A remoção dos animais na tarde desta segunda-feira (19/12) marcou o fim do minizoo Palmira Gobbi, no Parque da Redenção. Numa operação de cerda de seis horas, o último mico leão foi capturado por volta das sete da noite. Logo após, os setenta e três animais foram embarcados num caminhão de mudanças rumo ao viveiro São Braz, em Santa Maria.
As cerca de 50 pessoas que acompanhavam a retirada dos animais dividiam-se entre aqueles a favor da remoção e os que gostariam da recuperação e manutenção do espaço. O que todos pareciam concordar era com uma possível falha no meio de transporte usado, um caminhão baú de mudanças, com pouca ventilação. O veículo, e o seu interior comum, assustaram os presentes. O Ibama garantiu a segurança e adequação do transporte.
Chamou atenção também o aparato de segurança. Havia cerca de 30 guardas municipais e uma dezena de policiais militares. Um grupo de pessoas começou a se aproximar do minizoo em função da dificuldade dos funcionários do Ibama em retirar os animais com uma rede e de colocá-los nas gaiolas.
O professor Naor Nemmen, da ONG Lugar de Animal, defendia a remoção: “não quero ver uma criança aqui de novo. A educação ambiental tem de ser feita de outra forma. A visitação a esses animais é antiética, é um egoísmo”. Já o integrante do Conselho dos Usuários do Parque Farroupilha, Roberto Jakubaszko, retrucou – “que presente de Natal o prefeito José Fortunati está dando para as crianças de Porto Alegre. Não é só chegar aqui, em uma ação sorrateira, e levar os animais. Isso tem de ser discutido com a população”.
Para o arquiteto Ibirá Santos Lucas, integrante do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental, a ação da prefeitura de Porto Alegre é um desrespeito com a população gaúcha, que não foi consultada sobre a retirada dos animais. “Não houve discussão com a comunidade. Estão levando os animais em caminhão de frete que não é adequado ao transporte”, comentou.
O veterinário do Ibama Paulo Wagner, responsável pela operação de transporte, afirmou que o caminhão tinha espaço suficiente para ventilação e estava autorizado a realizar a viagem de cinco horas até Santa Maria. “Serão realizadas paradas e respeitadas todas as normas de segurança para o transporte de animais”, ressaltou.
Falta de segurança
Segundo o Ibama, o Minizoo não oferece as condições adequadas para ficar com os animais. Entre os problemas apontados pelo órgão está a falta de vigilância 24 horas, poluição e recintos inadequados para as espécies. O instituto informou ainda que a decisão de fechar o local foi da prefeitura de Porto Alegre. “É um trabalho técnico árduo, cansativo, havia uma decisão do município que não queria mais manter o mini zoo, nos foi comunicado. Há pendência, como todo zoo, que deveriam ser corrigidas. Este processo tem mais de ano” disse o veterinário.
Além do médico-veterinário do Ibama Paulo Wagner, a retirada foi fiscalizada e acompanhada por quatro veterinários da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). “Devido ao recinto muito ruim não há como manipular os animais de outra maneira. Sedação não é recomendando, é a ultima coisa. É brutal, há uso de força física, mas é assim mesmo” concluiu Wagner.
A Prefeitura de Porto Alegre, através da secretária especial de cuidados dos animais, disse que a decisão de transferir os 73 animais, entre micos-prego, araras, ratões-do-banhado, jabutis, entre outros, fora tomada depois de o Ibama verificar a situação inadequada de alojamento.
Por sua vez, o poder público entendeu que não se justificariam investimentos de alta ordem devido ao fato do local não apresentar condições ideais para que os animais pudessem ter vida salutar, tanto do ponto de vista físico (pouca iluminação solar, ambiente com elevado índice de umidade, alimentação inapropriada introduzida no recinto pela população) quanto do ponto de vista emocional (ambiente com alto índice de poluição sonora).
Até ontem, não se sabia ao certo o que seria construído no lugar do Minizoo Palmira Gobbi. Por enquanto, segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), as jaulas ficarão fechadas e vazias.
O minizoo foi instalado em 1925, quando se iniciou a urbanização do Parque da Redenção. Em 1984 em homenagem a uma das mais conhecidas defensoras dos animais da cidade, recebeu o nome de Palmira Gobbi.
