Autor: Elmar Bones

  • CARAS NOVAS EM PLENÁRIO

    São 22 novos parlamentares na Assembleia em 2011

    Pela segunda vez consecutiva, o índice de renovação na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul foi de 40% na eleição de 2010.

    Ou seja 22 nomes novos vão integrar o parlamento gaúcho a partir desta segunda feira, 31, ao lado de 33 reeleitos.

    Destes novos integrantes, 17 são estreantes no Legislativo estadual, quatro já haviam ocupado o cargo anteriormente e um era suplente em 2006 e exerceu temporariamente o mandato.

    No período legislativo que se inicia, o parlamento gaúcho terá mais mulheres e mais jovens, além de uma presença marcante de novos parlamentares com uma herança política familiar.

  • Deputado mais jovem tem 27 anos

    O mais novo deputado do parlamento gaúcho é José Paladini, o  Catarina (PSB), que aos 27 anos assume o primeiro mandato parlamentar após ser suplente de vereador em Pelotas.
    Além dele, outros cinco deputados têm menos de 40 anos: Lucas Redecker (PSDB), 29, Marcelo Moraes (PTB) e Márcio Biolchi (PMDB), 31, e Mano Changes (PP) e Juliana Brizola (PDT), 35.
    Confira a lista de deputados que serão empossados:
    PT – Adão Villaverde, Alexandre Lindenmeyer, Altemir Tortelli, Ana Affonso, Daniel Bordignon, Edegar Pretto, Luis Lauermann, Luiz Fernando Mainardi, Marisa Formolo, Miriam Marroni, Nelsinho Metalúrgico, Raul Pont, Stela Farias,Valdeci OliveiraPMDB – Alexandre Postal, Álvaro Boessio, Edson Brum, Gilberto Capoani, Giovani Feltes, Márcio Biolchi, Marco Alba, Maria Helena SartoriPDT – Adroaldo Loureiro, Alceu Barbosa Velho, Ciro Simoni, Dr. Basegio, Gerson Burmann, Gilmar Sossella, Juliana Brizola
    PP – Adolfo Brito, Frederico Antunes, João Fischer (Fixinha), José Francisco Gorski (Chicão), Mano Changes, Pedro Westphalen, Silvana Covatti
    PTB – Aloísio Classmann, Cassiá Carpes, José Sperotto, Luis Augusto Lara, Marcelo Moraes, Ronaldo Santini
    PSDB – Adilson Troca, Jorge Pozzobom, Lucas Redecker, Pedro Pereira, Zilá Breitenbach
    PSB – Heitor Schuch, José Paladini (Catarina), Miki Breier
    PPS – Luciano Azevedo, Paulo Odone
    DEM – Paulo Borges
    PCdoB – Raul Carrion
    PRB – Carlos Gomes

  • Quatro foram eleitos pelo sobrenome

    Juliana Brizola (PDT)

    Apesar de terem conquistado agora o primeiro mandato parlamentar, eles já são conhecidos dos gaúchos pelos sobrenomes que possuem. Edegar Pretto, Juliana Brizola, Lucas Redecker e Marcelo Moraes tem a política como herança familiar.
    Edegar Pretto, mais votado da bancada do PT (69.233 votos), é filho do ex-deputado Adão Pretto.Neta de Brizola, Juliana também fez a maior votação de seu partido, o PDT: foram 61.305 votos.Da mesma forma, Lucas Redecker, filho do ex-deputado federal Júlio Redecker, elegeu-se com 69.043 votos, o recorde do PSDB. Já Marcelo Moraes, filho do deputado federal Sérgio Moraes, foi eleito com 32.535 votos pelo PTB.

