DOSSIÊ SÍRIA: Risco de escala de guerra no mundo

Paulo Timm

Abril, 07

O anúncio de que os Estados Unidos bombardearam uma base aérea do Governo Sírio está chocando o mundo, justo quando o Presidente norte-americano prometera deixar o Presidente daquele país em paz e dar prioridade aos assuntos internos dos Estados Unidos. A desculpa é a mesma da época da invasão do Iraque: a posse e uso de armas químicas de destruição em massa colocam em cheque a segurança americana.
O ataque é condenável por inúmeras razões:

  1. Retoma o caráter belicoso da intervenção americana nos assuntos internacionais, cuja memória ainda nos reporta à Guerra Suja do Vietname nos anos 60-70.
  2. Antecipa-se às investigações internacionais sobre a verdadeira responsabilidade sobre o ataque com o gás sarin no íncio da semana numa cidade síria.
  3. Não responde à nenhuma determinação das Nações Unidas, consistindo numa ação de responsabilidade exclusiva do Governo dos Estados Unidos.
  4. Desconhece o fato de que as Nações Unidas em relatório de 2015 reconheceu que tanto o Governo de Baschar Al Assad como os rebeldes possuíam armas químicas e que ambos deveriam ser responsabilizados pelos ataques com armas químicas em 2013
  5. Ignora o fato de que seria estupidez do governo sírio usar armas químicas numa conjuntura de sucessivas vitórias sobre forças rebeldes no terreno e de que teve seu arsenal com estas armas neutralizado em 2015 por ação do Presidente Obama.

O ataque norte-americano confronta não só o Governo Sírio, mas a estabilidade mundial, ao se converter numa ação unilateral de alto poder ofensivo contra uma nação organizada, com o agravante de que pode trazer uma irritação adicional pela presença dos russos na região. Corremos o risco de ver as duas maiores potências nucleares do globo se confrontarem, sem qualquer possibilidade de mediação.

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Declaração do Ministério das Relações Exteriores da Síria . 1
7 abr 2017 |
Os grupos terroristas armados em atividade na região de Khan Shaikoun, as partes ocidentais que utilizam estes grupos como instrumentos e a mídia que trabalha a seu serviço espalharam aos quatro ventos as notícias sobre o ataque com gás tóxico contra a cidade de Khan Shaikhoun, localizada na província de Idleb. E como sempre ocorre, estas partes fizeram falsas acusações, como o fizeram nos últimos quatro anos, contra as Forças Armadas da República Árabe da Síria.
A República Árabe da Síria nega, categoricamente, o uso de gases tóxicos contra Khan Shaikhoun ou qualquer outro vilarejo ou cidade da Síria. E reafirma que o Exército Árabe Sírio não possui quaisquer tipos de armas químicas, não fez uso delas no passado, não pretende usa-las no futuro e sequer busca obtê-las. Já foi provado que o Exército Árabe Sírio não fez uso deste tipo de armas, nem nas priores batalhas travadas contra os grupos terroristas armados.
A República Árabe da Síria afirma que cumpriu com todos os seus compromissos assumidos perante o Tratado para a Proibição de Armas Químicas, desde a sua adesão no ano de 2013. A Síria esclarece que os grupos terroristas armados e seus patrocinadores foram os responsáveis por promover tais ataques e outros, com o objetivo de acusar, posteriormente, o Estado sírio pela autoria, mesmo tendo em vista que a República Árabe da Síria forneceu à Organização para a Proibição de Armas Químicas, ao Conselho de Segurança e à alguns países amigos informações detalhadas e precisas, durante os últimos anos e, especificamente, através das notas apresentadas pela Síria, nas últimas semanas, sobre a ação de grupos terroristas armados para a entrada de materiais tóxicos na Síria, incluindo a província de Idleb, através dos países vizinhos, especialmente a Turquia, para que estes produtos fossem usados posteriormente.
Esta mobilização massiva e imediata dos países patrocinadores dos terroristas, para promover uma nova campanha contra a Síria, que inclui o presidente do regime turco, os ministros de relações exteriores de alguns países europeus inimigos da Síria e os meios midiáticos que servem aos propósitos destas partes, provam a existência de um plano premeditado destes para voltar no tempo, reativar o chamado ‘arquivo químico da Síria’ e recomeçar do zero. Tudo isso para encobrir os crimes dos grupos terroristas armados e mostrar a ausência de seriedade frente às discussões de Astana e Genebra, que mostraram, de antemão, não haver qualquer vontade verdadeira de se alcançar uma solução pacífica para a crise na Síria. Esta nova campanha ocorre em sequência às conquistas alcançadas pelo Exército Árabe Sírio e pelas forças amigas, em sua guerra contra o terrorismo, nos últimos dias e semanas. Além disso, estas calúnias ocorrem às vésperas da realização da reunião da União Europeia, prevista para amanhã de manhã, sobre a Síria, que tem como objetivo perpetrar um ataque contra a Síria e justificar as decisões, que serão tomadas durante esta reunião, sobre tal agressão.
A República Árabe da Síria reitera sua mais veemente condenação ao crime cometido pelos grupos terroristas armados em Khan Shaikoun, que se soma, também, aos ganhos políticos baratos às custas das vidas de crianças, mulheres e filhos do povo sírio. E afirma que rejeita o uso destes materiais tóxicos por parte de quem quer que seja, seja qual for o local, em quaisquer circunstâncias e seja qual for o motivo. A República Árabe da Síria salienta que todas estas alegações fabricadas não a impedirão de continuar a sua luta contra o terrorismo e suas organizações, seus apoiadores na Turquia, na Arábia Saudita, no Qatar e em alguns países da União Europeia. E continuará atuando para alcançar uma solução política para a crise na Síria. A Síria conclama, ainda, a comunidade internacional a apoiar os seus esforços para combater o terrorismo e a rejeitar as novas, falsas e fabricadas justificativas divulgadas pelas partes que não desejam o bem da Síria e de seu povo.
Damasco, em 04/04/2017.
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Acusações infundadas: quem realmente utiliza armas químicas na Síria? 