Autor: Elmar Bones
Fim do minizoo da Redenção
Clínicas projeta expansão de 70%

Hospital de Clínicas crescerá 70% em quatro anos.
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre apresentou seu plano de expansão que prevê aumento de 70% da área construída até 2016. Com recursos no valor de R$210 milhões, as obras das novas unidades de atendimento devem começar em setembro de 2012.
Durante cerimônia no auditório do hospital, foi anunciada ainda a reabertura do antigo hospital da Ulbra, agora chamado unidade Álvaro Alvim, que passa a ser gerenciada pelo HCPA. O Álvaro Alvim ampliará a oferta de leitos para pacientes do SUS, com uma área destinada ao tratamento de dependentes químicos e outra de apoio à emergência do Clínicas.
O presidente do HCPA, Amarílio Vieira de Macedo Neto, disse que a expansão é fruto de
um plano diretor que vem sendo discutido desde 2006. O estudo visa à modernização de todo sistema de gestão e atendimento do hospital, que em 2011 completou 40 anos.
Ao lado do presidente do Clínicas, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, e o secretário Municipal da Saúde, Carlos Henrique Casartelli, também divulgaram a ampliação de convênio com a instituição para atendimento do Sistema Único de Saúde SUS. O acordo prevê aumento de 5%, em relação a 2010, da oferta mensal de serviços médico-hospitalares e ambulatoriais prestados pelo hospital.
Para o prefeito José Fortunati, o mais importante é que Porto Alegre começa, gradativamente, a recuperar leitos perdidos em função do fechamento recente de unidades hospitalares. “Estamos revertendo essa tendência, permitindo que em muito pouco tempo, no máximo dois anos, Porto Alegre não somente recupere a sua capacidade anterior, mas amplie o número de leitos”.
Fortunati lembrou ainda da parceria na reabertura da Unidade Hospitalar Álvaro Alvim, que deverá ser inaugurada oficialmente em março de 2012, e da gerência do HCPA na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Azenha, que iniciará a construção no início do ano que vem.
Já o Secretário Casartelli destacou o aumento de consultas e o incremento dos leitos de UTI. Serã
o 20 mil exames mensais a mais para o SUS, além do aumento no número de consultas.
Sobre a emergência, constantemente lotada, o presidente do Clínicas, destacou que a nova área que abrigara o setor não terá aumento de vagas. “O que é necessário é uma política de reestruturação do sistema de saúde, onde as pessoas passem a procurar os hospitais em reias casos de necessidade” disse Macedo Neto; que lembrou do convênio para operar a nova Unidade de Pronto Atendimento a ser construída no bairro Azenha.
Fortunati disse que as Upas, podem ser o começo para resolver a questão das emergências. O prefeito também relatou os avanços na negociação pra construção da UPA no atual estacionamento ocupado pelo Palácio da Polícia. Ele disse que o governo estadual e a policial civil já concordaram na cessão do terreno.
Leitos disponíveis passarão de 1000
O projeto de expansão do HCPA prevê a construção de quatro novos prédios, uma usina de geração de energia, além de uma unidade de tecnologia da informação – tudo até 2016. O maior empreendimento será o anexo 1, que vai abrigar a UTI, a nova emergência, 24 leitos de hemodinâmica e 30 novas salas de cirurgia “Os recursos para ampliação dos anexos 1 e 2, de R$ 160 milhões, já estão no plano plurianual”, informa o presidente do HCPA.
Uma das novidades é a ampliação do número de leitos de UTI. Serão 29 novas vagas, totalizando 87 unidades disponíveis. No total, os leitos oferecidos pelo hospital passarão dos atuais 698 para cerca de 1050. O número de funcionários deverá manter a atual proporção de 5.5 pessoas por leito. O que s
ignifica contração de cerca de dois mil novas pessoas.
O investimento também terá o objetivo de fomentar atividades de ensino e pesquisa. “Formamos muita gente aqui. Para o professor se sentir à vontade, precisamos ter aproximação do cunho acadêmico com o cunho social. É isso que estamos conseguindo desenvolver”, analisou o presidente do hospital.
