Autor: Elmar Bones

  • Mais um voo da TAP entre Porto Alegre e Lisboa

    A TAP oferecerá mais uma ligação por semana entre Porto Alegre e Lisboa no período de 16 de setembro a 28 de outubro, reforçando a operação lançada em junho, que passa de quatro para cinco voos por semana.
    Conforme planejamento e estratégia da companhia a nova rota recebe mais uma oferta. Desde que iniciou a operação, em 12 de junho, a TAP já transportou nesta rota mais de 10 mil passageiros, com uma taxa média de ocupação dos voos de 95% durante o mês de julho.
    A nova frequência será realizada às sextas-feiras em aviões A330 com capacidade para 263 passageiros. Com partida de Porto Alegre às 21h40 e chegada em Lisboa às 12h20 do dia seguinte. No sentido inverso, os voos saem de Lisboa às 11h15 e chegam na capital gaúcha às 18h30. As demais operações permanecem nos mesmos dias e horários. Desta maneira, durante o período referido a TAP oferecerá cinco ligações semanais entre Porto Alegre e Lisboa, às segundas, quartas e sextas-feiras, sábados e domingos.
    Para Luiz Mór, vice-presidente da TAP, este reforço “é o sinal de que valeu a pena fazer esta aposta, significando que os gaúchos estão confirmando Lisboa para entrar na Europa e que os europeus estão começando a descobrir um outro Brasil”.
    A companhia aérea portuguesa transportou em 2010 mais de 1,4 milhões de passageiros entre Portugal e as nove cidades brasileiras para onde operou, mais 2% do que no ano anterior.
    Coordenação: Beti Sefrin
    Jornalista responsável: Simone Caniello
    Assessoria de imprensa

  • Há uma pedra no caminho da "privatização" do cais Mauá

    (Geraldo Hasse)- Na iminência de ser finalmente implementado, após acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquáticos (Antaq), o projeto de “revitalização” do cais Mauá, em Porto Alegre, tem pela frente um parcel (obstáculosubmerso que representa perigo para a navegação): a resistência da Superintendênciade Portos e Hidrovias (SPH) em desocupar sua sede histórica no centro do portoda capital em favor do concessionário da área licitada pelo governo do Estado. Peça fundamental do acordo feito em Brasília é que a deficitária SPH fique com o dinheiro do aluguel do cais.
    O desalojamento da SPH não é o único problema. Além de ter de mudar-se para o lado urbano do Muro do Guaíba, a autarquia herdeira do velho DEPRC precisa remover das dependências do cais Mauá dezenas de inquilinos.
    Alguns são legais como os Bombeiros, o Ministério da Agricultura e a Anvisa, mas a maioria instalou-se e se mantém no local em condições irregulares.
    “Ao todo, temos 54 usuários nas instalações do porto”, diz Vanderlan Vasconselos,superintendente da SPH. Ex-prefeito de Esteio e suplente de deputado estadual pelo PSB, Vasconselos não tem experiência portuária mas acredita no renascimento da navegação nas hidrovias gaúchas.
    A dificuldade da SPH em abandonar o prédio de quatro andares e outras dependências na Avenida Mauá deve vir à tona na próxima quarta-feira no evento Tá na Mesa, da Federasul.
    Foi convidado como palestrante o arquiteto Jaime Lerner, consultor do consórcio de investidores que ganhou a licitação para“revitalizar” o cais Mauá por meio da construção de um conjunto de torres para escritórios, hotelaria e lazer na beira do Guaíba.

  • Simon à Dilma: "Resista,presidenta"