  • Onze partidos estão representados

    Os 55 deputados que compõem a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul até 2014, representam onze partidos:  PT, PMDB, PP, PSDB, PDT, PTB, PSB, PPS, DEM, PCdoB e PRB.
    Dessas, apenas a do PRB não elegeu representantes nas eleições de 2006. A bancada passou a existir durante a 52ª Legislatura, quando o deputado Carlos Gomes deixou o PPS e ingressou no novo partido. Gomes agora se reelegeu pela nova sigla.
    PT, a maior bancada, com quatro novos
    A bancada que mais se renovou foi a do PT, que passa a contar com 14 representantes, quatro a mais do que em 2006.
    Continuam no Parlamento os deputados Adão Villaverde, Marisa Formolo, Raul Pont, Stela Farias e Daniel Bordignon e somam-se a eles Edegar Pretto, Valdeci Oliveira, Luis Lauermann, Alexandre Lindenmeyer, Nelsinho Metalúrgico, Ana Affonso, Altemir Tortelli, Luiz Fernando Mainardi e Miriam Marroni.
    Também ampliaram suas bancadas o PTB, que tinha cinco e elegeu mais um e o PSB, que eleva de duas para três cadeiras a sua participação na Assembleia.
    Pelo PTB, foram reeleitos os deputados Luis Augusto Lara, Aloísio Classmann e Cassiá Carpes e estreiam Ronaldo Santini e Marcelo Moraes. José Sperotto (ex-DEM) completa a nominata. Pelo PSB, foram reeleitos os deputados Heitor Schuch e Miki Breier e eleito José Antonio Júnior Frozza Paladini, o Catarina.
    Aliados do governo anterior,  PMDB, PP, PPS e DEM tiveram sua representatividade reduzida.
    O PMDB perde uma cadeira em relação a 2006, quando elegeu nove parlamentares, e duas em relação à configuração atual, de dez deputados (havia garantido mais uma vaga este ano com a saída de Iradir Pietroski).
    Foram reeleitos: Marco Alba, Edson Brum, Márcio Biolchi, Gilberto Capoani e Alexandre Postal e eleitos Giovani Feltes, Maria Helena Sartori e Álvaro Boessio (que já foi deputado nesta legislatura ao assumir vaga como suplente).
    O PP, que detinha nove cadeiras em 2006 passa a contar com sete, elegendo Silvana Covatti, Pedro Westphalen, Adolfo Brito, Frederico Antunes, João Fischer (Fixinha) e Mano Changes, já deputados, e o estreante José Francisco Gorski, o Chicão. O PPS reduz o número de cadeiras de quatro para duas, reelegendo Paulo Odone e Luciano Azevedo. O DEM (ex-PFL), que em 2006 garantiu três cadeiras, obteve apenas uma, com Paulo Borges.
    PDT, PSDB e PCdoB mantiveram o mesmo número de assentos no Legislativo: sete para o PDT, com os estreantes Juliana Brizola, Alceu Barbosa Velho e Dr. Basegio e os já deputados Gilmar Sossella, Gerson Burmann, Adroaldo Loureiro e Ciro Simoni; cinco para o PSDB, com os novatos Lucas Redecker e Jorge Pozzobon e os deputados Pedro Pereira, Adilson Troca e Zilá Breitenbach; e uma para o PCdoB, com Raul Carrion. O PRB elegeu um parlamentar, Carlos Gomes, que em 2006 havia sido eleito pelo PPS mas durante a legislatura migrou para o atual partido.
    Confira as mudanças:

    Sigla20102006
    PT1410
    PMDB0809
    PP0709
    PPS0204
    PSDB0505
    PDT0707
    PTB0605
    DEM0103
    PSB0302
    PCdoB0101
    PRB01
  • Movimento lança Adeli Sell para 2012

