Com privatizações, seca a fonte das receitas extraordinárias

Os rastreadores de receitas extraordinárias, também conhecidos na Secretaria da Fazenda do Estado como “apagadores de incêndio” já tem a lista de privatizações com que o governo Sartori pretende “fazer caixa” para enfrentar a situação financeira, que tende a se agravar já no início do ano que vem.
A principal fatia virá da venda da distribuidora da Companhia Estadual de Energia Elétrica, a CEEED. Estima-se que renderá R$ 1,2 bilhão, embora vá deixar para o Tesouro um passivo trabalhista ainda considerável.
Outra parcela, estimada em R$ 600 milhões, poderá vir da Sulgás. A Companhia Riograndense de Mineração (CRM), que explora as jazidas de carvão em Candiota, está na lista, mas o cálculo de quanto poderá render ainda não está fechado.
A recente decisão do BNDES, de excluir de seus financiamentos as usinas a carvão, representou um abalo em todos os projetos da área carbonífera.
Está na lista também a venda de metade da Companhia Riograndense de Saneamento, que poderia render R$ 2 bilhões, segundo estimativas.
Há ainda a Companhia Riograndense de Artes Gráficas e uma lista de áreas públicas bastante cobiçadas pelo setor imobiliário privado , mas cujo valor não chega a ser muito significativo diante da penúria dos cofres públicos estaduais.
As fundações que também entram no rol – Fundação Zoobotânica, Fundação de Desenvolvimento e Recursos Humanos – estão mais por conta de uma duvidosa redução de custos e enxugamento da máquina pública.
Nada disso, porém, livrará o governo de dificuldades extremas no ano que vem. Segundo estudo do economista Darcy Francisco dos Santos, a proposta orçamentária para 2017 prevê um déficit de R$ 3 bilhões, apesar do desconto de R$ 2 bilhões obtido na dívida com a União.
Não fosse isso, apesar de todo o esforço, inclusive o pesado aumento de impostos, o governo Sartori estaria no ano que vem  de volta ao início, quando assumiu com a previsão de um déficit de R$ 5 bilhões.
“Em 2019 a folha de pagamento estará insustentável, os descontos da dívida cessarão e, ainda, necessitará renovar o reajuste das alíquotas do ICMS. Não haverá mais aumento de limite dos depósitos judiciais, nem cessão de contas correntes, nem alteração nas RPVs”.
Não por acaso, as colunas já especulam que Ivo Sartori não será candidato a reeleição em 2018.
 

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