Autor: Elmar Bones

  • Coojornal recebe prêmio Açorianos

    O livro Coojornal, que conta a trajetória de um jornal de jornalistas sob o regime militar, ganhou o prêmio açorianos de literatura na categoria especial.
    O Projeto Coojornal tem o objetivo de resgatar a memória do mensário editado pela Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre, de marcante atuação na luta pela redemocratização do país. O Coojornal circulou entre 1975 e 1982 e se caracterizou pela valorização da reportagem e a coragem de retratar a realidade brasileira num momento em que o Brasil vivia sob uma ditadura militar.
    O livro, organizado por Elmar Bones, Rafael Guimaraens e Ayrton Centeno, conta a história do jornal e uma coletânea das principais reportagens e entrevistas publicadas ao longo de sua existência.
    Livro infantil é destaque no Prêmio Açorianos de Literatura 2011
    Pela primeira vez, o ganhador na categoria livro infantil, Celso Sisto, vence também na categoria melhor livro do ano, pela obra Diáfana.
    Os vencedores do Prêmio Açorianos de Literatura 2011 foram anunciados na noite desta segunda-feira, 12,  no Teatro Renascença.
    A cerimônia foi apresentada por Humberto Gessinger, que também interpretou músicas, e Vivian Schäfer, com cenografia de Fernanda Abarno Peres e direção de Rene Goya Filho.
    A cerimônia contou ainda com homenagem ao escritor e médico gaúcho Moacyr Scliar, falecido em 2011, apresentando um vídeo com trechos de obras e imagens do autor no processo de redação.
    Confira a lista dos premiados:
    Livro do Ano
    DIÁFANA
    Autor: Celso Sisto
    Editora Scipione
    Prêmio Açorianos de Criação Literária/Narrativa Longa
    POR QUE OS PONCHOS SÃO NEGROS
    Roberto Schaan Ferreira

    Ensaio de Literatura e Humanidades

    Ó MEUS AMIGOS, NÃO HÁ AMIGOS
    Organizadoras: Suzana Albornoz e Eunice Piazza Gai
    Editora Movimento

    Especial

    COOJORNAL – UM JORNAL DE JORNALISTAS SOB O REGIME MILITAR
    Autores: Rafael Guimaraens, Ayrton Centeno e Elmar Bones
    Editora Libretos
    Narrativa Longa
    DON FRUTOS
    Autor: Aldyr Garcia Schlee
    Editora ARdoTEmpo
    Poesia
    CALENDÁRIO
    Autor: André Dick
    Oficina Raquel
    Crônica
    BAILARINA SEM BREU
    Autora: Mariana Bertolucci
    Editora Libretos
    Conto
    DAIMON JUNTO À PORTA
    Autor: Nelson Rego
    Editora Dublinense
    Infanto-Juvenil
    SUPER
    Autor: Marcelo Carneiro da Cunha
    Editora Record
    Livro Infantil
    DIÁFANA
    Autor: Celso Sisto
    Editora Scipione
    Projeto Gráfico
    40 MICROCONTOS EXPERIMENTAIS
    Autor: Airton Cattani – Projeto Gráfico: Airton Cattani
    Marcavisual
    Vencedor
    Capa
    QUERO SER REGINALDO PUJOL FILHO
    Autor: Reginaldo Pujol Filho – Capa: Samir Machado de Machado
    Não Editora

    Destaques

    BANCO DE LIVROS, da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais – FIERGS
    SÉRIE AUTORES GAÚCHOS, da Radiofam – Famecos/PUCRS

  • Porto Seco e Gasômetro podem ser interditados por falta de plano de prevenção contra incêndios

    A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre ajuizou ação civil pública com pedido liminar de interdição do Complexo Cultural do Porto Seco (Sambódromo) e do Complexo Usina do Gasômetro.
    A medida judicial foi adotada devido à falta de atendimento, por parte da Prefeitura da Capital e Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre, das legislações que determinam a obrigatoriedade do Plano de Prevenção Contra Incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros.
    Segundo a legislação municipal, todas as edificações localizadas na Capital devem adotar normas de proteção contra incêndio.
    O secretário municipal da Cultura, Sérgius Gonzaga, informou que a Usina do Gasômetro possui plano de incêndio, mas foi feita uma alteração, já que está sendo construído no local o teatro Elis Regina. Esta alteração no plano foi feita e aguarda aprovação dos bombeiros. Já no Porto Seco, será necessária a construção de uma espécie de barreira entre os barracões, o que deve ser feito até janeiro.