    O senador Pedro Simon leu uma “Carta Aberta” à presidenta Dilma Rousseff na sessão do Senado desta quarta-feira.
    – Resista, sra. Presidenta, não se curve à chantagem política em nome da falácia da governabilidade, diz o senador gaúcho.
    “Talvez a Senhora, apesar da experiência recente nos mais altos cargos da República, ainda assim não tivesse dado conta de que o poder também tem os seus torniquetes.
    Antes, os porões. Agora, as coxias.
    Por isso, vou repetir, sempre que necessário, a nossa palavra-chave: resistir.
    Resista à continuidade da corrupção.
    Antes, lhe exigiam nomes. Agora, trazem-nos.
    Repito: os princípios são os mesmos. Resista!
    INTEGRA DA CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEF
    “Senhor Presidente,
    Senhoras Senadoras e Senhores Senadores:
    Hoje, quem sabe, com a permissão do presidente dessa sessão e com o aval de todos os meus pares, eu pudesse modificar essa avocação inicial, para me dirigir, diretamente, à nossa presidenta da República.
    Eu poderia me reportar a ela pessoalmente, até porque ela tem me demonstrado, nos nossos poucos encontros formais, uma atenção especial, diria até carinhoso, não sei se por respeito à idade, ou pelo muito que nos une, politicamente, nessa nossa trajetória histórica de luzes e de sombras.
    Eu tenho a convicção de que milhões de brasileiros gostariam de ter, neste momento, o mesmo privilégio desta tribuna, cujos microfones têm o poder de levar as nossas vozes, tanto para os lares brasileiros, através da Rádio e da TV Senado, como para os gabinetes de todos os poderes.
    Todos esses mesmos brasileiros, estou certo, têm, hoje, uma mensagem à Presidenta Dilma Roussef. Faço-o porque não posso fugir à responsabilidade que me foi dada pelo voto, a mais legítima procuração para falar em nome do coletivo. Faço-o, também, e por que não, pela coerência que me impus na construção da minha própria história.
    Procuro uma palavra que possa simbolizar a nossa presidenta, ao mesmo tempo em que traduza o sentimento que deverá alinhavar essa nossa conversa. De um senador a uma presidenta, ambos eleitos e legítimos nas suas funções públicas. Busco, então, na presidenta, uma característica, uma maneira de ser, um predicado que possa completar e justificar o sujeito da minha mensagem.
    Poderia ser “trabalho”. Poderia ser “obstinação”. Poderia ser “persistência”. Poderia ser “luta”. Poderia ser, quem sabe, “perdão”. De repente, eu me vejo diante de uma múltipla escolha, de características pessoais próprias da biografia de quem a vida é plena de sentimentos coletivos.
    Talvez a melhor palavra para, ao mesmo tempo, constituir-se no mote dessa minha espécie de “carta aberta à presidenta da República”, ao mesmo tempo em que identifique, da forma que eu imagino ser mais fiel, a minha “destinatária”, seja “resistência”. Repito: resistência!
    Vou ao nosso mais famoso dicionário. “Resistência”: “ato ou efeito de resistir; força que se opõe a outra, que não cede a outra; força que defende um organismo do desgaste de doença, cansaço, fome, etc.; aquilo que se opõe ao deslocamento de um corpo que se move; luta em defesa; oposição ou reação a uma força opressora; vigor moral, ânimo”
    Portanto, Excelentíssima Senhora Presidente Dilma Roussef.
    Acho que não preciso justificar a minha escolha, quando me lembro da sua história. Ela tem sido, até aqui, marcada por todos os significados da palavra “resistir”. No campo pessoal. No campo político. Enfim, no campo da sua própria vida.
    As masmorras da vida jamais lhe fizeram esmorecer. Nem mesmo quando a força opressora, ou quando o sistema, lhe tentaram minar o último fio dessa mesma resistência. E, consequentemente, da sua existência.
    Sei que, nesses momentos, não é fácil “oferecer a outra face”. Perdoar, quem sabe. Esquecer, difícil.
    Mas, ainda que tenham sido momentos inesquecíveis, do ponto de vista histórico e pessoal, a Senhora está vivendo, hoje, o tempo mais importante da sua vida.
    O princípio é o mesmo: a luta pelos milhões que estão, ou que continuam, lá fora. Dos subterrâneos de ontem e dos gabinetes de hoje. Os que estão lá fora da verdadeira cidadania. Os que estão lá fora, ainda, da verdadeira liberdade. E da verdadeira democracia.
