Autor: Elmar Bones

  • Ecarta Musical terá blues no sábado

    O ritmo do Ecarta Musical do sábado, 28 de maio, às 18h, será de blues instrumental. O espetáculo, com entrada franca, será Bourbon Blues, com o guitarrista, violonista, cantor e compositor Gambona e o gaitista e cantor Ale Ravanello. Na ocasião, Gambona fará o lançamento do seu CD, também chamado Bourbon Blues, com músicas próprias e algumas releituras de clássicos. O trabalho tem sonoridade acústica e o show reproduzirá isso, passeando pelo blues, pelo jazz e também pelo folk, mas com uma identidade própria. a fundação Ecarta fica na avenida João Pessoa, 943, Porto Alegre.
    Gambona é guitarrista, violonista, cantor e compositor rio-grandino, radicado em Porto Alegre. Participou da cena musical rio-grandina nos anos 80 e 90. No final dos 90 se apresentou nos Estados Unidos, na Espanha e em Portugal. Participou de festivais internacionais de blues, como Natu Blues Festival e Mercoblues, edições Chile e Uruguai. Tocou e acompanhou diversos artistas de blues e rock, nacionais e internacionais. Teve cinco indicações para o Prêmio Açorianos de Música: gênero Blues em 2010, com seu segundo CD, intitulado Vida Blues; e três como melhor compositor, melhor intérprete e melhor CD.
    Ale Ravanello é gaitista e cantor, participou de diversas bandas de blues de Porto Alegre e acompanhou vários artistas nacionais e internacionais deste gênero musical. Também é um dos gaitistas de blues mais requisitados para shows e gravações no Estado. Participou do festival Mercoblues, edição Uruguai, do Festival de Blues de Buenos Aires, na Argentina, e das três edições do Moinhos Blues Festival, em Caxias do Sul. Em 2009, lançou o CD Ale Ravanello Blues Combo – Live at Mr. Jones, bar de blues mais importante da Argentina. Foi indicado para o Prêmio Açorianos de 2009, na categoria Melhor Intérprete de blues e jazz.

  • Justiça nega mais uma ação contra jornalista

    Em menos de 48 horas, a Justiça gaúcha negou duas ações por danos morais contra jornalistas. Na quarta-feira, a sentença foi favorável a Luiz Claudio Cunha, autor do livro Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios — uma reportagem dos tempos da ditadura, e à editora L&PM. Ontem foi a vez de André Machado, da Rádio Gaúcha, ser absolvido no processo movido por Tarsila Crusius, em favor de seu filho João Guilherme Crusius D`Ávila, neto da ex-governadora Yeda Crusius.
    Por dois votos a um, os desembargadores da Nona Câmara Cível do TJ/RS mantiveram a decisão de improcedência de pedido de indenização por danos morais.
    O processo diz respeito à exposição considerada indevida da imagem do menino, “em situação vexatória”. A foto foi publicada no blog de André no portal ClicRBS, em função da cobertura de manifestação de professores diante da casa da então governadora, em julho de 2009. “Lamento o desgaste passado pela governadora, filha e netos, mas isso [o processo] é muito pior para a imagem dela do que a publicação da foto de um fato. Meu texto era favorável a ela, pois no meu entendimento a casa não era local para manifestação do Cpers”, diz André Machado, em declaração reproduzida no site do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul. “Acho que o jornalista tem que saber o limite de atuação, estou tranquilo quanto a isso. Há o Código Penal, as pessoas podem reclamar, mas lamento toda a ação movida contra jornalistas, especialmente vinda de políticos”, afirmou. 
    Na época do fato, o autor da foto, Caco Argemi, chegou a ser detido pela Brigada Militar, conforme reportagem da edição número 92 do jornal Versão dos Jornalistas, publicado pelo Sindicato. “Foi uma vitória para a cobertura jornalística. Aquela foto representava a notícia. Reconhecemos e louvamos o Estatuto da Criança e do Adolescente, mas a governadora é que foi responsável por expor as crianças, trazidas de pijama e elevadas ao fato. A vitória de dois votos a um foi uma vitória do Jornalismo”, diz o presidente da entidade, José Nunes.
    A foto também foi publicada pelos jornais Zero Hora, O Globo e O Estado de S. Paulo, além da revista Veja. As publicações também são ou foram alvo de ação de pedido de indenização por parte da família. Em março, a Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça condenou Infoglobo Comunicações SA, empresa que edita O Globo e Globo Online a pagar R$ 20 mil a João Guilherme a título de indenização moral.
    Com informações do portal Coletiva.net

