Denúncias mexem no cenário de 2010

Mesmo que nada seja provado contra os parlamentares gaúchos envolvidos nas investigações da Operação Solidária, a ampla exposição negativa deles e de seus partidos já produziu um prejuízo político, que ainda não pode ser contabilizado, mas que já é evidente. Ele se refletirá nas campanhas para as eleições municipais do mês que vem. Até o cenário que se desenhava para a sucessão estadual em 2010 pode ser alterado.
Qual será, por exemplo, o impacto que o envolvimento de próceres do PMDB terá na campanha de José Fogaça, candidado do partido à reeleição e que lidera as pesquisas na disputa pela prefeitura de Porto Alegre? Essa resposta terá que esperar no mínimo as próximas pesquisas.
Quanto a 2010, envolvimento do ex-ministro e deputado Eliseu Padilha, secretário geral do PMDB. prejudica talvez de modo irremediável, seus planos de ser o candidato do partido ao governo do Estado. Ele havia conseguido que até seu mais forte concorrente, o ex-governador Germano Rigotto, admitisse uma candidatura ao senado, para evitar uma disputa interna.
Agora, aparentemente, Rigotto fica sózinho no cenário do PMDB. Até José Fogaça, o favorito na eleição em Porto Alegre, já declarou que seu candidato em 2010 é Rigotto.

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