  • Coleta de lixo na Capital só será regularizada quinta-feira

    O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) colocou 26 equipes próprias para reforçar a coleta de lixo orgânico domiciliar em Porto Alegre. Desde a semana passada a empresa Sustentare, que rescindiu contrato com a prefeitura, começou a enfrentar problemas com seus funcionários.
    O comprometimento do trabalho regular de transição, entre a rescisão de contrato com a Sustentare e o início das atividades da empresa Revita, que na próxima quarta-feira, 14, assume a operação, teve origem em reivindicações trabalhistas e não deve cessar nos próximos dias.
    “A Sustentare começou a ter esses problemas na quarta-feira passada, quinto dia útil do mês, mas ao longo do dia conseguiu fazer os pagamentos de salários e percentuais de 13º. Então, parecia que a operação voltaria ao normal e, com o reforço, poderiam ser recuperados os atrasos.
    Acúmulo
    Mas, na sexta-feira e principalmente no sábado, a deserção de servidores foi muito grande e uma parte significativa da cidade ficou sem coleta. Estamos trabalhando para recuperar essas deficiências, mas, como segunda-feira e terça-feira são nossos dias mais pesados, temos consciência de que o caminho da normalidade só poderá ser retomado mesmo a partir de quarta-feira, quando a nova empresa assumirá a operação”, explica Carlos Vicente Gonçalves, diretor-geral em exercício do DMLU.
    A coleta regular do lixo orgânico domiciliar é composta por 37 roteiros diurnos e 23 noturnos, basicamente três vezes por semana – segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras ou terças-feiras, quintas-feiras e sábados.
    Como não há coleta regular nos domingos, o acúmulo torna as coletas de segunda-feira e terça-feira maiores do que nos outros dias da semana.
    As equipes de apoio do DMLU estão atuando nos roteiros em que a Sustentare tem deixado maiores deficiências, como foi o caso da Zona Norte na noite de sábado. Como cada roteiro passa por partes de diversos bairros, as deficiências ficam pulverizadas e, por isso, não é possível identificar uma área específica do problema.
    O DMLU diz que as coletas regulares do lixo seletivo e da zona de contêineres seguem normalmente.

  • Comitês populares denunciam remoções forçadas nas cidades que vão receber a Copa

    As obras de preparação para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 já provocaram, pelo menos, 21 casos de remoção forçada de moradores em sete capitais, de acordo com o dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil.
    O documento, divulgado hoje (12) pela Articulação Nacional de Comitês Populares da Copa, traz relatos de desalojamentos irregulares em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
    Segundo o relatório, as ações de desocupação de comunidades e famílias são marcadas pela arbitrariedade. “São aplicadas estratégias de guerra e perseguição, como a marcação de casas a tinta, sem esclarecimentos, invasão de domicílios sem mandados judiciais, apropriação indevida e destruição de bens móveis”.
    O dossiê estima que até 170 mil pessoas possam ser removidas para dar espaço a empreendimentos de infraestrutura ligados aos eventos esportivos.
    As decisões sobre as obras de infraestrutura para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 têm deixado a sociedade de fora das discussões, segundo o dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil.
    Como exemplo dos problemas causados por esse modelo, cita o veículo leve sobre trilhos (VLT) planejado para ser construído em Brasília. Segundo o documento, apesar de a capital federal apresentar deficiências em relação ao transporte coletivo, principalmente nas áreas periféricas e mais populosas da cidade, foi feita uma opção que não contempla essas questões. “A decisão pelos investimentos no VLT implica altos investimentos conectando o aeroporto à região nobre da cidade, na área mais bem servida por linhas de ônibus, metrô, táxis”.
    Segundo o dossiê, o “atropelo” dos procedimentos muitas vezes é justificado com base em compromissos com entidades privadas como o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA). “Apoiado em uma noção pervertida de ‘interesse público’, o Estado brasileiro tem sistematicamente se recusado a estabelecer processos de diálogo horizontal com os grupos sociais e comunidades ameaçados [pelas obras de infraestrutura]”.
    Os comitês populares são organizações formadas a partir da união de movimentos sociais, acadêmicos e organizações políticas para fiscalizar e denunciar abusos e ilegalidades relacionados aos megaeventos esportivos que o Brasil vai receber nos próximos anos.

