Cresce o número de excluídos nas calçadas

Em poucos minutos a calçada estava vazia (Fotos Naira Hofmeister)

Não eram nem sete da manhã dessa quarta (21) quando uma viatura da Brigada Militar encostou na esquina da Rua Augusto Pestana com a Venâncio Aires. Os dois policiais desceram e, aos gritos,  acordaram os moradores de rua que dormem embaixo daquela marquise. “Vamos lá! Vamos sair fora”, diziam eles.
Rapidamente os cinco homens que dormiam por ali, recolheram seus pertences e foram embora sob a supervisão do outro PM, que, da esquina, acompanhava com o olhar até onde a turma ia.
Apesar da veemência com que cumpriram a ordem, ele revela: “Todos têm direito de ir e vir, né? Não é crime nenhum eles estarem aqui. Vai fazer o quê, eles não têm dinheiro nem casa. A gente só vai acordá-los mais cedo”.
Um dos policias contou que a Brigada recebe diariamente ligações solicitando a retirada dos moradores. “Hoje viemos antes que reclamem”, argumentou. E já avisa: daqui para frente, dia sim, dia não, repetirão a ação “Para ver se eles acham um lugar onde incomodem menos”. O policial se refere aos bares do local, que temem ter queda no movimento por conta da presença dos moradores de rua.
A versão oficial é um pouco diferente
No entanto, o comandante do 9º Batalhão de Polícia, reponsável pelos cuidados da área central de Porto Alegre, Major Rodrigues, afirma que a ação não se caracteriza como policial: “A SMAM e a Prefeitura têm solicitado apoio da Brigada na retirada dessas pessoas das ruas”. Segundo o Major, a polícia so é acionada quando há resistência em deixar o local. A razão da SMAM seria o acúmulo de sujeira que normalmente ocorre em locais escolhidos por essas pessoas para passar a noite. “A frequência do serviço será determinda pela prefeitura”, conclui.

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