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  • População hostiliza jornalistas na Argentina – maioria acredita que eles mentem

    Vai passando quase despercebida – por estar sendo pouco comentada – matéria da Folha de São Paulo de segunda-feira que, por sua importância, chegou a ser publicada no site da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).
    É de autoria da jornalista Sylvia Colombo, 39, correspondente daquele jornal na Argentina (Buenos Aires). Sob um título nitidamente partidarizado como “Cristina Kirchner faz cerco à imprensa independente”, Sylvia relata o clima político que vive a Argentina no âmbito da “guerra” entre governo, de um lado, e meios de comunicação do outro.
    Todavia, a jornalista faz isso sob a ótica de um dos atores envolvidos no processo, o que, de acordo com o seu próprio ponto de vista, não seria jornalismo. É imperativo ler esse relato porque, descartadas as opiniões e idiossincrasias da autora, revela como um governo de centro-esquerda com propostas e ideais muito parecidos com os do governo
    Dilma Rousseff está derrotando a filial argentina da franquia midiático-conservadora que governou ao menos a América do Sul desde sempre até a virada do século XX, e que está mantendo o governo brasileiro literalmente acuado. Se já leu essa matéria, releia (abaixo) e reflita sob a ótica que será proposta.
    Se não leu, há que ler.
    Cristina Kirchner faz cerco à imprensa independente
    Ter, 06 de Dezembro de 2011
    Folha de São Paulo
    Mundo – Mídia
    Governo usa veículos próprios para praticar “jornalismo militante”
    SYLVIA COLOMBO, DE BUENOS AIRES
    “Você trabalha no ‘Clarín’?”, pergunta mal-humorado o taxista ao repórter do jornal, depois que ele diz o endereço onde quer ir.
    Meu colega já vinha se irritando com esse tipo de patrulha. Chegou a dar nomes de ruas paralelas, preferindo caminhar até a redação, só para não ouvir agressões de apoiadores do governo, que está em guerra com a imprensa independente.
    Nesse dia, respondeu: “Não, estou indo lá só para entregar um envelope”. Depois, pensou no absurdo que tinha sido levado a dizer. Uma outra colega, que faz um curso de pós-graduação numa universidade local, havia se interessado pela aula de determinado professor. Um dia, foi pedir recomendações de leitura.
    Ele, simpático, a recebeu e perguntou a que se dedicava. Ela, orgulhosa, encheu a boca e disse: “jornalista”. Quem já está há algum tempo na profissão acostumou-se a ouvir comentários positivos depois de uma apresentação assim.
    Em grande parte do mundo ocidental, considera-se o jornalismo uma atividade nobre e importante para a sociedade. Pois o professor dessa minha amiga parou de sorrir quando ouviu essa palavra. “Aqui não gostamos de jornalistas”, disse.
    Comigo acontece também direto. Numa ocasião, numa barulhenta sala de espera de um dentista, enquanto preenchia minha ficha, a secretária perguntou minha profissão. Quando disse, fez-se silêncio, quebrado apenas pelo comentário desconcertante de uma senhora: “No seu país vocês são mentirosos também?”
    Em debate do programa “6,7,8?, atração da TV estatal cuja finalidade é malhar a imprensa crítica ao kirchnerismo, o comentarista Orlando Barone soltou a seguinte pérola: “O jornalismo é inevitavelmente de direita porque a democracia é de direita.
    O jornalismo nasce para defender a democracia, dentro dos cânones instituídos da propriedade privada”. O governo Cristina Kirchner, que começa um novo ciclo no próximo sábado, é louvável em alguns aspectos: tirou a Argentina da prostração econômica pós-2001, levou militares responsáveis pela repressão da ditadura (1976-1983) à prisão e aprovou o matrimônio gay.
    Porém, sua relação belicosa com a imprensa assusta. Para defender-se da imprensa, o governo montou um grande conglomerado. Seus veículos defendem as políticas do governo, mas, principalmente, atacam a cobertura de jornais tradicionais e, o que é mais grave, questionam a própria utilidade da mídia independente.
    A proposta dos meios kirchneristas é implantar o que chamam de “jornalismo militante”, que prega a ideia de que o compromisso do jornalismo deve ser com “causas”, citando explicações da professora da faculdade de comunicação de La Plata, Florencia Saintout. Intelectuais como ela se defendem dizendo que, como o jornalismo nunca é objetivo, é melhor escolher de uma vez um lado da trincheira.
    As “causas” do jornalismo militante, obviamente, não são quaisquer causas. Em essência, coincidem com as bandeiras do governo. O governo já anunciou que reforçará a execução da Lei de Meios, que tirará poderes de grupos como o Clarín e dará mais espaço a “meios militantes”.
    Os próximos quatro anos serão, portanto, um desafio para o jornalismo independente, essencial para o funcionamento das instituições da Argentina. Cristina, que dá sinais de que prefere se alinhar ao Brasil de Dilma, mais do que à Venezuela de Chávez, deveria baixar o tom contra a imprensa independente.
    Nada a fará mais parecida com o líder venezuelano do que acuar o jornalismo e fazer com que jornalistas tenham vergonha de declarar o que fazem em público.
    Do blog* www.blogcidadania.com.br

