% o alcançado em 2010, quando foram vendidos US$ 76,4 bilhões em produtos agropecuários.
Os complexos soja, sucroalcooleiro e carnes fizeram as maiores contribuições para o crescimento das vendas. Os principais destinos foram a União Europeia, China, os Estados Unidos, a Rússia e o Japão.Jornal JÁ propõe cooperativa de leitores
O jornal já apresenta o seu mais novo projeto – uma cooperativa de leitores, com o objetivo de criar uma nova fase de relações entre jornalistas e o público leitor.
Nesta sexta-feira (06/01) será realizada uma assembleia no auditório da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), às 17h. O prédio fica na Avenida Borges de Medeiros, 915. O encontro é aberto ao público em geral.
Ainda em fase preparatória, a reunião servirá para apresentar o novo conceito e discutir como colocá-lo em ação e de que forma os interessados poderão ingressar; tendo em vista que o objetivo é uma nova forma de organização.
A ideia é fugir do tradicional, onde jornalistas produzem e os leitores apenas consomem a notícia, promovendo uma integração entre os dois grupos. Criar uma reflexão sobre o que pode ser feito e a partir disso produzir conteúdos com um olhar próprio, uma abordagem inovadora, que agregue os anseios de leitores e jornalistas.
O projeto partiu do editor do JÁ Elmar Bones, e conta com o apoio de vários jornalistas que previamente manifestaram interesse em ingressar no grupo.
Outra novidade do jornal é a alteração do site. Até o final do mês a nova plataforma, desenvolvida pela equipe da empresa Pop3 estará funcionando.
A nova página será lançada com uma ampla cobertura do Fórum Social Temático, que ocorrerá em Porto Alegre e região metropolitana a partir de 23 de janeiro.
Com um visual renovado e potencialidades acrescidas o novo site permitirá uma consulta mais rápida e eficaz.
Além da reunião desta sexta-feira, os interessados em participar da cooperativa poderão entrar em contato com o JÁ pelo e-mail jaeditores@gmail.com.Impostômetro marca recorde na arrecadação de impostos: R$ 1,5 trilhão em 2011
Um aumento de 11% sobre o valor do ano passado. O valor corresponde aos tributos pagos pelos brasileiros desde o dia 1º de janeiro de 2011.
O impostômetro da Associação Comercial de São Paulo atingiu quinta-feira a marca de R$ 1,5 trilhão, recorde histórico desde que a ferramenta começou a contabilizar os impostos arrecadados pelos governos federal, municipais e estaduais, em 2005.
Um aumento de 11% sobre o valor do ano passado. O valor corresponde aos tributos pagos pelos brasileiros desde o dia 1º de janeiro de 2011.
Na prática, isso significa que cada habitante do país pagou cerca de R$ 7.800 em impostos. O valor também equivale a R$ 2,8 milhões arrecadados por minuto, segundo os cálculos da associação.
