O banco de sangue do Hospital de Pronto Socorro parou de fazer coletas no final de novembro. Funcionários dizem que é por falta de pessoal. A direção diz que é devido à reforma, que só deve começar em março. Ficará desativado até 2012.
Comerciantes brasileiros participaram de uma audiência pública no final de novembro, promovida pela Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais (CMAI), da Assembleia Legislativa, para debater o comércio entre os países do Mercosul, principalmente a possibilidade de instalação de lojas francas, os freeshops nas cidades de fronteira. A proposta está prevista no projeto de Lei 6316/2009, do deputado federal Marco Maia (PT/RS), em tramitação na Câmara Federal, e no projeto substitutivo do deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB/RS). Também estavam presentes prefeitos, vereadores e parlamentares.
O projeto, que autoriza a instalação de lojas francas nas áreas urbanas dos municípios localizados na linha de fronteira do território nacional com o Uruguai, Paraguai e Argentina, é considerado prioritário para estancar o empobrecimento e êxodo populacional dessas regiões. Nele, são beneficiadas as cidades de Quaraí, Santana do Livramento, Aceguá, Jaguarão, Chuí (fronteira com Uruguai), Uruguaiana (fronteira com Argentina) e Foz do Iguaçu (no Paraná, fronteira com Paraguai).
A CMAI irá encaminhar uma carta de apoio à aprovação urgente do substitutivo aos deputados federais gaúchos e às comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e Constituição e Justiça, da Câmara Federal. O objetivo é garantir que o projeto possa ser aprovado em todas as instâncias sem necessidade de passar pelo Plenário.
O projeto e o substitutivo permitem que estabelecimentos brasileiros credenciados recebam o mesmo tratamento tributário que recebem os instalados nos países vizinhos. “Estas áreas podem ser caracterizadas como economias regionais atualmente isoladas dos centros dinâmicos e de decisão nacionais e com potencial de desenvolvimento reprimido por esta situação”, justifica o texto. O comércio tipo freeshop é responsável pelo extraordinário desenvolvimento urbano das cidades uruguaias, paraguaias e argentinas de fronteira em função da geração de novos empregos que promoveu ao longo do tempo.
Por outro lado, as chamadas cidades gêmeas do lado brasileiro, empobreceram e continuam perdendo habitantes. Segundo dados da Receita Federal, os brasileiros gastaram nos freeshop’ das cidades vizinhas, em 2009, cerca de R$ 1 bilhão. Na justificativa do projeto, o parlamentar proponente cita o exemplo de Santana do Livramento que, nos últimos 15 anos, perdeu cerca de 400 empresas de médio e grande porte, provocando desemprego para cerca de 10 mil pessoas. (Com Assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa)
A Polícia Rodoviária Federal em Santana do Livramento, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, registrou este ano aumento de 10% a 15% nas apreensões de mercadorias irregulares. Há dois tipos de ilegalidade nesse caso: o descaminho, que são os produtos comprados nos freeshops de Rivera, no Uruguai, e que excedem o valor da cota máxima permitida, e o contrabando, vindo do Paraguai.
De acordo com o inspetor chefe da PRF, Valmir Souza, são abordados na BR 158, que liga o município a Rosário do Sul, uma média de 100 veículos por dia, elevando o número nos finais de semana.
“É comum termos de confiscar ar condicionado que custa 320 dólares por que o comprador não quis pagar o imposto, que é de 50% sobre os 20 dólares que excederam a cota individual, ou seja, 10 dólares, explica o inspetor, que trabalha há 16 anos em Livramento.
Entre os itens apreendidos em novembro estão cinco mil projéteis calibres .22 e .12, cujo portador foi preso por tráfico internacional de armas; um carro com 593 litros de bebidas alcoólicas e de energéticos no valor de mais de 10 mil reais; outro veiculo com 188 frascos de perfumes avaliados em cerca de 15 mil reais; uma ambulância com defensivos agrícolas, um caminhão que ia para Caxias do Sul transportando em um fundo falso carregamento de queijo; um ônibus carregado de produtos contrabandeados que tentava ingressar na cidade para abastecer os camelôs, e produtos unitários como ar-condicionados e outros eletrodomésticos. Tudo é encaminhado para o depósito da Receita Federal e, posteriormente leiloado em outros municípios.
