Festas
Bagasexta Disneylândia
A Bagasexta promete muita diversão, loucuragem e vacina contra a raiva na única festa onde os VIPs são tratados como cachorros. Essa edição é aconselhada a todos que brincavam de médico quando crianças e continuam brincando. A personagem Kelly Só Para Baixinhos é uma das atrações.
Onde: Cine Theatro Ipiranga (Av. Cristovão Colombo, 772)
Quando: Sexta (14), às 22h.
Ingressos: R$ 15 e R$ 7 (classe artística).
Devassa
Festa de electro e rock originada em Florianópolis. A proposta é diversão sem pudores ou limites. Duas pistas dividem as atenções do público: Devassa a Rocket. A primeira, escala os residentes da função catarinense Alejandro Ahmed aka Sphex e Fefo, além de E-Flux e Mario Aguirra. Rocker Bitch e Schutz dividem os toca-discos da Rocket com DonnaRock e Caco, de Santa. No hostess, Allan. A noite também conta com projeções de vídeos exclusivos produzidos por Aline Czbar (SC).
Onde: Neo Club (Av. Plinio Brasil Milano, 427).
Quando: Sábado (15) às 24h.
Ingressos: R$ 15.
Brasil de Som e Suingue – Exibição de Curtas
Esta edição da festa comandada pelo DJ Jovi traz a exibição dos curtas: Querer Mudo, Offora, Fome de Q? e Felicidade.
Onde: Mr. Dam (José do Patrocínio, 824)
Quando: Sexta (14), às 23h.
Ingressos: R$6. Até a meia-noite: R$ 4
Trance Republic
No embalo da apresentação de renomados DJs de trance no sul do Brasil, incluindo as feras das picapes Tiësto, Paul Van Dyk e Above & Beyond, a Spin instaura na Capital a Trance Republic, uma noite dedicada exclusivamente à corrente européia do estilo. O projeto abre com os gaúchos Everson K e Superti recebendo o carioca Roger Lyra, considerado pelos leitores da revista DJ Sound como o maior nome do trance europeu no Brasil.
Onde: Spin (Av. Venancio Aires, 59)
Quando: Sábado (15), às 23h.
Ingressos: masculino a R$ 15, feminino a R$ 10. Consumação masculina a R$ 15 e feminina a R$ 5.
Aniversário Os The Darma Lóvers
O duo mais zen do rock gaúcho, Yang Zam e Nenung, comemora os seis anos de estrada musical no Ocidente. Thiago, 4Nazzo e Sassá completam a banda, numa noite que conta também com Jimi Joe (viola de 12), Cellau Moreyra (cello) e Carlos Panzenhagen (guitarra da Barata Oriental), com abertura da Viv(e). Pra aumentar o clima de parabéns pra você, tortas de chocolate da Dona Lia são distribuídas.
Onde: Ocidente (Rua General João Telles, 960)
Quando: Domingo (16), às 19h.
Teatro
Grávida
É um espetáculo de dança contemporãnea, que une uma pesquisa de campo realizada com diversas gestantes, mães e mulheres que escolheram não ser mães, a uma pesquisa de método coreográfico que parte dessas histórias de vida para a criação dos movimentos.
O desafio é tornar corporal todas àquelas angústias, medos, indecisões e decisões, esperas, incertezas, perdas e ganhos, frustrações e conflitos da mulher do século XXI. Através do movimento dançado, da emotividade das bailarinas e trilha sonora pesquisada sempre presente, o público se depara com os conflitos internos e externos, gerados pelo confronto entre a natureza feminina e o mundo moderno, no qual a mulher tem a possibilidade de escolher e de ir contra a tradição de ser mãe.
Direção: Roberto Oliveira
Elenco: Maria Falkembach e Luciane Coccaro
Dias: sábado e domingo, às 18h. Dias 15 e 16 de outubro
Local: Teatro Dante Barone – Assembléia Legislativa
Entrada franca
Dr. Q.S – Quriozas Qomédias
O espetáculo traça um amplo quadro da obra dramatúrgica e poética, além de mostrar algumas facetas e façanhas da torturada e desesperada existência de Qorpo Santo. Aparecem na encenação, integralmente, seus textos Mateus e Mateusa e As Relações Naturais, entremeados com trechos de outros textos teatrais, poesias, aforismos e fatos de sua vida pessoal.
Direção: Roberto Oliveira
Elenco: Sandra Possani, Plínio Marcos Rodrigues, Daniel Colin, Tatiana Carvalho, Diana Manenti e Maria Falkembach
Onde: Depósito de Teatro (Av. Benjamin Constant, 1677)
Quando: Sábado, às 21h, domingo e segundas, às 20h. Até 31 de outubro.
Ingressos: R$ 15 e R$ 7 (classe teatral).
Extinção: A Impossibilidade Física da Morte na Mente de Alguém Vivo
Incesto, traição, compulsão consumista, hipocondria e histeria são os explosivos elementos da primeira montagem da Cia Espaço em Branco. O grupo destila seu humor negro para contar a história de destruição e morte de uma abastada família porto-alegrense. No enredo do escatológico texto do também diretor do espetáculo João Ricardo, um jovem artista plástico rebelde, filho mais velho de uma rica família da capital gaúcha, volta de um intercâmbio no exterior portador de uma doença incurável. Ao chegar em casa, encontra, no jardim da mansão da família, a ossada de um estranho animal. A partir da descoberta, os membros da família despem-se de seus “papéis” para mostrar o que têm pior dentro de si.
Direção: João Ricardo
Elenco: Evelyn Ligocki, Lisandro Bellotto, Marcos Contreras, Sissi Venturin e Rodrigo Scalari Diretor: João Ricardo
Onde: Sala Álvaro Moreyra (Av. Érico Veríssimo, 307)
Quando: De Sexta a domingo, às 21h. Até 20 de novembro.
Ingressos : R$ 12 .
O Círculo Sagrado
O novo trabalho do grupo Nômade de teatro, resgata a cultura sacerdotal céltica e bretã da antigüidade e sua forte simbologia, enfatizando a sabedoria da natureza, o xamanismo celta e seus valores espirituais femininos.
A peça mostra o momento de transição entre o desenvolvimento da cultura bretã druídica até a Saga de Avalon. Com roteiro de Tiago Agne e Gisela Rodriguez livremente inspirado no romance A Senhora de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, e com textos poéticos galícios originais, extraídos de uma intensa pesquisa bibliográfica, incluindo o poeta Yeats e o teólogo John O`Donohue, e ainda adaptações de Shakespeare, Pat Mills e T.S. Eliot,
Direção: Gisela Rodriguez
Elenco: Ed Lannes, Gisela Rodriguez, Juliano Straliotto, Liliane Pereira, Marcos Castilhos, Mauro Bruzza, Moira Stein e Paulo Zé Barcellos
Onde: Centro de Eventos do DC Shopping (Frederico Mentz, 1606)
Quando: Sextas e sábados, 21h; domingos, 20h. Até 06 de novembro.
Ingressos: R$ 10,00 / estudantes e classe artística: desconto de 50% – vendas antecipadas na loja Sirius (República, 304) e no restaurante Vitrine Gaúcha (DC Shopping).
Como Emagrecer fazendo Sexo
A comédia aborda de uma forma divertida e bem humorada a descoberta do mais novo e revolucionário tratamento de emagrecimento.
Direção: Airton de Oliveira
Elenco: Pablo Capalonga e Luciana Marcon
Onde: Teatro Carlos Carvalho (R. dos Andradas, 736 2° andar /Casa de Cultura Mario Quintana)
Quando: Sexta a domingo, às 19h. Até 30 de outubro
Ingressos: R$ 15 (com 50% de desconto para idosos, estudantes e classe artística.
Bailei na Curva
Ano 64. É deflagrado o golpe militar no Brasil. Os efeitos do novo regime na vida de sete crianças que moram na mesma rua, no Bom Fim, é o principal enfoque da peça. Bailei na Curva ajuda a entender um momento político que abalou as aspirações de uma geração idealista.
Direção: Júlio Conte
Elenco: Cíntia Ferrer, Érico Ramos, Felipe De Paula, João Walker, Ju Brondani, Mariana Vellinho, Patrícia Mendes e Tiago Conte
Onde: Teatro Bruno Kiefer (Rua dos Andradas, 736, 6° andar / Casa de Cultura Mário Quintana)
Quando: Sábado e domingo, às 19h. Até 30 de outubro.
Ingressos: R$ 15 (com 50% de desconto para idosos )
Haloperidol – Uma fábula urbana
Haloperidol – Uma fábula urbana conta a história de um menino que tem vocação para escrever, mas não encontra apoio nem da família nem da sociedade. O grupo Trupe do Morro se inspirou em textos de Nelson Rodrigues, Kafka e Shakespeare para compor o espetáculo. Foram quatro meses de pesquisas no Hospital Psiquiátrico São Pedro, quando os integrantes perceberam que a loucura poderia ser expressa de forma sutil, nos pequenos detalhes.
Quando: Hospital Psiquiátrico São Pedro (Av. Bento Gonçalves, 2460)
Onde: Sábado e domingo, às 20h. Até 30 de outubro.
Ingressos: R$ 7 e R$ 5 (para estudantes, idosos e classe artística).
O Segredo Íntimo dos Homens
A trama revela os problemas de dois pênis que procuram um psicanalista em busca de compreensão e auxílio para enfrentar um universo assoberbado, cheio de padrões, modismos e ideais de competição. Durante a consulta eles declaram suas indignações e seus pontos fracos, sempre defendendo as necessidades básicas para um pênis sentir-se feliz. Também reclamam dos cuidados que seus donos lhes dispensam, e os termos pejorativos que as mulheres lhes atribuem.