    Porto Alegre – Eleições 2012
    ‘Movimento Cidade Legal’ lança Adeli Sell pré-candidato à prefeito de Porto Alegre/RS
    Com a abertura das discussões envolvendo a agenda política de 2012, ano em que haverá eleições municipais, a maioria dos partidos políticos já começa a discutir suas táticas eleitorais, possibilidades de alianças e mesmo os nomes que poderão ser apresentados para a avaliação dos eleitores.
    Em Porto Alegre, metrópole com tradição de protagonizar acirradas disputas, não é diferente. Recentemente foi lançado o Movimento ‘Cidade Legal, Adeli Sell Prefeito da Capital’. Trata-se de um conjunto de militantes petistas, assim como de apoiadores voluntários e independentes, que está propondo a discussão e o lançamento da pré-candidatura do vereador à prefeitura de Porto Alegre, objetivando assim o retorno da sigla, depois de 8 anos, ao Paço Municipal.
    Composto por integrantes da sociedade civil, o Movimento já criou, inclusive, o Blog: www.adelisellprefeito.blogspot.com que se propõe a ser um interlocutor e, ao mesmo tempo, um divulgador das ações do vereador Adeli Sell, atual Presidente do PT municipal e vereador por 4 mandatos, que adotou Porto Alegre há mais de 30 anos para nela viver e trabalhar.
    Dizem os integrantes do ‘Movimento Cidade Legal’: “Queremos, com este Movimento, aglutinar e articular cidadãos e cidadãs que queiram uma Porto Alegre melhor, mais acolhedora, mais solidária, mais limpa, mais humana – e ParaTodos. Este é o objetivo do Movimento! Um espaço que reúna aqueles que querem discutir os problemas e as soluções para a Capital dos gaúchos; que entendam que essas soluções passam necessariamente pela articulação de um Projeto, e que esse Projeto tenha, como principal condutor, uma pessoa que conhece esta cidade como ninguém, que já deu provas de sua competência, de sua seriedade no trato com a coisa pública, de sua dedicação e amor pela cidade. Essa pessoa, não temos dúvida, talhada para esse desafio, é o vereador Adeli Sell”.
    O Movimento, que está aberto à adesões, já realizou alguns encontros e está agendando uma grande plenária para o mês de março. Os interessados em participar podem entrar em contato pelo e-mail: mov.adeliprefeito@bol.com.br
    Carlos Matsubara – jornalista

  • CGTEE ainda não sabe por que foi adiada inauguração

    A decisão de adiar a inauguração da usina Candiota III foi comunicada pelo ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, ao presidente da CGTEE, Sereno Chaise, num telefonema as dez e meia da noite de quarta-feira. As razões do adiamento não foram comunicadas.

  • Adiada inauguração que traria Dilma ao Rio Grande

    Foi adiada, por decisão da presidencia da República a cerimonia de inauguração da usina termica de Candiota III, que contaria com a presença da presidente Dilma Rousseff. A inauguração estava marcada para as 11 horas desta sexta-feira, em Candiota. Ainda não foram divulgados detalhes.

  • Dilma inaugura usina que negociou com chineses

    A usina Candiota III é o primeiro grande negócio entre o Brasil e a China. Resulta da viagem do ex-presidente Lula a Pequim, em 2004.
    Logo depois, a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, levou o projeto aos chineses.
    Foi ela quem negociou todos os detalhes da parceria que permitiu resgatar uma usina que ficou no papel mais de 20 anos, porque o dinheiro do financiamento foi desviado.
    Os equipamentos encomendados a fabricantes franceses ficaram trancados no porto, por falta de pagamento.
    A inauguração, nesta sexta-feira, 28, está marcada para às 10 horas e o cerimonial está recomendando aos convidados a que cheguem pelo menos uma hora antes em função do esquema de segurança que será montado no local.
    A inauguração será em Candiota, na Rua Miguel Arlindo Câmara, 3601, ao lado da usina nova.
    Candiota III, com capacidade instalada de 350 MW, opera ligada ao Sistema Nacional desde 3 de janeiro.
    O empreendimento é a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na região Sul, avaliada em R$ 1,3 bilhão.
    A pedra fundamental foi lançada por Lula e Dilma em setembro de 2006.
    A usina tem capacidade de abastecer uma população de um milhão de pessoas com o perfil do consumidor gaúcho.
    Durante a obra chegaram a trabalhar 4.600 operários.
    Para a operação e manutenção da usina são 176 empregados diretos da Eletrobras CGTEE, todos contratados por concurso público. Toda a equipe já está operando.
    Adicionalmente, fixará outros 74 postos de trabalho terceirizados complementares (vigilância, limpeza, montagem e desmontagem de andaimes, isolamento térmico, etc), totalizando 250 empregos fixos.
    A China detém expertise na produção de equipamento para termelétricas a carvão. Atualmente o país concentra o que existe de mais moderno em termos de tecnologia para produção de energia a partir do carvão.
    Os chineses financiaram a obra, cujos equipamentos foram construidos por fabricantes de lá e montados com a supervisão de seus técnicos.
    Uma delegação com 55 componentes da CGTEE foi enviada à China para treinamento.

  • LEITURA PARA O FINAL DE SEMANA: O que as empresas esperam do marketing?

