Depois de 30 dias de greve, completados na quarta-feira, a Fenaban apresentou nova proposta ao Comando Nacional de Greve dos bancários. Nessa quinta-feira a categoria promove assembleia geral em todo o País para decidir sobre a proposta dos bancos, considerada pelos sindicalistas um pouco melhor do que as anteriores.
Os bancos oferecem reajuste de 8% mais abono de R$ 3.500 para 2016. Além disso, o reajuste no vale-alimentação é de 15% e de 10% para vale-refeição e auxílio creche-babá. A licença-paternidade passa para 20 dias.
Sobre empregos, os bancos não garantem que cessem as demissões, mas se comprometem a criar um centro de realocação e requalificação. Para 2017, a proposta prevê reajuste de acordo com a inflação (INPC) mais 1% de aumento real para os salários e em todas as verbas.
Dias parados
O comando de greve reiterou durante toda a negociação que os banqueiros tinham que acenar com compensação dos dias parados. A Fenaban aceitou compensar 100% dos dias parados dos grevistas, desde que as assembleias fossem realizadas nesta quinta. As mesas específicas de negociação da Caixa e do Banco do Brasil também foram formadas.
Na área do SindBancários, 309 agências ficaram fechadas, totalizando 1.074 em todo o Estado na quarta-feira. Os bancários realizaram ato de fortalecimento do movimento em frente à Superintendência Estadual do Banco do Brasil em Porto Alegre com a participação dos personagens Bankemon.
A greve nacional mais longa da categoria na história foi em 1951, com 69 dias de paralisação. No Rio Grande do Sul, a greve mais longa registrada desde 2004 é a do Banrisul em 2013, com 42 dias de paralisação.

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