Decisão de Petrobras não está tomada

Elmar Bones, de Brasília
O deputado Tarcisio Zimmermann (PT-RS) afirmou ontem ao JÁ, em Brasília, que a decisão da Petrobrás em relação a Braskem “ainda não esta tomada”. Acionado pelo Sindipolo, o deputado, que integra a Comissão de Trabalho da Câmara, manteve nas últimas semanas intensos contatos na Petrobras e no Governo em busca de informações e esta convencido de que “ a Petrobras não tem convicção de seus passos nessa negociação”.
A relutância da direção da estatal em se manifestar sobre o assunto reflete essa indecisão, segundo Zimmermann. “Eu não apostaria que esse negocio sai agora. Mesmo que a Petrobras de prosseguimento as negociações apontando os ativos que pretende permutar não significa que esse será o caminho que ela tomara na petroquímica”.
Segundo o deputado, a estatal estuda outras hipóteses e a troca na presidência da Petroquisa está relacionada a essa necessidade de melhor definição do caminho a tomar. O presidente anterior Kuniyaki Terabe, era uma indicação política, sem familiaridade com o setor, por isso foi trocado pela engenheira Maria da Graça Foster, técnica de carreira da Petrobrás. “A impressão que fiquei depois de todos esses contatos é que ainda há na Petrobras muitas dúvidas sobre o perfil dos investimentos que a companhia pretende fazer na petroquímica. A associação minoritária em diversos investimentos dilui riscos mas também dilui poder de decisão, deixando a subordinada aos interesses e humores dos parceiros privados”.
O deputado não acredita que as negociações entre Petrobrás e Braskem possam resultar em favorecimento a uma empresa privada. Aspas Acho que a Petrobrás age dentro da lógica dos negócios e é com base nesta lógica que ainda há duvidas na cúpula da companhia de que esse seja o melhor caminho.
Ele também minimiza a questão do emprego, pois acha que ela poderia ser contornada por um compromisso da Braskem com a manutenção dos postos de trabalho ou o encaminhamento dos funcionários que fossem dispensados. “A coisa mais estranha nesse processo todo é o silêncio do governo do Estado. Tenho certeza de que se fosse um grupo gaúcho tentando obter o controle do pólo de Camacari o governo baiano estaria reagindo”. Para ele a atitude do governador Rigotto no caso é de contemplação, que não é compatível com a relevância do pólo petroquímico para a economia regional.
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