Decisão de Moro deu palanque a Lula

Lula ainda não havia chegado a Curitiba e já estava claro o erro do juiz Sérgio Moro, ao decidir, sem consultar ninguém, prender Lula e conceder-lhe 24 horas para apresentar-se.
O juiz Moro ainda não entendeu que no Brasil se está em plena campanha eleitoral.
Lula aproveitou o prazo e transformou o que seria uma capitulação num ato político: montou um palanque para fazer o discurso de abertura da campanha à presidência, que será feita por ele ou em nome dele.
Moro talvez tenha pensado que Lula lhe agradeceria o prazo e a deferência da “cela especial”. Enganou-se.
Ao contrário dele, que na ânsia de protagonismo, não consultou ninguém,  Lula aproveitou as 24 horas para reunir suas bases em São Bernardo e consultá-las.
Ele provavelmente já teria tomado a decisão, mas poderia rever se houvesse grande maioria contra. Significa que ponderou inclusive saídas extremas de resistência.
A militância que tomou o sindicato de São Bernardo gritava ao final do discurso de Lula: “Não se entrega, não se entrega”.
Lula escolheu manter o jogo duplo: de um lado chama de mentiroso o juiz que o condena, de outro se apresenta para cumprir a pena.
Com isso, dentro ou fora da cadeia, vai acumulando um capital cada vez maior, num momento de extrema baixa das ações na bolsa da política. Ele fala para seus eleitores. Em seus discurso, repudiou os “gravatinhas” que o procuravam e que agora desapareceram. Diz que redescobriu o valor dos velhos amigos.
O Globo disse que Lula falou para militantes e de fato se depender dos grandes meios o discurso dele vai permanecer restrito. O problema é que se vive em tempo de internet e como o próprio Lula disse as idéias dele “estão aí livres e soltas.”
 
 
 
 

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