Autor: Elmar Bones

  • Boa safra de frutas neste verão. Preço tende a cair

    O relatório da Emater desta quinta-feira, 20, destaca as boas safras e a excelente qualidade das frutas que estão sendo colhidas no Rio Grande do Sul neste verão.
    A melancia, com cerca de 80% da colheita já concluida nos vales do Taquari e Caí, é o destaque.
    “A qualidade este ano é muito boa, estando mais adocicada em razão das condições climáticas favoráveis no seu desenvolvimento”.
    Na região Central do Estado, os frutos estão com excelente qualidade e com grande quantidade em oferta no mercado.
    Os preços encontram-se em queda em decorrência desta maior disponibilidade de produto.
    Permanece em ritmo rápido a maturação e colheita da safra do pêssego na região da Serra. Resta colher apenas 10% das frutas nos pomares que apresentam bom calibre e sanidade.
    Na região Sul, a colheita está em fase final, apresentando perdas entre 30% e 60%, devido às intempéries ocorridas.

  • Qual deve ser o aumento dos vereadores?

    A Câmara Municipal de Porto Alegre vai perguntar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) qual deve ser o “reajuste dos vencimentos dos vereadores”. A decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira (20/1), em reunião da Mesa Diretora.
    Os vereadores da capital não tem reajuste em seus subsídios desde 2007, segundo a presidente do legislativo, Sofia Cavedon.
    A frente de uma comissão, que incluiu Reginaldo Pujol (DEM), João Dib (PP), Mario Manfro (PSDB) e Adeli Sell (PT), ela foi recebida pelo presidente em exercício do Tribunal, Cezar Miola, na quarta-feira.
    Miola “reforçou a posição do Tribunal de que as câmaras devem observar o princípio de anterioridade”. Na nota distribuída pela assessoria não esclarece o que significa esse princípio, nem menciona o valor do subsídio atual dos vereadores da capital.

  • Taxa de homicídios no RS é o dobro de São Paulo

    O chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira, informou que o projeto para criação do Departamento de Homicídios está em fase final.
    Ele acredita que no início de fevereiro já poderá levar ao Secretário de Segurança, para que seja transformado num projeto de lei que o governo Estadual deverá encaminhar à Assembléia Legislativa.
    A sinalização do executivo é favorável ao projeto, segundo o delegado. Mas uma decisão vai depender de uma análise das implicações em termos de recursos e de infraestrutura.
    Segundo o delegado, a criação de uma estrutura própria para cuidar dos crimes contra a vida se justifica com uma pergunta: “Homicídio é ou não é importante?”. A impunidade é um dos fatores que faz crescer esse tipo de crime.
    “Hoje o perfil mudou. Antes eram crimes passionais, briga de vizinhos, desentendimento no bar. Agora são dez, quinze balas, é guerra de quadrilha”, diz o delegado.
    Pelo projeto, serão 12 novas delegacias, duas em Porto Alegre, as demais nas cidades com maior número de crimes, Caxias do Sul em primeiro lugar.
    Nessas cidades, onde as delegacias atendem a todo o tipo de ocorrência- desde briga de vizinho, até assalto a mão armada – muitas vezes os homicídios não são investigados pelo acúmulo de serviço, segundo o chefe de Polícia.
    “Em Caxias do Sul, por exemplo: são 25 policiais para atacar um volume de 137 inquéritos em andamento. É humanamente impossível dar conta dessa demanda”
    No Rio Grande do Sul o índice de homicídios é o dobro de São Paulo, onde a criação de um serviço especializado em homicídios vem contribuindo para reduzir essa taxa ano a ano.
    Em 2010, o índice de São Paulo foi de 11 homicídios para cada 100 mil habitantes. No Rio Grande do Sul a média está acima de 20 homicídios por 100 mil habitantes. São 26 na capital e 21 homicídios por mil habitantes no interior do Estado.

  • Delegacias móveis começam a operar no litoral

    Neste final de semana começa a funcionar o novo serviço de delegacias-móveis que a Polícia Civil está adotando no Rio Grande do Sul.
    As quatro primeiras unidades serão entregues nesta sexta-feira pelo governador Tarso Genro e o Ministro da Segurança José Eduardo Cardozo.
    Uma delas entra em operação já no sábado nas estradas mais movimentadas que ligam a capital ao litoral. Foram adquiridas com recursos do Pronasci.
    Equipadas com computador e até cela individual para prisões em flagrante, cada delegacia-móvel terá cinco policiais – um delegado, dois escrivães e dois inspetores.
    Ao dar a notícia, em encontro com a imprensa nesta quinta-feira, 20, o Chefe de Polícia fez questão de dizer esse é um projeto de 2007, da gestão do delegado Pedro Rodrigues.