Neste ano, foram realizadas 28.927 internações e procedimentos cirúrgicos e 2,3 milhões de consultas e exames no HCPA.
Maquete do plano de expansão
Álvaro Alvim recebe pacientes a partir de janeiro
A Unidade Álvaro Alvim do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, antigo Hospital Luterano da Ulbra, deverá receber os primeiros pacientes ainda em janeiro. No começo, atenderá prioritariamente dependentes químicos. Estão previstos 20 leitos para este tipo de atendimento. Estima-se a realização de
270 internações por mês e mais de 10 mil consultas por ano.
A partir de março serão disponibilizados, ainda, 32 leitos clínicos de apoio à emergência do HCPA. Em uma próxima fase, serão abertos mais 32 leitos para álcool e drogas e outros 66 leitos clínicos, com destinação ainda em estudo.
A estrutura estava fechada desde abril de 2009, devido à crise financeira da Ulbra. No início de 2011, passou a fazer parte do patrimônio do Hospital de Clínicas. Para reabertura, foi necessária uma reforma geral do hospital, segundo Vicente Neto, praticamente só a carcaça do prédio foi aproveitada, todo o resto passou por uma reconstrução.
No final de 2013, com a reforma concluída, o Álvaro Alvim terá 150 leitos e contará com cerca de 600 funcionários.
Um exemplo para o Brasil
Aos 40 anos, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre não é apenas uma referência como hospital escola para o Brasil.
Ele é também um exemplo de superação, que precisou vencer décadas de descrença e desinteresse.
Em 1931, os jornais já anunciavam a construção de um grande hospital de ensino ligado à Faculdade de Medicina. Até a pedra fundamental foi lançada em 1943.
Mas a obra só foi começar quase dez anos depois. Quando estava com a estrutura de concreto erguida, foi novamente paralisada por falta de verbas.
E assim ficou, ao relento, por mais de uma década. Foi apelidado “o esqueleto” pela população.
Depois, avançou um pouco mais, ganhou paredes e parou de novo. Tornou-se o “elefante branco”. Uma comissão interna chegou a sugerir que o prédio fosse vendido.
Só em 1972, quando muita gente já não acreditava, o hospital começou a funcionar, precariamente.
Hoje, com seus 15 andares e seus 140 mil metros de área construída, tornou-se um dos maiores do continente sulamericano, com mais de 1.500 médicos num total de quase seis mil funcionários.
É um caso exemplar, vai ser o modelo na reforma dos 45 hospitais ligados às universidades federais, que o governo está planejando.Recuperação da passarela da rodoviária levará 90 dias
A Recuperação da passarela da Rodoviária de Porto Alegre começa neste sábado e tem prazo de conclusão em até 90 dias. A empresa responsável pela execução das intervenções é a EPT Engenharia, o investimento será de R$ 196.533,89.
Concluído o processo licitatório de contratação por emergencialidade, a autorização de início para a obra de recuperação da estrutura foi entregue pelo secretário municipal de Obras e Viação, Cássio Trogildo, à empresa vencedora da licitação, na tarde de hoje, 16, no local. “Concluímos em dez dias a licitação que ocorreu por emergencialidade, conforme o previsto. As propostas foram recebidas, habilitadas e avaliadas. Desta forma, estamos iniciando de forma imediata a obra de recuperação estrutural do local onde houve o abalo ocasionado pela colisão de um caminhão”, informa o titular da Smov.
A Smov interditou a passagem de pedestres no dia 18 de outubro, informada pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) da colisão de um caminhão com a estrutura, quando foi iniciada a elaboração de um laudo técnico para avaliar as condições de segurança estrutural da passarela.
Para os pedestres, a alternativa para a travessia dos pedestres é o túnel da estação da Trensurb, que seguirá disponível durante as obras. “A EPTC instalou toda uma sinalização e mantém agentes de trânsito orientando a população para que não arrisque a vida atravessando de forma imprudente aquelas vias de fluxo intenso de veículos”, explica o titular da Smov.
