(Editorial do jornal JÁ Bom Fim ed. Janeiro/fevereiro)
Aos poucos vai ficando claro o forte deslocamento político que as eleições de 2010, aliadas a algumas circunstâncias fortuitas, provocaram no Rio Grande do Sul.
O Partido dos Trabalharores, depois de dez anos alijado, volta ao centro do poder, determinando um alinhamento inédito, que ficou bem nítido com a posse dos novos deputados que vão compor a Assembléia Legislativa até 2014.
Consequência do pleito e de algumas coincidências, o PT tem hoje no Estado: o governador, o presidente da Assembléia, onde é o maior partido, base da maioria do governo. Foi o partido que mais cresceu, com quatro novos deputados.
Tem a presidente da Câmara Municipal, as principais prefeituras da Regiao Metropolitana e o comando das principais estatais, federais e estaduais.
Até a prefeitura, que já foi um baluarte adversário, hoje está políticamente mais próxima do partido.
Some-se a isso a circunstância de que, como poucas vezes ocorreu na história do Estado, é o mesmo partido da presidente da República.
Isso dá a dimensão do fenômeno. Cabe, no entanto, a pergunta: que PT é esse.
Já Voltamos.

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