  • Jornal Já Bom Fim – dezembro de 2011

    http://issuu.com/baltz/docs/j_-bomfim-413-dezembro

  • Pec da água agora vai a votação no plenário da Assembleia

    Após quatro anos tramitando na Assembleia Legislativa, a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que dispõe sobre a água como um serviço público essencial à vida foi aprovada pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente, nesta quarta-feira (07/12).
    Reapresentada esse ano pelo deputado Luiz Fernando Schmidt (PT) e outros 24 deputados, a proposta já está apta para ser votada em sessão plenária.
    A PEC da água, como ficou conhecida, acrescenta um novo artigo à Constituição do Rio Grande do Sul, garantindo o caráter público dos serviços de água e saneamento. Na prática, se aprovada na votação plenária, impedirá a privatização da água no Estado.
    Na reunião ordinária desta manhã, a PEC foi aprovada por unanimidade. Agora a emenda segue para plenário, onde precisará de 3/5 dos votos dos deputados, em dois turnos.
    A PEC determina que os serviços de água e esgoto só poderão ser prestados por empresas públicas ou de economia mista com o controle do poder público estadual. Ou seja, os municípios podem receber os serviços da Corsan, ou ter empresas municipais com pelo menos 51% de controle público do capital votante e do capital social. O deputado Schmidt comemorou a aprovação e ressaltou que o propósito é de assegurar que as questões de ordem social prevaleçam sobre razões de ordem econômica. “As águas de domínio do Estado são um bem público essencial à vida, cujo uso deve ficar subordinado ao interesse da população”, justificou.

  • Instituto Ronaldinho: Câmara quer explicações sobre gasto de R$ 354 mil

    A câmara municipal de Porto Alegre, através da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece), ouviu na noite desta terça-feira (6/12) novos depoimentos sobre o convênio entre a Smed e o Instituto Ronaldinho Gaúcho.
    Na oportunidade, o secretário de Coordenação Política e Governança Local, César Busatto, confirmou que uma comissão especial do Executivo foi criada em setembro último com o objetivo de apurar dúvidas sobre gasto de R$ 354 mil por parte do Instituto Ronaldinho Gaúcho no programa Jogos Gaúchos de Verão no convênio com a Prefeitura da Capital.
    Anunciou que nos próximos dias a instituição será notificada a dar explicações sobre o plano de trabalho e a aplicação desses recursos. O prazo é de 10 dias. Busatto adiantou que caso não haja uma explicação convincente, o Instituto Ronaldinho Gaúcho será incluído na dívida ativa e responderá administrativa e judicialmente.
    O vereador Mauro Pinheiro (PT), que propôs a criação de uma CPI para investigar os convênios, disse que há ainda muitas dúvidas em relação às notas, que, segundo ele, estão mal preenchidas. Também quer uma prestação de contas detalhada, com os valores pagos e os serviços prestados. “Os números não fecham”, acrescentou.
    Convênios

