Caravana de Lula faz rota do trabalhismo no Rio Grande do Sul

A caravana de Lula no Rio Grande do Sul passou por Santa Maria, nesta terça-feira, 20, em clima de campanha eleitoral. Depois de Bagé e Livramento, dois tradicionais redutos trabalhistas, Lula foi ao centro do Estado.
Um dos polos regionais  do Rio Grande do Sul, a 300 quilômetros da capital, a cidade tem 280 mil habitantes. Foi, em décadas passadas, um centro ferroviário com um operariado que a tornou, eleitoralmente, um forte reduto trabalhista. Hoje é um centro universitário de classe média. Mas a tradição trabalhista ainda é forte.
A universidade tem 29 mil alunos, 267 cursos e dois mil docentes, e passou por um processo de expansão, a partir de 2005, com três novos campi em municípios ao norte do estado.
O ex-presidente foi recebido na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) pelo reitor e diretores de diversas instituições.
Autonomia das universidades e as dificuldades diante do congelamento por 20 anos do orçamento da União foram os temas da conversa de Lula com o reitores e diretores de diversas instituições de ensino superior.
Os dirigentes apresentaram ao ex-presidente as demandas nas áreas de educação, saúde, ciência e tecnologia, a serem incluídas nos planos de governo dos candidatos à Presidência da República.
Lula mostrou que ao longo dos governos petistas, dele e de Dilma Rousseff que o acompanhava, o Rio Grande testemunhou a expansão do ensino superior. Além da ampliação da UFSM e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Faculdade de Ciências Médicas foi transformada em Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
Durante o período ainda foi criada a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com campi em 10 cidades gaúchas: Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Itaqui, Jaguarão, Santana do Livramento, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana.
Foram ainda instalados três institutos federais no estado: o Rio Grande do Sul (IFRS), com reitoria em Bento Gonçalves; o Farroupilha (IFF), com reitoria em Santa Maria; e o Sul-Riograndense (IFSul), com reitoria em Pelotas. Vinculados a estes institutos estão 23 unidades de educação profissionalizante espalhadas pelo estado.
Em 2009, foi criada também a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com campi nos três estados da região.
Além da expansão das universidades e institutos federais, os governos de Lula e Dilma efetuaram 536 mil matrículas pelo Pronatec, concederam 182 mil bolsas pelo ProUni e celebraram 103 mil contratos pelo Fies, segundo os organizadores da caravana.
Um ato público no bairro Nova Santa Marta, encerrou o roteiro na cidade. Fundado em 2006, o bairro começou com uma ocupação, há mais de 30 anos. Hoje é um dos mais populosos da cidade.
Nesta quarta-feira (21), a caravana vai para São Borja, terra de Getúlio Vargas e João Goulart, considerado o berço do trabalhismo de vertente varguista. A caravana vai viajar 300 quilômetros até à fronteira com a Argentina.
Na frente da reitoria, onde Lula se reunia com os reitores, os dois grupos antagônicos trocavam xingamentos, palavras de ordem, empurrões e até agressões.
A Brigada Militar só interveio para separar os lados depois de quase uma hora de confusão.
A Caravana de Lula pela região Sul – que vai até sexta-feira no RS e depois segue para SC e PR -, começou por Bagé e Santana do Livramento na segunda feira.
Nesta terça-feira no deslocamento entre Santana do Livramento e Santa Maria, alguns manifestantes contrários à visita chegaram a bloquear a estrada. Os três ônibus que compõe a comitiva chegaram à UFSM por volta das 14h20, um atraso de 20 minutos em relação ao horário previsto.
Recebido por um grande contingente de estudantes e apoiadores, Lula entrou rapidamente dentro da reitoria, onde participou de ato com o reitor da UFSM, Paulo Burmann, que teve cerca de duas horas de duração a portas fechadas.
Do lado de fora, porém, o clima foi tenso. Inicialmente, manifestantes contrários à visita tentaram realizar um ato com o apoio de um caminhão de som ao lado do local onde os apoiadores do ex-presidente se encontravam, mas recuaram após serem confrontados.
Na sequência, porém, um grande contingente de pessoas do grupo anti-Lula que estavam em outro local se dirigiram para as proximidades da reitoria. Sem a presença de seguranças e da polícia, os dois grupos antagônicos ficaram frente a frente.
De um lado os contrários cantavam “Lula ladrão, teu lugar é na prisão”. De outro, os favoráveis rebatiam com “Lula ladrão, roubou meu coração”.
Momentos de confronto com outros de relativa calmaria, mas sempre com os anti Lula tentando chegar mais próximos da reitoria.
Entre os apoiadores de Lula, a maioria eram estudantes e militantes de movimentos sociais, como o MST, que tem acompanhado a caravana desde o início. Entre os que rechaçavam Lula destacavam-se alguns militantes com camisetas de Jair Bolsonaro presidente.
A tensão só foi dissipada quando homens do primeiro regimento de cavalaria montada da Brigada Militar intervieram e determinaram que um espaço fosse aberto entre os dois lados.
(Com informações do Instituto Lula, do Sul 21, Rede Brasil Atual e GauchaZH)

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