    Uma pesquisa qualitativa ouviu detalhadamente os presidentes dos maiores grupos do Rio Grande dos setores da indústria, serviços e varejo. Objetivo: saber o que eles esperam de seus homens de marketing.
    O lançamento da pesquisa atraiu mais de 300 pessoas à sede da ADVB/RS, na terça-feira, 18.
    A apresentação foi seguida do debate Marketing estratégico x Marketing tático – o que presidentes e CEO’s esperam dos gestores de marketing?, onde os resultados do estudo foram confrontados com as práticas de marketing executadas no cotidiano das empresas.
    Também foi discutido o papel do profissional de marketing dentro das instituições.
    Participaram o presidente da ADVB/RS, Daniel Santoro, o vice-presidente de Planejamento da instituição, Arthur Bender, autor do best seller Personal Branding – Construindo Sua Marca Pessoal, Thiago Baisch, diretor Comercial de Marketing e Vendas da Lojas Colombo e de Felipe Goron, diretor de Planejamento e Marketing do grupo RBS.
    Três pilares guiaram a pesquisa, que procura mapear o atual contexto do marketing: o cenário dos negócios, a importância do marketing e o papel do marketing na empresa.
     
    Frases dos CEO’s
    “As empresas vem se tornando cada vez maiores através de fusões, aquisições. Hoje as empresas precisam de escala, de robustez no seu tamanho para conseguir fazer frente ao cenário de concorrência.”
    “A velocidade do ciclo vai ser mais rápida, aí você tem que captar implantar e acompanhar.”
    “Ter a leitura das necessidades e ao mesmo tempo conseguir traduzir isso em solução em que você consiga fazer mais com menos, é um bom casamento de soluções de marketing para obter o sucesso.”
    “O desafio é gigantesco. É entender esse processo tecnológico, incorporar este processo ao dia-a-dia e fazer já da maneira como o consumidor quer receber este serviço que fornecemos.”
    “Eu acho que independente da Copa e da Olimpíada o Brasil é a bola da vez por necessidade de investimentos em infraestrutura. A nossa infraestrutura de estradas, logística, portos, aeroportos precisam avançar, é muito fraca. Olhando para a nossa competitividade no futuro há investimentos em educação que precisam ser feitos.”
    “Temos uma migração de consumo intenso de um contingente muito grande de pessoas que querem uma marca que eles confiam, que tenha qualidade, que não seja só o produto ou a imagem, mas que represente para eles um momento de consumo muito mais abrangente [falando sobre ingresso de novos consumidores]”.
    “São as diretrizes que se tem para tocar o negócio, faz com que você procure todos os meios para atrair o consumidor. Assim como a verba que você investe em propaganda, você cria uma imagem da sua empresa.
    “[…] conhecer bem o mercado, como está esse mercado, como se movimenta, se antecipar a esses movimentos. Isso implica em trazer para dentro da instituição informações e quais mudanças precisam ser feitas […] Ele tem que estar muito alinhado as estratégias da casa”.
    “Precisa ter uma coerência entre o que você busca comunicar com a sua estratégia de marketing e marca com os valores verdadeiros que as pessoas têm, que a sua organização tem na medida em que ela é a soma das pessoas que estão aqui. Se você não tem verdade nisso [..] não consegue convencer ninguém.”
    “Não existe estratégia sem marketing, porque a estratégia está dentro do marketing.”
    “Setorizado, onde o diretor cuida da parte de propaganda, da orientação das pessoas no sentido do atendimento.”
    “Temos o marketing corporativo e o marketing por unidade de resultado (tipo de negócio da empresa) área interna voltado para o macro marketing e também pro micro. Tem o outro marketing voltado para o setor primário que é diferente, as necessidades são diferentes. E também na parte de mercados”
    “O marketing se operacionaliza com todo mundo colocando o cliente como a coisa mais importante que tem aqui na XYZ. Aqui nós não temos departamento de marketing, todos nós somos marketing.“
    “Não tem fórmula mágica que resolve para todo mundo, cada empresa tem que buscar a sua.”
    “É necessário você ter um mecanismo que leia a verdade do coração das pessoas, que tenha essa conexão, por que se não você se torna algo muito efêmero, momentâneo”
    “Proporcionar momentos que vão além de você degustar um produto X e te conectar a uma visão de mundo com a qual você se identifica”
    “Qualquer mudança no ambiente externo provoca uma mudança no comportamento do consumidor que a empresa tem que rapidamente captar isso e adequar o seu mix mercadológico a essa mudança.”