  • Justiça nega indenização a ex-agente do DOPs

    Para a relatora da apelação, desembargadora Marilene Bonzanini Bernardi, “não se verifica a intenção do escritor de macular a reputação do servidor, apesar de satirizar e criticar seu modo de agir.”
    E ainda: “Não é possível limitar a criatividade e liberdade de escritores que abordam tema delicado como esse, pois se corre o risco de constranger o espírito investigativo dos repórteres e de encobrir informações necessárias para a fundamentação de nossa consciência crítica.
    A magistrada ressaltou também estar presente, nesse caso, o interesse da sociedade e da própria história ao conhecimento, ainda que parcial, dos fatos ocorridos em recente período político, conhecido pelo lado negro da intolerância, da prepotência e da ausência de liberdade.
    A 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou ontem à tarde indenização por danos morais ao inspetor aposentado do Dops gaúcho, João Augusto da Rosa, contra o jornalista Luiz Cláudio Cunha, autor do livro Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios — uma reportagem dos tempos da ditadura, e contra a editora L&PM.
    Envolvido no sequestro dos militantes uruguaios Universindo Díaz, Lílian Celiberti e seus dois filhos ainda crianças, Camilo e Francesca, ocorrido em 1978, o ex-agente da repressão que usava o condinome Irno se considera injuriado em duas linhas, pinçadas num texto de 450 páginas: “Nem parecia um policial. Tinha a cara e o focinho de um burocrata medíocre e exótico de algum escritório infecto de contabilidade da periferia”.
    No julgamento de primeira instância, em que perdeu, o ex-policial alegou que fora tratado como um animal. No dia 6 de julho do ano passado, a juíza Cláudia Maria Hardt, da 18ª Vara Cível do Foro de Porto Alegre, julgou improcedente a ação do seqüestrador do DOPS, que ela define como “triste episódio contado no livro (…) relato pertencente a um tempo (que foi) ‘página infeliz da nossa história’, nas palavras do próprio Chico Buarque”.
    Na apelação, o servidor aposentado da Segurança Pública defendeu que a publicação utiliza palavreado acusatório e ofensivo contra sua pessoa, o que levou a população a acreditar novamente que ele era um criminoso. Ressaltou que o livro o aponta como autor do crime, sem informar a respeito de sua absolvição em processo criminal no então Tribunal de Alçada (grau recursal). Apontou, ainda, que foram publicadas fotos suas sem seu consentimento.
    A defesa do escritor e da editora afirmou que o livro é baseado em reportagens já publicadas na Revista Veja, portanto nada de novo a respeito do apelante foi divulgado, incluindo-se as fotos. E enfatizou que a publicação limita-se a narrar fatos ocorridos.
    Para a relatora da apelação, desembargadora Marilene Bonzanini Bernardi, não se verifica a intenção do escritor de macular a reputação do servidor, apesar de satirizar e criticar seu modo de agir.
    Citando sentença da magistrada de 1º Grau, Juíza de Direito Cláudia Maria Hardt, observou que a pretensão da obra foi clara: expor ao publico profunda pesquisa acerca de fatos ocorridos em época em que tais informações não poderiam ser publicamente difundidas sem retaliações. Assim, nos tempos, atuais, tem-se que a liberdade de manifestação, quando exercida regularmente, não denigre o direito à imagem. Enfatizou que a ausência de menção ao recurso que absolveu o servidor no Tribunal de Alçada por falta de provas não afasta essa conclusão, já que a obra traz uma coletânea de reportagens de todo um acontecimento, não sendo centrada no autor da ação.