Um dado importante, segundo o policial, é que por questões legais não há possibilidade de fazer declaração fiscal e pagar o imposto na PRF. Somente os postos da Receita Federal podem fazer a declaração e emitir o boleto para o pagamento do imposto. Nesse caso os bens são retidos. E se forem vários produtos cuja soma de valores ultrapassar a cota sem ter sido pago o imposto, tudo é apreendido.
“Alguns pensam que, caso sejam descobertos, poderão deixar alguns produtos até ficar na quota, mas isso também não acontece porque tudo é retido”, completa.
Valdir lembra também que a cota de 300 dólares, via terrestre, e de 500 dólares, via aérea, é individual, portanto é proibido dividir o valor de uma mercadoria em mais de uma cota.
Em hipótese alguma é permitido transportar defensivos agrícolas, armas, munições, qualquer tipo de medicamento e veículos automotores. Alimentos e objetos cujas quantidades e finalidades caracterizam comércio de importação, sem o devido registro e pagamento de impostos, também são confiscados. Poucos declaram à Receita
Turistas de vários estados brasileiros visitam a cidade uruguaia de Rivera em busca de produtos mais baratos nos 71 freeshops – o maior dentre os cinco centro de compras na fronteira do Uruguai, tendo em vista a baixa cotação do dólar. Os produtos mais vendidos são bebidas, perfumes e tênis. Nos finais de semana, os hotéis estão sempre lotados e o movimento pelas ruas pode ser comparado a uma sexta-feira à tarde na Rua dos Andradas, em Porto Alegre. Estima-se a presença de mais de 30 mil turistas na cidade uruguaia. Os outros freeshops de fronteira ficam em Artigas, Acegua, Rio Branco e, Chuy.
O número de declarações na Receita, no entanto, está muito aquém do intenso movimento no comércio. Segundo o inspetor chefe substituto da Receita Federal em Santana do Livramento, Adilson Valente, cerca de 200 turistas são atendidos diariamente para declarar os produtos comprados nos freeshops cujos valores ultrapassaram a cota, com exceção dos finais de semana, que chegam a somar 900 pessoas por dia. Para atender tamanha demanda nos sábados e domingos, a Receita disponibiliza um posto móvel defronte à Praça Internacional, ficando visível a fila de turistas que não querem arriscar perder todas suas compras.
As mercadorias apreendidas na Polícia Rodoviária Federal são colocadas em um depósito da Receita Federal e, posteriormente, são leiloadas, para pessoa física ou jurídica.
“Uma alternativa para diminuir o contrabando e as compras no país vizinho seria reduzir os impostos que incidem sob as mercadorias fabricadas no Brasil”, acredita Valente. Uísque à base de cachaça
O inspetor chefe substituto da Receita Federal alerta para os produtos falsificados que são vendidos por ambulantes no lado brasileiro, como tênis, relógios, óculos, bolsas, cigarros, frutos de contrabando oriundos do Paraguai. Há CDs e DVDs produzidos na cidade e provenientes de outras regiões, e há perfumes e bebidas, a maioria uísque, produzidas em fundos de quintal, e que normalmente são oferecidos no chão.
“Fizemos várias apreensões de bebidas, perfumes e bolsas que emitam marcas famosas e caras. Nós mandamos fazer uma análise em algumas bebidas falsificadas e constatou-se a presença de fragmentos de cigarros, insetos, um tipo de caramelo usado como corante e álcool etílico da pior qualidade”, revela Valente. “Não é por nada que eles ficam instalados bem na linha divisória. Além de ser o principal caminho de acesso às lojas uruguaias, qualquer ação policial no local, os ambulantes cruzam a fronteira e os agentes não podem fazer mais nada. Minutos depois todos estão de volta”, completa.
Por todas as ruas centrais de Livramento e Rivera há muitos menores vendendo dvds, meias, isqueiros e outras mercadorias fruto de contrabando.
Noite mágica
Como acontece todos os anos, em dezembro a Associação dos Freeshops de Rivera realiza a “Noite Mágica”, quando o comércio volta abrir as portas às 20h e só encerra as 2h da madrugada. Uma oportunidade a mais para os turistas adquirirem produtos com descontos. Este ano o evento ocorre no dia 21.