    “As pessoas tem que entender que todos tem que fazer marketing de um forma ou de outra. Tem que propiciar condições, principalmente fundamentos marketing para esse pessoal. Um call-center, pessoal que está na recepção. Transformar a empresa em uma empresa co-criativa, construir com os outros.”
    CENÁRIO DE NEGÓCIOS
    Paradigmas do Business
    Para os CEO’s entrevistados, estar atento ao cenário já não basta, é preciso mais. Entender as regras do mercado, acompanhar o ritmo e se adequar rapidamente às mudanças é necessário para manter a competitividade. A competição global impõe que as empresas ganhem escala para fazer frente ao cenário de concorrência. Esse clima de aglomerações é visto pelos executivos gaúchos como um impulsionador da competitividade e um risco singular para quem não atentar para esse cenário. O mercado em constante mudança impacta diretamente na forma de gerir os negócios, principalmente devido ao aumento da velocidade geral das ações. Para os executivos, é fundamental fazer cada vez mais com menos, ou seja, identificar o nicho de competição e conhecê-lo profundamente para oferecer uma gama de soluções para o seu cliente.  A instantaneidade da informação, devido às novas tecnologias, levam as organizações a mudar paradigmas. Na concepção desses líderes os consumidores estão cada vez mais informados e atentos às mudanças, independente de onde estiverem e do momento que a informação for gerada. Por isso a transparência das empresas tornou-se pré-requisito para ser coerente no atual mercado.
    Brasil: país com grandes oportunidades
    No discurso dos líderes das empresas é clara a associação entre oportunidade e cenário de desenvolvimento do Brasil. Mas também são ressaltadas que lacunas estruturais como educação, carga tributária e infra-estrutura precisam ser preenchidas para aumentar a competitividade das empresas frente aos players globais. Outros fatores citados são a baixa eficiência da máquina pública e a pequena fatia do PIB que retorna como investimentos. Apesar dos fatores de preocupação, os CEO’s destacam que o país é um dos que mais atraí o olhar externo. A estabilidade econômica, o crescimento da demanda e a ampliação do poder de consumo generalizado são fatores de destaque nesse novo cenário.
    Desafio: como atingir novas camadas de consumo da população?
    A pesquisa sugere o aparecimento de um novo consumidor, mais exigente, que busca uma marca na qual confie, que não seja só o produto ou a imagem, mas que represente um momento de consumo muito mais abrangente. O consumidor quer se identificar com aquilo que está adquirindo. Quer acreditar naquilo que está comprando. Alguns CEO’s já identificaram esse processo, “Precisa ter uma coerência entre o que você busca comunicar com a sua estratégia de marketing e marca com valores verdadeiros que as pessoas têm… Se você não tem verdade nisso não consegue convencer ninguém”, afirmou um dos entrevistados.
    IMPORTÂNCIA DO MARKETING
    Conceitos de Marketing
    Conhecer o mercado é necessário e saber lidar com ele é vital. Nesse processo o marketing tem posição relevante nas organizações. A pesquisa definiu três conceitos de marketing: ele como função, focado prioritariamente na comercialização e promoção das ofertas da empresa; como processo, no qual as atividades de marketing são pensadas a partir do topo e operacionalizadas pela base da organização; e como significado, no qual a organização parte do ponto que os seus clientes buscam mais do que bons preços, buscando identificação com a filosofia organizacional.
    Teoria e prática em debate
    A pesquisa proposta pela ADVB/RS procura confrontar as práticas executadas do dia a dia da empresa com os resultados do estudo. Boa parte do discurso dos líderes fala no marketing como um processo, norteando as ações da organização e a empresa, como um todo, se responsabilizando por estratégias de mercado. Na prática, a alta direção organiza o marketing como função, com responsabilidades bem definidas e, geralmente, com alvo mais operacional do que estratégico, com a maioria das ações focadas no incremento das vendas.  O menos usual nas empresas foi o uso do marketing como significado. Esse marketing é trabalhado de forma conjunta na organização, e apresenta valores compartilhados na empresa para que a sua operação influencie em todas as áreas do negócio.
    MARKETING NA EMPRESA
    Se a empresa fosse o corpo humano e o marketing um de seus órgãos, qual ele seria?
     