Direção: Pedro Delgado
Elenco: Henri Iunes, Ita Ramires, Pedro Delgado e Rafael Rebelo
Onde: Teatro do IPE (Av. Borges de Medeiros, 1945)
Quando: Domingos, às 20h. Até 30 de outubro.
Ingressos: R$ 15
Bonecas à Beira de um Ataque de Risos
Quatro atrizes maduras transformam-se em divas do cinema e em monstros sagrados do show business revivendo glórias de outrora. As protagonistas passam pelos mais variados gêneros e estilos, relembrando espetáculos como Cabaret, A Família Adams, Hair, O Mágico de Oz e Mudança de Hábito. A trama tem como pano de fundo o abandono de uma delas pelo amante que apenas deixa uma gravação distante na secretária eletrônica do telefone, em meio a revelações de segredos , sucessivas surpresas e um entra-e-sai frenético nesta sinistra e impagável festa de aniversário.
Direção: Eduardo Kraemer
Elenco: Renato del Campão, Lauro Ramalho, Everton Barreto, Dandara Rangel e Ricardo Leite
Onde: Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307)
Quando: Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 20h Até 30 de outubro
Música
Sunset Riders
No repertório os grandes sucessos do Pop Rock dos anos 70, 80 e 90.
Onde: John Bull Pub (Shopping Total – Cristóvão Colombo)
Quando: sexta e sábado, às 22h. Dias 14 e 15 de outubro
Hélio Delmiro
O guitarrista já esteve nos mais importantes festivais de jazz do planeta e é reconhecido por artistas de todo o mundo, como Sarah Vaughan, Clare Fischer, Tom Jobim e Paul Motion, com quem atuou ou participou de gravações.
Dia 16
Exposições
O Sobrado
A exposição concebida pelo diretor, artista plástico e cenógrafo Élcio Rossini reconstrói as principais dependências, como sala e cozinha, da casa da família Terra Cambará, localizada na fictícia Santa Fé. A ambientação, os efeitos sonoros, a cenografia, tudo remeterá ao capítulo O sobrado do livro O continente, primeira parte da saga épica criada por Veríssimo. A exposição tem acompanhamento de monitores. Para turmas de escolas, a visitação pode ser agendada com antecedência pelo telefone (51) 3226-5342.
Onde: Memorial Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1223)
Quando: Terças a sextas, das 10h às 19h; Sábados, das 11h às 18h . Até 17 de dezembro.
Entrada Franca
Exposição 4X BRASIL
Exposição que apresenta o itinerário da cultura brasileira desde os
anos 60, através de movimentos inovadores e representativos nas áreas musical, literária e de artes cênicas. Haverá também uma exposição do conceituado fotógrafo Orlando Brito, apresentando importantes acontecimentos políticos ocorridos no país durante este 40 anos.
Onde: Galeria Xico Stockinger – 6º andar
Quando: Até dia 16 de outubro
Alice Soares
A Galeria Gravura aproveita a movimentação cultural de Porto Alegre em função da Quinta Bienal do Mercosul e participa do Circuito das Galerias de Porto Alegre promovido pelo Santander Cultural com a mostra de gravuras e desenhos de Alice Soares.
Alice mantém o tema constante As meninas, líricas ou dramáticas, assunto coerente em uma carreira com mais de 50 anos dedicação
Onde: Gravura – Galeria de Arte (R. Coronel Corte Real, 647)
Quando: Sábado, das 11h às 13h. Até 03 de dezembro.
Caminho das Missões
Exposição fotográfica do Caminho das Missões, mostrando seus atrativos turísticos, artesanato, beleza natural, música e cultura do roteiro que corresponde aos sete povos das Missões
Onde: Espaço Majestic – Casa de Cultura Mário Quintana (Rua dos
Andradas, 736)
Quando: Terças, quintas e sextas, das 9h às 21h; Quartas, sábados e domingos, das 12h às 21h.. Até 16 de outubro.
Entrada franca
Enigmas
As obras da mostra Enigmas partem de uma imagem fotográfica e têm uma origem totalmente circunstancial. Surge de três fotografias de alguns primatas do Zoológico de Barcelona/Espanha que, manipuladas em laboratório, conformaram as três imagens principais da exposição. Em cada uma se propõe um conceito: o olhar ou atenção, a mão ou o gesto, a reflexão ou o pensamento. Este ponto de partida se desenvolve em outros elementos que completam a exposição, como a seqüência de caixas de luz que contêm letras de um alfabeto clássico modeladas em sal.
Onde: Espaço 0 – Fundação Vera Chaves Barcellos (Rua dos Andradas, 1444 sala 29 – Galeria Chaves)
Quando: Segunda, terça, quinta e sexta, das 14h às 18h; Sábado, das 10h30min às 13h30min. Até 16 de outubro.
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Agenda para o final de semana
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Conto escatológico da Cia Espaço em Branco
Um cenário clean, figurinos arrojados e a interação das cenas com vídeos exclusivos para a peça compõem o espetáculo Extinção: a Impossibilidade Física da Morte na Mente de Alguém Vivo, passo inicial da Cia. Espaço em Branco, um grupo de pesquisa focado no teatro contemporâneo, atento ao que o cinema e as artes plásticas têm para oferecer à cena.
O espetáculo é um conto escatológico. Trata da idéia do fim do homem e do próprio planeta. O enredo abusa de citações pop apontando a face dos tempos modernos: o esquecimento das tradições religiosas, o advento do Prozac como a solução dos problemas e a anestesia das televisões e dos shoppings centers utilizada para qualquer forma de reflexão dolorosa.
Extinção… conta a história da destruição e morte de uma riquíssima família porto-alegrense. A trama inicia com a volta do filho mais velho, jovem e rebelde artista plástico, que chega de um intercâmbio no exterior, portando uma doença incurável e encontra no jardim da mansão uma ossada de um estranho animal.
A partir daí, as máscaras usadas pelos outros membros da família começam a cair. Incesto, traições, compulsão consumista, hipocondria, histeria e a falta total de respeito pelo próximo são os ingredientes deste espetáculo de humor negro, que cumpre sua segunda temporada até 20 de novembro, na Sala Álvaro Moreyra (Érico Veríssimo, 307), sextas, sábados e domingos, às 21h. Quem assina a direção é João Ricardo, que surge de uma nova safra de diretores teatrais.
A Cia. tem a participação de Evelyn Ligocki (troféu Açorianos Revelação 2002), Lisandro Bellotto, Marcos Contreras, Rodrigo Scalari e Sissi Venturin. O diretor explica que o texto – escrito pelo grupo – originou-se a partir de trabalhos de improvisações baseadas em autores contemporâneos. “Além do cinema e das artes visuais, usamos a antropologia como fonte de referência para a concepção do espetáculo”, resume.
O grupo estudou principalmente o antropólogo Joseph Campbell, os dramaturgos Thomas Bernard e Nick Silver, as obras do artista plástico Damien Hirst (que tem entre uma de suas instalações o cadáver de um tubarão imerso em formol em um aquário), além da linguagem do diretor Peter Brook, e de Günther Von Haguens (anatomista alemão que reacendeu as discussões sobre os limites da arte usando corpos humanos “plastinizados” em suas obras).
“O espetáculo está inserido dentro da idéia antropológica do que é uma escatologia (o mito que um povo cria para explicar seu próprio fim). A escatologia cristã é o apocalipse. A extinção para um mundo contemporâneo significa o fim das ideologias, uma forma de explicar o fim do ser humano em uma sociedade de consumo”, resume João Ricardo.
Inspirado no trabalho de Damien Hirst, o grupo fez do cenário de Extinção…um grande aquário, feito de plástico-bolha. “A proposta é criar um universo teatral sem recorrer a artifícios realistas, somente utilizando a expressão física dos atores”, ilustra o diretor.
Extinção: A Impossibilidade Física da Morte na Mente de Alguém Vivo
Onde: Sala Álvaro Moreyra (Érico Veríssimo, 307)
Quando: Sextas, sábados e domingos, às 21h . Até 20 de novembro
Ingressos: R$ 13 e R$ 6 para estudantes e classe artística. -
Melhor espetáculo de 2004 volta ao Renascença
Bonecas… é uma comédia musical escrachada, roterizada por Renato Del Campão, com a Cia Descartável de Teatro, sob a direção de Eduardo Kraemer. Quatro atores (Renato Del Campão, Lauro Ramalho, Dandara Rangel e Everton Barreto) interpretam drag queens, dividindo o palco com um stripper (Ricardo Leite). As personagens dublam os mais variados gêneros e estilos musicais, relembrando espetáculos como Cabaret, A Família Adams, Hair, O Mágico de Oz e Mudança de Hábito.
A montagem conta a história de Pepa (Lauro Ramalho), uma drag queen abandonada pelo amante, que também virou transformista. O stripper entra na história, já no desenrolar dos fatos, quando as amigas de Pepa contratam um garoto de programa para uma festinha surpresa de aniversário.
Quando o espetáculo foi indicado ao prêmio chegou a gerar polêmica. Alguns membros da classe artística, mais conservadores, apontaram a montagem como um “gênero menor” por conter dublagens. A premiação mostrou que os jurados discordam. “São poucos os atores nesta cidade que cantam, dançam, representam e se expõem da maneira que fizemos”, ressalta Campão.
O ator Luis Paulo Vasconcellos, coordenador de Artes Cênicas da Secretaria Municipal de Cultura diz que os critérios da premiação envolveram qualidade artística, criatividade, originalidade, excelência na execução, rigor técnico e coerência de linguagem. “Não existe gênero maior ou menor. Isso é preconceito”, completa.