A reportagem tentou ouvir o presidente da Associação dos Freeshops de Rivera, o empresário Gandhi Abdullah, mas sua assessoria não retornou o contato. (Por Cleber Dioni Tentardini)
A 52ª edição do Prêmio ARI de Jornalismo, realizada ontem à noite na Assembleia Legislativa, não foi uma festa como de praxe, com direito à hino nacional e coquetel, mas uma congratulação entre colegas de imprensa.
Quase todos os agraciados que subiram ao palco do Teatro Dante Barone para receber o troféu Negrinho do Pastoreio fizeram questão de elogiar o esforço da Associação Riograndense de Imprensa em manter viva a premiação, a mais disputada do Estado e a segunda mais antiga do país, só atrás do Prêmio Esso.
O presidente Ercy Torma ressaltou o prestígio da entidade junto aos profissionais de imprensa no ano em que completou 75 anos de atuação. Mesmo correndo o risco de ficar sem patrocínio, o prêmio registrou o segundo maior número de inscrições da sua história, com mais de 160 trabalhos inscritos em 13 categorias. Confira os vencedores: Jornalismo Impresso – Reportagem Geral
1° – Carlos Etchichury e Juliana Bublitz (Zero Hora): Corrupção nas cadeias (abril/2010)
2° – Naira Hofmeister de Araújo (Extra Classe): Investigação sobre crise financeira da Ulbra (outubro/2009 e abril/2010)
Menção honrosa – Humberto Trezzi, Carlos Wagner, Carlos Etchichury e Nilson Mariano (Zero Hora): Os infiltrados (janeiro e fevereiro/2010) Jornalismo Impresso – Reportagem Esportiva
1° – José Diehl (ABC Domingo): As raízes gaúchas de Maicon (06/06/2010)
2° – Jones Lopes da Silva (Zero Hora): Eu joguei com Pelé (17/10/2010)
Menção honrosa – Carlos Corrêa (Correio do Povo): Sem barreiras (agosto/2010) Jornalismo Impresso – Crônica
1° – Mário Marcos de Souza (Zero Hora): Senhoras do Bem (14/01/2010)
2° – Moisés Mendes (Zero Hora): A copa de 70, Steve e Glênio (13/06/2010)
Menção honrosa – Cláudia Laitano (Zero Hora): O Faroeste e a Marchinha
(10/07/2010) Jornalismo Impresso – Fotojornalismo
1° – Valdir Friolin (Zero Hora): Decisivo (25/10/2010)
2° – Cristiano Estrela Gonçalez (Correio do Povo): Águas de Fevereiro (05/02/2010)
Menção honrosa – Emílio Pedroso (Zero Hora): Mega acidente (22/07/2010) Jornalismo Impresso – Planejamento Gráfico
1° – Norton Voloski (Zero Hora): Guia do Churrasco (19/09/2010)
2° – Cláudio Luiz Thomas (Diário Gaúcho): Infância vira fumaça (26/05/2010)
Menção honrosa – Melina Gallo de Araújo (Zero Hora): Cozinheiros (08/11/2010)
Jornalismo Impresso – Charge
1° – Santiago (Jornal João de Barro): Obama Prêmio Nobel (dezembro/2009)
2° – Tacho
Menção honrosa – Santiago (Extra Classe): Censo 2010 (setembro/2010) Jornalismo Impresso – Reportagem Cultural
1° – Michele Bicca Rolim (Jornal do Comércio): Série de reportagens Formas gaúchas (julho e agosto/2010)
2° – Moisés Mendes (Zero Hora): O desgarrado das barrancas do Uruguai (2/06/2010)
3° – Paulo César de Oliveira Teixeira (Revista MagisUnisinos): Conversa de Botequim (junho e julho/2010) Jornalismo Impresso – Reportagem Econômica
1° – Gilson Camargo (Extra Classe): O preço do crescimento (05/09/2010)
2° – Caio Cigana (Zero Hora): O brilho de uma nova joia (01/08/2010)
Menção honrosa – Patrícia Comunello (Jornal do Comércio): O desafio de vender aos gaúchos (01/03/2010) Radiojornalismo – Reportagem Geral
1° – Milena Schoeller (Rádio Gaúcha AM): Série reciclagem (dezembro/2009 e janeiro/2010)
2° – José Renato da Silva Freitas Andrade Ribeiro (Rádio Gazeta AM): Estado integra sistema paralelo de adoções ilegais que esconde comércio de bebês (23/07/2010)
