Brique da Redenção recebe expositores convidados


Artesãos são convidados para substituir os espaços vazios
(Fotos: Carla Ruas/JÁ)

Carla Ruas

Muitos artesãos do Brique da Redenção não participam da feira nos domingos de janeiro e fevereiro. Entre os motivos para esta ausência está a queda no movimento e o fato de que alguns expositores tiram férias, e vão para o litoral. Para preencher os espaços vazios, a Comissão Deliberativa do Brique recebe convidados, que se inscrevem como substitutos dos meses de verão.

Neste domingo (8/1)  a coordenação da feira registrava cerca de 15 convidados trabalhando. “Procuramos preencher as vagas que sobram, mas sempre mantendo o padrão de qualidade do Brique”, afirma Eduardo Veiga, representante da Comissão. Ele explica que os organizadores têm interesse em manter o mesmo número de expositores no verão, para que a tradição da feira se mantenha. “Se deixarmos com poucos artesãos as pessoas vão achar que o Brique acabou”.


Devido ao vestibular da UFRGS, o Brique teve um movimento bom neste domingo

Marilene Borba, expositora do segmento de Antiguidades, relata que as férias que seus colegas tiraram são merecidas: “O pessoal trabalha o ano inteiro no Brique e durante a semana em outro emprego”, conta. Ela mesma vai descansar no mês de fevereiro, quando vai para a praia. A época é propicia porque as vendas diminuem drasticamente.

Para Zuleika Storck, vendedora de livros na feira, o movimento cai cerca de 40 % no verão. “São vários fatores que influenciam a quantidade de público, como a temperatura e se tem algum congresso ou vestibular na cidade”.

Barraco na feira


A banca de lanches da culinária italiana é acusada de ter furado a fila

Apesar da calmaria que toma conta do Brique neste primeiro mês de 2006, uma polêmica está deixando alguns artesãos nervosos e inquietos. O Conselho de expositores do Brique, composto por quatro segmentos (Antiquário, Arte na Praça, Gastronomia e Artesanato), acusa uma banca de ter se instalado de forma não democrática na feira.

Veiga relata que a banca de lanches e sucos localizada entre os expositores de antiquários, ganhou o espaço através de um canetasso. “Quando o Adeli Sell era secretário da SMIC, em 2003, ele fez um documento autorizando a permanência deste estande na feira. O problema é que nós temos todo um processo de seleção que foi ignorado”.

Simone Dionísia, do setor de gastronomia, afirma que todos os expositores devem ter direitos e deveres iguais. “Todos nós passamos por uma triagem, supervisionada pela SMIC, que seleciona os artesãos conforme um padrão de qualidade”. Veiga teme que esta ação abra um precedente, e que a organização da feira fique comprometida. “A SMIC nos prometeu a retirada da banca em novembro, mas até agora nada”.

O vereador Adeli Sell responde que não existe base legal às reclamações dos expositores. “Não tem nenhuma lei que estabeleça um processo de seleção. Aquela banca está ali porque foi solicitado que houvesse mais variedade de alimentos na feira”. Ele afirma ainda que este assunto tem trazido problemas para ele e para a SMIC. “Já conversei com o secretário Idenir Cechim sobre isto, mas não conseguimos dialogar com estes artesãos, que não representam o Brique como um todo”

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