A Livraria Cultura do Shopping Bourbon Country realiza dia 28 deste mês, às 15 horas, a primeira apresentação do evento Conexões Audiovisuais, com o tema Aprendendo a Fazer Cinema na Universidade. Haverá curtas-metragens, elaborado por alunos de graduação em Produção Audiovisual da PUCRS, e debates relacionados aos assuntos propostos. A atividade, que é realizada em parceria com a Okna Produções, ocorre mensalmente até novembro de 2011.
O foco do debate estará no papel da universidade na formação de profissionais para o cinema e nos impactos dessa nova mão-de-obra do mercado. O segundo encontro acontecerá dia 25 de junho, no mesmo horário, com o tema O Papel Contemporâneo dos Cineclubes. O objetivo é exibir filmes curtos produzidos pelos realizadores que tenham participação em cineclubes de Porto Alegre e região.
Autor: Elmar Bones
Cultura realiza Conexões Audiovisuais
Ciclo de cinema aborda temas contemporâneos
O Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, promove o ciclo Cinema e História: Problemas Contemporâneos. O evento, realizado em parceria com o Centro Acadêmico de Estudantes de História (CHIST), da UFRGS, ocorre em 14 sessões de filmes, em encontros quinzenais, aos domingos, às 19 horas. A entrada é franca e as vagas são limitadas. Serão fornecidos certificados para àqueles que obtiverem (no mínimo) 75% de presença.
A proposta é apresentação de filmes seguidos de debates sobre questões contemporâneas, promovidos por alunos de graduação e pós-graduação, além de participações especiais. O ciclo aborda dois tópicos distintos. O primeiro, intitulado GERAL, trata dos seguintes temas: África problemas contemporâneos; Meio Ambiente; Estados Unidos versus Oriente Médio; Migrações contemporâneas; Guerra Fria; Contra Cultura. O segundo tópico, BRASIL, fala da Questão indígena; Ditadura Militar; A questão racial e o cinturão de pobreza; Sociedade de consumo; Questões de gênero; Tráfico de gente; Desafios contemporâneos; Reforma Agrária.
As exibições e debates ocorrem nos dias 05 e 19 de junho; 03, 17 e 31 de julho; 14 e 28 de agosto; 11 e 25 de setembro; 02, 16 e 30 de outubro; 13 e 27 de novembro. Serão duas modalidades de inscrições: para ouvintes e para apresentação de trabalhos. O ouvinte deve fazer sua inscrição através do e-mail museuhjc@cultura.rs.gov.br. A apresentação de trabalho deve ser efetivada até o dia 28 de maio, com o envio da ficha de inscrição, disponível em www.musuedacomunicacao.rs.gov.br, na programação do museu.5º Congresso da Cidade: o que está acontecendo?
Segundo informa a prefeitura já foram realizadas em 15 bairros as reuniões preparatórias ao 5º Congresso da Cidade, que acontece em novembro. Até julho, as discussões terão alcançado os 82 bairros de Porto Alegre.
O que intriga é que não se vê nada nos jornais, nem na tevê, nem nos noticiosos da internet. A única fonte é a assessoria de imprensa da Prefeitura.
E aí acontece que você abre o portal da prefeitura na internet, no meio da tarde, e está lá uma noticia postada às 11h30min que diz o seguinte:
Quatro bairros recebem o 5º Congresso da Cidade
“Hoje, 19, será realizada mais uma reunião moderada da Etapa Bairros do 5º Congresso da Cidade.
O encontro reunirá lideranças comunitárias e empresariais, representantes do Terceiro Setor e moradores dos bairros Bom Fim / Floresta / Farroupilha / Independência.
As reuniões têm o objetivo de definir Motes e Metas para a comunidade e serão realizadas nos 82 bairros da Capital até julho.
As decisões dos bairros serão levadas para outros encontros nas regiões de Planejamento e do Orçamento Participativo, e farão parte da rodada final do 5º Congresso da Cidade, em novembro, quando as definições dos territórios serão discutidas”.
Resultado: na reunião, realizada na noite de quinta feira, 20, ficou decidido ampliar a convocação da comunidade destes bairros. A data do novo encontro será marcada por uma comissão composta por representantes dos quatro bairros.
A decisão de realizar novo encontro ocorreu após a fala do moderador, Mauro Zamperetti, sobre a sistemática do Encontro Moderado de Governança Solidária, que prevê a possibilidade de ampliação da representação para outros setores da sociedade e seus líderes.Socioambiental: obra chega a metade
Metade das obras do Programa Integrado Socioambiental (PISA),estão concluídas, segundo informações do DMAE. Restam 11 contratos em andamento. O programa prevê ampliar o tratamento de esgotos da Capital dos atuais 27% para 77%, quando estiver concluído, no final de 2012, se não houver contratempo.