Comprovando que o gênero agrada, o público de Bonecas…. aumenta a cada temporada. A estréia do espetáculo ocorreu em janeiro de 2004 no Teatro do Sesc. A platéia é eclética e sai do teatro dizendo-se “de alma lavada de tanto rir”. O elenco tem experiência na fórmula: Campão e Ramalho são atores com mais de 25 anos de carreira, com participação em várias comédias. Rangel e Barreto são veteranos de shows de dublagens da noite GLS, com passagens anteriores pelo palco.
Bonecas à Beira de um Ataque de Risos
Onde: Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307)
Quando: sextas e sábados, às 21h; domingos, às 20h. Até 30 de outubro
Ingressos: R$ 15. -
Sertanejo e Heavy Metal dividem o público
Eram 16h30min desta quinta-feira (13), e cerca de 200 jovens entre 15 e 23 anos formavam fila de espera em frente ao Opinião para entrar no show da banda Angra. Vestindo preto, o grupo estava tranqüilo, conversando, comendo salgadinhos, fazendo amizade e até cantando. A maioria estava lá desde o início da manhã e alguns já estavam bebendo álcool desde às11h. Não se incomodaram em esperar no sol e sentados no chão.
O show faz parte da turnê Temple Of Shadows, que divulga o sétimo álbum da banda. Já foi assistido por mais de 350 mil pessoas, passando por países da Europa e Américas do Norte e Latina. Edu Falaschi (vocal), Kiko Loureiro (guitarra), Rafael Bittencourt (guitarra), Aquiles Priester (bateria), Felipe Andreoli (baixo) e Fábio Laguna (teclado) vão contar, através das músicas, a trajetória de Shadow Hunter, soldado que, em meio às Cruzadas do século XI, passa a questionar os ideais da Igreja Católica. As 13 faixas do Cd Temple Of Shadows narram esta saga, misturando diversos gêneros e estilos musicais.
Enquanto os jovens esperavam na calçada, jogando conversa fora, a equipe da Opinião Produtora teve muito trabalho nesta quinta-feira. Não só correu para suprir as necessidades técnicas do show do Angra – que trouxe toneladas em equipamentos – como também para atender à produção de outro show: o da dupla goiana Zezé di Camargo e Luciano, dirigido pelo ator e diretor global Jorge Fernando.
O espetáculo tem um diferencial: marca a estréia da dupla pela primeira vez em um teatro de Porto Alegre. Para o diretor, o público acostumado a assistir mega produções da dupla, vai se surpreender. “Eles já chegaram ao máximo do que se pode fazer em superprodução. Este show é muito mais para terra do que para o prateado”, diz Fernando. Entre as 25 músicas do repertório fixo, estão hits como Dou a Vida por um Beijo, A Ferro e Fogo, Você Vai Ver, Pior é Te Perder, Vem Ficar Comigo e Mexe Que é Bom. Outra novidade é a concepção do corpo de balé, formado por 6 bailarinos. “Não vou recorrer a coreografias com casais. Os números serão separados: uma deles, por exemplo, terá só mulheres”, conta o diretor.
Zezé Di Camargo diz que toda a idéia do show veio de encontro com as expectativas dele e do irmão Luciano. “Sempre quis fazer um show bem raiz, contando nossa história sertaneja. Coincidentemente o Jorge Fernando criou tudo em cima de nossa trajetória. Nosso novo CD (o 14°) é o mais sertanejo de todos e o show faz este link com o disco”.
A produção do Opinião fez questão de ressaltar que “este é um show para todas as idades”. Cita números da pesquisa “O perfil da juventude brasileira”, divulgada recentemente.pelo Instituto da Cidadania (ong) e pela Fundação Perseu Abramo: “Entre os jovens brasileiros na faixa entre 15 e 24 anos, a música sertaneja é o gênero musical preferido (30%) , seguido pelo rock (28%)” . A mesma pesquisa especifica que no item “músicos preferidos”, Zezé Di Camargo e Luciano aparecem em primeiro lugar.
Em frente ao Opinião, os jovens discordam: “Eu gosto de blues, jazz, clássico, samba…enfim, sou eclética, desde que seja música bem feita, bem escrita e bem composta. Mas odeio sertanejo, pagode e funk”, discursa Nathália Bacchi, 16 anos, vocalista da banda Búzius, que toca heavy metal melódico. “Zezé di Camargo e Luciano estragam a voz deles. Cantam alto e têm um agudo muito ruim”, opina Álvaro Ramos, 16 anos. “É um equivoco defender sertanejo e desmerecer bandas brasileiras que tocam heavy metal. Angra é metal misturado com maracatu, bossa nova. É um som que inclui ritmos brasileiros”, defende Juliano Pedroso, 17 anos.
A estudante Evelym Riberio, 16 anos, diz que prefere “respeitar as diferenças”. “Eu não curto os dois (Zezé di Camargo e Luciano), mas respeito quem gosta. A minha avó escuta muito.”. Breno Souza,18 anos, faz questão de ressaltar que é um ouvinte eclético, mas que pedir para ele gostar de sertanejo “é pegar pesado”. “O que eu gosto em uma música é o estilo, as letras. Sertanejo é um estilo que não condiz com o meu. Mas respeito quem curte este tipo de som”.
O jornalista e crítico Juarez Fonseca avalia que “são vários fatores” que interferem no gosto musical dos jovens: “Está cheio de garoto que gosta de música regional. No caso de Zezé e Luciano, eles inclusive deixaram de ser rural. A dupla é muito competente, tem músicos qualificados e vai fazer um show em teatro classe A para gente que tem dinheiro. E lá vão ter jovens”.
Fonseca acredita, no entanto, que o estilo do Angra agrada mais a alguns adolescentes: “Passei pelo Opinião ao meio dia e já tinham uns 50 adolescentes na fila, vestidos de preto, esperando para o show do Angra que começa às 23h”. “Mas é importante lembrar que no show da Ivete Sangalo, por exemplo, vai todo tipo de público, incluindo adolescentes. São pessoas que gostam do que está na mídia. É uma espécie de inconsciente coletivo”, opina.
Angra
Onde: Opinião Teatro e Bar
Quando: Quinta-feira (13 de outubro), às 23h
Zezé di Camargo e Luciano
Onde: Teatro do Sesi [Assis Brasil, 8787].
Quando: Quinta-feira (13 de outubro), e sexta (14 de outubro) às 21h
Ingressos: Mezanino: R$ 70 / Platéia Alta: R$ 100 / Platéia Baixa: R$ 150 /
Ponto de Venda: Eletrônica RF (Alberto Bins, 615 e 644).
Telentrega Opinião: 51- 3228.0576 -
Agenda cultural
Festas
DJ Misstress Bárbara
A DJ canadense Misstress Barbara vem à Capital para animar a festa de véspera de feriado. Seu som é uma mistura de influências do jazz e de música latina com o rock e o punk. Barbara classifica seu estilo como drummy funky techno
Onde: Spin (Av. Venancio Aires, 59)
Quando: Terça (11), às 23h.
Ingressos: masculino a R$ 15 e feminino a R$ 10. Consumação masculina a R$ 20 e feminina a R$ 5.
Véspera de Feriado no Barbazul
Onde: Barbazul Cocktail Pub (Av. Itaqui, 57)
Quando: Terça (11), às 21h.
Ingressos: R$ 8. Consumação mínima isenta até às 24h.
Some Breaks + Distonia
Véspera de feriado no NEO conta com as baladas Some Breaks + Distonia. Daniel Ceballos, Gaudencio Orso, Nando Barth, Hyde, JotaPê, C@C@ e Drug comandam as picapes das funções
Onde: Neo Club (Av. Plinio Brasil Milano, 427)
Quando: Terça (11), às 23h.
Ingressos: R$ 10.
Festa Dividida
O Strike faz a festa com diferentes ambientes. Na pista principal terá som retrô, com o melhor dos anos 70 até hoje pelas mãos do DJ Felipe. No Terraço, DJ Samuka traz o melhor do dance hip hop.
Onde: Strike 410 (Rua Professor Cristiano Fischer, 410)
Quando: Terça (11), às 20h30min.
Ingressos : feminino a R$ 7 e masculino a R$ 12. Sem consumação mínima.
Mulheres do Sul – Jam Session Itapema
A Rádio Itapema FM promove o encontro de quatro expoentes da música contemporânea gaúcha: Monica Tomasi (Melhor Disco MPB no Prêmio Açorianos de Música 2003), Lúcia Severo (Destaque no programa de Nelson Motta Sintonia Fina com a faixa Rede), Marisa Rotenberg (Melhor Disco MPB e Melhor Espetáculo no Prêmio Açorianos de Música 2002) e Renata Adegas (cantora de trilhas de filmes como O Homem Que Copiava e Extremo Sul) sobem ao palco para juntas mostrarem seus trabalhos.
Onde: Abbey Road Studio Pub (Av. Plinio Brasil Milano, 1185)
Quando: Terça (11), às 22h.
Ingressos: R$ 15
Só Creedence
Show especial Creedence Clearwater Revival
Onde: Music Hall (R. Vasco da Gama, 651)
Quando: Terça (11), às 21h.
Ingressos: Consumação mínima isenta. Couvert artístico R$ 6
Kúria
No repertório, músicas do CD Boas Novas e releituras de Deep Purple, Mutantes e Secos e Molhados
Onde: 8 1/2 (Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 984)
Quando: Terça (11), às 23h30min.
Ingressos: R$ 7.
Corações Solitários
A banda toca o melhor do pop/rock internacional. No repertório, canções de Creedence, The Beatles, Supertamp e Bob Dylan, entre outros.
