Em Cena termina com mais de 12 mil ingressos vendidos

Adriana Lampert
A montagem italiana mPalermu, da diretora revelação da europa Emma Dante encerrou o 12º Porto Alegre em Cena no Theatro São Pedro, neste domingo (25), às 21h. Após o final da peça, o secretário Municipal de Cultura Sérgius Gonzaga participou da solenidade de encerramento do festival (22h15min), ao lado do organizador do evento, Luciano Alabarse e do prefeito José Fogaça, no salão do São Pedro.
A prefeitura investiu no Em Cena cerca de R$ 2 milhões, sendo que pouco menos de um milhão e meio foi captado por cotas entre as empresas Sonae, Petrobras e Caixa / RS, beneficiadas pelas leis de incentivo à cultura estadual e federal. O restante dos custos será pago pela Secretaria Municipal de Cultura e pela arrecadação de ingressos (R$ 120 mil até sábado – 24 – à tarde).
O valor do ingresso para assistir aos espetáculos deste ano, teve um reajuste de 100%. “O primeiro nos últimos 10 anos”, lembra Luciano Alabarse (foto). Ele ressalta que este reajuste foi calculado para que os ingressos em geral custassem R$ 10,00 uma vez que o valor único de R$ 20 tinha desconto para estudantes, idosos, artistas e funcionários de lojas e sindicatos credenciados pelo festival. “A política de descontos foi ampla. Tanto, que de cada 100 ingressos, 97 foram vendidos com descontos”.
Segundo a organização do 12º Porto Alegre em Cena, ao todo foram vendidos pouco mais de 12 mil ingressos. A última semana foi a de maior procura pelo público. Este resultado foi visto como uma vitória, conforme Alabarse. “A cidade compreendeu que é normal pagar ingressos para ir ao teatro. Orgulho-me de ter trazido Norma Aleandro, Peter Brook e atrizes como Júlia Lemertz a preços acessíveis”.
Apesar das críticas de algumas pessoas da classe, o organizador também tem apoiadores: o próprio antecessor, Ramiro Silveira concorda: “Eu entendo o Luciano nesta decisão, porque esta foi a alternativa para não baixar a qualidade do festival. Uma das características do Em Cena é dar acesso a espetáculos de qualidade para o maior número de pessoas. E várias peças, pelo nível da montagem e qualidade dos atores, fora do festival teriam o preço do ingresso mais caro.”
A atriz Arlete Cunha que está trabalhando na produção de palco de espetáculos de rua concorda: “O festival precisa se pagar e, como a captação de recursos é difícil e a Prefeitura não tem verba suficiente, o ingresso acaba ficando mais caro.”
Outro fato que gerou polêmica foi o fim da fila dos “sem ingressos” ou “A fila dos sem”. Alabarse argumenta que a entrada de pessoas sem pagar não ajuda a fomentar platéia, ao contrário do que pregam. “Não é possível que pensem que o teatro é feito para ser dado de graça para o público. Se eu acostumo o público a ir de graça no Em Cena, quem é que vai querer pagar para assistir as peças que ficam em cartaz durante o resto do ano?”, questiona. “A profissão de artista precisa ser valorizada. Cacilda Becker estava certa quando disse certa vez: ´Não me peçam para dar a única coisa que eu tenho para vender´”. O ator e diretor Kike Barbosa concorda: “Quem compraria ingressos, se todos soubessem da existência da fila dos “sem”? Além do mais, é injusto para quem comprou.

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