Ainda ocultada de crianças e discretamente ignorada das conversas de adultos, a morte é discutida com restrição pela sociedade ocidental. No entanto, existe quem dedique sua vida acadêmica a pesquisar esse tema considerado “inusitado”.
Casados há 20 anos, os pesquisadores Kate Rigo e Thiago Nicolau de Araújo são fascinados pelos tabus que envolvem a finitude da vida. Desde quando se conheceram, ainda na graduação em história, os dois pesquisam aspectos relacionados à morte.
Enquanto Thiago aprecia a arte cemiterial, os quais chama de “museus a céu aberto”, Kate aproveita-se de sua veia pedagógica a dispensar horas de seus dias analisando como tratar sobre o assunto com crianças e adolescentes.
Recentemente, depois de seus doutorados na Alemanha, o casal foi convidado pela maior editora de língua portuguesa do mundo, a Chiado, a lançar dois livros.
A obra de Kate chama-se “Vamos Começar Pelo Fim?”, na qual escreve sobre morte, adolescência, suicídio, comportamentos autolesivos e educação cemiterial.
Thiago lança “O que amamos não esquecemos: cemitério – finitude – teologia”, obra em que analisa as perspectivas artísticas e socioculturais representadas pela arte nos túmulos.
O lançamento conjunto foi em 2 de novembro, Dia de Finados, às 17h30, na sala Oeste do Santander Cultural, com um debate para discutir a consciência da finitude e como enfrentar as finalizações da vida, especialmente em relação à morte.
Thiago Nicolau de Araújo:
Vice-reitor do Grupo Educacional FACINEPE, Prof. Thiago é doutor em Teologia pela Freie Universität Berlin – Alemanha (2014), licenciado e Bacharel em História e mestre em História das Sociedades Ibero-americanas.
Kate Rigo:
Doutora em Teologia pela Faculdade EST/Georg-August Universität Göttingen – Alemanha (2014), licenciada e Bacharel em História pela Pontifícia Universidade Católica do RS, graduanda em Psicologia pela PUCRS e mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica do RS.

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