Onde: Sgt. Peppers (Rua Dona Laura, 329)
Quando: Terça (11), às 22h30min.
Ingressos: R$ 12. Couvert masculino a R$ 20 e feminino a R$ 15.
Mônica Mendes
A cantora irá lançar o CD Estação do Sonho.
Onde: Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307)
Quando: Terça (11), às 21h.
Ingressos: R$ 5.
Exposições
Atrás da linha do espelho
Fotografias de Rosa Bastos.
Onde: Café do Porto R. Padre Chagas, 293
Quando: Terça, das 19h às 21h; Quarta e Quinta, das 9h às 23h30min; Sexta, das 9h às 0h. De 11 a 24 de outubro.
4 X Brasil – Itinerários da Cultura Brasileira
A mostra apresenta uma visão panorâmica dos movimentos, obras e artistas representativos do teatro, música, poesia e literatura das décadas de 60, 70, 80 e 90 que foram fundamentais para as metamorfoses do pensamento e do comportamento que forjaram o Brasil contemporâneo.
Onde: Galeria Xico Stockinger – Casa de Cultura Mário Quintana (Rua . dos Andradas, 736)
Quando: Terça, quinta e sexta, das 9h às 21h; Quarta, sábado e domingo, das 12h às 21h. Até 16 de outubro
Entrada Franca
Outros
Circo Mexicano
Atrações circenses.
Onde: Praia de Belas Shopping Center (Av. Praia de Belas, 1181)
Quando: De 28/09 a 30/10/2005 – De Ter a Dom, às 20h30min; Qua, Sáb e Dom, também às 16h e às 18h; De Qua a Sex, também às 10h; Dom, também às 10h -
Santander Cultural promove discussões sobre cinema
Em sintonia com o 19º Encontro Anual da Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema que acontece na Unisinos, o Santander Cultural abre uma série de debates sobre o cinema na segunda quinzena de outubro. Serão exibidos 12 títulos, dentro de cinco divisões temáticas, e a participação de estudiosos e críticos vai acrescentar qualidade ao evento.
O primeiro eixo temático, Alguma coisa sobre o real, traz três títulos que abordam a língua portuguesa, o tempo e o espaço em São Paulo e a modernidade da Carmem Miranda. São eles Língua – Vidas em português, de Victor Lopes; Em Trânsito, de Henri Gervaiseau e Carmen Miranda – Bananas is my business, de Helena Solberg e David Meyer.
A película Em Trânsito, de Henry Gervaiseau, terá sua estréia em Porto Alegre depois de ter recebido diversos prêmios na Jornada Internacional de Cinema da Bahia em setembro de 2005. A temática do filme é resultado de pesquisas do diretor sobre as dificuldades de viver em uma grande metrópole como São Paulo. Gervaiseau estará em Porto Alegre para uma sessão comentada especial do filme que segue a escola de Eduardo Coutinho, o mais importante e reconhecido documentaria brasileiro da atualidade.
Diálogos exibe dois filmes contemporâneos que utilizam a metalinguagem em seus roteiros. São eles Má Educação, de Pedro Almodóvar e O Homem que Copiava, de Jorge Furtado.
Tempos de Renovação, traz dois mestres franceses revolucionários da estética cinematográfica: Robert Bresson, diretor de Pickpocket e Jean-Luc Godard (foto), com Made in U.S.A.
O cinqüentenário de duas consagradas películas brasileiras será o mote das discussões de Riquezas do Brasil, que apresenta Rio, 40 graus, do diretor Nelson Pereira dos Santos e Mulher de Verdade, de Alberto Cavalcanti.
E finalmente, os road-movies, seu desenvolvimento e o cinema uruguaio estarão em debate no eixo Em direção à América Latina, que exibe O caminho das nuvens, de Vicente Amorim; Histórias mínimas, do argentino Carlos Sorín e o uruguaio Whisky, de Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll.
Programação
15 out – sábado
15h Pickpocket
17h Made in U. S. A.
19h Mulher de verdade
16 out – domingo
14h30 O homem que copiava
17h Rio, 40 graus
19h Má educação
17 out – segunda
15h Língua – Vidas em português
17h Má educação
19h Em trânsito
Sessão Comentada com Henri Gervaiseau
18 out – terça
15h Língua – Vidas em português
17h O caminho das nuvens
19h Carmen Miranda – Bananas is my business
Sessão Comentada com João Luiz Vieira
19 out – quarta
14h30 Língua – Vidas em português
17h O homem que copiava
19h Má educação
20 out – quinta
15h Língua – Vidas em português
17h Má educação
19h O homem que copiava
Sessão Comentada com Leandro Saraiva
21 out – sexta
14h30 O homem que copiava
17h O caminho das nuvens
19h Made in U. S. A.
Sessão Comentada com Alfredo Manevy
22 out – sábado
15h Carmen Miranda – Bananas is my business
17h O caminho das nuvens
19h Rio, 40 graus
Sessão Comentada com Mariarosaria Fabris
23 out – domingo
15h Má educação
17h Mulher de verdade
19h Pickpocket
24 a 28 out – segunda a sexta
15h Histórias mínimas
17h Whisky
19h Whisky -
Grupos de teatro vão ocupar salas do Hospital São Pedro
As secretarias estaduais de Cultura e Saúde deverão fazer um convênio em novembro que permitirá a ocupação de alguns blocos do Hospital São Pedro pelos grupos de teatro e dança da Capital. O local já vem sendo utilizado como espaço cênico de alguns espetáculos.
O Governo já havia feito a promessa há um ano e oito meses. Desta vez, garantiu o prazo em frente a uma comissão que representou 150 artistas do Movimento de Grupos de Investigação Cênica da cidade. “O assunto carece apenas de uma formalização. Na verdade, os grupos querem amparo institucional, porque a cedência do espaço já está acontecendo”, ressalta Victor Hugo, secretário substituto da pasta da Cultura.
Ele foi incumbido da missão de providenciar o amparo legal para esta ocupação no Hospital São Pedro. “Não são promessas, são metas. Até o final do mês haverá uma solução para esta formalização”, garantiu. Victor Hugo afirma que irá se encontrar com João Gabbardo dos Reis, secretário substituto da Saúde para tratar do assunto, ainda nesta semana.
Outras questões foram discutidas, dentro de uma pauta estipulada pelo grupo em 09 de setembro com o secretário Roque Jacoby. As principais reclamações dos artistas são em torno da inexistência de projetos por parte das instituições ligadas à cultura. Na lista de metas da Sedac estão incluídos os pedidos de lançamento dos editais para novas edições dos Prêmios de Incentivo ao Teatro e de Incentivo à Dança e de lançamento de edital do Prêmio de Auxílio para ocupação do Teatro de Arena. “Estas questões serão atendidas até o final do ano”, disse o secretário.
A diretora do Teatro de Arena, Rosa Maria Campos Velho, se manifestou favoravelmente ao retorno da prática dos editais. Ela ficou de elaborar uma minuta do que será este edital, que deverá ser submetida à assessoria jurídica da Sedac, antes do início da busca de recursos. Além dela e dos titulares da pasta, estiveram presentes na reunião as diretoras do Instituto de Artes Cênicas (Iacen), Eva Schull e da Casa de Cultura Mário Quintana, Aidê Porto. -
Mais perguntas que respostas no caso Braskem
Elmar Bones
Por que a Petrobras não está aqui? Por que fomos surpreendidos por uma negociação feita por cima e já em fase final? Que garantias têm os trabalhadores? Qual o efeito nas indústrias do plástico? Estas foram algumas das muitas perguntas que ficaram no ar na audiência pública que debateu as negociações entre Petrobras e Braskem, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Alexandrino de Alencar falou em nome da Braskem (Foto: Luiz Avila/AL/JÁ)
Na sala Alberto Pasqualini, 4º.andar da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, no dia 5 de outubro de 2005, 56 pessoas esperavam há 45 minutos a audiência pública convocada para discutir um dos maiores negócios em andamento no País.
Na mesa estavam: Alexandrino de Alencar, representante da Braskem, a maior indústria petroquímica do País; Carlos Eitor Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Pólo Petroquímico de Triunfo; Dari Beck Filho, do Sindicato dos Químicos; engenheiro Luiz Gonzaga Fagundes, da Secretaria de Minas e Energia, representando o governo do Estado; Elizabeth Almeida, representente do Sindiplast de Novo Hamburgo e os deputados: Edson Portilho, do PT, proponente da audiência, Leila Fetter (PP), Manoel Maria (PTB), João Fischer (PP) e Elmar Schneider (PMDB).
Na platéia, sindicalistas, assessores, jornalistas e funcionários que se movimentavam carregando papéis. Dois garçons serviam cafezinho e água aos integrantes da mesa.Um envelope, colorido, revestido de plástico, contendo um relatório e um livro da Braskem era distribuído a cada um.
O deputado Adroaldo Loureiro, que preside os trabalhos faz um breve preâmbulo e passa a palavra ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Polo Petroquímico de Triunfo, Eitor Rodrigues, que se opõe ao projeto da Braskem. Ele faz um resumo dos fatos. Explica que a Odebrecht, a maior empreiteira do Brasil, é a controladora da Braskem, a maior companhia petroquímica do país. Que está negociando bilhões com a Petrobras. Petrobrás, empresa pública, interesse público…
“Esse processo se intensificou a partir de abril deste ano. A Petrobras tinha 10% da Braskem e eles decidiram elevar essa participação para 30%. Revisaram o acordo de acionistas. Nós temos feito algumas mobilizações e denúncias. O Sindipolo está puxando essa discussão. Não há a problematização do fato, que se consuma sem o conhecimento da sociedade”.