  • Câmara de Porto Alegre elege presidente para 2012

    Em sessão extraordinária, a Câmara Municipal de Porto Alegre elegeu na manhã desta segunda-feira (12), a nova composição da Mesa Diretora para o ano de 2012. Na oportunidade, o nome do vereador Mauro Zacher (PDT) foi confirmado com 33 votos, contra dois da bancada do PSOL. A votação foi marcada pela participação de manifestantes contrários e favoráveis ao vereador.
    Para vice-presidente, foi eleito por unanimidade o vereador Haroldo de Souza (PMDB). Para a 2ª vice-presidência, foi eleita a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL). Para  cargo de primeiro secretário, foi escolhido o vereador Carlos Todeschini (PT). A segunda secretaria será ocupada pelo vereador Airto Ferronato (PSB) e a terceira secretaria, pelo vereador João Carlos Nedel (PP).
    Zacher comandará a casa em ano de eleição municipal. Será forte aliado do atual prefeito José Fortunati, também do PDT, que concorrerá a reeleição.

  • Grupo irá discutir soluções para a Cidade Baixa

    Tomaram posse nesta sexta-feira, (9/12), os integrantes do Grupo de Trabalho (GT) para buscar soluções para os problemas do bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. O GT foi proposto durante uma reunião entre a comunidade e a prefeitura, que aconteceu em novembro.
    A ideia é debater e propor alternativas para resolver as questões que envolvem a comunidade. A região reúne um grande número de residências, mas também concentra bares e casas noturnas.
    P ara a prefeitura, a criação do GT vai permitir que os próprios moradores e comerciantes, os vereadores e a Brigada Militar, sejam protagonistas no encaminhamento dos assuntos que estão gerando conflitos. “Temos convicção que com o debate e seguindo o que determina a Lei poderemos encontrar soluções adequadas para os problemas apontados por ambos os lados”, afirmou o prefeito José Fortunati.
    Fazem parte do GT Como representantes dos moradores: Roberta Rosito Corrêa e Daniele Dallfollo Peducia, como titulares e Helena Cristina Julião Lopes e Gilmar Prates Muller, como suplentes. Pela prefeitura: Samir Ali; André de Oliveria Carús; Carlos Manoel Perez Pires; Andréa Teichmann Vizotto.
    Os indicados pelos empresários são: Eli Antonio Sturmer e Moacir Biazibetti, como titulares e Jacir Carlos e Adolfo Marina Filho, como suplentes. Do SindiPoa, participa Maria Isabel Nehme e da Brigada Militar o major Luis Ulisses Rodrigues Nunes. Pela Câmara Municipal, participam os vereadores Professor Garcia e Haroldo de Souza como titulares e como suplentes Tarciso Flecha Negra  e Fernanda Melchiona.

  • Túnel da Conceição: alça para a Alberto Bins liberada em janeiro

    A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) decidiu que a alça de saída do Túnel da Conceição, no Centro de Porto Alegre, será liberada, permitindo o tráfego de veículos para a avenida Alberto Bins. A alça está bloqueada para o trânsito desde o início das obras realizadas pela Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV). A medida, prevista para a primeira quinzena de janeiro, acontece após análises técnicas na circulação daquela área, para um melhor atendimento aos usuários de seis linhas de lotação que utilizam o túnel, com ingresso na Alberto Bins, atualmente com um itinerário bem mais longo, com a necessidade de circulação pela rua da Conceição e Coronel Vicente.
    A passagem para a avenida Farrapos não será aberta. As linhas de lotação, com ingresso na alça para a Alberto Bins, em seus itinerários originais, via túnel, e que serão retomados em janeiro, são as seguintes:
    03.11 – Ipiranga PUC – Osvaldo Aranha;
    40.2 – Joao Abbot;
    40.4 – Petrópolis SESC;
    40.41 – Petrópolis FAPA;
    40.5 – Chácara das Pedras/Paineira;
    40.51 – Chácara das Pedras/3 Figueiras.
    A reforma do Túnel da Conceição deve estar concluída em Janeiro. Todas as mudanças no Trânsito  feitas para amenizar o bloqueio do túnel serão mantidas – conforme entrevista do diretor da EPTC, Vanderlei Capellari ao JÁ.

