Criar búfalos é uma boa alternativa para a propriedade familiar no Rio Grande do Sul.
Quem promove essa ideia é o vice- presidente da Associação Sulina de Criadores de Búfalos , João Gaspar de Almeida.
Ele chegou a esta conclusão após analisar os dados apresentados na palestra da reunião mensal da associação na sexta-feira, dia 9, proferida pelo professor José Fernando Piva Lobato, doutor em produção animal pela Universidade de Melbourne, Austrália.
Os dados apresentados por Lobato surpreenderam criadores e técnicos presentes ao evento, por indicarem que uma enorme parcela dos produtores de bovinos no Rio Grande do Sul não atinge resultados satisfatórios na exploração pecuária.
Segundo Almeida, existem cerca de 300.000 propriedades com rebanhos de até 50 cabeças bovinas no Rio Grande do Sul, conforme os dados da palestra de Lobato.
“Os índices de reprodução, desfrute e idade de abate são muito inferiores aos que a Secretaria da Agricultura aponta para o rebanho bubalino no Estado”.
Além disto, o produtor afirma: “temos observado que muitos pequenos produtores têm migrado para a criação de búfalo como forma de combater o abigeato, e o melhor uso de áreas com capim anoni e outras inaproveitáveis para os bovinos”. Ele anunciou ainda que a Associação oferece aos novos produtores a possibilidade de receber treinamento de manejo para bubalinos.
A Ascribu mantém como atividade mensal a prática de convidar expoentes da agropecuária gaúcha para apresentação de dados e prognósticos. Na deste mês o convidado foi O professor Lobato, do departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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