Para tentar conter a imprudência dos pedestres que, mesmo com a alternativa de travessia pelo túnel do Trensurb, insistem em se arriscar, a EPTC instalou 170 metros de gradis metálicos que permanecerão no local até o fim das obras e a liberação da passarela.Artesãos reclamam da falta de espaços para trabalhar
O representante do Sindicato dos Artesãos do RS, Sérgio de Freitas Silva, disse hoje (15/12), durante sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre, que a categoria recebeu com pesar a aprovação ontem de projeto do Executivo que limita a realização de feiras de artesanato no Largo Glênio Peres.“A Smic deve ter sensibilidade em reconhecer a importância de eventos de artesanato naquele local. Apenas em Porto Alegre há 25 mil artesãos cadastrados”, observou Silva. Pelo projeto aprovado, será permitida apenas a realização da Feira Estadual da Economia Solidária, além da Feira do Peixe.Silva também reclamou de decisão da Smic de requerer a desocupação de uma loja no segundo 2º andar do Mercado Público ocupada pela cooperativa de artesãos para comercialização de seus produtos. “O que fazer quando nossos parceiros do poder público nos puxam o tapete e impedem o exercício de nosso trabalho?”Conforme o representante do sindicato, 2011 foi um ano de problemas para a categoria. Disse que em março deste ano a prefeitura vetou a realização da feira do Espaço do Artesão, um evento que beneficia 250 famílias. Agora em dezembro, o Artesul, evento criado e organizado pelo Programa Gaúcho de Artesanato da FGTAS, igualmente não pode ser realizado por falta de autorização da Smic.
Funcionários que trabalham em aeroportos prometem paralisação geral para o dia 22
Às vésperas do Natal, 15 mil funcionários que trabalham nos principais aeroportos do país prometem fazer uma paralisação geral no próximo dia 22. A categoria alega que os empresários não querem atender à principal reivindicação, que é o reajuste de 10% dos salários.
“Não queremos causar confusão alguma para os que estarão viajando neste período. Não desejamos confusão às vésperas do Natal. Mas os empresários resistem a abrir mão da proposta de 6% de reajuste. Estamos abertos para negociar”, disse em nota o presidente da federação, Celso Klafke.
A presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, acrescentou que no período das festas de fim de ano, como o Natal e o réveillon, os trabalhadores das companhias aéreas são sobrecarregados.
Em outubro, funcionários que trabalham nos principais aeroportos do país fizeram uma manifestação de 48 horas em protesto contra o modelo de privatização do setor definido pelo governo federal. Na ocasião, a área de cargas foi a mais afetada pela manifestação.Prefeitura não cumpre acordo sobre segurança de voos
Três notas plantadas na página 3 da Zero Hora, desta quarta-feira, tentam reduzir a uma questão de intolerância a atitude do Departamento de Controle Aéreo (DECEA), que está exigindo o cumprimento dos limites de altura para os novos prédios. “Estamos caminhando para o caos”, teria dito o prefeito José Fortunati.
“A construção civil está travada em Porto Alegre”, dramatiza o jornal.
Segundo Fortunati, “se as normas fossem cumpridas à risca, alguns dos morros de Porto Alegre que ultrapassam a altura máxima teriam de ser cortados”.
Para o engenheiro Henrique Witler, ligado ao Fórum de Entidades, não há razão para surpresa. O assunto foi levantado há mais de dois anos e consta das duas ações civis públicas encaminhadas pelo movimento comunitário referentes à agressão das obras na orla e o favorecimento de construtoras na liberação de índices construtivos.
Segundo Witler, na página da Prefeitura, consta o Plano de Segurança de Voos que o Município firmou, anos atrás com a Fiscalização da Aeronáutica. “Neste Plano a Prefeitura se comprometeu, inclusive, a mandar demolir parte de obras inclusive junto a 24 de Outubro, próximo da Bordini”, diz ele.
O engenheiro lembra que o Comandante do V COMAR esteve na Câmara advertindo para a necessidade de a Prefeitura cumprir as Portarias assinadas de acordo com o Plano encaminhado pela própria Prefeitura.