    A magistrada referiu que não é possível limitar a criatividade e liberdade de escritores que abordam tema delicado como esse, pois se corre o risco de constranger o espírito investigativo dos repórteres e de encobrir informações necessárias para a fundamentação de nossa consciência crítica.
    Ressaltou ainda estar presente, nesse caso, o interesse da sociedade e da própria história ao conhecimento, ainda que parcial, dos fatos ocorridos em recente período político, conhecido pelo lado negro da intolerância, da prepotência e da ausência de liberdade.
    Os desembargadores Iris Helena Medeiros Nogueira e Leonel Pires Ohlweiler acompanharam o voto da relatora.
    Sequestro dos Uruguaios
    O livro “O Sequestro dos Uruguaios” reconstitui com riqueza de detalhes um dos episódios emblemáticos dos regimes militares que assolaram o continente sulamericano, na segunda metade do século passado.
    O seqüestro foi uma operação conjunta e clandestina de policiais brasileiros e uruguaios, perpetrada em novembro de 1978.
    As vítimas, Universindo Díaz e Lílian Celiberti e os dois filhos menores de Lílian, foram apanhados em Porto Alegre e entregues na fronteira aos agentes da repressão uruguaia. Díaz e Celiberti eram militantes de uma organização de esquerda que combatia a ditadura no Uruguai e que estavam refugiados no Brasil.
    Um detalhe impediu que a operação fosse um êxito completo, como foram muitas outras. Um telefonema anônimo para a redação da revista Veja, em Porto Alegre, levou Luiz Cláudio Cunha e o fotógrafo João Batista Scalco a um apartamento no bairro Menino Deus, onde os dois uruguaios estavam morando. “Está ocorrendo um seqüestro”, disse o informante.
    Quando os dois jornalistas chegaram ao apartamento, Lílian e Universindo já estavam nas mãos dos agentes da repressão, que aguardavam para apanhar outro militante – Hugo Cores, o chefe do grupo.
    Lílian abriu a porta, mas não conseguiu falar nada. Dois homens que estavam no interior do apartamento apareceram, de armas na mão. Um colocou a pistola na cabeça de Cunha e o outro fez o mesmo com Scalco.
    Os jornalistas se identificaram e depois de breve interrogatório foram liberados, com a recomendação da nada falarem, pois se tratava de uma operação para apanhar uruguaios ilegais no país.
    O seqüestro seguiu seu curso. Em poucos dias, os dois uruguaios e as crianças estariam em Montevidéo, nas mãos dos agentes da ditadura uruguaia.
    Outro detalhe seria decisivo para desvendar toda a história: Scalco, experiente fotógrafo de futebol, reconheceu o homem que apontou a arma para sua cabeça. Era o ex-atacante do Inter, conhecido como Didi Pedalada, que se tornara agente do Dops.
    A partir desta pista, os jornalistas desvendaram a operação. O segundo homem seria idendificado quase dois anos depois – era João Augusto da Rosa, que usava o codinome de Irno.
    A identificação de Didi foi cabal e ele chegou a ser condenado. Mas a identificação de Irno, através de fotografias, foi insuficiente. Embora denunciado pelo promotor e condenado em primeira instância, ele foi absolvido, em recurso, por falta de provas.
    As provas que poderiam ser decisivas contra ele – o testemunho dos seqüestrados – não puderam ser usados. Quando ele foi absolvido, Lílian Celiberti e Universindo Dias, estavam incomunicáveis no cárcere da ditadura uruguaia.