    O Instituto Ronaldinho Gaúcho, através dos seus representantes, entregou aos vereadores documento que, segundo eles, faz uma prestação de contas de tudo que foi realizado. O advogado do instituto, Sérgio Queiros, disse que a prefeitura auditou todos os convênios e garantiu que não há nenhum débito com o município.
    O vereador Haroldo de Souza (PMDB) sugeriu os vereadores lessem com atenção o relatório. Disse que não vai assinar a CPI e que o assunto deve ser encaminhado ao Ministério Público.
    O advogado Armênio Santos, do Instituto Nacional América, ONG que manteve convênio com o Instituto Ronaldinho Gaúcho para a realização dos Jogos Gaúchos de Verão, disse que a instituição foi alvo de imputações indevidas. Observou que o INA nunca teve qualquer convênio com a Prefeitura de Porto Alegre e que o contrato com o IRG foi através de licitação. Sobre as notas em sequência, afirmou que como a instituição é isenta, não precisa emitir notas e que por isso pode ter havido notas com a numeração em sequência. Informou que o contrato com o IRG foi de R$ 479 mil, acrescidos de um aditamento de 21%, previsto no contrato.
    Esclarecimentos

    O presidente da Cece, Professor Garcia (PMDB), disse que é preciso esclarecer todas as questões, mas que o assunto não pode se estender indefinidamente. Obteve da secretária municipal da Educação, Cleci Jurach, a garantia de que o vereador Mauro Pinheiro terá em mãos o mais breve possível todas as informações solicitadas, antes do prazo legal que é de até 45 dias.
    A Cece também ouviu o comerciante Nilton Maronas, proprietário do Atacado Maronas, que vendeu material esportivo para o IRG. Disse que venceu uma licitação e que as vendas foram feitas através de pregão eletrônico. Observou que estranhava a sua convocação e que teme que os seus negócios sejam prejudicados. Se dispôs a apresentar toda documentação contábil que se fizer necessária.
    No final da reunião também foi ouvido o representante do Restaurante Biscaia, que forneceu refeições para as crianças que participaram das atividades dos Jogos de Verão IRG. Disse que o contrato foi firmado com o seu cunhado, já falecido. Informou, ainda, que o Instituto Ronaldinho Gaúcho deve cerca de R$ 20.400,00.  .

  • Garagem na Redenção tem edital em janeiro


    Vanderlei Capellari – diretor presidente da EPTC

    Expansão das áreas azuis, garagens subterrâneas,a reforma do Túnel e as modificações no trânsito e o novo sistema de transporte coletivo que vai “revolucionar Porto Alegre”. Estes foram os assuntos de uma entrevista exclusiva com Vanderlei Capellari (foto), presidente da Empresa Portoalegrense de Transporte e Circulação. Confira:
    Como está a concessão das áreas azuis?
    Tivemos a área azul conce­dida por dez anos para a Es­tapar. O prazo encerrou em 1° de maio. Fizemos uma pesquisa nacional e mundial sobre operações de estacionamento rotativo pra ver equipamentos e tecnologias, custos.
    Agora, concluímos um edital para conceder novamente a operação. Que­remos publicar ainda em dezembro. Em julho estará concluído.
    A área azul de porto alegre é considerada uma das melhores do país, várias cidades vem a porto alegre ver como funciona aqui, o objetivo é manter a atual qualidade e melhorar com essa nova licitação.

