Geraldo Hasse, especial para o JÁ
O presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Jr., cancelou um encontro marcado no final da sexta-feira à tarde em Osório com o candidato petista Tarso Genro para poder participar de um evento do candidato do PMDB, José Fogaça, em Rio Grande. “Sou homem de partido”, justificou Bolzan, que preferia coligar-se com o PT mas cumpre a decisão da maioria do PDT de aliar-se ao PMDB.
A disciplina partidária faz parte da história pessoal do prefeito de Osório. “Eu já votei no Marchesan”, diz ele, lembrando que já engoliu sapos graúdos em “bailes de cobras” (campanhas eleitorais) do passado.
Para cumprir a agenda pemedebista em Rio Grande, onde houve uma visita ao porto, um encontro com empresários e uma entrevista coletiva, Bolzan viajou 800 quilômetros, só chegando em casa às quatro horas da manhã de sábado.
Além de Denílson Silva, único vereador petista de Osório, o outro político presente ao encontro de Tarso com os empresários foi o vereador Luiz Ramos, do PDT.
Autor: Elmar Bones
Bolzan dá bolo em Tarso para dançar com Fogaça
Jornalista gaúcho vai coordenar imprensa da Copa
O jornalista José Antonio Severo, gaúcho de Caçapava, será o coordenador de imprensa do Consorcio Copa 2014, orgão de assessoramento do Ministério do Esporte para organização da Copa do Mundo de 2014.
Sua tarefa será montar a estrutura para recepcionar os 30 mil jornalistas esperados para cobrir o evento em junho daquele ano.Obra de restauração está cortando árvores da praça
O Projeto Monumenta em Porto Alegre, desenvolvido pelo Ministério da Cultura, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Unesco, visa supostamente a restituir o visual da Praça da Alfândega ao seu original, do início do século XX, quando não se sabia ainda da importância das árvores no projeto urbano das cidades.

Para garantir esta discutível e dispensável “autenticidade”, o projeto cercou a praça (QUE SEMPRE FOI ABANDONADA PELA PREFEITURA) com um muro metálico de dois metros de altura e, assim escondido, dedicou-se a cortar sistematicamente mais de duas dezenas de árvores da praça, algumas centenárias.
O barulho execrável e ininterrupto das moto-serras, por dias, e a saída regular de caminhões do espaço cercado e trancado, carregando troncos e mais troncos de largo diâmetro, assim como a vista de cima, dão uma idéia da insensata e escondida destruição que lá dentro acontece.

Moro ao lado da praça e bem acima. Vejo com angústia crescente as clareiras se somarem em GRANDE VELOCIDADE, converso com os antigos frequentadores e transeuntes, artesãos e pequenos comerciantes ao redor, todos chocados e consternados com a velocidade e a extensão da destruição.
TODAS as árvores (algumas com mais de 30 anos) de AMBOS OS LADOS da avenida Sepúlveda, entre o MARGS e o Memorial, foram serradas e destruídas (sequer removidas a outro lugar). Dentro da praça, igualmente, os tocos dos troncos e os buracos atestam a destruição SEM PRECEDENTES das árvores lá plantadas, na CONTRAMÃO DA HISTÓRIA DO URBANISMO, em incompatibilidade com a qualidade de vida e o paisagismo esclarecido do século XXI, numa atitude burra, irrresponsável e INJUSTIFICÁVEL!!!
O Projeto Monumenta dá verbas para a “melhoria de praças e ruas” e eu gostaria de saber, o público desta cidade, os frequentadores desta praça TÊM O DIREITO de saber, em que este massacre insensato de árvores cuja copa garante ar puro e sombra versus a sujeira, a poluição e o calor massacrante do centro, aonde a palavra “MELHORIA” está prevista? Que melhoria é esta que destrói em grande escala a própria coisa que torna a praça um bem aos seus frequentadores. Ou eles acham que as pessoas lá vão pelos postes de luz? Pelo calçamento?
Todas as cidades em locais mais instruídos dedicam-se a criar espaços verdes ou aumentar os existents. Nossa prefeitura as destrói agora sob a desculpa de que vai criar um ambiente mais autêntico. Mas, se formos exigir autenticidade mesmo, que inundem aquela área, que antes pertencia ao rio. Ou que refaçam o espaço como era na chegada dos açorianos. Por que achar que o arbitrário autêntico é aquele em que não havia uma gestão
esclarecida do espaço da praça.

