Decisão sobre convocação de Marchezan na Câmara é adiada, embate político continua

A votação que aprecia o requerimento de convocação do prefeito Nelson Marchezan Júnior para comparecer à Câmara de Vereadores ficou para a quarta-feira. Dessa vez  foi a oposição que retirou o quórum e encerrou a ordem do dia desta segunda-feira, 27/11. Na semana passada quem havia feito esta manobra foi a base aliada do governo já que o risco de perder era grande.
Com a base marcando presença até o final de uma sessão mais extensa que as habituais, a oposição decidiu retirar quórum já que parlamentares que querem chamar o prefeito ao Legislativo já não se encontravam em plenário.
Na prática, o embate político continua desde que veio a tona o vídeo mostrando declarações do prefeito, durante o 3º congresso nacional do MBL, referindo-se a parlamentares: “É tudo cagão”.
O resultado desta votação ainda é incerto visto que irá depender da presença de alguns vereadores que podem votar a favor ou não do requerimento. Para aprovar a convocação de Marchezan é preciso maioria simples, ou seja, metade mais um do número de vereadores presentes no plenário. Se todos os parlamentares estiverem na sessão serão necessários dezenove votos. Na semana passada o requerimento foi assinado por dezesseis vereadores.
Críticas e defesas ao prefeito
O requerimento foi o último assunto a ser discutido em plenário. Antes disso, a Câmara revogou a lei sobre o Inventário do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis do Município. A convocação do prefeito alternou opiniões no plenário.
De volta de viagem à Europa, após acompanharem o prefeito Marchezan, os vereadores Moisés Barboza (PSDB) e Idenir Cecchim (PMDB) foram alguns que defenderam o prefeito. “Não foi diretamente aos vereadores”, comentou Barboza. Já Cecchim lembrou sobre declarações infelizes de outros políticos.
Também da base e contra a convocação do prefeito, a vereadora Mônica Leal fez um discursos um tanto emocionada na tribuna. “Fiquei triste e chateada ao ouvir isso do prefeito, mas não quero que ele venha aqui pra explicar o inexplicável”, salientou Leal, que ainda cobrou desculpas do prefeito.
Já o ex-líder da base, Clàudio Janta, voltou a criticar Marchezan: “Não adianta o prefeito e seus defensores dizerem que ele não falou mal desta casa”.
Janta é um dos principais engajados na convocação do prefeito. Mesmo se for aprovada, a presença de Júnior para prestar esclarecimentos não é certa já que o requerimento é considerado por muitos inconstitucional. Mas, como comentou um assessor, “é mais um tijolo no castelo de conflitos” entre o prefeito e legislativo.

Clàudio Janta (gravata laranja) é um dos que quer a convocação do prefeito / Ramiro Furquim / outroangulo.com

Idenir Cecchim foi à Tribuna e defendeu a rejeição de convocação do prefeito / Ramiro Furquim / outroangulo.com

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