  • Lojistas elevam previsão de vendas no Natal para 8,5%

    Os lojistas estão otimistas em relação às vendas de Natal e esperam comercializar 8,5% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. A previsão anterior era de que a vendas seriam 6,5% maiores. De acordo com o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, a nova estimativa pode ser considerada favorável em vista do quadro geral da economia, impactado pela crise econômica que atinge, principalmente, a Europa e os Estados Unidos. Em 2010, as vendas foram quase 12% superiores às do Natal de 2009.
    Segundo Pellizzaro Junior, o setor de vendas do varejo espera forte impulso dos negócios no primeiro trimestre de 2012, em razão da previsão de aumento de 14% no salário mínimo. Haverá, segundo o presidente da CNDL, uma forte injeção de recursos na economia, que deverá apresentar resultados melhores que o mesmo período de 2011.
    A CNDL encaminhou ao Ministério da Fazenda um pedido para redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os móveis, para que o segmento mantenha o ritmo de vendas atual. De acordo com Pellizzaro Junior, se não for concedido o benefício, o setor vai ter queda substancial de vendas neste fim de ano, pois a redução do IPI para os produtos da chamada linha branca faz com que os consumidores migrem suas compras do setor de móveis para o de eletromésticos. Ele acredita que o governo dará uma resposta sobre o assunto em uma semana.

  • População hostiliza jornalistas na Argentina – maioria acredita que eles mentem