    E o novo preço das tarifas …

    – O valor, de dois reais por duas horas, nunca foi reajustado desde 2001. Ag­ora, era necessário atuali­zar. Medimos a inflação no período e o custo médio das cidades que tem o serviço. Aí aplicamos uma correção em torno de 50%. Vai para R$ 3,00 às duas horas, que é o tempo máximo permitido. Acreditamos que ficou justo.
    Para que houvesse maior competitividade e empresas profissionais participem da nova licitação era necessário fazer uma esta pequena atualização. Na verdade, talvez seja uma falha não ter feito uma correção sistemática pra manter os valores mais atualizados, foi uma opção.

    E a expansão da área azul?
    -Temos um número grande de pedidos, mas temos um critério claro. Fizemos avaliação do impacto no lugar, o tipo de comércio, de ser­viços. Só depois consulta­mos os moradores e defini­mos a implantação. A meta para 2012 é expandir 10% das atuais 4.300 vagas.

    Onde serão as novas áreas?
    – Primeiro ponto será na Av. São Pedro – zona norte, no trecho entre a presidente Roosevelt e Av. Bahia. A cada ano haverá 5% de ex­pansão. Isso sempre ne­gociado com a população – inclusive se for decidido retirar a área de algum local, nós vamos lá e retiramos. E quem define onde vai ter área azul e a EPTC, assim como a fiscalização e exclusiva nossa, isso nunca foi terceirizado. Assim vai continuar no próximo contrato.
    E a reforma do Túnel?
    – Já foi entregue o sentido Bairro-Centro, o prazo pro­gramado para conclusão do sentido Centro-Bairro é abril. Poderemos entregar no começo do ano. Isso depende da conclusão da parte superior. Para ampliar a sustentação do túnel, o pavimento será em placas de concreto, e faltam ainda algumas placas.
    E as mudanças no trân­sito permanecem?
    -A principal mudança foi criar um binário entre a Santo Antônio e a Garibaldi. Precisávamos de uma alternativa pra o fluxo da Loureiro da Silva e da João Pessoa, para poder acessar no mínimo ate a rodoviária. Hoje a Garibaldi vai até a rodoviária. As pessoas po­dem utilizar a Garibaldi para sair da cidade, pegar a Castelo Branco. Também concluímos a Barros Cassal entre o largo Vespasiano e a Voluntários, alternativa de fluxo pra saída e entrada da rodoviária. Essas mudanças deram resultados tão positivos que a popula­ção não sentiu a obra. Todas as alterações permanecerão. O único ponto que está sen­do avaliado é a reabertura da alça de acesso do Túnel com a Alberto Bins. Naquela área formam-se duas filas. Temos até o fim do ano para decidir.