  • Vereadores discutem transporte de passageiros no Guaíba

    Vereadores da Capital querem ampliar o debate sobre o transporte de passageiros no lago Guaíba. Em reunião ontem no Legislativo com o diretor da EPTC, Carlos Alexandre Ávila, e com o superintendente de Portos e Hidrovias do Estado. Vanderlan Vasconselos, ficou definido que a Câmara irá elaborar um plano a fim de implantar o sistema hidroviário na Grande Porto Alegre. A proposta será encaminhada à Prefeitura e ao governo do Estado.
    O presidente da Cuthab, vereador Pedro Ruas (PSOL), lembrou que em 1989 ele foi autor da lei nº 6384, promulgada pelo então prefeito Olívio Dutra, que tinha como objetivo implantar o transporte hidroviário coletivo de passageiros no Guaíba. Segundo Ruas, na época a grande briga foi com a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) que detinha o poder das concessões. Conforme Ruas, o transporte hidroviário não substitui o transporte convencional, porém as vantagens são a manutenção mais barata da embarcação, sendo que a estrutura hidroviária não precisa de reparos diários.
    Carlos Alexandre Ávila, diretor da EPTC, afirmou que já na primeira viagem experimental de catamarã, solicitou ao prefeito a formação de uma comissão de trabalho para o detalhamento dos temas que envolvem todo o processo de implantação do transporte hidroviário no Guaíba. Este processo, segundo Ávila, envolve mudanças de modal, alternativas de atracadouros e qual a distância a ser percorrida. Para ele é preciso adequar a lei para este novo transporte.
    O diretor de Transportes da Metroplan, Marcus Damini, informou que já estão ocorrendo reuniões com a EPTC, visando a implantação do transporte hidroviário o que depende de verbas para os trabalhos de dragagem do Guaíba, cálculos do calado necessário para a navegação, entre outros.
    Para Vanderlan Vasconselos, superintendente de Portos e Hidrovias do Estado, é preciso buscar alternativas para a implantação do transporte hidroviário na Capital. Ele prometeu retornar ao Legislativo na próxima reunião sobre o tema para apresentar um vídeo com todo o mapa hidroviário do Estado. 
    “Precisamos ter conhecimento do rio, se está em condições de navegabilidade, um estudo do clima da região, saber qual o material que está depositado no fundo do rio que pode ser cascalho, areia ou terra, a necessidade de radares, GPs, iluminação e a criação de carta náutica. Para tudo isto é preciso previsão orçamentária que não existe. Só com vontade política teremos um transporte hidroviário”, argumentou Vasconselos.

  • Justiça julga recurso de ex-agente do DOPs contra jornalista

    Hoje, a partir da 14 horas, a 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul julga o recurso do inspetor aposentado do Dops gaúcho, João Augusto da Rosa, que move ação por danos morais contra o jornalista Luiz Cláudio Cunha, autor do livro Operação Condor: o Sequestro dos Uruguaios — uma reportagem dos tempos da ditadura.
    Participam da sessão as desembargadoras Marilena Bonzanini, relatora do processo, Íris Helena Medeiros Nogueira e o desembargador Leonel Pires Ohlweiler.
    Envolvido no sequestro dos militantes uruguaios Universindo Díaz, Lílian Celiberti e seus dois filhos ainda crianças, Camilo e Francesca, ocorrido em 1978, o ex-agente da repressão que usava o condinome Irno se considera injuriado em duas linhas, pinçadas num texto de 450 páginas: “Nem parecia um policial. Tinha a cara e o focinho de um burocrata medíocre e exótico de algum escritório infecto de contabilidade da periferia”.
    No julgamento de primeira instância, em que perdeu, o ex-policial alegou que fora tratado como um animal.