    Questionados sobre a comparação acima, os CEO’s, em sua totalidade, apontaram o marketing como mecanismo essencial de manutenção da vida. A maioria o comparou ao cérebro, apoiando uma visão de marketing estreitamente ligado ao topo da organização. Outros a órgãos vitais, justificando pelo fato do marketing ser peça fundamental na organização com funções claras e definidas pela alta direção. Apenas dois CEOs relacionaram o marketing com o todo, e não apenas com uma parte desse corpo. Ele estaria em todas as partes da organização. “No cérebro quando precisa pensar, no coração quando precisa impulsionar e até mesmo na ponta dos dedos quando precisa sentir”.
    Marketing na organização
    O estudo desenvolvido pela REALI Estratégia e Marketing identificou que o marketing precisa de dois fatores essenciais para consolidar sua posição na empresa. O primeiro está relacionado à importância do marketing na mente dos empresários. Uma das conclusões que o estudo chegou é que para o engajamento total da empresa numa causa comum o primeiro cliente da área de marketing dever ser o CEO. O segundo fator se refere a articulação do profissional de marketing no contexto da organização. Esses dois pontos, aliados a outros fatores, representam a aproximação ou distanciamento do discurso frente às ações de marketing utilizadas nas empresas.
    Desafios do Marketing
    Quatro grandes fatores foram identificados como desafios a serem vencidos: a superação de expectativas, a pesquisa e a inovação, a adequação ao mercado e retenção de clientes e o engajamento de colaboradores.
    A meta citada pela maioria dos entrevistados é superar as expectativas de consumo, termos como encantar e apaixonar foram citados. São valores que reforçam o vínculo da marca com o emocional de quem a consome. A pesquisa de mercado é um dos caminhos mais citados pelos executivos para conhecer melhor esse consumidor, e a inovação seria o meio pelo qual o conhecimento seria levado ao mercado em forma de produtos e serviços. Muitos líderes falaram na ampliação do mix mercadológico para se adequar às necessidades do mercado. Para esses líderes, a participação ativa do profissional de marketing é fundamental para arquitetar mecanismos de captação de informações como macroeconomia, atuação da concorrência, hábitos de consumo de seus clientes, entre outros.Outro desafio citado é de engajar colaboradores numa causa comum, preparando todos os pontos de contato entre empresa e cliente, alinhando-os com os objetivos da empresa.
    Recados para os profissionais de marketing
    Fatores que os CEO’s entendem como essenciais para que os profissionais de marketing agreguem mais valor ao cenário  de negócios foram destacados na pesquisa:
    – Maior participação e engajamento dos profissionais de marketing nas empresas;
    – Necessidade de mobilização da organização através de ações de marketing;
    – Busca da simplicidade nas ações. Algumas citações afirmam que algumas vezes a complexidade da teoria complica o processo e não colaboram para o entendimento do marketing para toda a organização;
    – Conhecimento profundo do mercado e do consumidor desse mercado;
    Insights
    – Para o engajamento total da empresa numa causa comum o primeiro cliente da área de marketing é o CEO;
    – Mobilizar o CEO é facilitado quando o trabalho de marketing tem um escopo estratégico e tático simultaneamente;
    – O marketing necessariamente deve estar ao lado do consumidor só assim entrega VALORES reais. Identificando necessidades a partir de pesquisas e operacionalizando de forma inovadora;
    – O propósito de existência da empresa, além de vendas e lucros, deve ser o manual de trabalho da área de marketing. “O que a empresa entrega de valor para seus clientes?”.
     
