Conselho de Consumidores da RGE alerta para impacto de R$ 840 mi na economia do Estado após aumento de 20%

O aumento médio de 20,58% na conta de energia elétrica de 255 municípios do Rio Grande do Sul vai dificultar ainda mais a recuperação da atividade econômica e tende a gerar movimento semelhante nas estatísticas de desemprego, inadimplência e insegurança pública.
A avaliação é do Conselho de Consumidores da RGE, a partir dos índices de Revisão Tarifária aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na manhã de terça-feira (12), em Brasília.
O acréscimo ficou em 19,04% para os clientes da alta tensão (indústrias) e chegou a 21,55% para consumidores de baixa tensão (pequenos comércios e residências). Os novos valores entram em vigor em 19 de junho.
Com base no faturamento anual da RGE, a estimativa é de que o impacto do tarifaço na economia do Estado supere os R$ 840 milhões no período de junho deste ano a maio de 2019.
Conselho questiona política de compra de energia de Itaipu em dólares
Em relação aos índices de revisão anteriormente propostos pela ANEEL para a Revisão Tarifária da RGE, houve aumento, na comparação com aqueles apresentados à época da Audiência Pública, no fim de abril, porém, pequena redução frente às planilhas trabalhadas pela agência há cerca de uma semana.
A principal justificativa recai sobre o câmbio com a moeda norte-americana. O aumento de 19,5% para 20,58% no índice médio se deveu principalmente à disparada do dólar na compra compulsória da energia da Usina de Itaipu e à atualização do IGP-M considerado conforme regra regulatória. Assim, o IGP-M que estava provisório em 2,71% fechou em 4,26%. O dólar considerado para a energia comprada de forma compulsória de Itaipu, que era de R$ 3,29 fechou em R$ 3,66 e por fim, a validação dos componentes financeiros também sofreu uma leve alta saindo de 5,64% para 5,71%.
“Portanto, temos elementos que não dependem da distribuidora, mas sim de políticas de governo. Por que precisamos pagar em dólar pela energia de Itaipu? E por que a compra é compulsória?”, questiona o presidente do Conselho de Consumidores da RGE, Claiton Gaieski Pires.
O Conselho de Consumidores da RGE (CCRGE), instituído em 13 de maio de 1998, representa consumidores dos 255 municípios da área de concessão da RGE, no Rio Grande do Sul. O grupo é composto por representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e da Federação Riograndense de Associações Comunitárias e de Moradores de Bairros (Fracab).

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