  • Nova classe média muda padrão de consumo

    O padrão de consumo no Brasil está mudando e continuará sofrendo alterações nos próximos dez anos devido ao aumento da renda média e da escolaridade do brasileiro e envelhecimento da população. A conclusão é do estudo O Novo Cenário Socioeconômico e seu Impacto sobre os Negócios, divulgado hoje pela manhã na Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS).
    O estudo apresenta projeções a respeito do consumidor gaúcho do futuro e prováveis transformações nos setores envolvidos. Há uma ascensão crescente dos indivíduos mais pobres e uma distribuição mais equânime da riqueza. A base da pirâmide vem diminuindo e continua nos próximos anos. A classe C é a base da mudança, sendo que até 2020, deverá representar quase 70% do total de habitantes, englobando cerca de 8 milhões de gaúchos. As classes A e B estão crescendo em ritmo menor mas, somadas, serão mais volumosas do que as D e E juntas. Até o final desta década, a camada da população mais pobre deverá concentrar pouco mais de 300 mil pessoas, frente aos quase 3 milhões de componentes atuais.
    “Consequentemente, as classes A, B e C irão deter, praticamente, a totalidade do poder de compra das famílias gaúchas em 2020”, diz o estudo, mapeado a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-2009 e das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (PNADs), ambas do IBGE.
    As mudanças observadas na estrutura etária da população, que passa a contar com uma maior participação de faixas de idade mais avançadas, principalmente de adultos jovens, influenciam diretamente nas projeções de gastos para 2020. “O setor terciário deve estar atento à transição etária, que eleva o número de idosos no Estado e amplia a base de adultos entre 20 e 40 anos, que têm hábitos de consumo peculiares”, alerta o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Zildo De Marchi.
    A aquisição de veículos, por exemplo, deve representar 8,9% dos investimentos totais em bens das famílias gaúchas em 2020 (1,7% a mais do que representa hoje). Da mesma forma, deverá aumentar em 4,1% ao ano a despesa com combustíveis para veículos pessoais. Os gastos com serviços de assistência à saúde, por sua vez, devem aumentar 3,6% em função da maior quantidade de idosos na população.
    Conforme o economista Marcelo Portugal, em 2020, 30% da população terá entre 20 e 40 anos, a faixa etária que mais produz. “Nós vamos ter uma janela de oportunidade porque essa parcela é a que trabalha mais, então vamos produzir mais”, destaca.
    Elevação da renda
    A renda familiar per capita no Rio Grande do Sul deve crescer, em média, 3,5% ao ano. Em relação ao PIB estadual, estima-se que chegue a R$ 300 bilhões (a preços de 2010) em 2020. “A elevação da renda e a ascensão da classe média interferem em termos de perfil de consumo. Indivíduos que antes não adquiriam determinados bens e serviços passarão a adquiri-los, e também estarão mais atentos à qualidade daquilo que consomem”, afirma o presidente da Fecomércio-RS.
    Os bons presságios também incluem a educação, que deve receber mais investimentos por parte das famílias nos próximos anos e, consequentemente, gerar indivíduos mais qualificados a aumentarem sua renda. Entre os segmentos de serviços, esse é o de maior destaque em termos de elevação nos gastos: previsão de 6,8% de aumento ao ano. Televisão, Telefone e Internet aparecem em seguida, com incremento de 6,38% no período. Com isso, estima-se que indivíduos que hoje pertencem às classes D e E ascendam ao que se pode caracterizar como uma nova classe média, principal motor do consumo recente observado no Brasil.
    “Os níveis crescentes de educação e a consequente ampliação da renda elevam a capacidade de consumo das famílias e alteram o perfil desse consumo, tendo em vista a ascensão social de quem tem sua renda ampliada”, afirma a pesquisa, que prevê que o nível de escolaridade da população com idade superior a 25 anos chegará a 8,8 anos de estudo em 2020.
    Para De Marchi, o material pode auxiliar as empresas a realizarem seu planejamento. “Qualquer empresário deseja ter a noção de como se comportará o mercado e sua demanda. Com informações desse tipo em mãos, o empreendedor aumenta a probabilidade de acerto de suas decisões de investimento e ampliação de negócios, pois antevê algumas mudanças que estão para ocorrer”, finaliza.
    O estudo pode ser acessado através do link: www.fecomercio-rs.org.br/fecomercio/novo_cenario_socioeconomico.pdf

