Conselho aprova tarifa a R$ 4,30 e retomada da cobrança de 50% na segunda passagem

Em reunião, que teve até brigas e xingamentos entre conselheiros, foi aprovado pelo Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu) na manhã desta sexta-feira, 09/03, o valor de R$ 4,30 para a passagem de ônibus em Porto Alegre.
No primeiro momento da reunião, realizada na sede da EPTC, foi aprovado o aumento da tarifa para R$ 4,50. Em seguida, foi determinada a volta da cobrança de 50% na segunda passagem, o que reduz a passagem ao valor de R$ 4,30. Ambos as votações foram de 13 votos a favor e quatro contra.
Somente os estudantes ainda mantém a gratuidade na segunda passagem, (em viagens com  intervalo de 30 minutos).
A tarifa agora foi para sanção do prefeito Nelson Marchezan Júnior, que até terça-feira vai anunciar a sua decisão.
O aumento, de 6,17%, o dobro da inflação oficial, que fechou 2017 em 2,95%, pode ser considerado uma vitória do pedido das empresas e do prefeito Marchezan, que pretende, além da volta da cobrança na segunda passagem, discutir na Câmara de Vereadores outros cortes de isenções.
As empresas alegam que o grande número de isenções na cidade, o aumento do preço do combustível e a redução do número de usuários, na casa de 11% somente em 2017, seriam os principais fatores que impactaram no aumento.
A reunião que discutiu o aumento não foi pacífica. Durante a análise da nova tarifa, representantes dos Rodoviários e da União Municipal de Estudantes Secundários de Porto Alegre (Umespa) tiveram uma discussão acalorada. Ao final, o conselheiro do Stetpoa (Sindicato Dos Trabalhadores em Empresas de Transporte), Emerson Dutra, teria sido chamado de covarde por Vinicius Alversa, da Umespa. Dutra reagiu com um soco em Alversa, houve bate-boca e empurrões que envolveram outros conselheiros até a separação dos brigões e a chegada de brigadianos.
Do lado de fora estudantes fizeram protestos em frente a sede da EPTC e fizeram uma caminhada até o Paço Municipal. Cerca de 3 mil pessoas participaram do ato.
Entidades estudantis e partidos de oposição já anunciaram que devem questionar na justiça o aumento.

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