O engenheiro Valdir Flores, do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), responsável pelo Programa, diz que foram executados 61% do total contratado para o esgotamento sanitário, cujos recursos previstos giram em torno de R$ 383 milhões. Somando aos demais componentes do programa, como habitação e drenagem, os custos chegam a R$ 586 milhões.
No início do mês, um grupo de engenheiros da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs) fez uma vista técnica às principais frentes de obra do PISA. Durante o encontro os visitantes receberam um mapa ilustrado com informações e dados referentes ao Socioambiental, que prevê a recuperação gradual da balneabilidade das praias do Lago Guaíba, como resultado da ampliação do índice de tratamento de esgotos.
A visita teve início na Estação de Bombeamento de Esgotos (EBE) Ponta da Cadeia. De lá o grupo seguiu para as obras do emissário terrestre próximo ao Parque Marinha do Brasil, e do emissário subaquático, na área do antigo Estaleiro Só. Na sequência, os técnicos visitaram as obras da Estação de Bombeamento de Esgoto (EBE) Cristal e da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) na Serraria, que, ao ser concluída, contará com a possibilidade de tratamento em nível terciário, uma das poucas no Brasil.
O presidente da Sergs, Cylon Rosa Neto, disse que a visita foi “uma oportunidade importante para a democratização e disseminação das informações do Socioambiental, perante a área técnica.”
Dentro do prazo
Visita as obras do PISA / Maria Wolff /PMPA
As obras estão sendo executadas dentro dos prazos previstos, segundo o engenheiro Valdir Flores. Ele lembra que os estudos de concepção do PISA iniciaram em 2001, chegando em 2004 ao projeto básico que previa tratamento por lagoas. “Como este processo de tratamento não atendia a legislação do Conama, em 2005 o projeto foi modificado para tratamento por Lodos Ativados e contratado sua execução em 2010”, explica.
Durante a gestão do prefeito Raul Pont, chegou a ser encaminhado ao banco japonês JBIC a solicitação de recursos com base em uma previsão de custos feita através de estudos preliminares. Mas, segundo Flores, a prefeitura só conseguiu o financiamento junto ao BID após o governo Fogaça ter colocado em dia as contas da prefeitura, o que viabilizou o início das obras. [C.D.T]Banrisul rompe com agências investigadas
O Tribunal de Justiça do Estado confirmou a suspensão dos contratos das agências DCS e SLM com o Banrisul. A decisão do desembargador Carlos Roberto Lofego Canibal, da 1ª Câmara Cível, atende à solicitação do próprio banco e ocorreu no último dia 13, sendo tornada pública nesta quarta-feira, 18. “Não quer o banco continuar vinculado a empresas envolvidas em escândalos”, considerou o magistrado.
A informação coincide com a notícia divulgada nesta quarta-feira, 18, de que pela primeira vez o Banrisul faz parte do ranking “As 50 marcas mais valiosas do Brasil”, sendo a quarta instituição financeira de maior valor no País. A pesquisa foi elaborada pela revista Dinheiro e a consultoria BrandAnalytics, a qual indica que a marca Banrisul atingiu o valor de US$ 344 milhões.
As duas agências são alvo de investigação por suposto desvio de cerca de R$ 10 milhões da área de marketing do Banrisul. O esquema foi revelado pela Operação Mercari, do Ministério Público Estadual e Polícia Federal, em setembro do ano passado. O Banrisul anunciou a decisão de romper com as empresas no último dia 27 de abril.
Agora, com o aval da Justiça ao cancelamento dos contratos com DCS e SLM, a assessoria de imprensa do banco afirma que ainda está em avaliação a situação da publicidade na instituição.
Em abril, ao manifestar a intenção de romper os contratos – depois de a Justiça aceitar o indiciamento de 25 pessoas investigadas na Mercari –, nota oficial do Banrisul também afirmava a abertura de processo licitatório para publicidade. A licitação, no entanto, permanece, até o momento, como uma intenção, sem data prevista para ter início. Assim, pelo menos duas questões estão sem respostas: O banco deixará de anunciar até a conclusão do processo? Ou fará contratação emergencial de agência no período? As indagações estão relacionadas ao destino de recursos que podem chegar a R$ 100 milhões por ano, o orçamento de marketing do banco.
