O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos, com sede em São Leopoldo, teve casa cheia na quinta-feira (11) à tarde para saber a quantas anda o projeto do Zoneamento Ecológico e Econômico (ZEE-RS) que está sendo montado pela Secretaria de Estado do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável.
Presente do início ao fim do evento que durou quase três horas, a secretária Ana Pellini fez várias intervenções para esclarecer detalhes da apresentação em power point feita por técnicos do consórcio Codex, contratado para executar o trabalho, que se articula nacionalmente com o de outros estados.
A apresentação do estágio atual do ZEE-RS foi uma prévia requerida pelo Comitesinos, o mais antigo do país, criado em 1988. Dado o silêncio da SEMA, temia-se que estivesse sendo preparado um prato feito sem possibilidade de contradição.
Ao constatar que o trabalho ainda está longe do fim — o prazo para conclusão acaba em junho de 2018 –, a secretária executiva do comitê, arquiteta Viviane Nabinger, limitou-se a recomendar que o zoneamento tenha como referência básica as bacias hidrográficas. O presidente do comitê, Afonso Klein, também fez questão de marcar a posição da instituição responsável pela bacia do Sinos.
Preocupada em provar que o ZEE é técnico e não tem nada a ver com a extinção de instituições ambientais como a Fundação Zoobotânica e a Fepagro, a SEMA programou para a próxima quarta-feira (17) no auditório Dante Barone, na Assembleia Legislativa, um seminário mais amplo sobre o projeto, que está um pouco atrasado em relação ao cronograma inicial.
O seminário, que vai se estender por todo o dia, será aberto por Ana Pellini e Edegar Pretto, presidente da ALERGS.

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