5 abr 2017 | “Mudança de Regime”
armas1Oposicionistas sírios acusaram o exército nacional da utilização de armas químicas não apresentando nenhumas provas disso. Mas será que os países ocidentais não necessitam de provas?
O exército nacional sírio nunca utilizou e não vai utilizar substâncias tóxicas, segundo diz o texto do comunicado do comando militar sobre as acusações por parte da oposição armada de utilização das armas químicas na província de Idlib. O comando do exército sírio lembrou que os grupos terroristas armados acusam Damasco da utilização de armas químicas quando não conseguem alcançar objetivos “no terreno”.
Mas será que existe alguém que acredita na informação de Damasco no Ocidente? Paris, logo após ter ouvido sobre o ataque da oposição síria, começou exigindo uma reunião urgente do Conselho da Segurança da ONU, que foi como resultado marcada para o dia 5 de abril. O secretariado da organização internacional expressou inquietação, mas eles ainda não conseguiram verificar a informação e perceber se houve realmente um ataque, comunicou sobre isso o representante do secretário-geral.
Fonte Sputnik
http://www.orientemidia.org/acusacoes-infundadas-quem-realmente-utiliza-armas-quimicas-na-siria/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook&utm_campaign=acusacoes-infundadas-quem-realmente-utiliza-armas-quimicas-na-siria
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PREOCUPAÇÃO Cesar Benjamin
Entro na internet e vejo a notícia de que os Estados Unidos lançaram hoje cinquenta mísseis contra a Síria. A acusação de que o governo sirio teria usado armas químicas conta a população é pateticamente inverossímil. A Síria desativou há tempos seus arsenais de armas químicas e está vencendo a guerra no terreno, com amplo apoio de seu povo. Por isso, aliás, essa guerra saiu do noticiário.
O governo sírio afirma que atacou posições do chamado Estado Islâmico. Lá, além de armas convencionais, já identificadas, havia depósitos secretos de armas químicas, que vazaram.
O importante, agora, é saber como o Estado Islâmico obtém armas químicas.
Uma nova escalada na guerra da Síria, com Trump na presidência dos Estados Unidos, será um desastre.
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Economia de guerra de Tio Sam se impõe sobre falso pacifismo enganador de Trump