Também no Ministério Público Estadual, autor das denúncias da Mercari, permanece indefinida a situação da SLM. Mesma empresa investigada em negócios irregulares com o Banrisul, a SLM é a agência contratada pelo MPE para a área de publicidade. De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, o eventual cancelamento do contrato está sob avaliação jurídica.Justiça bloqueia bens dos dirigentes do Instituto Sollus
O município de Porto Alegre, por meio da Procuradoria-Geral do Município (PGM), conseguiu na Justiça que o processo de execução fiscal que move contra o Instituto Sollus seja redirecionado para os dirigentes da instituição.
O Instituto, que administrou o Programa Saúde da Família na Capital entre 2007 e 2009 e foi afastado devido à constatação de fraude na execução do Programa, deve aos cofres do Município cerca de R$ 6 milhões.
O valor foi apurado na tomada de contas especial instituída pelo Prefeito e realizada no primeiro semestre de 2009.
O redirecionamento da execução fiscal foi obtido por meio de ação cautelar fiscal incidental ajuizada pelo Município em março, após a obtenção do compartilhamento da prova produzida pelo inquérito policial que tramita na Justiça Federal.
O juiz João Pedro Cavalli Júnior, da 8ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, determinou a indisponibilidade dos bens dos dirigentes.
De acordo com o procurador-geral do Município, João Batista Linck Figueira, o Município solicitou a desconsideração da personalidade jurídica do Instituto como forma de garantir o pagamento da dívida através dos bens dos seus dirigentes.“A partir dessa medida cautelar, os dirigentes passam a responder pessoalmente pela dívida com o município de Porto Alegre, e podemos evitar que seus bens sejam desviados”, explica Figueira.
Dois dos seis réus já foram citados. O Município aguarda agora a contestação dos réus e providencia o registro da indisponibilidade dos bens em poder dos dirigentes, identificados pela investigação da Polícia Federal.
O processo corre em segredo de Justiça.(Da Assessoria de Imprensa)Um hospital para vítimas do crack
A Unidade Álvaro Alvim do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (antigo hospital Luterano) recebe, nesta sexta-feira, 20 de maio, a visita do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da secretária Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Paulina Duarte.
Eles vêm conhecer o andamento das obras na Unidade que, no segundo semestre de 2011, deve inaugurar a primeira parte de seus leitos: são, nesta etapa inicial, 20 leitos para tratamento de dependentes de álcool e drogas e 32 de apoio à Emergência do Hospital de Clínicas.
Futuramente, haverá a abertura de mais 32 leitos para álcool e drogas e um número adicional de leitos clínicos, cujo total ainda está em estudo.
O motivo da visita está relacionado ao fato de que a Senad (secretaria pertencente ao Ministério da Justiça) financia a implantação da ala destinada ao tratamento de dependentes químicos, dentro do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas do Governo Federal.
Também participam da comitiva os senadores Ana Amélia Lemos e Wellington Dias e o deputado Federal Henrique Fontana.
O Hospital de Clínicas estará representado por seu presidente, Amarilio Vieira de Macedo Neto, e pelo coordenador do projeto de atendimento na área de álcool e drogas, professor Flávio Pechansky.
A chegada do grupo à Unidade Álvaro Alvim (Rua Álvaro Alvim, 400) está prevista para as 10h30 desta sexta-feira.(DaAssessoria de Imprensa)Livro de psicanalista gaúcho ajuda a lidar com medos
O psicólogo e psicanalista Julio Cesar Walz lançou a quarta edição revisada do seu livro Aprendendo a Lidar com os Medos – A Arte de Cuidar das Crianças. A obra, com 170 páginas, permite entender melhor o universo infantil, o seu imaginário, o desenvolvimento psíquico, as relações entre pais e filhos, professores e alunos.
“O cuidar das crianças é e sempre será uma questão de saúde publica. Quem efetivamente deseja melhorar sua relação com as elas deve entender e exercitar seu papel de intermediador entre a realidade psíquica e a vida da criança”, resume. Essa intermediação, segundo Walz, são pontes criadas durante o cuidar que devem auxiliar a criança a lidar com os medos, facilitando, por exemplo, seu desenvolvimento cognitivo.
A obra pode ser adquirida na Livraria Cultura – www.livrariacultura.com.br.
Confira alguns trechos da entrevista com o autor:
Por que escolheu o medo como assunto do livro?
Na verdade, ele me foi solicitado pela editora Sinodal, de São Leopoldo. Aceitei o desafio porque o medo é um tema importante na vida. E diria mais. Boa parte de nossas ações e pensamentos nascem com o medo ou o provocam. E, apesar dessa centralidade, não é fácil falar ou escrever sobre ele.