  • Greve na saúde superlota emergência do Clínicas

    A Emergência do Hospital de Clínicas, que enfrenta permanente quadro de superlotação, nesta terça-feira está vivendo uma situação ainda mais difícil.
    Em função da greve dos municipários e da consequente redução dos atendimentos nos postos e unidadesbásicas de saúde, o setor está com sua capacidade totalmente esgotada.
    São 131adultos internados em um espaço que comporta 49 e 19 crianças em uma unidadeque deveria abrigar apenas nove.
    A Emergência NÃO está fechada; no entanto, novos pacientes que chegam à instituição passam por uma triagem e,devido às dificuldades existentes, é dada prioridade aos casos mais graves.
    Diante desse quadro, a Administração do Hospitalsolicita a colaboração da populaçãode Porto Alegre e da Região Metropolitana no sentido de que, em casos mais simples, não procure o Clínicas, que só está conseguindo atender os pacientes realmente graves e de risco.
    O QUE A EMERGÊNCIA ATENDE
    Dor no peito / infarto.
    Derrame cerebral.
    Dor abdominal com febre.
    Hemorragia digestiva.
    Falta de ar aguda.
    Neoplasias (pacientes com câncer atendidos no HCPA que sofrem intercorrências).
    Perda de consciência.
    Alteração de sinais vitais (pressão excessivamente alta ou baixa, batimentos cardíacos alterados…).
    O QUE A EMERGÊNCIA NÃO ATENDE
    Oftalmologia (problemas nos olhos).
    Otorrinolaringologia (dor de ouvido, dor de garganta).
    Psiquiatria (transtornos mentais, sofrimento psíquico, depressão, risco de suicídio, surtos).
    Traumato-ortopedia (tiros e facadas, fraturas e entorses, acidentes de trânsito…).
    Intoxicações (alcoolismo, drogadição, ingestão excessiva de medicamentos, consumo produtos de limpeza).
    Picadas de animais peçonhentos.
    Acidentes em geral.
    Constipação.
    Dor de dente.
    Dores musculares.
    Dores crônicas (aquela que a pessoa tem há mais de seis meses).
    Gripe se resfriados sem complicações.
    Além disto, na Emergência:
    – não são aplicadas vacinas;
    – não são fornecidos atestados ou receitas;
    – não são marcadas consultas com especialistas a partir de encaminhamentos de postos de saúde;
    – não é atendido o paciente que faltou a uma consulta no ambulatório do HCPA e quer suprir esta falta.

  • Frágil e Interações podem ser visitadas até sexta

    Duas exposições de artes plásticas estão abertas para visitação até dia 27 deste mês na Câmara Municipal de Porto Alegre (Avenida Loureiro da Silva, 255). Na Galeria Clébio Sória (térreo), Léo(nardo) Pereira apresenta pinturas em técnica mista da série Frágil. No T Cultural Tereza Franco (2º piso), Helio Grinke apresenta a mostra Interações, que reúne desenhos em resina grafitada sobre papel.
    LÉO(NARDO) – Papelão, tecido, linha de costura, corda, plástico de garrafa pet e até cimento tingido servem de matéria-prima para as pinturas da exposição Frágil, de Léo(nardo). São obras supercoloridas que combinam materiais alternativos e elementos tradicionais de pintura e desenho, como tintas a óleo e acrílica, grafite e giz pastel. O título da mostra tem origem no aviso Cuidado Frágil!, estampado nas caixas de papelão para produtos delicados, que aparecem transfiguradas nas pinturas. Nascido em 1975 em Porto Alegre, Léo(nardo) é bacharel em Artes Plásticas/Pintura pela Ufrgs.
    HELIO GRINKE – Os desenhos de Helio Grinke reunidos em Interações resultaram de experimentos realizados entre julho de 2008 e fevereiro de 2010 com resina grafitada e pigmentos sobre papel. As obras são apresentadas em painéis interativos, algumas entremeadas por espelhos, com as quais o artista sugere a fusão de duas linguagens: “A primeira com uma resolução técnica, intuitiva e pictórica (quadrículas); a outra em linguagem subjetiva (espelhos), em que é proposta ao espectador uma auto-reflexão do seu papel no contexto social”. Grinke nasceu em 1955 em Porto Alegre. Em 2002, ingressou no curso de Artes Visuais da Ulbra e, paralelamente, até 2004, participou do Atelier Koralle.
    As exposições têm entrada franca e podem ser visitadas das 9 às 18 horas, de segunda a quinta-feira, e das 9 às 16 horas na sexta-feira. Informações no setor de Exposições do Memorial da Câmara: (51) 3220-4392, e-mail claudiah@camarapoa.rs.gv.br