    Talvez a Senhora, apesar da experiência recente nos mais altos cargos da República, ainda assim não tivesse dado conta de que o poder também tem os seus torniquetes.
    Antes, os porões. Agora, as coxias.
    Por isso, vou repetir, sempre que necessário, a nossa palavra-chave: resistir.
    Resista à continuidade da corrupção.
    Antes, lhe exigiam nomes. Agora, trazem-nos.
    A Senhora nunca deu os nomes, como afirmou, emocionada, naquela sessão aqui do Senado, “porque isso significava indicá-los ao corredor da morte”. Agora, não aceite indicações que não tenham o lastro da ética. Desviar o dinheiro público é, também, encaminhar outros nomes para o corredor da morte pela fome, pela falta de remédios, pela falta de segurança, pela falta de cidadania. Pela escuridão que persiste: a do analfabetismo.
    Repito: os princípios são os mesmos. Resista!
    Os poderes são harmônicos e independentes. Mas, a harmonia não pode ser alcançada através da imposição, principalmente se ela vier descalça dos melhores valores.
    Se o poder tem que ser compartilhado, e se ainda é difícil fugir das tais “base de apoio”, é preciso saber em nome de quem, e de que, falam os “interlocutores”. Que interesses reais movem as tais “indicações”? Do bem coletivo ou dos interesses individuais e de pequenos grupos?
    Não se curve à chantagem. Nomeie, apenas, profissionais cujos currículos sejam construídos pela competência e pelo profissionalismo e moldados pela ética. Aqueles que se proponham, tão somente, trabalhar pelo bem comum.
    A sociedade brasileira foi às ruas e exigiu “ficha limpa” para todos os que se propõem exercer um mandato político. Isso deve ser estendido para todos os que ocupem um cargo público.
    A ficha limpa tem que ser, necessariamente, um critério para qualquer nomeação, em todos os escalões do governo. Qualquer desvio de conduta tem que ser, necessariamente, acompanhado da devida punição. Que se inicia, obviamente, pela destituição do cargo. E que siga todos os demais trâmites legais, para que sirva de exemplo.
    O País não pode continuar inerte aos esquemas de corrupção que se instalaram nas entranhas do poder. E, existem dois remédios para curetar essa verdadeira ferida, que sangra recursos públicos. O primeiro é preventivo: que os atos de nomeação sejam acompanhados, necessariamente, pela chancela da probidade do nomeado. O segundo é corretivo: se as luzes do poder ofuscarem a ética do nomeado, que ele não continue se protegendo com o “remédio caseiro” da impunidade.
    O episódio recente, que envolveu um dos seus principais ministros, foi um sinal que alimenta, nos brasileiros, a esperança da devida mudança. Antes, as denúncias eram descaracterizadas por defesas pré-fabricadas. Por discursos de continuísmo. Neste episódio, a Senhora deu mostras de que não haverá tolerância com quem usa, em benefício próprio, os holofotes do poder, não importa quem seja.
    Tenha a certeza, senhora Presidenta, de que a minha voz, aqui no Congresso, não é isolada. Os seus gestos de resistência terão, aqui, a ressonância construída pelo eco das ruas. Podemos, também aqui, ser minoria. Mas, a experiência recente dá conta de que a vontade popular atravessa as paredes dos gabinetes. Abre as coxias.
    A sua resistência, senhora Presidenta, poderá ser, inclusive, um passo dos mais importantes para uma mudança de postura e de conduta, não só no Poder Executivo, mas em todas as outras instâncias, do Judiciário e, principalmente, do Legislativo.
    Bom será o dia em que o Congresso votará, apenas e tão somente, segundo as convicções dos parlamentares. Segundo, como deve ser, as aspirações de quem eles representam. Que o voto em plenário não se constitua em um instrumento de troca para a liberação de emendas e a indicação de apadrinhados.
    Se a proposta legislativa for aprovada, ou rejeitada, que seja porque as nossas consciências assim o oriente, e não porque se construiu maiorias a poder de promessas nem sempre lastreadas na boa conduta.
    Quem sabe essa atitude seja, então, o início, de fato, de uma reforma política? Ou, pelo menos de uma reforma nas condutas políticas?

