Responsável pela admissão do processo de impeachment de Dilma Roussef na Câmara, o deputado Eduardo Cunha teve uma vitória dupla nesta tarde de quarta-feira.
Primeiro, quando o plenário do Senado Federal decidiu pelo afastamento definitivo da presidente e, depois, quando numa manobra de última hora, 46 senadores votaram a favor de um destaque em separado para preservar os direitos políticos dela.
Prestes a ser julgado na Câmara por falta de decôro, Cunha pode agora esperar pela mesma solução: ter seu mandato de deputado federal cassado, mas manter seus direitos políticos preservados e, em dois anos, voltar ao Congresso como deputado eleito, em condições, inclusive de retomar a presidência da Câmara.
Restarão os indiciamentos na Lava Jato, da qual o fôro privilegiado o tem protegido. Mas se estão certas as informações de que a operação tem data, dezembro, para encerrar não será surpresa se ele escapar.

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