Por que a prefeitura não torna o centro mais humano e seguro fazendo coisas óbvias e sensatas, como exigir que a pavimentação das calçadas permita que idosos e crianças possam andar sem tombar diariamente nos milhões de buracos das calçadas (só para citar um MELHORIA necessária e ignorada pela prefeitura que decide investir o dinheiro destinado à melhoria da praça nesta sanha destruidora imperdoável)???
Conclamo as pessoas de bem, a mídia, aqueles com espírito responsável, aqueles com ética, bom-senso e espírito público, a protestarem e a interditarem este projeto insano que destrói um bem público necessário na suposta desculpa de recriar a estética arcaica e desnecessária às custas do bem-comum.Câmara do Livro vai a Fortunati garantir praça para a Feira 2010
A Câmara Riograndense do Livro está aguardando uma audiência com o prefeito José Fortunati para se manifestar publicamente sobre a questão da Praça da Alfândega.
Segundo os coordenadores do projeto Monumenta, a praça não estará liberada em outubro quando acontecerá mais uma Feira do Livro de Porto Alegre, o principal evento cultural da cidade.
“Vamos ver o que o prefeito nos diz, para depois tomar uma posição”, disse ao JÁ o presidente da CRL, João Carneiro.
A Praça da Alfândega está incluída no projeto Monumenta, do Ministério da Cultura, para restauração do patrimônio histórico, e está em obras desde o ano passado.
A Feira do Livro de 2009 já foi realizada com algumas áreas interditadas pelas obras que haviam começado e foram suspensas para a realização do evento.
Agora, numa reunião na Secretaria da Cultura, na quinta-feira, 14/04, representantes do Monumenta informaram que não haverá condições de liberar a praça até outubro deste ano, quando deverá iniciar a 56a. ediçao da Feira do Livro.Empresário defende aeroportos públicos
Numa linha um tanto diferenciada de tudo o que foi dito no Forum da Liberdade, falou o empresário brasileiro-norteamericano David Neeleman, proprietário de quatro empresas de aviação, Jet Blue Airways e Morris Air (norteamericanas), e Westjet (canadense).
Agora ele investe no Brasil com a empresa Tudo Azul, que pretende inovar em matéria de qualidade de aviões e serviços. Neeleman mostrou posicionamentos diferenciados quanto a dois assuntos: sua surpresa ao saber que as empresas de aviação brasileiras compram aviões lá fora, quando “os aviões da Embraer, afirmou ele, são os melhores do mundo em matéria de egurança, conforto e operação. Comprei 15 e pretendo ir até a 90 aeronaves, se tiver condições de alargar o mercado”.
Outro tema que o distinguiu dos demais, foi sua afirmação de que os aeroportos comerciais devem ser sempre públicos. “Aeroportos não devem ter lucros, mas servirem às necessidades de transporte das pessoas. Aeroportos privados tendem a encarecer todos os serviços, os custeios das empresas e os preços das passagens.
Há mais segurança para todos, empresas e passageiros, se o aeroporto for público”. Informou também que, nos Estados Unidos, a generalidade dos aeroportos é público, seja a nível federal, estadual ou municipal.
Neeleman ainda não teve, certamente, a oportunidade de ser informado a respeito de alguns objetivos do ministro da Defesa, Nelson Jobim, com relação ao assunto. Nem com respeito às pressões de algumas empreiteiras em ação em Porto Alegre[2], para semear espigões na zona Norte, interferindo com a segurança de vôo.
A opinião desse empresário, de tipo bastante jovial, é de que os aeroportos precisam ter grandes áreas de reserva para expansões futuras. Cercar fisicamente um aeroporto, diz ele, compromete o desenvolvimento econômico da região.Yeda diz que livro mudou sua maneira de ver a política
A governadora Yeda Crusius interrompeu sua agenda no início da noite de quinta-feira, 15/4, para ir até a Assembléia Legislativa buscar o autógrafo do psicanalista João Gomes Mariante, que estava autografando o livro “Três no Divã”, lançado por JÁ Editores..
A governadora leu uma primeira versão do texto há pouco tempo e ficou bastante impressionada. “Esse livro foi como uma luz, me fez ver a política e seus personagens de uma maneira diferente. Por causa desse livro, reabilitei o Flores da Cunha, que foi um grande governador e seu busto estava num depósito”, disse ela nas entrevistas que deu durante o evento.