Menção honrosa – Cid Martins e Fábio Almeida (Rádio Gaúcha AM): Tecnologia a serviço do crime: presos gaúchos usam celulares com internet para encomendar crimes e escapar do grampo policial (junho, outubro e novembro/2010) Radiojornalismo – Reportagem Esportiva
1° – Filipe Pereira Gamba (Rádio Gaúcha AM): Futebol: sonhos interrompidos pelo crime (30/10/2010)
2° – Mariana Corsetti Oselame (Rádio Guaíba AM): Um passado de glórias
(05/12/2009)
Menção honrosa – Luiz Carlos Reche (Rádio Guaíba AM): O outro lado da bola
(24/10/2010) Telejornalismo – Reportagem Geral
1° – Giovani Grizotti (RBS TV): A farra dos vereadores (08/08/2010)
2° – Luci Maria Jorge da Silva (TV Bandeirantes): Mulheres: reféns do medo
(12/08/2010)
Menção honrosa – Elisabete Lacerda (TVE): Cais do Porto: o outro lado da revitalização (11/05/2010) Telejornalismo – Reportagem Esportiva
1º – Fernando Becker (RBS TV): E. C. Novo Mundo vence o crack (31/01/2010)
2° – Andrei Schmidt Kampff de Melo (RBS TV): Tragédia no boxe (10/10/2010)
Menção honrosa – Fernando Becker (RBS TV): As histórias e origens do técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes Contribuição à Comunicação Social – Prêmio Antônio Gonzalez
Celito de Grandi
Coletiva.net
Revista Amanhã
Procede a informação da assessoria de imprensa do Banrisul, de que a decisão sobre o patrocínio ao Premio ARI de Jornalismo 2010 foi tomada pela diretoria do banco no dia 22 de novembro.
Acontece que, como a própria assessoria admite, qualquer decisão na área do marketing do Banrisul tem que ser aprovada pelo Palácio Piratini, em alguns casos pela própria governadora Yeda Crusius.
Essa é uma distorção que seria inaceitável em qualquer companhia de capital aberto, que negocia seus papéis em bolsa, mas que se tornou uma tradição em relação ao Banrisul.
Vem do tempo em que o governo era o dono do Banco e, por razões que só a falta de uma imprensa ativa no Estado explica, manteve-se intocada mesmo depois que o governo Yeda vendeu a metade do Banrisul a acionistas privados.
Quando a assessoria menciona “todo um trâmite legal para assinatura da autorização do processo” esta se referindo a essa “aprovação” que necessariamente tem que vir do Piratini e que caracteriza o uso político das verbas de marketing e publicidade do Banrisul.
Uma prova disso são as dezenas de processos para pagamento de anúncios veiculados em blogs, jornais e revistas, que a diretoria do banco há muito já autorizou que sejam pagos, mas estão trancados no Piratini.
Esses processos se acumularam devido a suspensão de todas as operações de marketing, decidida depois que surgiram denúncias de um esquema fraudulento montado naquele departamento e que teria causado um prejuízo de R$ 10 milhões ao banco.
Quanto ao Prêmio ARI, a lista dos finalistas já era conhecida na tarde de segunda-feira, 6. Na terça-feira pela manhã o presidente da ARI, Ercy Thorma, declarou à Coletiva que ainda não havia decisão sobre o patrocínio, embora a diretoria do banco fosse favorável.
A assessoria de imprensa do Banrisul contesta a informação do jornal JÁ, de que o banco só decidiu manter o patrocínio ao Prêmio ARI 2010 depois que tomou conhecimento da lista de trabalhos finalistas. O patrocínio foi decidido pela diretoria no dia 22 de novembro, segundo a assessoria.
Eis a íntegra da nota assinada pela jornalista Soraia Hana:
“O comitê de Marketing do Banrisul autorizou o patrocínio do Prêmio ARI no dia 11 de novembro de 2010, o qual teve aval final da diretoria no dia 22 de novembro. Como existe todo um trâmite legal para a assinatura da autorização do processo, o mesmo foi anunciado no dia 6 de dezembro à ARI”.