  • História política nos 78 anos do Sindicato dos Bancários

    Parte importante da história política do século XX no Rio Grande do Sul estará nas imagens da exposição fotográfica que o Sindicato dos Bancários abre nesta terça, 18, para marcar os seus 78 anos.
    O evento, na sede do Sindicato (à rua General Câmara) às 19h30min, será concorrido.
    Ao contrário de São Paulo, onde o PT teve sua base original nos sindicatos dos metalúrgicos, no Rio Grande do Sul foi entre os bancários e nos professores que o partido encontrou ressonancia inicialmente.
    Inclusive, uma de suas maiores lideranças, o ex-governador Olívio Dutra, projetou-se como presidente do Sindicato dos Bancários nas greves dos anos de 1970.

  • Ronaldinho, o Flamengo e o narcofutebol

    Geraldo Hasse

    Como uma novela em capítulos, a “repatriação” de Ronaldinho rendeu bastante durante as férias nos clubes, quando a mídia esportiva vive uma entressafra de notícias futebolísticas.
    No final das contas, mais um clube endividou-se para levar adiante a insustentável utopia do futebol milionário.
    Não surpreende que o “ganhador” da parada seja o Flamengo, o clube mais endividado do Brasil.
    Nessa história toda, não resta dúvida de que saiu derrotado o esporte, mais uma vez uma enredado numa teia de interesses escusos que fazem dos atletas mercadorias e dos torcedores meros idiotas manipulados num leilão de valores sem lastro.
    Quem vai agora administrar a crise das vaidades sem patrocínio? Dirigentes sem compromisso com a seriedade.
    Os próprios cronistas esportivos, envolvidos no jogo das especulações, reconhecem que “o dentuço pilantra” está voltando para encerrar a carreira, cansado das exigências da profissão que o transformou numa celebridade sem outro objetivo senão se manter sob os holofotes, orientado pelo irmão-empresário, interessado em extrair o máximo do seu garoto de ouro.
    Ambos manobraram até o limite para conseguir um salário de oito dígitos anuais por temporada, um escândalo num país dividido entre um milhão de ricos e cento e tantos milhões de pobres ou remediados que passam dificuldades para chegar ao fim do mês.
    A volta de Ronaldinho é uma ópera que se repete a cada temporada. Os jogadores brasileiros passam dois, cinco, dez anos na Europa e retornam tão boçais quanto na saída.
    Há exceções como Sócrates, Falcão e Raí, mas a maioria sai do país para “conquistar a independência financeira” e volta dependente de terceiros para dar os passos mais elementares.
    Sua autonomia limita-se a dirigir o próprio automóvel. A maioria não sabe safar-se sozinha de uma câimbra.
    Atletas medianos ou mediocrizados pelo exercício de uma atividade rica em simulações têm assessor de imprensa/agente de marketing, advogado, empresário/procurador, manicure, cabeleireiro, modista, consultor disso e daquilo, mas o nível cultural continua tão raso quanto antes.
    O máximo que frequentam no exterior são shopping centers e consultórios de ortodontistas.
    Quando voltam, recitam frases ensaiadas sem dar a menor garantia de que sequer honrarão os contratos milionários.
    A maioria dos torcedores tem consciência de que por fastio, cansaço ou lesões seus ídolos já não são capazes de jogar sequer a metade do que demonstraram antes de ser leiloados para o futebol internacional.
    Como disse Pelé, deveriam voltar para jogar de graça nos clubes que lhes abriram caminho para a fama e a fortuna.
    Ícones de torcedores infantis ou infantilizados, eles raramente ajudam a melhorar a sociedade, antes contribuem para a manutenção do status quo. “Falou status, mandou bem, galera”.
    Dessa farsa monumental participam todos: atletas, dirigentes, assessores, radialistas, imprensa e TV, sem faltar os patrocinadores e os torcedores, teoricamente os alvos de toda a pantomima.
    O dito futebol profissional é uma atividade marcada pelo mais reles mercenarismo. Em muitos casos, nos grandes clubes, o estrelato futebolístico está associado a diversas modalidades de contravenções penais.
    Não é exagero dizer que o esporte mais popular do Brasil e do mundo está sob influência do que alguns chamam de narcofutebol. Uma festa hedonista comandada pela TV.
    Pois bem, esses “heróis” das torcidas se repatriam, mas os recursos ganhos ao longo das temporadas ficam majoritariamente lá fora ou voltam na mão de laranjas.
    Tanto os clubes brasileiros quanto os internacionais são instituições especializadas na administração de déficits.
    Alguns poderiam ministrar cursos sobre sonegação de tributos, lavagem de dinheiro e agenciamento de carreiras políticas, como se viu nas eleições de 3 de outubro de 2010, quando vários atletas aposentados foram eleitos deputados.
    A insustentabilidade de um esporte marcado por tamanhas contradições e desigualdades não parece preocupar as autoridades políticas, os dirigentes esportivos e os torcedores em geral – isso a pouco mais de três anos da Copa do Mundo a ser realizada em 12 capitais brasileiras.
    Teremos no Brasil um megaevento esportivo com seus desdobramentos culturais, turísticos e econômicos, mas até agora as pessoas envolvidas no assunto dão a entender que nossa única obrigação é construir a tempo as obras de infraestrutura exigidas pela Fifa.
    Às vésperas de uma Copa (e dois anos depois, a Olimpíada), a falta de seriedade brasileira é simbolizada pelo gesto “hang loose” de Ronaldinho, que se especializou em saudar a torcida girando a mão direita com os dedos indicador e mingo levantados, sugerindo que está aí para brincar, nada mais.
    Como se um artista (da bola, que seja) não tivesse nenhuma responsabilidade social, cultural, econômica ou política.
    LEMBRETE DE OCASIÃO
    “O Brasil não é um país sério”
    Charles De Gaulle há mais de 40 anos