Lembra que o “segundo passo” foi dado no dia 29 de setembro quando a Petrobras apontou os “ativos” que vai transferir a Braskem, em troca dos 20% a mais a holding. “É um caminho sem volta”, disse o representante da Braskem no dia seguinte à decisão.
Eitor Rodrigues procura argumentos para provar que o fato ainda não está consumado. “Não ter incluído a Innova entre os ativos apresentados pela Petrobrás, indica que nem tudo saiu como a Braskem queria. Ela tem a PPH, a Poliolefinas e 30% da Copesul. Queria a Petroquímica Triunfo e a Innova. Com ela o pólo ficaria na mão da Odebrecht.”
Outro indicio, segundo ele, é o adiamento do prazo para fechar o negócio, de 31 de dezembro de 2005, para 31 de março de 2006. “É sinal de que esta decisão não é madura na Petrobras”.
Eitor Rodrigues sustenta que a decisão da Petrobras no dia 29 foi forçada por uma ordem de cima, que atropelou os escalões técnicos da estatal. “Todos os indicativos eram de que a Petrobras não apontaria os ativos para permutar. O fato de não ter sido indicada a Innova e ter sido levado para 31 de março de 2006 o prazo final para a decisão significa que nem tudo está saindo como a Braskem quer.”
Ele diz que o Sindipolo reage, em primeiro lugar, à concentração de poder na mão de um único grupo. “Ficaria quase um monopólio, concentrando toda a petroquímica nas mãos de um grupo conhecido por sua voracidade, que auto-proclama sua agressividade nos negócios. Já tem quase o controle da Bahia e ficará a um passo de consolidar o controle da Copesul, ficaria então com 80% dos petroquímicos básicos para todos os tipos de plásticos. Controle das resinas plásticas e de 80% da nafta. Seria a principal fornecedora das industrias de terceira geração e a principal compradora da Petrobras. A Petrobras ficaria refém e o consumidor dependente.”
Em seguida a questão do emprego. Em 2002, relata, na criação da Braskem para assumir a Copene foram cortados 100 empregos no pólo do Rio Grande do Sul e 1.500 na Bahia. “Receio que isso ocorra aqui”. Diz que as empresas envolvidas na negociação representam cerca de dois terço dos 2.400 trabalhadores diretos da petroquímica e dos 3.600 dos terceirizados. Lembra que os programas visando ganho de escala, geralmente, significam desemprego. “A sociedade tem que se posicionar. O Rio Grande do Sul só tem a perder. Para a Petrobras não há nenhum indicativo de vantagem. Só vantagem para a Braskem. Por que, então?”
Ele diz que a Braskem é arrogante: “O negócio não está consolidado e eles já anunciam demissões na Petroquímica Triunfo. De onde a Braskem tira a garantia de que a Petrobras vai fazer a opção? De antemão a Braskem já se coloca como gestora da Petroquímica Triunfo, o que demonstra sua agressividade”.
Diz que não quer ofender, mas precisa usar a palavra certa: “A Braskem é mais do que agressiva, é perversa no diz respeito às relações de trabalho. Agora, por exemplo, ela diz que é um caminho sem volta, mas não é isso. O caso não está resolvido”.
“É uma decisão de governo”
Em nome da Braskem falou Alexandrino de Alencar, vice-presidente encarregado de Relações Institucionais. Disse que é importante o debate, porque ele dá a visibilidade que a petroquímica não tem e que merece ter. Explicou que o mercado de produtos petroquímicos vive em ciclos que duram de sete a nove anos. “A petroquímica é recente no Brasil. Até 1990, a Petroquisa comandava tudo. Com a privatizaçao, veio uma nova fase. Em 1995, foi duplicada a Copesul, um investimento de U$ 2 bilhões, maior do que as montadoras da automóveis. Não houve reconhecimento. Graças à pujança do pólo é que vieram as montadoras para cá. Desde então o pólo pouco investiu.”
Diz que foi “decisão de governo” a Petrobras tornar-se “minoritário relevante”, na Braskem, como em outros grupos privados. Faz uma histórico: em 2001 houve o leilão da Copene, a central do pólo da Bahia. A Odebrecht era vendedora, a Copesul ia comprar, mas os acionistas não se acertaram.
Surgiu então a Braskem que desenvolve desde 2002 um novo modelo de negócios na petroquímica, capaz de competir com os maiores do mundo.
Segundo Alencar, pelo acordo de acionista na privatização, a Petrobras poderia subscrever até 50% das ações da Braskem. Mas teria que sair de todas as outras empresas no setor. Em abril deste ano, a Petrobras anunciou sua intenção de ficar minoritária, com 30% da Braskem.
Agora, no dia 29 de setembro, a Petrobras apontou os bens que vai dar em troca.
“O prazo final para a decisão foi transferido para março do ano que vem porque não haveria tempo para os bancos fazerem a avaliação dos ativos”, disse.
Ele afirma que não é só com a Braskem. A Petrobras está se associando de forma minoritária, mas estrategicamente, com outras empresas, na Rio Polímeros, na Petroquímica União, num novo projeto no Rio, que vai utilizar óleo pesado.
Ele toca na questão do emprego. As demissões em 2002 não foram além de 380 pessoas e os cortes se limitaram à alta e média gerência, nas funções de operadores não foram atingidos. Os níveis administrativos foram comprimidos, tinha seis níveis de gerencia, foram reduzidos a três. Dos que foram demitidos, 70% foram recolocados no mercado com ajuda da empresa.
Hoje a Braskem já tem 3.180 funcionários. No Rio Grande do Sul, desde 2002, mantém mais empregos do que a média da indústria gaúcha. Trata-se de uma elite: 70% dos funcionários da Braskem tem o curso secundário completo, 20% tem curso superior e 10% tem algum tipo de pós-graduação. No ano passado, tiveram aumento de 24% acima do INPC, sem contar com a participação nos lucros. O salário médio é de R$ 5.000,00 por mês. Este ano foi considerada pela Exame uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil.
“Quando se fala em controle não se leva em conta as características da petroquímica . Não há como controlar, é um mercado globalizado. Prova disso: o preço das resinas caiu 20% e a nafta subiu 20% este ano. Dizer que 80% do eteno está sob controle não explica nada. O que mede na petroquímica não é o eteno, mas as resinas. Se esse mercado não estiver bem, o eteno também não estará”.
Desfia uma série de números. Em três anos a Braskem investiu mais de R$ 1 bilhão de reais para aumentar a produção. E segue investindo pesado, principalmente em tecnologia. Tem tecnologia e patente de processo desenvolvida no Rio Grande do Sul há 20 dias, micro partículas que tornam mais resistente o polipropileno que permitirá fazer gabinetes de computador com essa resina.
Hoje a Braskem é a 17a. do mundo, quer estar entre as 10 maiores nos próximos cinco anos. Seu valor de mercado chega aos US$ 4,5 bilhões, quer chegar a US$ 12 bilhões. É a nona no País em arrecadação de impostos, com um total de R$ 1,2 bilhão em 2004. Fala dos créditos de ICMs retidos, que já chegam a R$128 milhões, R$ 80 milhões só este ano.
Por conta disso, sua produção é gravada em US$ 30,00 por tonelada atualmente. Mesmo assim, a empresa mostra-se compreensiva ante as dificuldades do Tesouro estadual.
Fala das iniciativas para estimular investimentos e aumentar a arrecadação de impostos. “Estamos propondo a redução do ICMs de 17% para 12%. Trabalhando junto à Petrobras para usufruir mais da nafta produzida no Estado, para aumentar ganhos tributários”.
“Quem vai ganhar com essa concentração?”
O terceiro a falar é Dari Beck Filho, do Sindicato dos Químicos. Ele começa perguntando: “Qual é o ganho para a sociedade com esse negócio entre a Petrobras e a Braskem? Empresa que já controla o pólo da Bahia, vai controlar a nova central de Paulínea e ameaça controlar o pólo do Rio Grande do Sul. Se é uma indústria de capital intensivo, com ciclos de nove anos isso significa que a Braskem vai ter o controle do mercado por 10 anos. Isso vai afetar o mercado de plásticos”.
Diz que o sindicato, filiado à CUT tem sim preocupação com “esse controle que pode resultar no aumento de preço das resinas, com impacto nas pequenas e médias empresas e impacto no mercado do trabalho. Quem vai ganhar com essa concentração?”
Questiona o valor do salário médio apresentado pelo representante da Braskem. “Me assustei com esse número de R$ 5.000 de salário médio. Os companheiros que estão aqui e trabalham na Braskem querem saber quem está ganhando esse salário, deve ser os altos salários da diretoria que estão puxando essa média para cima.”
Relata uma recente queda de braço entre a empresa e o sindicato, para demonstrar como a Braskem age nas relações de trabalho. “Em pleno século 21 acabaram com a quinta turma que existia desde 1988. Passaram a trabalhar com quatro turmas, com jornadas de 12 horas, e só desistiram em face das faltas, dos acidentes, das doenças e dos prejuízos que isso acabou acarretando. O sindicato ficou contra, eles não tiveram vergonha de constituir uma comissão para impor essa medida. Se não cumprissem, iam todos para a rua, é assim que funciona.”
Menciona o “efeito cascata” que tem o emprego no setor petroquímico. “Há estudos que indicam que cada emprego na petroquímica gera ocupação para outras seis pessoas. Então quando se diz que foram cortados 100 empregos, isso atinge outras 600 pessoas.”
Volta a perguntar: “E a Petrobras qual é o ganho que vai ter? Vai ter praticamente um só comprador para sua nafta, que vai impor as regras do jogo. É incompreensível que a Petrobras opte por criar um único comprador para seu produto”.