Ao me propor a tarefa de um livro, queria apresentar um texto acessível, com um toque literário e uma boa fluência, além de instigar a curiosidade do leitor. Um dos objetivos deste trabalho está em ajudar os adultos, inicialmente os pais e os demais cuidadores, a cumprirem o papel de intermediadores entre a realidade psíquica e a vida da criança, para que ela, durante o seu crescimento, não venha a sofrer de excessos no seu desenvolvimento psíquico.
Essa intermediação é o que chamei de construção de pontes através do cuidar. Não que o medo deixe de existir. Ele apenas deixará de inundar a mente da pessoa. Medo em excesso estagna a vida.
Qual a função do medo?
O medo é uma emoção muito primitiva e faz parte da condição da vida biológica, tanto nos animais como nos seres humanos. Ele organiza direta ou indiretamente grande parte de nossas ações. Dentre as emoções, o medo é aquela que consegue produzir ações físicas imediatas como resposta de proteção, de ataque ou fuga: aumento da pressão arterial, dos batimentos cardíacos, etc. Por isso, é inevitável que qualquer ser humano sinta medo. Ele é fator de proteção.
Mas como o ser humano também é um ser da cultura ou da linguagem, o medo acaba tendo um desenvolvimento que, muitas vezes, não condiz com a sua origem ou objetivo. Ou seja, o medo, que tem um caráter protetor, de avisar do perigo, de nos colocar em posição de alerta, acaba tendo manifestações desproporcionais, que não condizem com a realidade. Então, o medo vira uma experiência de fantasmas. Um medo sem nome. Sobre esse fundamento construí este livro.
Como diferenciar o medo normal do patológico?
Precisam ser avaliadas três variáveis deste medo, que são intensidade, duração e efeitos orgânicos. Quanto à intensidade, o medo será patológico se aparecer de forma desproporcional em relação à realidade psíquica ou à vida e estiver restringindo a liberdade de viver e crescer; quanto à duração, deve ser verificado se ela é desproporcional, ou seja, quando a pessoa, ao cessar a fonte do medo, ainda o sente da mesma forma; e os efeitos orgânicos são aqueles sintomas que afetam o humor, o corpo, a cognição ou a atividade motora. Assim, o medo patológico é aquele que gera uma restrição importante na vida e que tenha uma duração muito acentuada, por longo tempo.
Como os pais podem se preparar para auxiliar os filhos a lidarem com seus medos?
Na verdade eu usei o termo cuidar ao invés de preparar, mas cujo resultado, claro, seria de preparar. Os adultos cuidadores têm uma tarefa preciosa e fundamental: ajudar na construção de pontes mentais entre a saúde psíquica, a realidade do crescimento e a vida de uma criança. Por quê?
Uma criança não tem condições, sozinha, de dar conta da vida e do viver. Ela necessita de um adulto que a proteja dos excessos comuns ao cotidiano. E uma das dimensões a ser cuidada em uma criança é o medo, que eu destaco dois, os quais são decisivos e inerentes ao desenvolvimento humano e nos acompanham ao longo de toda a vida. O primeiro medo é a ansiedade de separação.
A separação gera um vazio, um hiato que precisa ser preenchido com palavras e ações. Nela se podem construir novos mundos, novos horizontes, novas experiências. Quando uma criança sai do colo e começa a engatinhar, sua percepção do espaço aumenta. Na separação também deixamos total ou parcialmente mundos para trás. Ela revela ao infante a dinâmica das perdas e dos ganhos.
Quando o medo da separação é muito intenso a vida tende a ficar paralisada ou, usando uma figura bíblica, a pessoa transforma seu viver em uma estátua de sal. O segundo medo é a ansiedade de castração. Lá pelos três ou quatro anos, repentinamente, a criança pergunta algo do tipo: “pai, tu vai morrer? Ou, “pai, quando eu tiver 15 anos tu vai ter 50?”.
Aqui a criança começa a mostrar sua percepção da diferença e adquire a noção de causa e efeito, ou melhor, de que as coisas começam e acabam. Às vezes elas dizem: “então não quero crescer, se não tu vai morrer, mamãe”. Algumas crianças começam a segurar a evacuação ou deixam de fazê-la por longo período. Ficam com medo de irem junto, descarga abaixo, com as fezes.
Elas até perguntam aonde vai o cocô. Pois bem, eu disse antes que os adultos são convocados e têm a tarefa fundamental de auxiliar na construção de pontes mentais, justamente para ajudar na proteção contra os excessos que podem paralisar a vida.