  • Água é a questão central do Código Florestal

    Geraldo Hasse
    Não nos deixemos enganar: mesmo girando em torno da manutenção de áreas verdes junto a cursos d’água,os debates sobre a reforma do Código Florestal referem-se inequivocamente ao uso do precioso líquido sem o qual desabará toda vida na Terra.
    Portanto, nesse caso, mais do que nunca, os impasses individuais devem subordinar-se ao interesse coletivo de cunho preservacionista. Se prevalecer o interesse da produção agrícola, tal como ele é exercido no Brasil e na maior parte do mundo, corremos o risco de ter o futuro roubado*.
    Não é só o Código Florestal. Todos os entreveros ambientais nas bacias dos rios São Francisco, Madeira, Xingu, Tietê, Doce, Uruguai e tantos outros não deixam dúvidas de que os impasses vividos pelas comunidades brasileiras giram principalmente em torno do uso da água para consumo animal, abastecimento doméstico e como insumo agrícola e industrial, aqui incluída especialmente a produção de eletricidade em represas.
    Ora, a preservação do verde não pode ser um discurso vazio, uma sucessão de furos n’água. Deve ser prioridade dos governantes e das comunidades conscientes da necessidade do equilíbrio entre a vida animal-vegetal-mineral.
    Pois a água é o denominador comum dos três reinos acima.
    Centros de destruição da vegetação, as cidades acumulam construções, carros e pessoas num processo incessante de produção, consumo, desperdício, contaminação e sujeira onde a preservação do verde costuma ficar em último lugar.
    Entre a fiação elétrica e as árvores, prevalece o interesse industrial,como se vê nessa época do ano (outono/inverno), quando as prefeituras e as companhias de eletricidade iniciam as podas anuais de desobstrução das linhas elétricas.
    Ainda assim, há cidades que se destacam pela arborização e o paisagismo urbano. Perto da pobreza paisagística da maioria das cidades da Metade Sul do Rio Grande – e Pelotas, convenhamos, é “pelada” em arborização –, Porto Alegre é rica em verde. A população planta árvores frutíferas nas calçadas como forma de recuperar a intimidade perdida com a natureza.
    Nesse contexto aparentemente adiantado, custa acreditar que aceitem promover corridas da Formula Indy em Porto Alegre os mesmos dirigentes políticos que fizeram da capital gaúcha a sede do Forum Social Mundial em 2000. O FSM foi o contraponto ao Fórum Econômico de Davos, onde os ricos do mundo se reúnem para discutir como manter o imperialismo em perfeito estado de funcionamento.
    Dez anos depois, seria de esperar que as lideranças portoalegrenses estivessem mais antenadas para os danos causados por eventos como esse, centrado no consumo deletério de petróleo e na produção intensiva de poluição atmosférica e sonora.
    O prefeito da cidade é o ex-petista José Fortunati, agora no PDT. O governador é Tarso Genro, um petista histórico. Como se explica tamanho conformismo aos ditames do Mercado? É uma mistura de falta de memória, ausência de coragem política e escassez de projetos alternativos.
    Em vez de um show importado cuja montagem tende a tumultuar as ruas do centro da cidade, não seria melhor promover algum tipo de maratona ecológica que levasse a população a um pensar autônomo, sem a submissão automática que caracteriza os países econômica e culturalmente dependentes?
    A pergunta não vale apenas para Porto Alegre; vale para todas as cidades que cedem seu sistema viário para a realização de corridas de carros.
    * “O Futuro Roubado” é o título de um livro sobre a contaminação de alimentos por produtos químicos; escrito por Theo Colborn e outros, foi publicado no Brasil em 1997 pelaL&PM Editores, de Porto Alegre.

  • Câmara deve aprovar criação da Secretaria dos Animais

    A Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou hoje parecer relativo ao projeto de lei que cria a Secretaria dos Direitos dos Animais (Seda). Com essa decisão, a matéria está apta a ser apreciada pelo Plenário da Casa.

    O presidente da Cosmam, vereador Thiago Duarte (PDT) entende que basta a liderança do governo solicitar priorização para a matéria, o plenário coloca em votação na segunda-feira, 20/6. “O parecer já foi aprovado nas demais comissões”, avisa.
    O prefeito José Fortunati (PDT) foi pessoalmente à reunião fazer um apelo aos vereadores para que o projeto seja votado antes do início do recesso legislativo. A última sessão plenária antes das férias regimentais dos vereadores acontece em 4 de julho. Até lá, Fortunati quer ver a proposta da Seda aprovada. “Essa proposta é um salto de qualidade para a questão do bem estar animal em nossa cidade”, destacou. Atualmente, existem 300 mil animais de rua dentro do município de Porto Alegre.
    Segundo o prefeito, o projeto da Seda contempla um programa abrangente sobre o tema do bem estar animal em transversalidade com o tema da saúde pública. Sua atuação pressupõe ações conjuntas com a vigilância sanitária e a área de controle de zoonozes da Secretaria da Saúde, se preocupando com o tratamento adequado, adoção consciente, castração ou outras formas de esterilização de gatos, cachorros e de cavalos.
    O vereador Beto Moesch (PP) mostrou apoio à futura secretaria e sugeriu que o Executivo incorpore ao projeto um relatório entregue aos vereadores durante o encontro, que detalha todas as atribuições do futuro órgão, define seu organograma e como deverá ser incluído na estrutura orçamentária do município.
    O documento demonstra, por exemplo, a estrutura de profissionais da Seda, com veterinários clínicos, veterinários cirurgiões, equipes de castração e de manejo e de busca de doadores para equinos. Mostra ainda que a pasta deverá ser formada por apenas um secretário, sem a figura do adjunto, e com as coordenadorias preenchidas, preferencialmente, por pessoal do quadro técnico-científico da prefeitura em funções gratificadas.