Vejam o Plano aprovado e as obras problemáticas:
A) Mapa das zonas junto ao Salgado Filho: http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/spm/usu_doc/aeroporto_poa.pdf
B) Portaria que aprova o Plano Específico da Zona de Proteção dos Aeródromos de Porto Alegre e dá outras providências: http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/spm/usu_doc/portaria68_01_12_04.pdf
C) Portaria que dispõe sobre as Zonas de Proteção e aprova o Plano Básico de Proteção de Aeródromos e Plano Básico de Zonas de Ruído, Plano Básico de Zona de Proteção de helipontos e Plano de Zona de Proteção de Auxílios à Navegação Aérea e dá outras providências – proweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/spm/usu_doc/portaria1141.pdfBraskem, o “braço privado” da Petrobras na petroquímica
Já está nos blogs especializado: a Petrobras pretende ceder à Braskem o controle (60% das ações) da Petroquímica de Suape, que está em construção em Ipojuca, no litoral pernambucano. “A expectativa é que as conversas avancem no primeiro trimestre de 2012, quando as três unidades industriais da petroquímica iniciarão suas atividades”.
O Grupo Vicunha, que estava na parceria, recuou. O objetivo declarado da Petrobras é permanecer como minoritária, com 40% do negócio. Os investimentos feitos pela estatal chegam a R$ 5 bilhões.
A Braskem já é sócia da Petrobras, com 60%, no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e no Polo Petroquímico do Rio Grande do Sul.
“No total, a Petroquímica Suape reúne três unidades industriais integradas: uma para produção de 700 mil toneladas por ano de ácido tereftálico (PTA), outra para produzir 420 mil toneladas anuais de polímeros efilamentos de poliéster, e uma terceira, que fabricará 450 mil toneladas por ano de resinas para embalagem PET, todas com início da produção comercial previsto para o primeiro trimestre de 2012”.Midia não sabe o que fazer com "privataria"
Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?
Há uma batata quente na agenda nacional. A mídia e o PSDB ainda não sabem o que fazer com A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr. A cúpula do PT também ignora solenemente o assunto, assim como suas principais lideranças.
O presidente da legenda, Rui Falcão, vai mais longe: abriu processo contra o autor da obra, por se sentir atingido em uma história na qual teria passado informações à revista Veja. O objetivo seria alimentar intrigas internas, durante a campanha presidencial de 2010. A frente mídia-PSDB-PT pareceria surreal meses atrás.
Três parlamentares petistas, no entanto, , nesta segunda, para falar do livro. São eles Paulo Pimenta (RS), Claudio Puty (PA) e Amaury Teixeira (BA). O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) começa a colher assinaturas para a constituição de uma CPI sobre os temas denunciados no livro. Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) indagou: “Nenhum jornalão comentou o procuradíssimo livro A privataria tucana. Reportagens sobre corrupção têm critérios seletivos?”
O silêncio dos coniventes
O silêncio maior, evidentemente, fica com os meios de comunicação. Desde o início da semana passada, quando a obra foi para as livrarias, um manto de silêncio se abateu sobre jornais, revistas e TVs, com a honrosa exceção de CartaCapital.
As grandes empresas de mídia adoram posar de campeãs da liberdade de expressão. Acusam seus adversários – aqueles que se batem por uma regulamentação da atividade de comunicação no Brasil – de desejarem a volta da censura ao Brasil.
O mutismo sobre o lançamento mais importante do ano deve ser chamado de que? De liberdade de decidir o que ocultar? De excesso de cuidado na edição?
Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Que acordo foi selado entre os grandes meios para que uma das grandes pautas do ano fosse um não tema, um não-fato, algo inexistente para grande parte do público?
Comissão da verdade
Privatização é um tema sensível em toda a América Latina. No Brasil, uma pesquisa de 2007, realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Instituto Ipsos detectou que 62% da população era contra a venda de patrimônio público. Nas eleições de 2006, o assunto foi decisivo para a vitória de Lula (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB).
Que a imprensa discorde do conteúdo do livro, apesar da farta documentação, tudo bem. Mas a obra é, em si, um fato jornalístico. Revela as vísceras de um processo que está a merecer também uma comissão da verdade, para que o país tome ciência das reais motivações de um dos maiores processos de transferência patrimonial da História.
Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?
O expediente não é inédito. Há 12 anos, outra investigação sobre o mesmo tema – o clássico O Brasil privatizado, de Aloysio Biondi – alcançou a formidável marca de 170 mil exemplares vendidos. Nenhuma lista publicou o feito. O pretexto: foram vendas diretas, feitas por sindicatos e entidades populares, através de livreiros autônomos. O que valeria na contagem seriam livrarias comerciais.