    Vai passando quase despercebida – por estar sendo pouco comentada – matéria da Folha de São Paulo de segunda-feira que, por sua importância, chegou a ser publicada no site da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).
    É de autoria da jornalista Sylvia Colombo, 39, correspondente daquele jornal na Argentina (Buenos Aires). Sob um título nitidamente partidarizado como “Cristina Kirchner faz cerco à imprensa independente”, Sylvia relata o clima político que vive a Argentina no âmbito da “guerra” entre governo, de um lado, e meios de comunicação do outro.
    Todavia, a jornalista faz isso sob a ótica de um dos atores envolvidos no processo, o que, de acordo com o seu próprio ponto de vista, não seria jornalismo. É imperativo ler esse relato porque, descartadas as opiniões e idiossincrasias da autora, revela como um governo de centro-esquerda com propostas e ideais muito parecidos com os do governo
    Dilma Rousseff está derrotando a filial argentina da franquia midiático-conservadora que governou ao menos a América do Sul desde sempre até a virada do século XX, e que está mantendo o governo brasileiro literalmente acuado. Se já leu essa matéria, releia (abaixo) e reflita sob a ótica que será proposta.
    Se não leu, há que ler.
    Cristina Kirchner faz cerco à imprensa independente
    Ter, 06 de Dezembro de 2011
    Folha de São Paulo
    Mundo – Mídia
    Governo usa veículos próprios para praticar “jornalismo militante”
    SYLVIA COLOMBO, DE BUENOS AIRES
    “Você trabalha no ‘Clarín’?”, pergunta mal-humorado o taxista ao repórter do jornal, depois que ele diz o endereço onde quer ir.
    Meu colega já vinha se irritando com esse tipo de patrulha. Chegou a dar nomes de ruas paralelas, preferindo caminhar até a redação, só para não ouvir agressões de apoiadores do governo, que está em guerra com a imprensa independente.
    Nesse dia, respondeu: “Não, estou indo lá só para entregar um envelope”. Depois, pensou no absurdo que tinha sido levado a dizer. Uma outra colega, que faz um curso de pós-graduação numa universidade local, havia se interessado pela aula de determinado professor. Um dia, foi pedir recomendações de leitura.
    Ele, simpático, a recebeu e perguntou a que se dedicava. Ela, orgulhosa, encheu a boca e disse: “jornalista”. Quem já está há algum tempo na profissão acostumou-se a ouvir comentários positivos depois de uma apresentação assim.
    Em grande parte do mundo ocidental, considera-se o jornalismo uma atividade nobre e importante para a sociedade. Pois o professor dessa minha amiga parou de sorrir quando ouviu essa palavra. “Aqui não gostamos de jornalistas”, disse.
    Comigo acontece também direto. Numa ocasião, numa barulhenta sala de espera de um dentista, enquanto preenchia minha ficha, a secretária perguntou minha profissão. Quando disse, fez-se silêncio, quebrado apenas pelo comentário desconcertante de uma senhora: “No seu país vocês são mentirosos também?”
    Em debate do programa “6,7,8?, atração da TV estatal cuja finalidade é malhar a imprensa crítica ao kirchnerismo, o comentarista Orlando Barone soltou a seguinte pérola: “O jornalismo é inevitavelmente de direita porque a democracia é de direita.
    O jornalismo nasce para defender a democracia, dentro dos cânones instituídos da propriedade privada”. O governo Cristina Kirchner, que começa um novo ciclo no próximo sábado, é louvável em alguns aspectos: tirou a Argentina da prostração econômica pós-2001, levou militares responsáveis pela repressão da ditadura (1976-1983) à prisão e aprovou o matrimônio gay.
    Porém, sua relação belicosa com a imprensa assusta. Para defender-se da imprensa, o governo montou um grande conglomerado. Seus veículos defendem as políticas do governo, mas, principalmente, atacam a cobertura de jornais tradicionais e, o que é mais grave, questionam a própria utilidade da mídia independente.
    A proposta dos meios kirchneristas é implantar o que chamam de “jornalismo militante”, que prega a ideia de que o compromisso do jornalismo deve ser com “causas”, citando explicações da professora da faculdade de comunicação de La Plata, Florencia Saintout. Intelectuais como ela se defendem dizendo que, como o jornalismo nunca é objetivo, é melhor escolher de uma vez um lado da trincheira.
    As “causas” do jornalismo militante, obviamente, não são quaisquer causas. Em essência, coincidem com as bandeiras do governo. O governo já anunciou que reforçará a execução da Lei de Meios, que tirará poderes de grupos como o Clarín e dará mais espaço a “meios militantes”.
    Os próximos quatro anos serão, portanto, um desafio para o jornalismo independente, essencial para o funcionamento das instituições da Argentina. Cristina, que dá sinais de que prefere se alinhar ao Brasil de Dilma, mais do que à Venezuela de Chávez, deveria baixar o tom contra a imprensa independente.
    Nada a fará mais parecida com o líder venezuelano do que acuar o jornalismo e fazer com que jornalistas tenham vergonha de declarar o que fazem em público.
    Do blog* www.blogcidadania.com.br

  • Pec da água agora vai a votação no plenário da Assembleia

    Após quatro anos tramitando na Assembleia Legislativa, a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que dispõe sobre a água como um serviço público essencial à vida foi aprovada pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente, nesta quarta-feira (07/12).
    Reapresentada esse ano pelo deputado Luiz Fernando Schmidt (PT) e outros 24 deputados, a proposta já está apta para ser votada em sessão plenária.
    A PEC da água, como ficou conhecida, acrescenta um novo artigo à Constituição do Rio Grande do Sul, garantindo o caráter público dos serviços de água e saneamento. Na prática, se aprovada na votação plenária, impedirá a privatização da água no Estado.
    Na reunião ordinária desta manhã, a PEC foi aprovada por unanimidade. Agora a emenda segue para plenário, onde precisará de 3/5 dos votos dos deputados, em dois turnos.
    A PEC determina que os serviços de água e esgoto só poderão ser prestados por empresas públicas ou de economia mista com o controle do poder público estadual. Ou seja, os municípios podem receber os serviços da Corsan, ou ter empresas municipais com pelo menos 51% de controle público do capital votante e do capital social. O deputado Schmidt comemorou a aprovação e ressaltou que o propósito é de assegurar que as questões de ordem social prevaleçam sobre razões de ordem econômica. “As águas de domínio do Estado são um bem público essencial à vida, cujo uso deve ficar subordinado ao interesse da população”, justificou.