  • Servidores vão às ruas contra o pacote

    Outdoors e cartazes assinados por 21 entidades de servidores públicos estaduais, e espalhados pelas ruas de Porto Alegre marcaram hoje o início das mobilizações contra os projetos que o governador Tarso Genro quer aprovar na Assembléia.
    Amanhã, estão programadas diversas manifestações no Estado para exigir a retirada do pacote da Assembleia Legislativa que, segundo as entidades, ataca os direitos dos trabalhadores estaduais da educação.
    Além da paralisação de um dia de aula, haverá vigília na Praça da Matriz, preparada por núcleos do CPERS/sindicato
    A concentração será das 10h às 17h, As atividades, organizadas nos 42.núcleos do Sindicato, contarão com a participação de servidores de outras categorias do funcionalismo.
    Os educadores não concordam com alterações na previdência estadual e no pagamento das Requisições de Pequeno Valor, as RPVs. Também são contra a criação de fundos de capitalização para os novos servidores.
    As categorias entendem que ao separar os servidores entre atuais e novos, o governo acaba com o princípio da solidariedade.
    No dia 22 deste mês, os trabalhadores da educação se reúnem em assembleia geral, a partir das 13h30, no Gigantinho, em Porto Alegre, para deliberar sobre a paralisação de trabalho nos dias em que os projetos de Tarso forem à votação no Legislativo.
    O governador Tarso Genro, ao retornar de 17 dias no exterior, se mostrou confiante na maioria que tem na Assembléia e diz que os projetos serão aprovados. Nos próximos dias, ele terá um bom trabalho para evitar que os servidores ganhem a opinião pública. Aí,não tem maioria que segure.

  • Mistério envolve morte de jovens em Imbé

    A Polícia de Imbé investiga as causas das mortes de duas jovens em menos de 48 horas encontradas enforcadas em suas casas e a existência de um possível pacto de morte entre elas e outras duas jovens.
    As investigações levam a crer que a adolescente de 16 anos e a mulher de 24 anos cometeram suicídio como parte de um ritual. Os nomes não foram revelados.

  • ARI promove debate sobre jornais de bairro

    Aspectos legais e de sustentação econômica dos jornais de bairro e segmentados são os temas centrais dos debates que acontecem neste sábado, a partir das 10 horas, no Salão Nobre da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), oitavo andar do Edifício Alberto André. A iniciativa encerra as comemorações da Semana Hipólito José da Costa, criada pela Lei estadual 11.300, de 29 de dezembro de 1998, e marca a passagem do Dia da Imprensa, homenagem instituída no país pela Lei 9.831, de 13 de setembro de 1999.
    Serão debatedores no evento: Paulo Ricardo Tomasini, presidente da Associação dos Jornais de Bairro e Segmentados de Porto Alegre / Rede Jornal e diretor do jornal Floresta; Elmar Bones da Costa, diretor da Editora Já e do Jornal Já; Gustavo Cruz da Silveira, diretor e editor do Jornalecão; e Érico Vieira, diretor do Jornal Bem-Estar Porto Alegre e da Rede Bem-Estar Nacional.
    Como painelistas estarão presentes os jornalistas Flávio Dutra, Coordenador da Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, e Vera Spolidoro, Secretária de Estado da Comunicação e Inclusão Digital. O exame das peculiaridades dos jornais locais tem ingresso gratuito, mas com lugares limitados. Informações pelo telefone (51) 3211.1555, ou site www.ari.org.br.