    E as garagens subter­râneas?
    – Há uma pessoa nomeada no gabinete do prefeito es­pecialmente para realizar os estudos da construção des­sas garagens. Será um siste­ma de PPP, uma empresa constrói e tem direito de ex­plorar a área por um tempo.
    Já foram apresentados e aprovados estudos de dois locais, o Ramiro Souto na Redenção, e a Praça Parobé, no mercado público.
    Agora iremos preparar o edital, que deverá sair em janeiro. Tudo certo, as obras iniciam no primeiro semes­tre de 2012.
    No campo Ramiro Souto, o investidor construiria e de­volveria a parte da superfície recuperada. Como ali terá a casa de show Araújo Viana, o local foi pré-escolhido, será uma garagem para 800 carros. O que vai facilitar o acesso no Bom Fim. Irá per­mitir inclusive que a gente possa avaliar algumas restrições de estacionamentos.
    Há um lençol freático muito próximo da super­fície…
    – O contrato é muito sim­ples. A empresa tem que fazer o estacionamento e de­volver o campo melhorado. As questões de engenharia são resolvíveis. O campo ficará no mesmo nível que está hoje. O projeto execu­tivo irá mostrar onde serão os acessos.
    Onde mais seria possível?
    -Temos demanda em vários pontos, mas estamos trabalhando em cima destes dois locais, como uma experiên­cia. A partir desta avaliação, a prefeitura poderá estender o projeto.
    O transporte coletivo vai mudar?
    – O sistema de transportes vai sofrer uma das maiores alterações já vistas na ci­dade. Primeiro porque nós vamos ter o metrô, depois porque vamos implantar o sistema BRT (corredores com ônibus especiais) na Protásio, na Bento Gon­çalves e em parte da zona sul. Porto Alegre vai sofrer modernização bastante sig­nificativa. Os corredores já existem, agora vamos revi­talizá-los para implantar o BRT. São ônibus de alta ca­pacidade que oferecem um serviço rápido e confortável, similar ao desempenho de transporte urbano sobre tril­hos, com uma fração do seu custo. Os corredores pas­sarão a ter pavimentos de concretos, pois o ônibus é muito pesado.
    Quando começa?
    – Já existe um processo de licitação para o corredor da Protásio Alves. Serão es­tações fechadas, cobrança externa, embarque e de­sembarque em nível, com controle de temperatura. O usuário será informado quan­to tempo cada ônibus vai levar pra chegar à estação. Não vamos conseguir im­plantar tudo até 2014, mas uma boa parte já vai funcio­nar.
    E a integração dos ônibus, como está?
    – A integração dos ônibus já é preparatória pra isso tudo, no dia 1 de julho entrou a integração total em porto Alegre, até então o usuário pegava mais de um ônibus tinha que pagar a segunda tarifa, a partir de então ele não paga a segunda tarifa, há uma integração.
    É um passo importantíssimo, qualificou o planejamento da EPTC em termos de mapa de linha. Hoje já sabemos que tem muita linha que saí de bairros mais extremos com uma lotação razoável naquele ponto, quando chega no meio do itinerário diminui muito a ocupação – e esse ônibus vai parar sempre no centro. Isso é muito prejudicial pro sistema e pro meio ambiente. Aumento da poluição, um custo agregado à tarifa desnecessário. Agora podemos racionalizar essas linhas deficitárias, que ela possa ser interrompida ao longo do trajeto e esse usuário possa utilizar outra linha e que não fique muito tempo esperando e não tem custo adicional.
    A região metropolitana também terá integração com Porto Alegre?
    – A integração com transportes interurbanos está acelerada, nossos cartões já tão inter operáveis com o sistema do trensurb, já começou desde o inicio do ano com as questões da gratuidade, no caso dos idosos, agora entrou o vale transporte, vamos fazer integração total com o tresnurb, inclusive proporcionando que o usuário que use um, depois o outro sistema, tenha descontos nas tarifas, por exemplo, um usuário que pega um ônibus em Porto Alegre, quer pegar o trensurb e ele tem um cartão da bilhetagem eletrônica, passa o cartão no ônibus, paga o valor, quando ele usar o validador do trensurb ele terá 10% de desconto nas duas tarifas, no ônibus e no metrô.

  • CNBB divulga nota sobre o Código Florestal

    A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na manhã desta quinta-feira, 1º de dezembro, uma Nota sobre o Código Florestal na qual expressa sua preocupação pela possível aprovação do projeto com a falta de algumas “correções necessárias”.
    “O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção”, destaca a CNBB em um trecho da Nota.
    Ainda no texto, a Conferência sublinha que o projeto “não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana”.
    Leia a nota na íntegra:
    Nota da CNBB sobre o Código Florestal