E agora? A privataria tucana faz ótima carreira nas grandes livrarias e magazines virtuais.
Deu no New York Times
O cartunista Henfil (1944-1988) costumava dizer, nos anos 1970, que só se poderia ter certeza de algo que saísse no New York Times. Notícias sobre prisões, torturas, crise econômica no Brasil não eram estampadas pela mídia local, submetida a rígida censura. Mas dava no NYT. Aliás, esse era o título de seu único longa metragem, Tanga: deu no New York Times, de 1987. Era a história de um ditador caribenho que tomava conhecimento dos fatos do mundo através do único exemplar do jornal enviado ao seu país. As informações eram sonegadas ao restante da população.
Hoje quem sonega informação no Brasil é a própria grande mídia, numa espécie de censura privada. O título do filme do Henfil poderia ser atualizado para “Deu na internet”. As redes virtuais furaram um bloqueio que parecia inexpugnável. E deixam a mídia bem mal na foto…
Por Gilberto Maringoni *(Carta Maior)
RBS disputa marca “JÁ” no INPI
A RBS Participações está questionando junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) o registro da marca “JÁ”, pedido pela empresa Já Porto Alegre Editores, que edita os jornais “JÁ” e “JÁ Bom Fim”, além de ter publicados mais de quarenta títulos de livros com o selo “JÁ Editores”.
Segundo a representação, o registro da Já Editores “conflita com os direitos da RBS sobre o sinal JA”, pois ambas atuam no “segmento mercadológico afim”, caracterizando “concorrência desleal”, com “sério prejuízo ao público consumidor”.
A RBS usa as letras JÁ, identificadas foneticamente como “jota-a”, como sigla do Jornal do Almoço, e tem seu registro no INPI desde 2009, na categoria 41 (“serviços de produção de rádio ou televisão”).
O jornal JÁ circula em Porto Alegre desde 1985 e tem uma edição on-line desde 2003 mas o pedido de registro da marca só foi depositado no início de 2010 e, no início desde ano, publicado na Revista de Propriedade Industrial, na categoria 16 (“jornais, livros, revistas ou periódicos”).
Segundo o editor do JÁ, Elmar Bones, a marca estava registrada pelo Diário Popular de São Paulo, mas ficou livre no final de 2009. “O jornal pelo que sei foi vendido e os novos proprietários se desinteressaram pela marca. No inicio de 2010 fiquei sabendo que estava livre e encaminhei o pedido de registro, que foi acolhido e publicado na revista do INPI com 60 dias para oposições. Aí surgiu a dona RBS dizendo que o JÁ tem (novo) dono”.
A Já Editores encaminhou sua defesa ao INPI, alegando anterioridade de uso da marca e inexistência de conflito, uma vez que os registros estão em categorias distintas e não há relação entre elas.HPS recebe quatro novos aparelhos para radiologia
O Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre recebe R$ 2 milhões que serão destinados para a modernização do serviço de radiologia do hospital.
O HPS possui atualmente cinco aparelhos convencionais de raio-x, com a modernização, o serviço ganhará quatro novos equipamentos que substituirão os existentes, além de um sistema digital DRX e dois conjuntos de digitalizador multicassete.
Os novos aparelhos irão fornecer imagens digitais, conferindo maior agilidade no atendimento do paciente. “As imagens ficarão prontas em no máximo cinco minutos, elas já estarão disponíveis na Rede de informação do hospital, facilitando o diagnóstico do médico”, avalia o diretor do hospital, Júlio Ferreira.
Com os investimentos, o serviço de radiologia deixará de usar filmes e produtos químicos para revelação das imagens, que serão transmitidas via Internet, trazendo maior qualidade do diagnóstico e agilidade na informação que estará disponível para os profissionais. O hospital aposta ainda numa economia com a manutenção dos equipamentos existentes gera um custo anual de R$ 280 mil, o novo sistema reduzirá os gastos para R$ 82 mil por ano.
O setor de radiologia do hospital realiza uma média mensal de 6410 exames de raio-x, 648 tomografias e cerca de 100 ecografias.


