Dura uma semana caçada ao assassino que assombra Pinhal Grande

Há uma semana os 4,5 mil habitantes de Pinhal Grande vivem assombrados com a caçada a um assassino que está embrenhado na mata. Nesta terça-feira o prefeito Selmar Durigon decretou situação de emergência no município. O medo dos moradores mudou o ritmo da cidade. O homem é Ariosto da Rosa, 41 anos. Ele matou quatro pessoas, entre elas, a enteada de 16 anos. Ele teria abusado sexualmente da vítima, antes de matá-la. O homem segue foragido pelo interior do município e impõe o medo na população da cidade, de 4,5 mil habitantes.
“Para se ter uma ideia, das 400 crianças que frequentam nossas escolas, apenas 50 foram na aula na segunda-feira. O transporte escolar está funcionando parcialmente. Em plena safra, os agricultores não estão conseguindo colher feijão nem soja. Ele cometeu toda essa atrocidade e está prometendo matar mais pessoas”, afirma o prefeito.
De acordo com Durigon, na suposta lista de Ariosto há pelo menos quatro pessoas: um médico, uma enfermeira, uma assistente social e uma funcionária do Conselho Tutelar. “Esses profissionais foram os responsáveis por fazer os atendimentos necessários quando a enteada do Ariosto teria sido abusada por ele. Então, ele quer se vingar”. Bianca denunciou o padrasto por abuso sexual, mas depois desmentiu o depoimento.
Além da enteada, Ariosto assassinou o menino Iran Gonçalves dos Santos, 10, o adolescente Alex Cardoso Leal, 17, e Afonso Gonçalves, 60.
Hoje, cerca de 40 policiais militares e civis atuam nas buscas com o auxílio de cães do Corpo de Bombeiros e um drone.
O capitão Edimilso Carvalho Pereira, que comanda a operação pela Brigada Militar, diz que o principal problema é o “terreno acidentado em área de mata fechada”. Ariosto é conhecedor da região.
As buscas no mato, próximo da casa do suspeito e onde aconteceu a morte de Bianca, na localidade de Rincão dos Basílio, começam às 6h e se estenderam até as 20h. À noite, a vigília continua nas viaturas, em estradas próximas. A estratégia é vasculhar o perímetro ao redor de onde são encontrados indícios do paradeiro de Ariosto. Assim, busca-se cortar suprimentos, como comida e água, forçando com que ele apareça ou se entregue.
Excepcionalmente, no terceiro dia (1º/12), as buscas no mato ocorreram também à noite


Foto: Capitão Edmilson Carvalho Pereira / Brigada Militar/Divulgação
4º dia(2/12)
– Buscas continuaram com apoio do helicóptero da BM
–  Nenhuma nova pista do suspeito foi encontrada
Foto: Capitão Edimilso Carvalho Pereira / Divulgação
 
 

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