  • Resíduos sólidos é tema de Congresso Ambiental

    Soluções para elaborar um planejamento estratégico que contemple os novos desafios para o departamento ambiental, ações preventivas, mapeamento de riscos, legislação e práticas para responder aos dispositivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Esses serão alguns dos principais assuntos em debate no 9º Congresso Ambiental, que ocorre entre os dias 13 e 15 de junho, em São Paulo.
    A conferência reunirá personalidades do direito ambiental brasileiro. Na abertura, o sócio da Milaré Advogados, Édis Milaré, explanará sobre as novas condicionantes do licenciamento ambiental. Na sequência, o gerente jurídico do Grupo BMG, Fabiano Blanc Xavier, trará estratégias para enfrentar a subjetividade na interpretação da lei que rege a compensação ambiental.
    Outro tema de destaque é a reforma do Código Florestal. A assistente da diretoria jurídica da Copel, Regina Bacellar, analisará seus impactos para as atividades empresariais.  Já, o coordenador jurídico de biodiversidade e meio ambiente da Natura, Bruno Sabbag, e o assessor de meio ambiente da presidência da Sabesp, Marcelo Morgado, discutirão acerca das iniciativas governamentais de controle de mudanças climáticas.
    Completam a programação da conferência as apresentações da Felsberg e Associados, ABRELP, Ministério Público de São Paulo, Décio Freire e Associados, Veirano Advogados e Tojal, Teixeira Ferreira, Serrano & Renault Advogados Associados. Entre os temas que serão abordados estão os contratos e cláusulas ambientais, relação entre finanças e meio ambiente e estratégias para minimizar riscos.
    No dia 15 acontecerá um seminário especial sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O encontro será presidido pelo sócio da Pinheiro Neto Advogados, Werner Grau Neto e terá palestras de executivos da Basf, TetraPak, Sindicom e Abinee. Em pauta, os aspectos técnicos da legislação e as práticas atualmente utilizadas pelas companhias.
    O evento é promovido pela IBC, representante no Brasil da Informa Group, especializada em informação empresarial. A programação completa está disponível no site www.informagroup.com.br/ambiental ou pode ser solicitada na Central de Atendimento da IBC pelo telefone 11-3017-6808 e pelo e-mail imprensa@informagroup.com.br.

