Câmeras doadas ao Estado estão desativadas e sendo depredadas

As câmeras de videomonitoramento instaladas em 2014 nos bairros Centro e Floresta estão desativadas. A denúncia foi recebida no Conselho Estadual de Políticas Sobre Drogas (CONED-RS). São cerca de 20 câmeras, adquiridas pelo Governo Federal, através do programa “Crack, é possível vencer”.
O presidente do Conselho, Eduardo Cruz, confirma que todas as câmeras de segurança foram instaladas e entregues prontas para o uso, mas estão desativadas e sofrendo vandalismo. “As bases servem para monitorar áreas de uso de drogas, como o centro da Capital e os bairros vizinhos. Os micro-ônibus recebem imagens de câmeras que estejam em um raio de até três quilômetros”, complementa Cruz.

Equipamentos foram adquiridos pelo Governo Federal através do programa "Crac, é possível vencer" / Divulgação CONED
Equipamentos foram adquiridos pelo Governo Federal em 2014, através do programa “Crack, é possível vencer” / Divulgação CONED

Além dos equipamentos de vídeo, foram adquiridos para esta região um micro-ônibus adaptado para servir de base móvel, duas viaturas e duas motos para a Brigada Militar, num investimento total de cerca de R$ 1,5 milhão.
“São equipamentos novos que estão em situação de abandono. Um total desperdício de recursos públicos. Se estivessem funcionando, essa região seria uma das mais bem monitoradas em Porto Alegre”, afirma Cruz. O Conselho é o órgão fiscalizador indicado para receber informações e denúncias sobre drogas. Juntamente com o Ministério Público e outros órgãos do Estado, realiza fiscalizações dos serviços e programas relacionados ao tema.
Para Eduardo Cruz, este crescimento da criminalidade também está relacionado com a ausência do Estado em áreas conflagradas, aumentando a liberdade de atuação de traficantes de drogas e a concentração de usuários de crack. Ele observa que neste caso específico da Vila dos Papeleiros, existe um flagrante descaso e abandono com os equipamentos recebidos pelo Estado através do convênio.

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