“Quem cria empregos é a empresa”
Luiz Gonzaga Fagundes, engenheiro da Secretaria de Minas e Energia, representa o governo do Estado. Ele mede as palavras. Diz que o governo observa à distância, pois são movimentos que envolvem negócios de grande porte, que sempre geram divergências. “Não adianta, vamos ter que discutir”. Ressalva, porém, que o emprego só existe a partir das empresas: “Quem cria empregos é a empresa, seja pública ou privada”. Lembra que participou como engenheiro da Corsan das discussões sobre o tratamento dos efluentes do polo, uma polêmica que “quase inviabilizou o empreendimento”. “Se existem ajustes a serem feitos, é preciso discutir. Com radicalização não se vai conseguir nada”. Diz que o papel do governo do Estado é “ajudar para que o entendimento se faça”. A Braskem é agressiva? “Uma política agressiva é certa no mundo dos negócios”. Conclui dizendo que “essa é mais ou menos a posição do governo do Estado”.
“Por que a Petrobras não está aqui?”
Não há mais debatedores inscritos. A palavra fica a disposição. O deputado Edson Portilho, toma a iniciativa. Ressalta a importância da audiência pública, porque a “Assembléia Legislativa tem que tomar uma posição sobre o assunto”.
“O que me causa surpresa, o que lamento profundamente, é a ausência da Petrobras neste debate. Não é possível isso, o debate fica incompleto, prejudicado”. Lembra que tem participado das manifestações do Sindipolo e que o pólo petroquímico é um orgulho dos gaúchos. “Desde o início a população aceitou e abraçou o pólo, superando inclusive os problemas ambientais. Agora, se o objetivo da Braskem é valorizar o pólo, por que não o diálogo, por que não construir uma parceria com o sindicato?”
Em seguida indaga: “Por que fomos pegos de surpresa por uma negociação feita por cima, já adiantada, praticamente definida. Quando se tentou uma audiência pública em Brasília na Câmara dos Deputados, a Odebrecht e a Braskem se recusaram a comparecer. Agora aqui, a Petrobras não vem. Está muito difícil de entender.”
O discurso anima a platéia, já cansada. “Se o objetivo é melhorar, se as intenções são boas, vamos abrir, vamos ouvir as opiniões. Essa questão do emprego, por exemplo: não importa se são 100 ou se são três mil que perderão o emprego. O governo tem um compromisso: de manter o emprego. O governador tem dito isso, todos temos que nos engajar na luta pela manutenção dos empregos. Por que se negocia a portas fechadas? Qual o ganho da Petrobras? Ainda não entendi”, reforça Portilho.
Lembrou que o governador Germano Rigotto freqüentemente cita o setor de plásticos como importante fonte de emprego no Estado. “Temos que marcar uma audiência com o governador para levar esse problema a ele. Sabemos o que significa o monopólio, é sempre nocivo. Temos um mandato e o compromisso de defender os interesses da população…”. No final exagerou: “Foi a duras penas que ajudamos a construir esse pólo, com o sangue e o suor da nossa população”
“Vamos pressionar a Petrobras!”
A deputada Leila Fetter, do PP, ocupa o microfone e critica a Petrobras, pela ausência. “A Petrobras não podia se furtar de participar desta audiência. Há muitas indagações que gostaria de fazer à Petrobras. Nós temos orgulho do pólo. Ele trouxe muito desenvolvimento para o nosso Estado…Faço um apelo aos deputados que requeiram a presença de um representante da Petrobras, ele terá que responder. Esta casa não poderá ouvir apenas um dos lados e se furtar de ouvir um dos maiores envolvidos. Vamos pressionar a Petrobras, uma vez que ela é do governo federal e o governo é do PT”.
Elmar Schneider, do PMDB, retomou a questão do emprego: “Duvido que alguém seja contra o emprego ou contra o pólo. O pólo representa avanço, tecnologia. Mas eu gostaria que não transferíssemos responsabilidades. Vamos pedir audiência ao Ministro das Minas e Energia, ao ministro do Desenvolvimento, ao presidente da Petrobras. Não vamos dar nenhum outro passo antes de ouvir a Petrobras (alguém comenta na platéia: “Ele quer livrar o Rigotto”).
“Quais as garantias para a terceira geração?”
Falou a seguir Elizabeth Almeida, representante do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Plástico de Novo Hamburgo. Começou explicando que são 187 indústrias, a maioria delas fornecendo componentes para as fábricas de calçados do Vale do Sinos. A crise na indústria de calçados, este ano fez cair de 4.500 para 2.800 o número de empregados nas empresas do setor plástico. Posiciona-se contra o monopólio: “O monopólio é sempre maléfico. Os efeitos afetam toda a cadeia, o impacto pode ser muito forte na ponta da terceira geração. A Petrobras se vangloria das suas ações sociais, mas nada faz em relação ao setor de plástico, que é poluente e mantém relações de trabalho ruins, com muitas doenças, acidentes. “Diariamente tem trabalhador ficando aleijado nessas indústrias…A Petrobras nunca se importou com o que acontece depois que a produção sai do pólo…Qual a garantia que a terceira geração tem em relação ao emprego? O piso salarial é de R$ 1,92 por hora, o que dá um salário médio de pouco mais de 400 reais. Somos os primos pobres do pólo… Por que a Petrobras foge do debate? Enquanto isso não for respondido somos contrários a esse negócio.”
Elmar Schneider intervém, diz que é preciso mostrar o que está acontecendo no mundo, que no Rio Grande do Sul há duas termelétricas paralisadas e conclui com uma pergunta ao representante da Braskem sobre a possibilidade de trazer petroquímicos da China, se for mais barato (o deputado e o representante da Braskem estiveram na China, na delegação do governador Germano Rigotto, no ano passado). Mas quem retoma o assunto é o presidente do Sindipolo, Eitor Rodrigues, para rebater alguns dados apresentados por Alexandrino de Alencar no início. “Quero dizer que o número de demissões na Braskem que mencionei aqui são comprovados pelas rescisões feitas no sindicato, aqui e na Bahia. O sindicato dos químicos de lá nos mandou esse número. Foram 100 aqui e 1.500 lá”.
Rebate também o argumento de que a Petrobras está fazendo parcerias também com outros grupos petroquímicos. “Nenhuma dessas parcerias tem o porte e a proporção desta. Na Rio Polímeros a Petrobrás vai ter 17%, na Braskem ela vai ter 30%, vai entregar a Copesul, a Triunfo e Paulínia”. Quanto aos salários, disse que a Braskem tem sido a mais complicadora na hora de negociar os reajustas. “Para obter os 24% acima do INPC foi uma dura luta, inclusive com paralisação aqui no pólo. Foi uma conquista nossa, não uma benevolência da empresa”. Finalizou dizendo que “a lógica da Braskem é compreensível, mas inaceitável. Não é aceitável que o governo, através da Petrobras, se alie a essa lógica. A Petrobras hoje não está aqui de constrangimento. Nós defendemos a volta da Petrobras ao setor petroquímico, mas não assim, numa posição submissa”.
Cumprimentou Alexandrino de Alencar pela atitude respeitosa e pela atenção, “independente das posições antagônicas”. Voltou a dizer que a Petrobras estava ausente provavelmente por constrangimento pela maneira como foi tomada a decisão. “Tivemos uma semana inteira com indicativos de que o negócio não sairia. No dia, até as oito horas da noite não havia posição. No entanto, a Odebrecht tinha certeza: uma semana antes havia marcado um café da manhã com a imprensa para o dia seguinte a decisão. Certamente não era para anunciar uma derrota. Que garantias havia?” Anunciou que o Sindipolo vai intensificar suas manifestações e pressionar o governo do Estado a tomar uma posição.
“O pólo petroquímico está hibernado”
Alexandrino de Alencar retomou a palavra para lembrar que além do crédito de R$ 128 milhões relativos ao ICMs, pelas exportações, a Braskem tem créditos de R$ 380 milhões no Fundopem, que não usou. Disse que a Braskem está empenhada em discutir caminhos para se ter a terceira geração forte no Estado, para atrair novas empresas. Lembrou que o pólo gaúcho está hibernado, precisa urgente de novos investimentos. E que com esse acordo em andamento “a Petrobras vai se juntar à empresa mais competitiva do setor petroquímico no país. É um negócio de ganha-ganha”.
Em resposta ao sindicalista que duvidou do salário médio de cinco mil reais que havia mencionado, afirmou: “Recebi aqui o número exato: o salário médio na Braskem é R$ 4.650,00, sem falar na participação nos lucros. Então estamos falando de uma elite de trabalhadores”. Disse que os planos da empresa são de crescimento, de estímulo aos empregados para criar um ambiente de melhoria constante. “Nossa postura não é de penalização, é de incentivo”. Repetiu que “é impossível monopolizar o mercado, que é globalizado. Quarenta por cento do comércio de resinas está nas mãos da China. Nem a Dow Química, que é a maior do mundo, consegue”.
Referindo-se às reclamações quanto à transparência das negociações, disse que a Petrobras atua no mercado de capitais, não tem nada escondido. Que a Braskem quer crescer inclusive fora do Brasil. Já tem projetos na Bolívia, na Venezuela e vai partir para outros continentes. “Temos orgulho em querer um dia estar entre os dez maiores do mundo e queremos investir no Rio Grande do Sul.” -
Livro conta história do Diário de Notícias
Helen Lopes
O livro “Diário de Notícias – O Romance de um Jornal”, do jornalista Celito de Grandi busca preencher uma lacuna na história da imprensa gaúcha ao retratar a trajetória da publicação, que circulou durante 55 anos, e do seu diretor, o jornalista Ernesto Corrêa. “Não havia nenhuma publicação sobre esse veículo de importância fundamental”, destaca o autor. A obra, que será lançada no dia 10, a partir das 18h30min, pela L&M Editores, no Solar dos Câmara, surgiu da cobrança dos colegas: “A idéia é antiga, muitos dos colaboradores do Diário de Notícias me cobraram este livro”.