  • Ufrgs comemora 30 anos do Unimúsica com shows e debates

    Criado em 1981 como uma iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, que tinha como intenção abrir espaço para a produção musical universitária, o Unimúsica fez surgir junto com ele uma geração da qual fizeram parte grandes nomes do cenário musical gaúcho como: Nelson Coelho de Castro, Vitor Ramil, Totonho Villeroy e Nei Lisboa. De lá para cá, o projeto adotou um caráter mais didático proporcionando oficinas, debates, encontros com artistas, mostras cinematográficas e distribuição de materiais gráficos ao público.
    Os espetáculos também passaram a ser idealizados segundo temas específicos como: piano e voz (2004), que tinha como objetivo resgatar a importância histórica da relação instrumento-canção, e contrapontos (2008), que colocava lado a lado músicos experiente e jovens artistas.
    Em comemoração as três décadas de existência do projeto, o Departamento de Difusão Cultural da UFRGS dá início – no dia 1º de junho, às 20h, no Salão de Atos da Reitoria da Ufrgs – à série tempomúsicapensamento com Zélia Duncan e Arthur Nestrovski. Na data em questão, os artistas irão realizar um ensaio aberto. No dia seguinte, 2 de junho, ambos se apresentam também às 20h, no Palco do Salão de Atos. O repertório recupera algumas das canções cantadas em 2007, quando os mesmos criaram juntos o show Na linha de Cartola para o Unimúsica, além de outras músicas, que englobam trabalhos individuais e obras-primas do cancioneiro norte-americano e clássicos da música brasileira.
    O tempo, foco da série deste ano, foi escolhido por ser o elemento por trás do resultado mostrado no palco. Quase que imperceptível, ele envolve tanto o processo criativo, fundamental para a o desenvolvimento de uma obra, quanto o esforço empregado para a manutenção de uma carreira artística e, principalmente, de um projeto cultural, que, no Brasil, tende a ter vida curta.
    Zélia Duncan começou a cantar profissionalmente em 1981, mesmo ano em que o Unimúsica surgiu. A partir deste momento, deu início a uma sólida carreira que concilia qualidade artística e grande popularidade. Em 1990, gravou o primeiro disco, Outra luz, pelo qual recebeu duas indicações para o prêmio Sharp, como revelação e melhor cantora pop-rock. De lá pra cá, a cantora e compositora de voz inconfundível lançou muitos outros: Zélia Duncan (1994), Intimidade (1996), Acesso (1998), Sortimento (2001), Sortimento vivo (2002), Eu me transformo em outras (2004), Pré-pós-tudo-bossa-band (2005) e Pelo Sabor do Gesto, álbum de 2009 consagrado pela crítica, que rendeu à cantora uma indicação ao Grammy Latino e o prêmio de Melhor Cantora na categoria Pop/Rock da 21ª edição do Prêmio da Música Brasileira. Para celebrar os trinta anos de carreira, Zélia Duncan prepara o lançamento do DVD Pelo Sabor do Gesto em Cena.
    Arthur Nestrovski é atualmente o diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). Formado em música pela Universidade de York (Inglaterra) e doutor em literatura e música pela Universidade de Iowa (EUA), foi articulista da Folha de São Paulo (1992 -2009) e editor da PubliFolha (1999-2009). Nestrovski é autor de Notas musicais, Outras notas musicais e Palavra e sombra, entre outros livros ? incluindo o premiado título de literatura infantil Bichos que existem e bichos que não existem (Cosac Naify, 2002, Prêmio Jabuti de Livro do Ano/Ficção). Voltou à atividade musical como violonista e compositor em 2004, apresentando-se e gravando com Zé Miguel Wisnik, Ná Ozzetti e Tom Zé, entre outros, no Brasil e no exterior. Em 2007, lançou os CDs Jobim violão e Tudo o que gira parece a felicidade, com composições próprias. Completam sua discografia o álbum Chico violão e o disco em parceria com o cantor Celso Sim, Pra que chorar.
    Também compõem a programação da edição 2011 do projeto Unimúsica: o Trio 3-63, com uma homenagem, no dia 14 de julho, a Moacir Santos; Vitor Ramil, que sobe ao palco no dia 4 de agosto; Egberto Gismonti e a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro sob regência de Antônio Borges-Cunha, que se apresentam no dia 1 de setembro; os duos brasileiros Ná Ozzetti e André Mehmari, Mônica Salmaso e Teco Cardoso e Izabel Padovani e Ronaldo Saggiorato com show marcado para o dia 06 de outubro; Renato Borghetti, Quarteto e Alegre Corrêa, que tocam no dia 10 de novembro; e Zé Miguel Wisnik, que encerra os trabalhos no dia 08 de dezembro. Qualquer alteração será comunicada previamente no site do departamento www.difusaocultura.ufrgs.br.
     CONTATO
    Lígia Petrucci –  ligia@difusaocultural.ufrgs.br  
    Departamento de Difusão Cultural – Av. Paulo Gama, 110 Campus Central da UFRGS
    Mezanino do Salão de Atos F: (51) 3308.30.34 difusaocultural@ufrgs.br