Bloco da Santana comemora seis anos

Ainda falta cerca de um mês para as datas que tradicionalmente marcam o carnaval, mas em Porto Alegre já há movimentação de blocos. Neste sábado, o Bloco da Santana comemora seis anos com festa nas ruas do bairro em clima de aquecimento. O evento conta com o Bloco do Borel, Gonhas da Folia e as Mulatas da Praiana.
A festa começa às 16h na esquina das ruas Leopoldo Bier e São Manoel. O encerramento fica por conta da escola de samba Acadêmicos da Orgia, que vai tocando do local do evento até sua quadra, na avenida Ipiranga, 2741.
O Bloco da Santana nasceu há seis anos e reúne predominantemente antigos moradores e pessoas que têm vínculos com o bairro. “O bloco é formado pelo pessoal da antiga. Nossos filhos e netos já estão tudo tocando. Aqui só tem gente que mora na Santana, que já morou ou que gosta da Santana”, explica Kleber Dorneles, presidente do bloco. Os sambas enredo antigos dos carnavais do Rio de Janeiro e de Porto Alegre predominam o repertório, que inclui também sucessos atuais, como Anitta.
Kleber começou no carnaval na década de 1970, na bateria mirim da Acadêmicos da Orgia, escola que integrou por cerca de vinte anos. Hoje é músico do Pagode do Dorinho e trabalha com oficinas de música e atendimento terapêutico em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Kleber e a esposa Denise Prates são os responsáveis pelo bloco.
A criação do Bloco da Santana foi uma forma de resgatar a memória do antigo carnaval da Santana, um dos mais tradicionais carnavais de bairro de Porto Alegre, que durou até a década de 1970. Na época em que os desfiles eram na Perimetral, várias escolas acabavam suas obrigações oficiais e seguiam para a rua Santana. “Tinha um tempo que a apuração saía na manhã seguinte. Muito dormi ali na calçada esperando o resultado do carnaval”, recorda Kleber.
Dali nasceram escola de samba importantes, como a Academia de Samba Praiana, que revolucionou os desfiles do carnaval de Porto Alegre na década de 1960, e os Bambas da Orgia, uma das mais antigas e tradicionais agremiações carnavalescas da cidade, fundada em 1940.
Dona Maria Bravo era figura central do carnaval da Santana. Moradora da rua Olavo Bilac, era ela quem puxava o carnaval e sua casa se convertia em ponto de encontro dos foliões. Maria Bravo esteve envolvida com a folia da Santana desde a década de 40, quando se mudou para o local. Maria de Lourdes Vasconcelos Bravo morreu em 2009, aos 79 anos, em razão de problemas cardíacos.

Comentários

Deixe uma resposta