Pela oitava vez em dez anos, o jornal JÁ figura entre os finalistas do Prêmio ARI de 2010.
O trabalho “Bento Gonçalves, Esse Herói Desconhecido”, de autoria do jornalista Cleber Dioni Tentardini, está entre as classificadas na categoria “Reportagem Cultural”.
Participações do JÁ no prêmio ARI:
2001 – “O Caso Rigotto” (premiado)
2003 – “A verdade sobre o Plano Diretor” (premiado)
2005 – Plano Diretor e Cooperativa Coolmeia (premiado)
2006 – Força e Luz, “Máquina sem governo” e Contribuição à imprensa (premiado) e 20 anos imprensa e negro ganha história (finalistas)
2007 – Plano Diretor, Guerra da TV e Varig (finalistas)
2008 – Pampalipto (premiado) e Jango, Perseguido até a morte (finalista)
2009 – Pontal do Estaleiro (premiado)
2010 – Bento, Esse Herói Desconhecido (finalista)
Nos anos 2002 e 2004, o jornal estava com a circulação suspensa, como ocorre agora. A última edição circulou em novembro de 2009, com a reportagem classificada no prêmio ARI deste ano. O JÁ volta a circular em janeiro de 2011.
Duas horas depois de divulgada a lista dos trabalhos classificados como finalistas do Prêmio ARI de Jornalismo, o Banrisul decidiu que vai manter o patrocínio do certame, que é o mais importante da imprensa gaúcha.
Coincidentemente, entre os classificados não figura nenhuma reportagem abordando as denúncias de corrupção no governo do Estado que dominaram o noticiário local até a campanha eleitoral.
Hospital de Pronto SocorroNão apareceram empresas interessadas na primeira chamada para as obras de reforma interna do HPS, orçadas em R$ 8,9 milhões.
A abertura dos envelopes, inicialmente agendada para esta segunda-feira, 6 , foi transferida para 10 de janeiro.
“O mercado está muito aquecido, o pessoal da construção civil está reclamando da dificuldade em encontrar mão-de-obra”, avalia o engenheiro Álvaro Kniestedt, responsável pelo projeto.
Para se candidatar, a empresa precisa ter um capital social compatível com o valor da obra e comprovar já ter trabalhado em hospitais, o que limita o número de possíveis fornecedores.
Se não houver propostas até 10 de janeiro, o poder público pode pensar em convidar alguma empresa ou refazer o edital.
Por enquanto, está mantida a previsão de começar a reforma em março. (Patrícia Marini)
Os dados foram apresentados no Encontro Com a Federasul desta sexta-feira, 3, pelo presidente da Comissão Técnica da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) no Ministério dos Esportes, Ricardo Capelli.
Aprovada em 2008, a LIE oferece às empresas com lucro real a possibilidade de reverter até 1% dos seus impostos em projetos voltados ao esporte.
De acordo com o palestrante, R$ 106 milhões foram aplicados este ano pela Lei de Incentivo ao Esporte, sendo que o recurso total disponível para captação era de R$ 400 milhões.
A maior parte dos recursos não está sendo aproveitada, tanto por escassez de projetos, como por desconhecimento ou desinteresse do setor empresarial.
“Embora mais de 137 mil empresas brasileiras estejam em conformidade com a LIE, apenas 820 já aportaram ao programa”, argumentou Capelli.
O evento contou também com a participação do secretário estadual Extraordinário da Copa 2014, Eduardo Antonini, que falou sobre os recursos captados pelo Grêmio através da LIE.
Segundo o secretário, dois projetos foram aprovados pelo clube tricolor, um para a construção do Centro de Treinamento de Eldorado, e outro para investir em profissionais da base de treinamento.
Os dois convidados reforçaram a importância de investimentos no esporte, principalmente no momento que o País se prepara para receber a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas em 2016.
“Além de ser positivo para a empresa divulgar sua marca, investir em esporte hoje, acaba influenciando em diversos outros setores públicos, como turismo e mobilidade urbana, que serão favorecidos com a vinda destes grandes eventos”, acrescentou Capelli.