  • Comunicação terá foco nas midias alternativas

    Na apresentação da entrevistada, faltou um detalhe importante e esclarecedor: Vera Spolidoro foi, por muitos anos, assessora de imprensa da Federaçao da Industria do Rio Grande do Sul, numa época em que toda a cobertura econômica no Estado passava pela travessa Leonardo Truda, onde funcionava a Fiergs.
    Trechos:
    “Queremos que a sociedade dialogue com o governo, que a crítica venha da sociedade, não necessariamente através das mídias tradicionais”.
    “(Os cidadãos)…precisam ser não apenas consumidores, mas produtores de conteúdo”.
    “O conselho (de Comunicação) está previsto na Constituição de 1988. Já se instituiu no âmbito do Congresso Nacional. Funcionou um tempo e depois não teve quem tocasse. No ano passado, na Conferência Nacional de Comunicação (Cofecom), ressurgiu a história do conselho. Houve uma reação muito forte das empresas detentoras de veículos de comunicação. Acho que não compreenderam bem o propósito. Por que podem existir conselhos de educação e de saúde, por exemplo, e quando se fala em conselho de comunicação ninguém assume? Não entendo isso. Acho que é mau entendimento. Não quero acreditar que seja má-fé”.
    “Não é censura. Não é intromissão. Ao contrário, é permitir que as pessoas saibam o que estão consumindo em termos de informação, que tenham visão crítica e sejam produtoras de conteúdo. É isso que queremos. Temos uma proposta, vamos apresentá-la ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que vai ser o lugar dos grandes debates. Haverá uma câmara temática para comunicação. Todo mundo vai ter a oportunidade de falar: os proprietários de veículos, os jornalistas e a sociedade”.
    “Vamos trabalhar bastante com mídias alternativas. E aí incluem-se blogueiros, rádios comunitárias, jornais de bairro e jornais de Interior. Quando se escolhe trabalhar com um tipo de veículo só porque tem mais audiência, acaba se eternizando esse meio e não se cria nenhuma oportunidade para que outros possam surgir. Então, morrem os jornais de bairro e as rádios comunitárias, porque ninguém coloca dinheiro. Qualquer pesquisa no Interior constata que o primeiro jornal que é lido é o da região. Com rádio é a mesma coisa. Eles ouvem antes a rádio comunitária. Aqui mesmo em Ipanema as pessoas ouvem a rádio comunitária. Vamos trabalhar muito fortemente nisso”.
    “O conceito que a usamos na campanha provavelmente vai permanecer. A ideia é de que o Rio Grande do Sul está crescendo para nós, para o Brasil e para o mundo. Isso vai continuar. Não é um mero slogan, é uma nova diretriz de governo”
  • Conteiners para lixo serao instalados em 11 bairros

    O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) está em contagem regressiva para a implantação da coleta automatizada do lixo através de contêineres em uma área piloto da cidade.