Yeda revelou também que o autor do livro, de 92 anos, dos quais quase 60 dedicados à psicanálise, é um de seus conselheiros. “Este homem é uma lição de vida”, disse ela. “Ele é meu conselheiro. Quando tenho alguma decisão importante, difícil, eu sempre ouço o dr. Mariante”, revelou.
O dr. Mariante desconversou quando perguntado sobre suas relações com a governadora. “Sou admirador dela e conversamos às vezes, como amigos”, despistou. Deixou escapar, porém, uma “ponderação” que fez a Yeda numa das conversas que tiveram: “Eu disse que ela deveria colocar mais ternura nas palavras e atitudes, não se preocupar tanto em responder de imediato às críticas”.
Fortunati também pegou seu autógrafo

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, também prestigiou o lançamento de “Três no Divã”, acompanhado da esposa, Regina. Encantado com a vitalidade do autor, o casal pegou seu autógrafo e confraternizou com os convidados, entre eles Ercy Thorma, presidente da Associação Riograndense de Imprensa, e notáveis da área médica, da Maçonaria e do Rotary.Obras na Praça da Alfândega ameaçam Feira do Livro
A praça da Alfândega não estará em condições de abrigar a Feira do Livro de Porto Alegre, em outubro deste ano.
A informação foi transmitida na manhã desta terça-feira, 13/4, pela coordenação do projeto Monumenta ao presidente da Câmara Riograndense do Livro, João Carneiro.
A praça está integrada ao projeto Monumenta, de resgate de espaços culturais, e está em obras desde o ano passado.
A notícia causou indignação na reunião que a Câmara do Livro promoveu à tarde, exatamente para discutir a feira deste ano.
Segundo Carneiro, na reunião pela manhã na Secretaria da Cultura, os representantes do Monumenta sugeriram que a feira este ano seja transferida para o Parque da Redenção ou para o cais do porto.
A diretoria da Câmara do Livro considerou uma “falta de respeito à história da Feira” e já solicitou uma audiência com o prefeito José Fortunatti para tratar do assunto.As razões inconscientes da política

Neste instigante ensaio “literário e filosófico”, o dr. João Gomes Mariante usa o bisturi da psicanálise para dissecar a política.
Serve-se de três dos maiores personagens da política brasileira, para identificar – por trás das atitudes destemidas, do discurso altissonante e, até, dos recuos e negaças – as motivações inconscientes da ação política.
Os líderes de uma situação revolucionária, que se resolve pelo recurso às armas, sempre carregam a culpa de um crime, diz o autor.
Podem mascarar a culpa dizendo que foi necessário matar em nome de algo maior. No seu íntimo, nada pode apagar que foi um crime. Mesmo o mais frio dos ditadores sente-se culpado.
Getúlio Vargas, Oswaldo Aranha e Flores da Cunha foram os vitoriosos de 1930. Tomaram o poder pelas armas, jogaram a vida para alcançar o poder.
Desafiaram a morte e não hesitaram quando foi necessário matar.
Tudo em nome do povo. Para melhorar a vida do povo – libertá-lo dos grilhões da pobreza, resgatá-lo para a vida republicana, dos direitos e oportunidades iguais.
Por trás dos bons propósitos, os ressentimentos, o medo, a frustração, a ambição desmedida . Tanto que para manter o poder (hoje se diria governabilidade) tiveram que implantar um regime de arbítrio, com mais crimes, mais culpa.
Em 1954, depois de ter caído e ter voltado “nos braços do povo”, Getúlio Vargas deu um tiro no coração. Quis matar os inimigos dentro de si mesmo.
Mas, ao contrário do que diz o senso comum, não foram os inimigos externos que o levaram à morte.
Foram os inimigos internos – os componentes que fizeram dele um homem retraído, melancólico, de tendências suicidas.
As circunstâncias dramáticas que se armaram em torno dele criaram as condições externas para o ato, que já estava gravado internamente.
Aranha e Flores de certa forma tentaram o mesmo ao se expor insanamente ao perigo, muitas vezes sem necessidade.
Eram temperamentos diferentes, extravasavam as pressões internas por outros mecanismos. Faltaram-lhes as circunstâncias para o gesto último.
Esses são os caminhos que o autor percorre na sua intenção de identificar os elementos inconscientes sempre presentes nas motivações dos homens que se entregam a política.
“Três no Divã”, de João Gomes Mariante, lançamento Já Editores dia 15 de abril na Assembléia Legisltativa do Rio Grande do Sul.Getulio, Flores e Oswaldo Aranha no divã da psicanálise