    O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da Conferência Nacional dos bispos do Brasil – CNBB, reunido nos dias 29 e 30 de novembro de 2011, vem manifestar sua preocupação com a possível aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de reforma do Código Florestal brasileiro. Já aprovado nas devidas Comissões do Senado Federal, o novo Código Florestal, tão necessário ao Brasil, embora tenha obtido avanços pontuais na Comissão do Meio Ambiente, como um capítulo específico para a agricultura familiar, ainda carece de correções.
    O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção. Sob o pretexto de defender os interesses dos pequenos agricultores, esta proposta define regras que estenderão a anistia a quase todos os proprietários do país que desmataram ilegalmente.
    O projeto fragiliza a proteção das florestas hoje conservadas, permitindo o aumento do desmatamento. Os manguezais estarão abertos à criação de camarão em larga escala, prejudicando os pescadores artesanais e os pequenos extrativistas. Os morros perderão sua proteção, sujeitados a novas ocupações agropecuárias que já se mostraram equivocadas. A floresta amazônica terá sua proteção diminuída, com suas imensas várzeas abertas a qualquer tipo de ocupação, prejudicando quem hoje as utiliza de forma sustentável. Permanecendo assim, privilegiará interesses de grupos específicos contrários ao bem comum.
    Diferentemente do que vem sendo divulgado, este projeto não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana.
    A tão necessária proteção e a diferenciação mediante incentivos econômicos, que seriam direcionados a quem efetivamente protegeu as florestas, sobretudo aos agricultores familiares, entraram no texto como promessas vagas, sem indicativo concreto de que serão eficazes.
    Insistimos que, no novo Código Florestal, haja equilíbrio entre justiça social, economia e ecologia, como uma forma de garantir e proteger as comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas e de defender os grupos que sabem produzir em interação e respeito com a natureza. O cuidado com a natureza significa o cuidado com o ser humano. É a atenção e o respeito com tudo aquilo que Deus fez e viu que era muito bom (cf. Gn 1,30).
    O novo Código Florestal, para ser ético, deve garantir o cuidado com os biomas e a sobrevivência dos diferentes povos, além de preservar o bom uso da água e permitir o futuro saudável à humanidade e ao ecossistema.
    Que o Senhor da vida nos ilumine para que as decisões a serem tomadas se voltem ao bem comum. Brasília-DF, 30 de novembro de 2011
    Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/sala-de-imprensa/notas-e-declaracoes/8212-cnbb-divulga-nota-sobre-o-codigo-florestal

  • Senado deve voltar a debater acordo ortográfico

    O novo acordo ortográfico, elaborado sob o argumento de unificar a língua culta nos sete países de língua portuguesa, já gerou grandes negócios no mercado editorial brasileiro. No ano passado, o segmento didáticos faturou R$ 2,1 bilhões, num total do setor editorial de cerca de R$ 4,5 bilhões.
    O Brasil prevê concluir sua implementação em 2013, mas nos demais países o acordo enfrenta resistências, inclusive em Portugal.
    Após reunião esta semana com o professor Ernani Pimentel, autor de diversas críticas ao novo acordo ortográfico, a senadora Ana Amélia Lemos, do PP gaúcho, anunciou que solicitará à Comissão de Educação do Senado que promova no início do ano que vem uma audiência pública sobre o assunto.
    Pimentel criou o Movimento Acordar Melhor para defender a simplificação das regras, porque o novo acordo contém “incoerências, incongruências e muitas exceções”. Um dos vários exemplos que citou foi a dificuldade para se compreender quando usar ou não usar o hífen. “Por que ‘mandachuva’ se escreve sem hífen e ‘guarda-chuva’ se escreve com hífen? É ilógico. E há muitos outros exemplos.”
    “Nenhum professor de português de nenhum país signatário é capaz de escrever totalmente de acordo com as novas regras e, como os professores não têm condições de compreender, os países não terão condições de implantá-las”, afirmou.
    Ele também sugeriu que os países signatários criem um órgão similar à Real Academia Espanhola, que seria responsável pela uniformização da ortografia nos países de língua portuguesa.
    Ao comentar as resistências externas ao acordo, ele lembrou que alguns países alegam – “com razão”, observou – que as novas regras foram pensadas somente a partir de Brasil e Portugal, ignorando especificidades culturais de outras nações de língua portuguesa.
    Em Portugal, segundo ele, há os que defendem o acordo e os que preferem adiá-lo devido aos interesses do mercado editorial português (que, dessa forma, não enfrenta a concorrência de livros brasileiros em seu próprio país e também nos países africanos de língua portuguesa).
    Sobre a atuação do Ministério das Relações Exteriores, Pimentel entende que “o Itamaraty está correto ao querer a unificação, mas está errado ao permitir que o interesse político desconsidere as questões educacionais, pedagógicas e culturais”. “Ao forçar o acordo, o Brasil está sendo visto como impositor. É importante que haja discussão entre os países”, avalia.
    “Nada me convencerá do contrário: a reforma ortográfica, implementada por um conselho de notáveis escolhido a dedo, não passa de uma política cínica para incrementar a venda de livros, milhões de livros, e engordar os lucros do setor livreiro do país e fora dele. Dicionários e gramáticas novos, livros didáticos e paradidáticos encabeçam o mercado brasileiro”, comentou o jornalista paulista Eduardo Maretti em seu blog Fatos Etc. “Espero que o Congresso Nacional faça alguma coisa contra esse crime de lesa-língua.”
    * Com informações da Agência Senado

