Uma caminhada de professores da rede pública estadual culminou na frente do Palácio Piratini, na tarde desta sexta-feira, aos gritos de “Fora Sartori”.
O protesto faz parte de uma série de manifestações aprovada em assembleia CPERS para denunciar atitudes do governo do Estado, como o não cumprimento do acordo de greve e a proibição de distribuição de material do sindicato em escolas da rede estadual.
“As CREs estão usando a liminar para proibir a nossa entrada nas escolas. A escola é pública e nós temos o direito de entrar e falar com os nossos sócios. Nas escolas em que formos impedidos de entrar vamos organizar panfletagens na saída das instituições”, afirmou a presidente do sindicato Helenir Scherer.
A presidente também falou sobre as terceirizações que logo poderão chegar as escolas públicas e atingirão não só os educadores contratados, mas professores e funcionários de escola concursados.
Propostas aprovadas:
- Greve de 24 horas, no dia 04/10/2018, pelo pagamento integral do salário e contra o desmonte da escola pública;
- Ato Estadual em Porto Alegre, no dia da Greve de 24 horas;
- “Não nos calarão”. Caminhada após a Assembleia Geral, da Casa do Gaúcho até o Palácio Piratini, com material visual “proibido” nas escolas;
- Participação do CPERS no movimento das mulheres “Ele Não” contra o avanço do fascismo;
- Elaboração de panfleto e/ou spot denunciando a posição dos candidatos a governador do RS e presidente da República que manifestam a defesa do estado mínimo e da destruição da educação pública;
- Manifestação dos(as) trabalhadores(as) em educação no Morro Santa Tereza, por ocasião do debate dos candidatos a governador no dia 02/10, junto a outras categorias de servidores. Chamamento para a região metropolitana;
- Denúncia do Governo Sartori que não cumpre o acordo de greve, pois a mesma ainda não foi anistiada na efetividade;
- Moção de apoio ao professor Manoel Fernandes e à professora Janine Dorneles em face de ofensiva autoritária de mordaça a estes educadores. A Escola não pode ter mordaça!;
- Moção de repúdio a 3ª CRE de Estrela, contra a orientação que cerceia a liberdade de organização sindical ao orientar que as escolas não recebam o jurídico do CPERS. Cobrança de posição contrária da SEDUC em relação a esta orientação;
- Moção de repúdio ao prefeito de Cachoeira do Sul, pela liminar que susta a eleição de diretores nas Escolas Municipais;
- Moção de apoio e solidariedade ao SIPROM pela defesa de direitos e conquistas de categoria ameaçadas pelo Prefeito Municipal der Cachoeira do Sul;
- Moção de Repúdio ao Conselho Regional de Educação física que vem executando os trabalhadores pelo não pagamento do CREF, realizando penhora de bens de diversos educadores desta área.

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