O comitê suprapartidário que articula uma frente de esquerda em apoio à candidatura de Raul Pont realizou sua primeira reunião nesta segunda feira, 5.
O manifesto lançado na internet tinha 400 assinaturas, ao auditório compareceram perto de 200.
Foi uma “reunião de quadros” como disse o ex-governador Tarso Genro na abertura de sua fala.
A maioria eram petistas, alguns antigos militantes já afastados, mas tanto no auditório quanto no manifesto havia muitos sem filiação partidária (veja a lista).
Como o próprio coordenador da mesa, o cientista político Benedito Tadeu Cesar, ou como o advogado Mário Madureira, ex-deputado pelo antigo MDB, que há 20 anos trocou a política partidária pela causa de movimentos sociais.
Tarso Genro foi o primeiro a falar. Lembrou que Raul já se havia “aposentado de cargos públicos” e que seu gesto de enfrentar uma candidatura difícil para resgatar uma identidade de esquerda é um exemplo para todos.
Em seguida, propôs uma reflexão sobre o momento político, cujo entendimento “tem que partir da compreensão do movimento global do capitalismo financeiro, que captura os Estados pelo mecanismo da dívida”.
No caso brasileiro, segundo Tarso, setores de partidos mais ou menos identificados com o neoliberalismo foram cooptados pelo capital financeiro, assim como os meios de comunicação de massa, “o grande partido moderno”.
Essas forças articularam figuras tão díspares como Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Cunha e Bolsonaro.
Essas forças “descascaram por dentro o projeto popular representado por Lula e Dilma” e deram o golpe.
A luta, portanto, é “contra a dominação do capital financeiro”. Para encetá-la é necessário “um programa mínimo de unidade”. O esquema vigente, de coalizão, fracassou, deixou o governo refém do pior PMDB, o pior PT e a pior oposição”.
Uma estratégia que reorganize a unidade, eis a questão.

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