Decio Andreotti, professor, cinéfilo e amante da ópera

Com a morte do guaibense Décio Andriotti no dia 29 de abril em Milão, podem sair do esquecimento os dois velhos casarões que emolduram a avenida beira-rio da cidade-berço da Revolução dos Farrapos.

Na fachada dos prédios unidos por um portão, estão gravadas as iniciais de DMA, que remontam ao rico ancestral do professor de filosofia e matemática que dedicou a maior parte de sua vida ao ensino em colégios jesuitas de Porto Alegre e Florianópolis.
Além de dar aulas, o professor Andreotti era cinéfilo e amante da ópera. Tanto que passava longas temporadas na Europa para assistir a espetáculos em grandes teatros. Estava em Milão na virada do ano passado quando sofreu um AVC.
Hospitalizado por três meses, não pode voltar vivo às suas origens. Morreu aos 86 anos. Dedicou muito tempo a pesquisas sobre a história da música lírica no Rio Grande do Sul. De vez em quando visitava Guaíba.
Seus casarões ficam a poucos passos do terminal dos barcos catamarã que fazem a linha Guaíba-Porto Alegre.
Decio Andreotti era muito querido em Porto Alegre, por ter sido professor, pelo mecenato ou simplesmente por ser rico. O fato é que, nas duas semanas seguintes à notícia de sua morte, ele já recebeu duas homenagens em dois centros culturais da elite metropolitana.
A primeira foi com uma sessão de cinema na Sala PF Gastal, onde “passou” o filme de Ingmar Bergman de que Decio mais gostava (ele foi do clube de cinema de POA e ajudou a fundar o de Floripa, onde deu uma força para o principiante Rogério Sganzerla, diretor d’O Bandido da Luz Vermelha].
Um dos seus amigos e contemporâneos é Goida, decano dos críticos de cinema em Porto Alegre.
A segunda homenagem foi na Biblioteca Pública, onde rolou umnum recital de música lírica — trechos de óperas cantados por vozeirões masculinos e femininos do RS.
Décio foi seminarista, irmão jesuita, professor de filosofia e matemática no Anchieta e no Colégio Catarinense, lecionou em outros colégios de Porto Alegre.
O corpo de Decio Andreotti foi enterrado neste domingo, 20, às 11 horas no cemitério de Guaíba.(GH)
 

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Comentários

Uma resposta para “Decio Andreotti, professor, cinéfilo e amante da ópera”

  1. Avatar de Lauro Vieira de Brito
    Lauro Vieira de Brito

    Estudei no colegio catarinense dos Padres Jesuitas em Florianópolis na decada de 50 e convivi com o irmáo Décio durante 3 anos. Muitos anos após tive a felicidade de encontra lo num onibus quando realizamos uma excursáo pelo Canada do Atlantico ai Pacifico.

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