A escola também deve auxiliar a criança a lidar com os medos?
Se a escola entender seu papel de cuidadora, poderá realizar auxiliar ainda mais nessa tarefa de mediação simbólica, através do convívio, da continência, do cuidado básico com o novo de cada dia e ano para os alunos. Também poderá colaborar na elaboração natural das restrições que a escola solicita ao aluno e às famílias. Claro que no tema dos medos a base já virá de casa, por se tratar de uma experiência emocional muito primitiva.Morro Santa Teresa mobiliza entidades
Entidades e movimentos sociais promovem duas reuniões na segunda-feira, dia 16, para tratar de temas ligados ao Movimento em Defesa do Morro Santa Teresa. Às 14h30, haverá uma audiência com o secretário adjunto da Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SEMA, Hélio Corbelini, sobre a preservação da área remanescente do Morro.
À noite, a partir das 19 horas, na sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB*, a 16ª reunião do Movimento discutirá os estudos no SEADUR sobre a regularização fundiária no Morro e que ações serão necessárias para agilizar o processo. Também será feito um relato da audiência com o secretário adjunto da SEMA, o agendamento da 8ª Caminhada no Morro e um debate sobre as ações que serão tomadas contra a proposta do vereador Adeli Sell (PT) que cria o bônus moradia para moradores do Santa Teresa.
Vereador propõe bônus-moradia
Um projeto de lei do vereador Adeli Sell (PT) institui o bônus-moradia e Porto Alegre, para beneficiar as famílias das vilas da Grande Cruzeiro que serão atingidas pelas obras da Copa do Mundo. Santos também reivindicou aos vereadores que peçam, ao governo estadual, a instalação de uma escola de Ensino Médio na Cruzeiro e a destinação de parte da área da Fase para reassentamento.
O secretário-geral do Instituto de Integração Social, Michael Santos, defendeu a inclusão de emenda que unifique em R$ 70 mil o valor do bônus a ser pago após o cadastramento socioeconômico das famílias envolvidas.
Da área da Fase, atestou Santos, a comunidade reivindica cinco hectares para a construção de apartamentos destinados às famílias que vivem em área de risco ou em condições insalubres. Ele entregou à presidência da Câmara um documento elaborado por secretarias municipais garantindo a possibilidade de arruamento no local.
*IAB fica na rua Gen. Canabarro, 363 – esquina Rua Riachuelo.Especialistas debatem energias renováveis no Cone Sul
“Os países latino-americanos têm enorme potencial para implantar projetos integrados de energias renováveis e alternativas que podem proporcionar o desenvolvimento da região com maior eficiência e sustentabilidade.”
A afirmação é do diretor de Recursos Naturais da Cepal (Comissão Econômica para a Amércia Latina e Caribe), o chileno Hugo Altomonte, um dos 38 palestrantes do ERACS 2011 – Exposição e Fórum de Energias Renováveis e Alternativas do Cone Sul. O evento acontece de 11 a 13 deste mês, no Cepuc (Centro de Eventos da Pucrs), em Porto Alegre.
Entre os painelistas estão, ainda, o diretor nacional de energia e tecnologia nuclear do Uruguai, Ramón Méndez, o especialista em energia do Banco japonês Sumitomo Mitsui, Hajime Uchida, a consultora em energia para os países latinos, Ana Ángel, o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Ricardo Simões e o coordenador do Laboratório Solar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Arno Krenziger.
O ERACS 2011 é um fórum de negócios, exposição e debates sobre novas tecnologias e soluções sustentáveis para o problema energético. Os expositores e patrocinadores buscam fomentar novas parcerias para as empresas através do Projeto Comprador do Sebrae e do Projeto de Desenvolvimento de Parcerias com base no desenvolvimento sustentável.
O encontro é promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Portugal do Rio Grande do Sul (CCBP/RS), Câmara Alemã de Comércio (AHK), Câmara de Comércio e Indústria Britânica do Rio Grande do Sul (Britcham/RS) e Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil.
O presidente da CCBP/RS, Joaquim Firmino, destaca que o evento é pioneiro no Cone Sul e será um marco para o futuro da questão energética.
A estimativa de público é em torno de dois mil profissionais, entre executivos e outros gestores de energia de empresas privadas e públicas nacionais e internacionais, autoridades, estudantes e professores, que poderão acompanhar toda a programação comercial e institucional.
Mais informações: www.eracs.org.br



Por que escolheu o medo como assunto do livro?