Pela demonstração de pouco interesse do governo estadual na reunião realizada nesta terça-feira, com o Comando de Greve do Cpers/Sindicato, o movimento de paralisação dos professores da rede pública terá muito trabalho para ter sucesso em alguma das 14 reivindicações da categoria.
Prevista inicialmente para o Palácio Piratini a reunião foi realizada na Secretaria de Educação e o principal interlocutor aguardado pelos professores, o secretário da Fazenda, Giovane Feltes, não compareceu. Só estavam presentes, o secretário interino da Educação, Luis Antônio Alcoba e o chefe da casa Civil, Márcio Biochi. No local, houve um princípio de tumulto já que a Segurança da Secretaria da Educação não permitiu a entrada dos representantes dos alunos na reunião.
Por isso, a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer fez questão de dizer que o encontro foi pouco produtivo e não teve avanços. Não ficou agendado novo encontro. “Mas não queremos ouvir intenções, queremos propostas concretas e a presença do secretário Feltes. O tempo que levará para termos uma nova audiência demonstrará o interesse do governo em resolver a greve dos educadores”, afirmou Helenir Schürer.
42 escolas ocupadas
Se no terreno das negociações os avanços não ocorrem, na novidade dessa greve- a ocupação de escolas por alunos- os ganhos são significativos. Até as 19 horas da terça-feira, 42 escolas estavam ocupadas, segundo levantamento do movimento Ocupa Tudo RS. Incentivador da ação estudantil, o Cpers/ Sindicato recomendou a pais de alunos e professores e a comunidade em geral a apoiar a iniciativa estudantil.
As escolas ocupadas estão recebendo apoio e doações da comunidade escolar. Durante o dia, os alunos estão participando de diversas oficinas com o objetivo de debater o momento pelo qual passa a educação pública no país. Outra oficina realizada é a de criação de cartazes e faixas utilizados nos portões das escolas.
O Comando de Greve do Cpers obteve do secretário interino da Educação a promessa que a ação dos estudantes será tratada como um caso da área de Educação, não da alçada policial, como é temor entre os pais, professores e alunos da rede pública. Para a presidente do Cpers, Helenir Schürer, o único ponto positivo da reunião foi a garantia que os alunos que ocupam as escolas não sofrerão repressões.

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