A JÁ Editores lança nesta quinta-feira às 19 horas na Assembléia Legislativa o livro “Três no Divã”, do psicanalista João Gomes Mariante.
A obra, segundo o autor, é um ensaio literário e filosófico que utiliza instrumentos da psicanálise para observar o mundo da política.
Mariante parte de três dos maiores nomes da política brasileira do século XX: Getulio Vargas, Oswaldo Aranha e Flores da Cunha.
“Eles surgiram na cena política nacional com a Revolução de 1930. Sua influência foi decisiva até, pelo menos, o golpe de 1964. Hoje ainda percebe-se a sua sombra no espectro político do país. Por isso ainda é importante entendê-los”, diz o autor.
Ele explica que procurou descobrir as motivações inconscientes nas ações política em que se envolveram os três líderes – “desde os embates armados nas escaramuças sulinas até os recuos e negaças inerentes à política palaciana”.
Não fica fora tampouco a questão do suicídio, ao qual Getúlio Vargas recorreu quando os inimigos o encurralaram e ao qual Aranha e Flores não eram insensíveis.
Quando enfrentaram de peito aberto o perigo, muitas vezes desnecessário, eles também manifestaram tendências suicidas.
O livro, da JÁ Editorees, tem 200 páginas e estará sendo autografado pelo autor na sessão de lançamento.
Imprensa e Psicanálise
João Gomes Mariante, psicanalista há mais de 60 anos, é um fiel seguidor de Sigmund Freud. Aos 92 anos de idade, permanece em intensa atividade intelectual.
Especialista em profilaxia do suicídio – que considera um autocrime –, é autor de mais de 40 artigos científicos e 200 conferências no Brasil e no exterior.
Era um garoto em 1930, quando Getúlio Vargas chegou à Presidência pela primeira vez. Serviu o Exército ao lado de Euclides Aranha Neto, filho de Oswaldo Aranha, ministro de Vargas. São amigos até hoje.
Trabalhou como jornalista na imprensa carioca. Em 1946, formou-se pela Faculdade Fluminense de Medicina, para então escolher a Psicanálise.
Tinha 36 anos quando Getúlio suicidou-se, em agosto de 1954.
Debruçou-se sobre o comportamento de Vargas com olhar profissional, procurando entender-lhe os processos mentais.
Identificou também em Oswaldo Aranha e em Flores da Cunha, outros dois líderes políticos da época, cada um a seu estilo, um certo destemor exacerbado, uma disposição a correr riscos desnecessários, um constante desafiar a morte.
Ao transformar o estudo psicanalítico destes personagens no livro “Três no Divã”, Mariante lança uma abordagem inédita na bibliografia nacional, uma obra literária e filosófica.
Nela, vai além da personalidade dos biografados, ao observar o psiquismo e as motivações de líderes políticos desde a antiguidade até os dias atuais.
“O propósito fundamental de Três no Divã é de, através
da psicologia profunda, que a psicanálise condensa,
interpretar os segredos do inconsciente de cada um.”
João Gomes Mariante é membro efetivo da Associação Internacional de Psicanálise, da Associação Brasileira de Psicanálise, da Associação de Psicologia e Psicoterapia de Grupos em Buenos Aires, e membro honorário da Academia Sul-Riograndense de Medicina e do Rotary Internacional.Associação quer democratização das verbas públicas
ALTERCOM
Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação
Carta de princípios
A ALTERCOM é uma entidade associativa de empresas e de empreendedores, de iniciativa individual ou coletiva. Nasce com o objetivo de representar e dar legitimidade aos setores da sociedade que lutam por uma comunicação democrática, E para defender a diversidade, pluralidade informativa e a liberdade de expressão para todos.
MISSÃO
Constituir-se em um canal democrático de interlocução que possibilite a defesa da liberdade de expressão e que contribua para a formação de uma cidadania crítica, atuante e participativa.
PRINCÍPIOS e Objetivos
1. Congregar os setores empresariais e os empreendedores que lutem pela liberdade de expressão e pensamento;
2. lutar pela produção de conteúdos que representem a diversidade da cultura brasileira;
3. Lutar por um marco regulatório que garanta A democratização da comunicação, em especial nas concessões públicas de rádio difusão e telecomunicações;
4. Lutar pela criação do Conselho nacional de Comunicação Social, com ampla participação da sociedade brasileira, conforme decisão da 1º conferência Nacional de comunicação (confecom);
5. Defender os princípios dos direitos humanos, principalmente o direito à comunicação, e garantir o direito à diversidade, combatendo qualquer forma de discriminação;
6. lutar por novos critérios que garantam a democratização da aplicação dos recursos de comunicação do estado brasileiro em seus três níveis, municipal, estadual e federal;
7. Apoiar a constituição de fundos de fomento para produtores de conteúdo;
8. Apoiar a realização periódica da CONFECOM.
9. Constituir uma rede de de compartilhamento de informações e conhecimento;
10. constituir-se em um espaço para formação e debates sobre comunicação;
11. Lutar pela universalização do acesso à internet via banda larga e contra qualquer tipo de restrição ao uso da internet.
10 de abril 2010







