As centrais sindicais convocaram greve geral para esta sexta-feira em todo o país. É a segunda greve realizada neste ano contra as reformas propostas pelo governo do presidente Michel Temer.
Em Porto Alegre, as manifestações estão programadas para ocorrer desde as primeiras horas da manhã em frente aos portões das garagens das empresas de ônibus, onde serão montados piquetes. Servidores da segurança realizam ato a partir das 10h em frente ao Palácio da Polícia. Ao longo do dia, acontece a concentração das centrais sindicais na Esquina Democrática. O ato inicia a partir das 17h. Por volta das 18h, também na Esquina Democrática, acontece o encontro, convocado através das redes sociais, do Movimento Autônomo e Fórum Social Mundial Autônomo.
O movimento conta com apoio de diversas categorias de trabalhadores na capital gaúcha, porém não contará com os rodoviários. A Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) informou, por meio de nota, que os trabalhadores terão o dia descontado dos salários caso os veículos não saiam das garagens.
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) confirmou, no entanto, que vai fazer piquetes nos portões das garagens das empresas para impedir a saída dos ônibus. Na greve de abril, a paralisação do transporte público contribuiu com o impacto da greve.
Já o Sindicato dos Metroviários convocou seus associados a aderirem à greve. O sindicato pretende fazer uma paralisação total de 24 h, a partir da meia-noite.
Os servidores da segurança pública confirmaram a paralisação de sexta. A partir das 10h, haverá uma manifestação em frente ao Palácio da Polícia reunindo policiais civis, federais, rodoviários federais, peritos e agentes penitenciários.
O Sindicato dos Bancários também aderiu ao movimento e as agências bancárias da capital não deve ter atendimento ao longo da sexta-feira.
O Cpers-Sindicato decidiu que não haverá aulas nas escolas estaduais. O Sindicato dos Municipários também vai aderir à greve.
No ensino superior, as aulas devem ser paralisadas na UFRGS, UFCSPA e Instituto Federal. A Adufrgs-Sindical, que representa os Professores de Instituições Federais de Ensino aprovou greve após consulta virtual. A Assurfrgs-Sindicato, que representa os Técnico-administrativos da UFRGS, UFCSPA e IFRS também decidiu aderir.
Na Justiça do Trabalho da 4ª Região (RS), será suspenso o expediente interno e externo de suas unidades administrativas e judiciárias, de primeiro e segundo grau. A realização de audiências e sessões e os prazos processuais e regimentais também estão suspensos.

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