Crise nas finanças do Estado: 2017 pode ser pior

 
O governador Ivo Sartori não alcançou o principal objetivo de sua viagem a Brasília esta semana: a indenização do Estado por obras em estradas federais, anunciada antes da viagem e, depois, esquecida.
É uma pendência de quase 30 anos, que remonta ao  mandato de Pedro Simon, o primeiro do PMDB nesta série, que parece interminável, de governos que sucumbem ao déficit crônico.
Pelos cálculos da Fazenda estadual a dívida chega aos R$ 2 bilhões, mas com a metade disso o governo gaúcho se daria por satisfeito.
Sartori esteve com quem pode resolver, o todo poderoso chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ministro dos Transportes. Ao que tudo indica, a investida foi frustrada.
Em consequência acendeu-se a luz vermelha no caixa do Tesouro e em alguns gabinetes ganhou força a ideia de aprovar uma mudança na lei, estendendo para o dia 15 do mês seguinte a data limite para pagamento dos salários de cada mês.
Com isso o governo ganharia uma margem que permitiria até um mês de atraso no pagamento ao funcionalismo.
É mais uma gambiarra para fazer frente a uma situação financeira que, longe de melhorar, se agrava clamorosamente.
O comportamento da receita, apesar das boas safras, está a indicar que o tarifaço, em vigor desde o início do ano, está produzindo o seu efeito mais perverso que é aprofundar a recessão,  com  a consequente queda na arrecadação de impostos.
Isso num momento em que as possibilidades de receitas extraordinárias se esgotam  – a última delas foi a venda da folha de pagamentos para o Banrisul – ao mesmo tempo em que as primeiras previsões para o ano que vem indicam condições climáticas adversas para a safra de grãos, que ainda é o principal motor da economia regional. (EB)
 

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