     
    Destaques do debate pós lançamento da pesquisa Visão de Marketing
    Frases que marcaram o debate
    “Vejo o marketing cada vez mais distante do núcleo duro da empresa”.
    “Resgatar o espaço do marketing não é um processo complexo. É preciso retornar ao básico, voltar aos fundamentos. Basta seguir as cinco questões de Peter Drucker. É muito simples: Qual é a nossa missão, quais são os nossos públicos, o que é valor para os nossos públicos, como medimos resultados para esse público e qual é o plano para atingir os objetivos”.
    “Temos que conhecer o mercado, não só o nosso, mas o mercado em geral”.
    “Só se diminui o gap entre o que o mercado espera e a atuação do profissional de marketing com informação consistente e conhecimento de mercado”.
    “A responsabilidade de se antecipar no mercado é do marketing”.
    “O marketing não deve ser demandado, mas sim gerar demanda”.
    “Como marketing a gente precisa estar na frente para deixar de ser tático e poder ser estratégico”.
    “Temos três pontos para diminuir o gap com o mercado: desenvolver habilidade de entender o cenário; colocar os números na agenda e estar na frente”.
    “O marketing tem que buscar ferramentas para interagir com o cliente”.
    “O marketing deve sair do escritório e ir para o balcão, ir ao encontro do cliente”.
    “Muitas vezes o marketing é uma área medrosa. Os profissionais do marketing precisam ir pro front, tem que mostrar a cara, se comunicar com todos os setores da empresa, mesmo com aqueles que não entendem nada de marketing. Só assim vai se consolidar como marketing de significado”.
    “Deve perder o receio da forma e se preocupar com conteúdo”.
    “Existe espaço para desenvolvimento do profissional de mercado que souber analisar o cenário, ler o mercado e mapear a concorrência”.
    “Está na nossa mão mudar a cultura do negócio. O tripé cliente-agência-veículo precisa se desenvolver para dominar as métricas da empresa”.
    “O processo para mudar a função do marketing para significado é uma questão de cultura. A tendência do profissional de marketing é trabalhar o fim”.
    “O marketing tem que pautar a cúpula da empresa”.
    “A falta de pesquisa é um déficit no Brasil. Falta inteligência de mercado. As pesquisas são realizadas somente quando caem as vendas. Devemos investir em capacitação e formação”.
    “Não adianta pesquisar sem saber aonde se quer chegar”
    “As mudanças nas plataformas de mídia vão exigir cada vez mais do profissional de marketing. Ele que vai organizar e dar nexo ao processo”.
    “O marketing é a essência do negócio, só o marketing pode ter a visão sistêmica do negócio”.
    “Eu gosto de trabalhar com pessoas que gostam de fazer perguntas”.

  • Polícia reforça e centraliza área de comunicação

    O novo Chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira, convidou para um café da manhã os jornalistas que trabalham na cobertura policial. O objetivo era apresentar a nova estrutura de comunicação não só da Policia Civil, mas de toda a área de segurança.
    A delegada Vanessa Correa, nova diretora da Divisão de Comunicação Social da Polícia Civil disse que a orientação é de “abrir a casa” e que uma grande reforma na área de comunicação está em andamento com esse objetivo.
    As mudanças seguem dois eixos:
    De um lado, a centralização do atendimento aos jornalistas na assessoria de comunicação, que se prepara para melhor atender as demandas da imprensa. A intenção nesse caso, segundo a diretora, é “centralizar para dinamizar” o fornecimento de informações aos jornalistas.
    De outro lado, criação de canais próprios para difusão de informações – desde um novo site até a utilização de novas ferramentas, como twitter, redes sociais e blog.
    O diretor de Comunicação Social da Secretaria de Segurança, Antonio Cândido, reforçou as palavras da delegada, afirmando que essa orientação seguida na polícia e em toda a área de segurança está afinada com estratégia de todo o governo para a área de comunicação.
    O anfitrião, delegado Ranolfo Vieira Jr. fez questão de esclarecer que a centralização do fluxo de informações na assessoria de comunicação não significava querer limitar o trabalho dos jornalistas, mas de facilitar a busca de informações mais completas.
    O Chefe de Polícia explicou também que haverá uma uniformização da imagem da Polícia Civil. “Vao desaparecer esses simbolos diversos, como o tigrão do Deic, a águia do Denarc, o escorpião do GOE. Inclusive os uniformes dos policiais, que hoje são vários, serão padronizados.
    Por fim, salientou que as mudanças são amplas, mas não significa que “vamos fazer terra arrasada”. “Nós não achamos que está tudo errado, achamos apenas que é preciso mudar algumas coisas”. Deu como exemplo, o caso das delegacias móveis, um projeto de 2007, de gestão do delegado Pedro Rodrigues, que está se concretizando agora.