O jornal Diário de Notícias pertencia ao grupo Diários Associados de Assis Chateaubriand, maior conglomerado de comunicação dos anos 50 e 60 no Brasil. Na época, os jornais mais expressivos do estado eram o Correio do Povo e o Diário. Segundo o autor, que é atualmente coordenador da assessoria de comunicação do Governo do Estado, o Correio caracterizava-se por sua solidez econômica e uma linha editorial sóbria e conservadora e o Diário, quase sempre com problemas financeiros, para se contrapor ao Correio, era mais ágil, audacioso, sempre inovador, em termos gráficos e editoriais. Os fatos relevantes acompanhados pelo jornal vão desde a revolução de 30 até o movimento militar de 64 que derrubou João Goulart, passando pelo suicídio de Getúlio Vargas e a Legalidade.
Na obra, De Grandi também relembra a trajetória de vida do diretor do jornal Ernesto Corrêa. Corrêa, além de influente jornalista da época, foi um dos fundadores do Curso de Comunicação Social da UFRGS. -
Programe-se
SHOWS
Ivete Sangalo – MTV ao Vivo
Uma das cantoras de maior sucesso no país, Ivete Sangalo volta a cantar na Capital. O show repete a dose de sucessos dos 10 anos de carreira da baiana, incluídos no CD e DVD MTV ao Vivo, campeão de vendas em 2004. Poeira, Festa, Pererê, Canibal e De Ladinho são alguns dos hits da carreira individual que caíram na boca do povo, certeiros no repertório do show. Ivete também relembra os tempos da banda Eva, puxando as canções Velho, Arerê, Beleza Rara e Alô, Paixão. As músicas de seu quarto disco solo e décimo de carreira, Clube Carnavalesco Inocentes em Progresso, também entram: Só Pra me Ver, Ritmo Gostoso e Sorte Grande.
Onde: Gigantinho (Av. Padre Cacique, 891)
Quando: Sexta (07 de outubro), às 21h.
Ingressos: Ainda há ingressos para as cadeiras (R$ 120). À venda no Gigantinho (Padre Cacique, 891), Zaffari (Menino Deus e Bourbon Country) ou pela telentrega Opus (51) 3299-0800.
Noite de Tangos e Boleros
Show com orquestra típica portenha. Apresentações de dançarinos profissionais e academias de dança. Bandoneon, baixo e piano (músicos) e voval intercalando músicas de MPB, boleros e músicas internacionais.
Onde: Papyrus (Av. Independencia, 831)
Quando: Sexta (07 de outubro), às 21h.
Ingressos: R$ 10/ Consumação a R$ 10.
Matanza
Show de rock. Country, punk e rock são os ingredientes do som da banda carioca Matanza. O grupo divulga seu terceiro disco, To hell with Johnny Cash, em que aprofunda sua fórmula roqueira definida como countrycore e inspirada na música do interior dos Estados Unidos. O show de abertura será da banda Sonic Volt.
Onde: Garagem Hermética (Doutor Barros Cassal, 386)
Quando: Sexta (07 de outubro), às 22h.
Ingressos: R$ 12 (para os 200 primeiros) e R$ 15 (para os restantes).
Maré di Lua
Show de forró com a banda Maré di Lua, mesclando músicas próprias com grandes clássicos da MPB e do reggae no repertório. A Maré é composta por Luciano Lorenz (voz e violão), Diogo Fonseca (voz e percussão), Fábio Prado (zabumba e percussão), Paulinho Godoy (baixo e cavaco) e Elmer Fagundes (acordeon).
Onde: Território da Paz (Av. Protasio Alves, 1617 )
Quando: Sexta (07 de outubro), às 23h.
Ingresso: masculino a R$ 8, feminino a R$ 5.
Parte superior do formulário
Nenhum de Nós
A banda novamente o show de lançamento do seu novo álbum, Pequeno Universo, à Capital. o 11º álbum da banda tem 13 faixas, apenas duas não compostas pelo grupo gaúcho. O título de Pequeno Universo tem relação com a arte feita na capa, que ilustra animais pequenos e delicados. Duas das músicas contidas no CD, Eu e Você Sempre e Raquel, são dos cantores Jorge Aragão e do uruguaio Jorge Drexler respectivamente.
Onde: Salão de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110)
Quando: Sábado, às 21h; Domingo, às 20h. Dias 08 e 09 de outubro
Ingressos: R$ 25. Nas Lojas Bananas Record’s dos Shoppings Iguatemi e Praia de Belas.
Leoni
O músico Leoni faz show de lançamento do CD e DVD Leoni Ao Vivo. Ex-integrante do Kid Abelha, Leoni é responsável por diversos hits do pop rock nacional. São dele as canções Como eu Quero, Por que Não Eu?, Fixação, Lágrimas e Chuva e A Fórmula do Amor, Exagerado – essa última imortalizada na voz de Cazuza. Em Porto Alegre estará acompanhado pelo músicos Daniel Lopes na guitarra; Lucio Dorffman nos teclados; Rodrigo Silveira no cello e Diego Grendene na clarineta.
Onde: Theatro São Pedro (Pç. Marechal Deodoro, s/n°)
Quando: Sábado, às 21h; Domingo, às 18h. Dias 08 e 09 de outubro.
Ingresso: Platéia, R$ 40; Camarote central, R$ 35; Camarote lateral, R$ 30; Galerias, R$ 20. Desconto de 50% na estréia para sócios da AATSP. Telentrega: 3227-5542 / 3227-5300
Os Arnaldos
Show de rock e psicodelia. No repertório, músicas próprias e outras como Ando meio Desligado, dos Mutantes e Vou me afunda na Lingerie, de Arnaldo Baptista. A banda é formada por Márcio Ventura (voz), Jefferson Guty (baixo), Astronauta Pingüim (órgão e moog), Sérgio Tavares (guitarra, violão e voz) e Sergio(bateria).
Arnaldos foi criada em 1993 em formato acústico por Sergio Tavares e Márcio Ventura. A dupla tinha por finalidade interpretar o ex-Mutantes Arnaldo Baptista. A partir de 1996, o duo tornou-se banda, acrescentando no repertório Tropicália e Rita Lee.
Onde: Vermelho 23 (Bento Figueiredo, 23)
Quando: Sábado, às 23h. Dia 08 de outubro.
Ingressos: Couvert a R$ 5 e consumação a R$ 9.
Sexteto Blazz
Show do Sexteto Blazz. O grupo tem como proposta divulgar o gênero apostando no naipe de sopros com flauta transversa e demais instrumentos tradicionais do jazz. Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Milles Davis, John Coltrane, Thelonious Monk e Hermeto Pascoal são alguns dos mestres do jazz constantemente relidos pelo Sexteto
O trio de sopros do Sexteto, que escala oito músicos na formação, Franco Salvadoretti (flauta transversa), Vanderlei Fontanella (sax soprano e tenor) e Paulo Müller (sax contralto), apresentam sua mistura rítmica – que inclui tambores, kalimas e berimbau – ao lado de Lucas Esvael “Magrão” (contrabaixo), Luciano Bruni (bateria), Edilson Ávila (guitarra), Sérgio Israel dos Santos França (percussão) e Leandro Hessel (piano).
Onde: Cúpula do Café Concerto Majestic (Rua dos Andradas, 736)
Quando: Sábado, às 21h. Dia 08 de outubro.
Ingressos: R$ 6.
Bossa Nova Jazz Band
Luciano Kersting (trompete, trombone, flügelhorn), Ramiro Kersting (trumpete), Dionara Schneider (piano), Guaracy Guimarães (contrabaixo acústico) e Marcelinho Freittas (bateria) recebem o músico Fabiano Rodrigues (harmônicas) para show em homenagem aos mestres Louis Armstrong, Miles Davis, Chet baker, Dizzy Gillespie e Tom Jobim.
Onde: Cúpula do Café Concerto Majestic (Rua dos Andradas, 736)
Quando: Domingo, às 21h30min. Dia 09 de outubro
Ingressos: Couvert R$ 6.
Jorginho do Trompete
Trompetista reconhecido pela sua qualidade musical, Jorginho é considerado um dos maiores expoentes da música instrumental no sul do País. Nascido no Rio Grande do Sul, aprendeu aos dez anos tocar trompete. Aos quinze anos já era profissional. Trabalhou em casas noturnas e participou de vários shows em todo o país.
Onde: Cúpula do Café Concerto Majestic (Rua dos Andradas, 736)
Quando: Domingo, às 19h. Dia 09 de outubro
TEATRO
Gordos ou Somewhere Beyond the Sea
Gordos ou Somewhere Beyond the Sea conta a história de Phyllis Hogan e seu filho Bishop, únicos sobreviventes de um desastre aéreo que se vêem obrigados a tomar decisões nada agradáveis para se defenderem e manterem vivos. Enquanto isso, Howard Hogan, o chefe da família, espera mulher e filho na companhia de sua amante, a atriz pornô Pam. A trama utiliza uma linguagem pop, inspirada principalmente em filmes de Hollywood dos anos 1950 e 1960.