    Área-piloto da coleta por contêineres, que será implantada pelo DMLU em 2011

    Na primeira etapa da modernização, cerca de 9% da população será contemplada.
    O edital de licitação foi publicado no dia 9 de dezembro. Os envelopes de habilitação serão abertos em 12 de janeiro, e o resultado será divulgado no dia 20.
    A previsão é de que a empresa vencedora da concorrência instale 1,2 mil contêineres para a coleta de lixo domiciliar em 11 bairros a partir de junho.
    A população de Porto Alegre, em especial os 123.600 habitantes que utilizarão diretamente o novo serviço, será informada e esclarecida dos detalhes da mudança através de uma ampla campanha de divulgação.
    As informações começam a ser divulgadas com 30 dias de antecedência e ao longo dos primeiros 30 dias de uso da nova coleta, inclusive para deixar bem claro que, por enquanto, a coleta seletiva não mudará.
    Área-piloto – A área de implantação do projeto-piloto da nova coleta domiciliar será limitada pelo Guaíba a oeste, pelo Arroio Dilúvio a sul, pelas avenidas Silva Só e Goethe e pela rua Dr. Timóteo a leste, e, a norte, por um contorno que, da Dr. Timóteo, irá pela Cristóvão Colombo até a Ramiro Barcelos e desta para a Voluntários da Pátria e Conceição, até a Mauá.
    Os contêineres de dois tamanhos diferentes – 2,4 mil litros e 3,2 mil litros – estarão distantes no máximo 100 metros um do outro e ficarão estacionados (75%) na via pública, ocupando o espaço semelhante ao de um automóvel. Apenas 300 contêineres precisarão ficar sobre calçadas, por falta de estacionamento em determinadas vias.
    As vantagens imediatas da coleta de lixo domiciliar em contêineres – aos moldes do que é feito em Caxias do Sul, Pelotas, Santa Maria e nas cidades uruguaias de Punta del Este e Montevidéu – serão o desaparecimento quase total dos caminhões de lixo (ficam só quatro) no trânsito dentro desta área de muito movimento de carros, o fim da ação da chuva, do vento e de animais nos sacos de lixo, que poderão ser dispostos nos contêineres a qualquer hora do dia ou da noite, e a diminuição da ação de catadores informais. (Assessoria de Imprensa)

  • Estiagens no RS: conhecidas e diagnosticadas há 80 anos

    Em 1942, quando ainda não se falava em La Niña, o geólogo Mariano Sobrinho, professor da UFRGS e técnico do governo estadual, coordenou um grupo de pesquisa que avaliou e propôs soluções para as secas periódicas que atingem algumas regiões do Rio Grande do Sul, principalmente na Fronteira Oeste.
    Com base em dados meteorológicos e estatísticas econômicas, os pesquisadores constataram que o fenômeno aparece desde os primeiros registros, cerca de 100 anos antes.
    Em períodos de seis ou sete anos, a estiagem se manifesta com mais intensidade, causando enormes danos econômicos e incômodos às populações.
    As soluções então propostas são praticamente as mesmas de agora: pequenos açudes, poços artesianos, pequenas obras de irrigação.
    Nao resolveriam o problema, mas atenuariam em muito seus piores efeitos. Em quase 80 anos, o governo do Estado ainda não fez o que seus técnicos recomendaram – e que, como se vê agora, estavam certos.
    Hoje não se encontra sequer cópia do estudo do professor Mariano Sena Sobrinho na biblioteca do Departamento de Produção Mineral. Mineiro, formado em Ouro Preto, ele foi um dos fundadores da geologia no Rio Grande do Sul.

  • Serie aborda projetos eólicos no Estado

    O jornal JÁ publica, a partir de hoje, uma série sobre os projetos eólicos no Rio Grande do Sul, com texto e fotos do repórter Cleber Dioni Tentardini.
    A cobertura inicia no pampa gaúcho, no município de Santana do Livramento, fronteira com o Uruguai, onde está sendo construído o complexo eólico Cerro Chato.
    A energia produzida pelos ventos é um dos temas que merecem especial atenção da presidenta Dilma Rousseff, responsável pelo programa de energia eólica no país enquanto ocupava o cargo de ministra de Minas e Energia do governo Lula.