  • Boni confessa ter ajudado Collor no debate com Lula em 89

    No programa Dossiê do canal Globo News, do último dia 26, o ex-diretor da Globo, José Bonifácio Sobrinho, o Boni, confessa que no último debate da campanha para presidente de 1989, fez assessoria ao candidadato Fernando Collor, do então PRN, via TV Globo e que “tirou a gravata de Collor e colocou suor com umas glicerinazinhas” para torná-lo mais simpático. “Porque para o telespectador Lula, que disputava o segundo turno com Collor, era o povo e o do PRN a autoridade.”
    Diz também que (ele e o pessoal da TV) “colocamos as pastas ali vazias para dar impressão de que havia várias denúncias contra o Lula”. E acrescenta que: “me lembrei do Jânio e só não coloquei umas caspazinhas no Collor porque ele não aceitou”.
    Confira o link, com trechos do programa: Boni confessa manipulação do debate Lula x Collor
    Na Globo desde 1971, Boni concebeu o formato básico da programação da TV Globo até hoje, com a grade noturna formada por três novelas, o Jornal Nacional entre a segunda e a terceira, e uma atração especial a seguir.
    Ele também foi responsável por todas as áreas de programação da emissora, inclusive o jornalismo, que esteve sob a sua supervisão até 1995. Boni teve o cargo de vice-presidência de operações da emissora, função que exerceu até 1997. Permaneceu, então, como consultor da emissora até 2001.
    Boni está lançando sua biografia, onde conta esta e outras histórias sobre a TV brasileira nos últimos 40 anos.
    Do site www.revistaforum.com.br

  • Prefeitura lança campanha de doação de brinquedos “Natal Bem Legal”

    O prefeito José Fortunati e a primeira-dama Regina Becker lançam na próxima quarta-feira, 30, a campanha Natal Bem Legal – Eu curto, Eu participo.
    Cada secretaria do município irá disponibilizar uma caixa de coleta até o dia 22 de dezembro. As doações serão encaminhadas à Oficina do Papai Noel, localizada no Armazém A do Cais do Porto, onde uma equipe de voluntários fará a triagem dos brinquedos por idade, o conserto das doações usadas e a organização dos kits.
    Finalizada essa etapa, todos os presentes serão doados às entidades cadastradas junto ao Gabinete da Primeira-Dama.
    “A Campanha do Brinquedo se tornou uma marca na cidade, e depreender esforços para revivê-la a cada ano passou a ser também nosso compromisso. Ademais, não existe nenhum remédio melhor para a alma do que ajudar o próximo”, diz Regina.

    Outras Informações sobre o Natal Bem Legal podem ser obtidas pelo telefone (51) 3289-3730.