Direção: Daniel Colin
Elenco: Andressa de Oliveira, Tatiana Mielczarski, Daniel Colin e Maico Silveira
Onde: Sala Álvaro Moreyra (Av. Érico Veríssimo, 307)
Quando: Quarta e quinta, às 20h. Dias 06, 12 e 13 de outubro
Ingressos: R$ 15. (Desconto de 50% para estudantes, idosos e classe artística).
As novas aventuras de João Gastão – Luzes da Cidade
A Cia Etceteratral apresenta a história de João Gastão, um cidadão que se torna um “ex-gastão” ao aprender a usar racionalmente a energia elétrica. A peça faz parte do Programa Luzes da Cidade, desenvolvido pela Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). A iniciativa tem como objetivo educar e conscientizar os consumidores, em especial o público infanto-juvenil sobre o tema, de uma forma divertida.
Direção: Néstor Monasterio
Elenco: Álvaro RosaCosta, Ana Guasque, Elisa Lucas, Karen Radde e Marcelo Casagrande.
Onde: Sala de Recepção do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1223)
Quando: Quinta e sexta, às 10h30min e às 14h . Dias 06 e 07 de outubro
Blitz
Medo, angústia, desconfiança e um clima tenso fazem parte do espetáculo Blitz, produção do Depósito de Teatro, com texto de Bosco Brasil. A história conta o drama de uma mulher que quer separar-se do marido, um policial militar acusado de matar um garoto de doze anos numa blitz em um colégio. Porém, no outro lado da moeda podemos ver o drama de um policial militar para provar a própria esposa que é inocente da morte do menino baleado. Apesar das súplicas do marido, Heloísa já não o reconhece e prefere acreditar no que está escrito nos jornais. A apresentação da montagem integra o Projeto Correios Leva Você ao Teatro.
Direção: Roberto Oliveira
Elenco: Sofia Salvatori e Charlie Severo
Onde: Studio Stravaganza (Doutor Olinto de Oliveira, 66)
Quando: Quinta e sexta, às 21h. Até 10 de outubro
Ingressos: R$ 12 e R$ 5 (classe teatral).
Epidemia do Riso
Um jornalista e um DJ se juntam para este novo show de humor. DJ Ayala e Fabrício Apratto encarnam personagens como Ariska, Silvio Santos, Paulo Ricardo, Netinho de Paula, Nerso da Capitinga, Julio Iglesias, Henrique Iglesias, Sandy, Toquinho, Andréa Bocceli, Zezé de Camargo, Chitãozinho, Lombardi, Lula, Brizola e Clodovil. Além disso, o público poderá participar das brincadeiras no Topa quase tudo por dinheiro.
Onde: Teatro do Sesc (Av. Alberto Bins, 665)
Quando: Quinta e sexta, às 21h. Dias 06 07 de outubro
Ingressos: R$ 15.
Dr. Q.S – Quriozas Qomédias
O espetáculo traça um amplo quadro da obra dramatúrgica e poética, além de mostrar algumas facetas e façanhas da torturada e desesperada existência de Qorpo Santo. Aparecem na encenação, integralmente, seus textos Mateus e Mateusa e As Relações Naturais, entremeados com trechos de outros textos teatrais, poesias, aforismos e fatos de sua vida pessoal.
Direção: Roberto Oliveira
Elenco: Sandra Possani, Plínio Marcos Rodrigues, Daniel Colin, Tatiana Carvalho, Diana Manenti e Maria Falkembach
Onde: Depósito de Teatro (Av. Benjamin Constant, 1677)
Quando: Sábado, às 21h, domingo e segundas, às 20h. Até 31 de outubro
Ingressos: R$ 15 e R$ 7 (classe teatral).
Extinção: A Impossibilidade Física da Morte na Mente de Alguém Vivo
Incesto, traição, compulsão consumista, hipocondria e histeria são os explosivos elementos da primeira montagem da Cia Espaço em Branco. O grupo destila seu humor negro para contar a história de destruição e morte de uma abastada família porto-alegrense. No enredo do escatológico texto do também diretor do espetáculo João Ricardo, um jovem artista plástico rebelde, filho mais velho de uma rica família da capital gaúcha, volta de um intercâmbio no exterior portador de uma doença incurável. Ao chegar em casa, encontra, no jardim da mansão da família, a ossada de um estranho animal. A partir da descoberta, os membros da família despem-se de seus “papéis” para mostrar o que têm pior dentro de si.
Direção: João Ricardo
Elenco: Evelyn Ligocki, Lisandro Bellotto, Marcos Contreras, Sissi Venturin e Rodrigo Scalari Diretor: João Ricardo
Onde: Sala Álvaro Moreyra (Av. Érico Veríssimo, 307)
Quando: De Sexta a domingo, às 21h. Até 20 de novembro.
Ingressos : R$ 12 .
O Círculo Sagrado
O novo trabalho do grupo Nômade de teatro, resgata a cultura sacerdotal céltica e bretã da antigüidade e sua forte simbologia, enfatizando a sabedoria da natureza, o xamanismo celta e seus valores espirituais femininos.
A peça mostra o momento de transição entre o desenvolvimento da cultura bretã druídica até a Saga de Avalon. Com roteiro de Tiago Agne e Gisela Rodriguez livremente inspirado no romance A Senhora de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, e com textos poéticos galícios originais, extraídos de uma intensa pesquisa bibliográfica, incluindo o poeta Yeats e o teólogo John O`Donohue, e ainda adaptações de Shakespeare, Pat Mills e T.S. Eliot,
Direção: Gisela Rodriguez
Elenco: Ed Lannes, Gisela Rodriguez, Juliano Straliotto, Liliane Pereira, Marcos Castilhos, Mauro Bruzza, Moira Stein e Paulo Zé Barcellos
Onde: Centro de Eventos do DC Shopping (Frederico Mentz, 1606)
Quando: Sextas e sábados, 21h; domingos, 20h. Até 06 de novembro.
Ingressos: R$ 10,00 / estudantes e classe artística: desconto de 50% – vendas antecipadas na loja Sirius (República, 304) e no restaurante Vitrine Gaúcha (DC Shopping).
Como Emagrecer fazendo Sexo
A comédia aborda de uma forma divertida e bem humorada a descoberta do mais novo e revolucionário tratamento de emagrecimento.
Direção: Airton de Oliveira
Elenco: Pablo Capalonga e Luciana Marcon
Onde: Teatro Carlos Carvalho (R. dos Andradas, 736 2° andar /Casa de Cultura Mario Quintana)
Quando: Sexta a domingo, às 19h. Até 30 de outubro
Ingressos: R$ 15 (com 50% de desconto para idosos, estudantes e classe artística
Bailei na Curva
Ano 64. É deflagrado o golpe militar no Brasil. Os efeitos do novo regime na vida de sete crianças que moram na mesma rua, no Bom Fim, é o principal enfoque da peça. Bailei na Curva ajuda a entender um momento político que abalou as aspirações de uma geração idealista.
Direção: Júlio Conte
Elenco: Cíntia Ferrer, Érico Ramos, Felipe De Paula, João Walker, Ju Brondani, Mariana Vellinho, Patrícia Mendes e Tiago Conte
Onde: Teatro Bruno Kiefer (Rua dos Andradas, 736, 6° andar / Casa de Cultura Mário Quintana)
Quando: Sábado e domingo, às 19h. Até 30 de outubro.
Ingressos: R$ 15 (com 50% de desconto para idosos )
Haloperidol – Uma fábula urbana
Haloperidol – Uma fábula urbana conta a história de um menino que tem vocação para escrever, mas não encontra apoio nem da família nem da sociedade. O grupo Trupe do Morro se inspirou em textos de Nelson Rodrigues, Kafka e Shakespeare para compor o espetáculo. Foram quatro meses de pesquisas no Hospital Psiquiátrico São Pedro, quando os integrantes perceberam que a loucura poderia ser expressa de forma sutil, nos pequenos detalhes.
Quando: Hospital Psiquiátrico São Pedro (Av. Bento Gonçalves, 2460)
Onde: Sábado e domingo, às 20h. Até 30 de outubro
Ingressos: R$ 7 e R$ 5 (para estudantes, idosos e classe artística).
O Segredo Íntimo dos Homens
A trama revela os problemas de dois pênis que procuram um psicanalista em busca de compreensão e auxílio para enfrentar um universo assoberbado, cheio de padrões, modismos e ideais de competição. Durante a consulta eles declaram suas indignações e seus pontos fracos, sempre defendendo as necessidades básicas para um pênis sentir-se feliz. Também reclamam dos cuidados que seus donos lhes dispensam, e os termos pejorativos que as mulheres lhes atribuem.
Direção: Pedro Delgado
Elenco: Henri Iunes, Ita Ramires, Pedro Delgado e Rafael Rebelo
Onde: Teatro do IPE (Av. Borges de Medeiros, 1945)
Quando: Domingos, às 20h. Até 30 de outubro
Ingressos: R$ 15
Bonecas à Beira de um Ataque de Risos
Quatro atrizes maduras transformam-se em divas do cinema e em monstros sagrados do show business revivendo glórias de outrora. As protagonistas passam pelos mais variados gêneros e estilos, relembrando espetáculos como Cabaret, A Família Adams, Hair, O Mágico de Oz e Mudança de Hábito. A trama tem como pano de fundo o abandono de uma delas pelo amante que apenas deixa uma gravação distante na secretária eletrônica do telefone, em meio a revelações de segredos , sucessivas surpresas e um entra-e-sai frenético nesta sinistra e impagável festa de aniversário.
Direção: Eduardo Kraemer
Elenco: Renato del Campão, Lauro Ramalho, Everton Barreto, Dandara Rangel e Ricardo Leite
Onde: Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307)
Quando: Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 20h Até 30 de outubro