  • Especialista recomenda reduzir exposição à radiação

    O engenheiro Álvaro Salles, um dos maiores especialistas brasileiros em telecomunicações, afirma que o anúncio feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de que a radiação emitida pelos aparelhos celulares pode aumentar o risco de câncer nos usuários é a “ponta do iceberg” dos estudos que estão sendo desenvolvidos em diversos países.
    Chefe do Laboratório de Comunicações Eletro-Óticas do Departamento de Engenharia Elétrica da UFRGS, Salles coordena uma equipe de pesquisadores, que há cerca de 15 anos estuda os efeitos biológicos das radiações não-ionizantes (RNI) no organismo humano. Esse tipo de onda eletromagnética é o que permite falar ao telefone sem fio ou acessar a Internet sem fio.
    “O que está aparecendo na mídia é só o começo, em função do posicionamento importante, ainda que tardio, da OMS, que tem sido sempre muito conservadora em relação a estas questões”, diz o professor.
    Salles explica que já estão disponíveis na literatura cientifica internacional resultados consistentes em relação a diferentes tipos de exposição às radiações. “Especialmente em relação às exposições de baixo nível e de longa duração às RNI, como no caso daqueles que moram ou trabalham próximo a estações fixas de telefonia celular (ERBs), de rádios AM e FM, tevês etc”, explica o professor.
    Ele alerta para a disseminação dos sistemas de Comunicações Sem Fio (tipo Wireless), como WiFi, WiMax, Bluetooth etc. “Estes sistemas estão sendo utilizados largamente em residências, locais de trabalho, shopping centers, aeroportos, áreas publicas de lazer, antes de terem provado ser inócuos à saúde. Inclusive estão sendo usados em salas de aulas com crianças, onde elas podem permanecer por várias horas expostas à radiação”, adverte.
    Diante dos fortes indícios de que mesmo as radiações de baixo nível e longo tempo de exposição também podem causar efeitos danosos à saúde, o professor recomenda que as pessoas reduzam ao máximo estas exposições. “Os governos, as indústrias e as operadoras deveriam encarar com mais seriedade e responsabilidade estas questões, antes que seja tarde demais para reparar os danos à saúde publica. Quem pagara esta conta? O SUS, que esta pagando a conta do cigarro?”, completa.

  • 'Pioneiros da Ecologia' inspira exposição na Câmara Municipal

    O Memorial da Câmara Municipal de Porto Alegre apresenta até 30 de junho a exposição História do Ambientalismo Gaúcho, que homenageia a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de Junho). A mostra é inspirada no livro Pioneiros da Ecologia, dos jornalistas Elmar Bones e Geraldo Hasse, lançado pela JÁ Editores, e reúne 16 banners que abordam os principais aspectos do movimento em defesa da natureza no Rio Grande do Sul.
    A exposição aponta as contribuições de Henrique Luis Roessler e do Padre Balduíno Rambo, até a emergência da geração de militantes formada por José Lutzenberger, Augusto Carneiro, Caio Lustosa, Flávio Lewgoy e Sebastião Pinheiro. Também valoriza o trabalho das mulheres ao movimento ecológico, citando as pioneiras Hilda Zimmermann, Giselda Castro e Magda Renner, além do papel da imprensa local nas lutas pela preservação da natureza.
    “As mulheres foram intelectuais de destaque no movimento, escrevendo notáveis textos em defesa da ecologia”, afirma o coordenador do Memorial da Câmara, Jorge Barcellos. “A imprensa gaúcha tomou uma posição na luta ambientalista porque colaborou na divulgação, através de inúmeros artigos de seus militantes e de pautas ambientalistas.”
    Os painéis não deixam de fora grandes lutas dos ecologistas gaúchos, como o combate ao uso dos agrotóxicos e pela constituição de políticas voltadas para o meio ambiente no Estado e no município de Porto Alegre. Recordam, especialmente, que a primeira associação de ecologistas da América Latina foi a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan).
    O próprio Lutzenberger, no entanto, dizia que “o cara que começou tudo isso” foi Roessler, que fundou a União Protetora da Natureza (UPN) 16 anos antes. A história deste precursor do ambientalismo está em Roessler – o primeiro ecopolítico, do jornalista Ayrton Centeno, também da JÁ Editores.
    Com entrada franca, a exposição pode ser visitada das 9 às 18 horas, de segundas a quintas-feiras, e das 9 às 16 horas, às sextas-feiras, no térreo da Câmara Municipal (Avenida Loureiro da Silva, 255). Escolas interessadas em visitas orientadas devem entrar em contato pelo telefone (51) 3220-4187.