http://independenciasulamericana.com.br/  – 07/04/2017
armas2Durou pouco, quase nada,  o blá-blá-blá falso pacifista de Donald Trump. Ele vendeu o discurso vazio, mentiroso  e furado de que havia chegado o tempo de os Estados Unidos pararem de fazer guerra contra os outros. São mais de 800 bases militares espalhadas pelos cinco continentes. O olho de Tio Sam precisa estar em todo o canto do mundo. Não apenas para olhar, mas escutar, espionar e, principalmente, assaltar. César chegava em Roma com seus exércitos e suas presas, vindos das missões do império romano e distribuía os dotes aos generais que o acompanhavam, para preservar o poder no império. Santa ingenuidade de Trump, querendo acabar com a lógica imperial para inaugurar outra era, a da cooperação, da pluralidade etc e tal. Disse, para ganhar eleição, que Obama estava de sacanagem com a Síria. Claro, estava, mesmo. Hilary, que ajudou a construir o estado terrorista islâmico, se preparava, caso fosse eleita, para criar espaço aéreo restrito sobre a Síria. Iria provocar a Rússia e desafiá-la para a guerra. Perdeu a eleição com seu discurso guerreiro contra Putin. Trump concluíra que os americanos queriam paz e desenvolvimento. Ganhou a parada, elogiando Putin. Rasga, agora, o discurso. Não percebeu ou fingiu não perceber que o desenvolvimento dos Estados Unidos depende da guerra? Não leu Keynes? “Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer a minha tese – a do pleno emprego -, salvo em condições de guerra. Se os Estados Unidos se INSENSIBILIZAREM para a preparação das armas, aprenderão a conhecer sua força.”. Esse foi o recado keynesiano que Roosevelt adotou, a partir de 1936, para vencer os estragos provocados pela crise de 1929. Ou seja, elevar os gastos do governo na produção de não-mercadorias(produtos bélicos e espaciais), como diz Lauro Campos, em “A crise da ideologia keynesiana”, para tirar o capitalismo da crise do lassair faire. O capitalismo americano deixara de ser dinamizado pela produção das mercadorias sujeitas ao jogo da concorrência que produz deflação, o inferno do capital. Trump teria imaginado que seria suficiente, para dinamizar o capitalismo, apenas, trazer de volta aos Estados Unidos as empresas que emigraram para a China, para, de lá, exportar barato para os americanos, produzindo desemprego na América? Esqueceu do mais importante, o alimento constante do que o keynesianismo de guerra construiu: o ESTADO INDUSTRIAL MILITAR NORTE-AMERICANO, assim denominado por Eisenhower, em 1960. Como desarmar esse colosso guerreiro que puxa a demanda global capitalista, para evitar as crises de realização do capital, se deixado ao livre jogo do mercado? Os generais do Pentágono enquadraram Trump, bonitinho. Exigiram a guerra. Certamente, fizeram com ele o que haviam aprontado com W. Bush, obrigando-o a aceitar a mentira, espalhada pela mídia, dependente desse status quo, de que Saddam, no Iraque, acumulava armas químicas. Depois de destruí-lo, viu que não existia arma alguma. Inventam, agora, que Assad, presidente da Síria, utiliza armas químicas para bombardear populações inocentes. Onde estão as provas? Não precisam. Bastam motivações falsas. Por trás das aparências está a realidade. Os terroristas islâmicos foram armados pelos Estados Unidos para aprontarem as motivações que justificaram os ataques de ontem. Putin foi avisado com antecedência ou esse papo é construído pelo status guerreiro para dar a entender que o líder russo sabe que o poder está na ponta do fuzil e contra ele não há o que dizer? As verdades são as primeiras vítimas das guerras. Não se vê o que ocorre, agora, no Brasil, nessa guerra econômica neoliberal contra o povo brasileiro, em que os donos do poder, que deram o golpe,  dizem que há um tremendo déficit na previdência social para justificar seu desmonte, a fim de que seja dominado o SUS pelo sistema financeiro usurário, tendo a propagandear a favor da tese a grande mídia golpista? Eles constroem os argumentos e os vendem como verdade, a verdade do capital. O capital, agora, vai à guerra, com Trump, porque sem a guerra, que é o oxigênio do capitalismo americano, o império desaba.
 
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What The Media Isn’t Telling You About Yesterday’s Chemical Attack In Syria

ByTrue Activist
Posted on April 6, 2017
armas3There may be more to the story than we are being told.
By: Darius Shahtahmasebi / AntiMedia   On Tuesday, yet another chemical weapons attack occurred in Syria. This particular attack took place in the Idlib province, and dozens have reportedly died as a result.
Syria is no stranger to chemical weapons attacks. In 2013, there were two notably devastating attacks, both of which the Obama administration used to try to justify a direct strike on the Assad government.
The U.N. thoroughly investigated the first 2013 attack. The U.N Commission of Inquiry’s Carla Del Ponte ultimately said the evidence indicated the attack was carried out by the Syrian rebels — not the Syrian government. Despite this, support for the Syrian rebels from the U.S. and its allies only increased, raising serious questions about Obama’s sincerity when condemning chemical attacks.
Pulitzer-Prize winning journalist Seymour Hersh found the second major attack was committed in a similar manner. Hersh found that the U.S. quite deliberately attempted to frame the evidence to justify a strike on Assad without even considering al-Nusra, a terror group with access to nerve agents that should have been a prime suspect.
In 2016, the U.N. concluded that the Syrian government had, indeed, used chemical weapons during the years-long conflict, but that ISIS had, too. This is in light of the fact that in 2013, the U.N. also declared that the regime no longer possessed chemical weapons.
These facts are largely missing from any serious commentary on the most recent attack in Syria. Despite these reports being accessible and available, the world has instead decided to blatantly ignore them and rush to blame Assad once again. It is also worth noting that one of the sources blaming Syria and/or Russia for this attack is the so-called Syrian Observatory for Human Rights (SOHR), an organization run by a single anti-Assad dissident in Coventry, England. Having these claims bolstered by the White Helmets does nothing to aid its credibility given the group’s leadership is reportedly driven by a “pro-interventionist agenda conceived by the Western governments and public relations groups that back them,” according to Alternet.
Yet without directly confirming any of the intelligence, the media and politicians are out in full force condemning the Assad government. As of this article’s publication, the Guardian has three top headlines: one reporting on the attack and the next two condemning Assad directly (see here and here).
Even a New Zealand newspaper, the New Zealand Herald, ran an ambitious article entitled “Donald Trump is the only leader who can stop Syrian atrocities.” No – it is not The Onion.
In the article, the writer ignores all of the aforementioned reports regarding attacks in 2013, claiming that in that year, “the Syrian regime used sarin.” She also claims “Obama did nothing” in response.
The claim that Obama “did nothing” makes no sense. In 2016 alone, Obama dropped over 26,000 bombs — almost half of which landed in Syria. These bombs also rained on Syrian troops in direct violation of international law. As president, Obama also oversaw the CIA’s expenditures of about $1 billion a year training Syrian rebels.
As fears of “fake news” perpetuated by both the mainstream media and the president threaten our democratic institutions, how else can we describe these biased reports on Syria, if not “fake news?” News should be based on evidence, not molded around a foreign policy agenda of regime change.
Perhaps the Syrian government did use chemical weapons in a stupid move that would immediately attract international condemnation and calls for war just days after the U.S. openly acknowledged they would consider leaving Assad alone. But what if the Syrian government wasn’t responsible, and the attack was, once again, committed by the Syrian rebels? Will the world unite and join Congresswoman Tulsi Gabbard in her calls to stop arming terror groups in Syria?
Or is it that we only care about chemical weapons attacks if there is an indication that the Syrian government was behind it?
One should bear in mind that if the rebels did commit the attack, the U.S. could actually do something about it considering America and its allies actively support them. Withdrawing support for groups that resort to these tactics would contribute to Syria’s safety and security. This is not a concern, however, because it appears the media’s ultimate focus on this story is to garner support for further war and bloodshed in the Middle East — not less of it.
Creative Commons / True Activist / Report a typo
Read More: http://www.trueactivist.com/what-the-media-isnt-telling-you-about-yesterdays-chemical-attack-in-syria/

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